Descrição: Ele acha que ter um inimigo chamado "Magneto" é embaraçoso porque ele faz o seu já – ridículo – trabalho, soar muito mais absurdo. E dezenove outras revelações verdadeiras sobre o líder (representante) dos X-Men.
Classificação Indicativa: T (13+)
Status: One-Shot
Tipo: Romance, Angústia, Familía.
Base: HQ's
Sugestão: Oneshot dedicada a Sindy, que faz aniversário está semana e por ser uma das maiores fãs do nosso eterno Scott Summers, James Marsden! E uma cena em especial para Ká! ;)







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1. Ele percebeu o problema com os olhos pela primeira vez, enquanto ele estava lendo "A Odisséia" para uma escola de alta classe de calouros Ingleses. Ele era fascinado pelo Cyclops, porque o único olho era tanto a sua marca distintiva e ponto de vulnerabilidade. Pensou nisso quando era hora de escolher os codinomes e teve longas discussões sobre o assunto com Hank, que insistia que Scott realmente tinha dois olhos e eles não estavam realmente no lugar certo para um Ciclope, de qualquer maneira. Scott foi educado sobre isso, mas até hoje ele privadamente acha que ele tem o melhor codinome.

Apesar de sua timidez, sua voz soava forte e firme, enquanto a frente da classe, lia uma das partes daquele que viria a se tornar um de seus livros favoritos.

“Em resposta à filha falou Zeus, que comanda as nuvens: ‘Que palavra passou além da barreira dos teus dentes? Como me esqueceria eu do divino Ulisses, cujo espírito supera o de qualquer outro homem e aos deuses imortais, que o vasto céu detém, nunca faltou com sacrifícios?”

Enquanto continuava a ler, Scott sentiu seus olhos arderem de repente e sua visão embaçar um pouco, piscou várias vezes tentando aliviar a irritação e em uma delas, podia jurar, que tudo havia ficado vermelho. A professora, em pé próxima a porta, chamou sua atenção.

“Scott?” Ele a olhou e voltou a se concentrar no livro em suas mãos.

“Desculpe.” E prosseguiu. “Mas Posêidon, que cerca a terra, sem tréguas se lhe opõe, por causa do Ciclope a quem Ulisses cegou a vista — ao divino Polifemo, que mais força tem entre todos os Ciclopes.”

~*~

“Mas você sabe, que ele só tem um olho só, não sabe? E que fica no meio da cabeça.” Hank disse-lhe mais uma vez.

“Sim, mas eu ainda gosto dele e o acho... apropriado.” Scott respondeu-lhe educadamente, para o que parecia ser um argumento de quase trinta minutos.

“Tudo bem, então. É você quem decide.” Hank por fim finalizou o assunto, decido de que se o amigo gostaria daquele nome, ele nada poderia fazer para fazê-lo reconsiderar.

E Scott não iria, pois apesar da diferença, ele ainda achava que tinha o melhor codinome entre todos seus amigos.

2. Ele pensou que "Garota Marvel" foi um nome particularmente idiota, mas quando Jean perguntou por isso ao chegar, ele disse que adorou. Na verdade, ele ficou feliz quando ela parou de usá-lo, mas isso não é nada comparado com como ele se sente a respeito de...

“E você Jean? Qual codinome vai usar?” Bobby perguntou, olhando para a ruiva.

“Eu decidi ir por Garota Marvel.” Respondeu sorrindo. ”O que acha?” Perguntou, olhando para Scott que estava sentado ao seu lado.

“Ahm, eu...” Scott começou, mas não sabia realmente o que dizer, ele odiou. Mas ela parecia tão animada quanto ao nome que escolheu e o sorriso que ela estava lhe dando, não o deixou com muita escolha. “Eu achei muito legal!”

“Ótimo!” Jean se animou ao ouvir sua resposta.

