Descrição: Na imagem abaixo:
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic.
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance
Base: X-men Evolution
Prólogo
Jean sempre amou a neve. Era fascinada por ela desde criança – por sua pureza,
pelo jeito que brilhava. Coisas mágicas pareciam acontecer quando nevava – o
mundo normal de todos os dias era transformado em um verdadeiro conto de fadas.
Para Jean, era a coisa mais bela do mundo.
Jean apresentou para Scott seu ritual de infância favorito no segundo inverno em que ele esteve no Instituto Xavier. Em uma noite no final de novembro, bem tarde, Jean andou na ponta dos pés pelo corredor até o quarto de Scott.
“Scott,” ela sussurrou, balançando-o gentilmente, “Scott, acorde.”
“Huh – Jean? Algum problema? Você está bem?” ele perguntou, com medo de que fosse um dos pesadelos dela.
“Shhh! Eu estou bem. Se vista e me encontre lá embaixo.”
“Por quê?” ele perguntou, relutante em deixar sua cama quente.
“Nós vamos dar uma volta.”
“Por quê?”
“Porque está nevando,” ela explicou, com os olhos brilhando. “Está lindo lá fora, Scott. Por favor, venha comigo – Eu quero dar uma volta. O mundo fica diferente quando neva, fica... de alguma forma... melhor.”
E porque Scott não era capaz de negar nada a Jean, os dois passaram uma hora inteira vagando pelos arredores do Instituto no meio da noite. Eles jogaram bolas de neve, fizeram anjos de neve no chão, e simplesmente se sentaram no lago assistindo à neve cair. Scott amou cada minuto daquilo.
Foi assim que começou uma de muitas das longas tradições de Scott Summers e Jean Grey.
Jean apresentou para Scott seu ritual de infância favorito no segundo inverno em que ele esteve no Instituto Xavier. Em uma noite no final de novembro, bem tarde, Jean andou na ponta dos pés pelo corredor até o quarto de Scott.
“Scott,” ela sussurrou, balançando-o gentilmente, “Scott, acorde.”
“Huh – Jean? Algum problema? Você está bem?” ele perguntou, com medo de que fosse um dos pesadelos dela.
“Shhh! Eu estou bem. Se vista e me encontre lá embaixo.”
“Por quê?” ele perguntou, relutante em deixar sua cama quente.
“Nós vamos dar uma volta.”
“Por quê?”
“Porque está nevando,” ela explicou, com os olhos brilhando. “Está lindo lá fora, Scott. Por favor, venha comigo – Eu quero dar uma volta. O mundo fica diferente quando neva, fica... de alguma forma... melhor.”
E porque Scott não era capaz de negar nada a Jean, os dois passaram uma hora inteira vagando pelos arredores do Instituto no meio da noite. Eles jogaram bolas de neve, fizeram anjos de neve no chão, e simplesmente se sentaram no lago assistindo à neve cair. Scott amou cada minuto daquilo.
Foi assim que começou uma de muitas das longas tradições de Scott Summers e Jean Grey.
Capítulo 1
Jean havia estado em uma missão. Ela buscou pelas salas do Instituto uma por uma, até encontrar quem estava procurando no corredor do segundo andar.
“Hey,” ela cumprimentou Scott com um grande sorrido. “Eu estava procurando por você.”
“Você me encontrou,” ele respndeu, sorrindo de volta. “O que foi?”
“Está nevando,” ela simplesmente respondeu, rindo e o puxando pela mão.
Havia algo mágico em andar por um novo mundo coberto de branco. A neve parecia absorver o som, resultado em uma éterea quietude. Eles andaram em silêncio, exceto pelo som de suas botas na neve. O braço de Jean estava entrelaçado com o de Scott e ela se inclinou levemente na direção dele, tanto para se esquentar como pelo simples conforto de estar com seu melhor amigo.
“Eu sinto falta disso,” ela disse suave, não querendo quebrar o encanto.
“Falta de quê?” ele questionou igualmente suave.
“Disso,” ela repetiu, abraçando seu braço para enfatizar o que dizia. “Eu sinto falta de nós.”
Scott sorriu e
soltou o braço entrelaçado, ao invés disso, deslizou-o para os ombros dela. “Eu também. A vida se tornou muito estranha.
É como se não passássemos mais nenhum tempo juntos.”
Eles continuaram andando, o braço de Jean estava em volta da cintura de Scott e sua cabeça descansava tranquilamente em seu peito. “Às vezes, eu realmente desejo que só houvesse nós dois aqui”, ela admitiu. “Não que eu não ame ter todos por perto – eles são como família, e são maravilhosos. Mas sinto falta de como costumava ser simples, sabe? Quando você era apenas Scott, meu melhor amigo, não Ciclope, líder dos X-men.”
“Eu ainda sou seu melhor amigo,” ele a lembrou abraçando-a de leve.
“Eu sei, e sou agradecida por isso”, ela disse, depois riu. “Sério, você não tem ideia. Eu não sei o que faria sem você.”
“Você nunca terá que se preocupar com isso,” ele assegurou.
“Promete?”
“Eu prometo.”
“Não importa o que aconteça?” ela mudou seu tom de voz, fazendo surgir suspeitas em Scott instantaneamente.
“Claro,” ele disse atenciosamente. “Mas isso vai depender se você irá me perdoar ou não.”
A confusão de Jean era a brecha pela qual ele estava esperando. Ele girou, colocando em vista a bola de neve que Jean havia criado com a telecinese enquanto eles conversavam. Ele a arrancou no ar com uma mão, e prendeu seu outro braço ao redor da cintura de Jean. Então, empurrou a bola de neve para dentro da jaqueta da ruiva, sabendo pelo gemido dela que pelo menos um pouco do gelo havia entrado em seu suéter.
“Filho da mãe!”, ela bradou.
Eles continuaram andando, o braço de Jean estava em volta da cintura de Scott e sua cabeça descansava tranquilamente em seu peito. “Às vezes, eu realmente desejo que só houvesse nós dois aqui”, ela admitiu. “Não que eu não ame ter todos por perto – eles são como família, e são maravilhosos. Mas sinto falta de como costumava ser simples, sabe? Quando você era apenas Scott, meu melhor amigo, não Ciclope, líder dos X-men.”
“Eu ainda sou seu melhor amigo,” ele a lembrou abraçando-a de leve.
“Eu sei, e sou agradecida por isso”, ela disse, depois riu. “Sério, você não tem ideia. Eu não sei o que faria sem você.”
“Você nunca terá que se preocupar com isso,” ele assegurou.
“Promete?”
“Eu prometo.”
“Não importa o que aconteça?” ela mudou seu tom de voz, fazendo surgir suspeitas em Scott instantaneamente.
“Claro,” ele disse atenciosamente. “Mas isso vai depender se você irá me perdoar ou não.”
A confusão de Jean era a brecha pela qual ele estava esperando. Ele girou, colocando em vista a bola de neve que Jean havia criado com a telecinese enquanto eles conversavam. Ele a arrancou no ar com uma mão, e prendeu seu outro braço ao redor da cintura de Jean. Então, empurrou a bola de neve para dentro da jaqueta da ruiva, sabendo pelo gemido dela que pelo menos um pouco do gelo havia entrado em seu suéter.
“Filho da mãe!”, ela bradou.
Scott estava rindo
descontrolado enquanto ela freneticamente tentava alcançar a neve que derretia
em suas costas. Ela abriu o zíper da jaqueta, jogando-a no chão, e então ela
puxou o suéter para fora da calça, balançando-o pra cima e para baixo, na
esperança de que a neve saísse. Scott finalmente recobrou controle suficiente
para abraçá-la pelas costas, rindo com o rosto nos cabelos dela.
“Eu te conheço há muito tempo, ruiva,” ele murmurou com um largo sorriso. “Seus truques são legendários, e eu vi esse vindo há um quilômetro de distância.”
“Ah, então, você viu, huh?” ela desafiou, girando o corpo para que ele visse seu rosto.
Ela congelou. Os dois estavam separados por poucos centímetros, tão perto que sua respiração quente soprou contra o rosto de Jean enquanto ele lutava para recuperar seu poder sobre ela. Ela havia estado perto dele dessa forma em incontáveis ocasiões, especialmente durante as sessões de treinamento. Mas, antes, isso nunca havia causado borboletas em seu estômago. O repentino paralisamento de Jean deve ter sido notado, porque Scott a empurrou o suficiente para conseguir ver seu rosto. O que ele viu na expressão de Jean ela não sabia, mas isso fez com que ele franzisse a sombrancelha.
“Jean-“
“Meu Deus, estou congelando. Vamos para dentro tomar chocolate quente,” ela disse em voz muito animada, libertando-se de Scott para pegar sua jaqueta no chão. Olhou para ele e viu que ele ainda estava confuso. Ela ignorou, pegando sua mão e o arrastando de volta para a mansão.
Ela não notou o sorrido de compreensão que lentamente apareceu no rosto de Scott.
“Eu te conheço há muito tempo, ruiva,” ele murmurou com um largo sorriso. “Seus truques são legendários, e eu vi esse vindo há um quilômetro de distância.”
“Ah, então, você viu, huh?” ela desafiou, girando o corpo para que ele visse seu rosto.
Ela congelou. Os dois estavam separados por poucos centímetros, tão perto que sua respiração quente soprou contra o rosto de Jean enquanto ele lutava para recuperar seu poder sobre ela. Ela havia estado perto dele dessa forma em incontáveis ocasiões, especialmente durante as sessões de treinamento. Mas, antes, isso nunca havia causado borboletas em seu estômago. O repentino paralisamento de Jean deve ter sido notado, porque Scott a empurrou o suficiente para conseguir ver seu rosto. O que ele viu na expressão de Jean ela não sabia, mas isso fez com que ele franzisse a sombrancelha.
“Jean-“
“Meu Deus, estou congelando. Vamos para dentro tomar chocolate quente,” ela disse em voz muito animada, libertando-se de Scott para pegar sua jaqueta no chão. Olhou para ele e viu que ele ainda estava confuso. Ela ignorou, pegando sua mão e o arrastando de volta para a mansão.
Ela não notou o sorrido de compreensão que lentamente apareceu no rosto de Scott.
Quando ele entrou
na biblioteca, ele andou decidido para perto dela e parou bem em sua frente.
Ela sorriu e abriu sua boca para cumprimentá-lo, mas ele a cortou.
“Vá a um encontro comigo.”
Jean o encarou em aturdido silêncio, não acreditando que ele realmente havia dito o que ela ouviu.
“O quê?”, ela disse, sem conseguir formar uma frase mais eloquente.
Scott deu uma longa e calma respirada. “Eu quero te levar para sair. Em um encontro. Um encontro de verdade.”
Ela estava tão surpresa que tudo que pode fazer foi piscar.
“Sexta-feira à noite. Jantar e cinema,” ele elaborou.
Jean piscou de novo, e abriu sua boca só para descobriu que não conseguia falar. Fechou sua boca de novo, e então abriu outra vez na intenção de dizer alguma coisa. Mas nenhuma palavra saiu. Ela tinha a certeza de parecer bem ridícula.
Scott não desistiu. Ele continuou parado a menos de um metro dela, encarando-a.
“Ok.” Jean podia jurar que foi a voz dela que ouviu dizendo isso, mas não lembrava de ter dito. Mas pelo sorriso que se abriu no rosto de Scott, ela sabia que tinha, de fato, acabado de aceitar em ir a um encontro com ele.
“Ótimo,” ele anunciou, seu alívio evidente. “Nós saímos daqui às 7.”
“Ok,” ela disse de volta, totalmente perdida.
Ele estava radiante. “Certo. Vou deixá-la terminar seu trabalho, então. Boa noite, Jean.”
Jean encarou-o recuando e, enquanto Scott fechava a porta atrás dele, ela finalmente conseguiu dizer, “Boa noite.”
“Vá a um encontro comigo.”
Jean o encarou em aturdido silêncio, não acreditando que ele realmente havia dito o que ela ouviu.
“O quê?”, ela disse, sem conseguir formar uma frase mais eloquente.
Scott deu uma longa e calma respirada. “Eu quero te levar para sair. Em um encontro. Um encontro de verdade.”
Ela estava tão surpresa que tudo que pode fazer foi piscar.
“Sexta-feira à noite. Jantar e cinema,” ele elaborou.
Jean piscou de novo, e abriu sua boca só para descobriu que não conseguia falar. Fechou sua boca de novo, e então abriu outra vez na intenção de dizer alguma coisa. Mas nenhuma palavra saiu. Ela tinha a certeza de parecer bem ridícula.
Scott não desistiu. Ele continuou parado a menos de um metro dela, encarando-a.
“Ok.” Jean podia jurar que foi a voz dela que ouviu dizendo isso, mas não lembrava de ter dito. Mas pelo sorriso que se abriu no rosto de Scott, ela sabia que tinha, de fato, acabado de aceitar em ir a um encontro com ele.
“Ótimo,” ele anunciou, seu alívio evidente. “Nós saímos daqui às 7.”
“Ok,” ela disse de volta, totalmente perdida.
Ele estava radiante. “Certo. Vou deixá-la terminar seu trabalho, então. Boa noite, Jean.”
Jean encarou-o recuando e, enquanto Scott fechava a porta atrás dele, ela finalmente conseguiu dizer, “Boa noite.”
O que havia acabado
de acontecer? Ela realmente havia aceitado ir a um encontro com Scott Summers? Ele era seu melhor
amigo – o que ela estava pensando? Aliás, o que ele estava pensando, em
primeiro lugar, chamando-a pra sair?
“Eu não entendo o que aconteceu aqui,” Jean murmurou para si mesma, balança sua cabeça em descrença.
Jean tinha o que ela mesma se referia como uma “paixão” por Scott desde que se conheceram. Isso se materializava nos tempos mais estranhos e depois desaparecia. Então, reaparecia, virando o mundo dela de ponta cabeça por algumas semanas, e desaparecia de novo. Ela estava tão acostumada com isso depois de mais de cinco anos que ela mal prestava atenção. Ela suspeitou uma ou outra vez que Scott talvez tenha lidado com os mesmo sentimentos em relação a ela, mas ele nunca havia feito nada.
Até agora, ela se lembrou.
Jean sempre relacionou seus sentimentos por Scott como o resultado do simples desejo do familiar – aquela pessoa segura que sempre estará lá para você. Eles haviam passado por tantas coisas juntos que seria natural que tivessem uma queda um pelo outro. Mas aquele incidente na neve no outro dia havia feito ela pensar de novo, e ela estava reavaliando seus sentimentos. Claro, ela gostaria da possibilidade de namorar Scott, especialmente depois de terminar com Duncan (e o que algum dia viu nele, nunca saberia). Ela só nunca havia pensado que Scott estava interessado em namorá-la.
Parece que isso mostra que não sei de nada, disse a si mesma.
“Eu não entendo o que aconteceu aqui,” Jean murmurou para si mesma, balança sua cabeça em descrença.
Jean tinha o que ela mesma se referia como uma “paixão” por Scott desde que se conheceram. Isso se materializava nos tempos mais estranhos e depois desaparecia. Então, reaparecia, virando o mundo dela de ponta cabeça por algumas semanas, e desaparecia de novo. Ela estava tão acostumada com isso depois de mais de cinco anos que ela mal prestava atenção. Ela suspeitou uma ou outra vez que Scott talvez tenha lidado com os mesmo sentimentos em relação a ela, mas ele nunca havia feito nada.
Até agora, ela se lembrou.
Jean sempre relacionou seus sentimentos por Scott como o resultado do simples desejo do familiar – aquela pessoa segura que sempre estará lá para você. Eles haviam passado por tantas coisas juntos que seria natural que tivessem uma queda um pelo outro. Mas aquele incidente na neve no outro dia havia feito ela pensar de novo, e ela estava reavaliando seus sentimentos. Claro, ela gostaria da possibilidade de namorar Scott, especialmente depois de terminar com Duncan (e o que algum dia viu nele, nunca saberia). Ela só nunca havia pensado que Scott estava interessado em namorá-la.
Parece que isso mostra que não sei de nada, disse a si mesma.


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