Scott recebeu um discreto balanço negativo de cabeça de Warren, que estava sentado próximo a ele em uma cadeira, sabendo o que ele realmente havia feito. Ele apenas torceu para que algum dia ou ele se acostumaria ou ela desistiria dele. Independente disto, ele estava feliz por colocar um sorriso em seu rosto.

3. Magneto. Não Magneto dos X-Men, algum inimigo (sobre os quais os seus sentimentos são surpreendentemente complexos). Ele acha que ter um inimigo chamado "Magneto" é constrangedor, porque faz seu já – ridículo – trabalho, soar muito mais absurdo. Pior ainda, ele suspeita que Magneto saiba que é ridículo e que é uma daquelas coisas irônicas que Scott simplesmente não entende. Qual é atualmente a maneira como ele se sente em relação...

“Temos os melhores codinomes da história!” Bobby exclamou extasiado, quando todos haviam finalmente escolhido seus codinomes.

“Sim, só nossos inimigos que poderiam ter um codinome melhor.” Scott bufou. “Fala sério, quem colocam um nome de Magneto? É ridículo.”

“Eu achei até criativo.” Hank disse.

“É vergonhoso.” Scott mostrou sua insatisfação outra vez. “O que se espera de um mutante como ele, é que ele fosse mais criativo.”

“Bem, nem todos podem ser tão bons como a gente. Não como eu pelo menos.” Warren afirmou com convicção.

“Sim, então me lembre disso da próxima vez que ele estiver dando uma surra em você e você pedir a minha ajuda.” Bobby zombou do amigo o que causou a todos uma gargalhada.

Scott ainda achava idiota. Mais do que Garota Marvel, mas por Jean, ele permaneceria em silêncio.

4. Guarda-roupa de Emma Frost. A maneira como ela se veste transforma-o como um louco, mas às vezes ele olha para ela e pensa: "Ela é séria sobre aquelas leggings? Existe algum tipo de piada acontecendo aqui, e é, possivelmente, em mim?"
É muito confuso. Outra coisa que ele realmente não se é...

Scott estava sentado no sofá com Jean ao seu lado, enquanto Professor estava do outro lado e Emma andando pra lá e pra cá em sua, mais uma vez, legging branca.

Enquanto andava pelo quarto, ele podia jurar que ela estava rebolando mais do que o necessário.

“Eu acho que devíamos rever isto.” Emma argumentou, referente a conversa em que estavam tendo.

“Eu não concordo. Isso pode oprimi-los mais ainda.” Jean refutou sua resposta.

A conversa continuava seguindo, mas Scott não estava realmente participando, seus pensamentos perturbados demais pela loira andando pela sala, no que parecia ser uma pegadinha de televisão.

“É sério isso? Eu até entendo certas roupas, mas usar isso todo o tempo?” Pensou, agradecendo por um instante que seus óculos de quartzo-rubi não permitiam que ela percebesse que ele a estava observando.

“Essas calças têm que ser desconfortável em algum momento, ninguém pode andar apertado por aí desse jeito...” Seus pensamentos foram interrompidos quando ouviu uma risada sufocada ao seu lado.

“O que foi?” Scott perguntou a Jean, que agora estava tossindo levemente.

“Ah, nada.” Respondeu, sorrindo para o marido. “Desculpe, você estava dizendo Emma?” A loira olhou desconfiada para o casal, mas ignorou, voltando aquele que parecia ser o mais tedioso discurso.

Scott notou um certo brilho em seus olhos verdes e como seus lábios estavam franzidos, como se estivesse tentando se conter. Ele rapidamente entendeu o porque.

“Você estava lendo minha mente?”

“Não.” Jean respondeu rapidamente.

“Jean.”

“Desculpe, é que você estava pensando muito alto.”

“Oh...” Scott entendeu e então ponderou. “Será que ela...?”

“Não. Não se preocupe, coloquei uma barreira em seus pensamentos e ninguém pode atravessar nosso elo psíquico.” Sorriu.

“Ótimo!” Sorriu de volta.

“Só... tente se focar na conversa.”

“Desculpe, é só que, é ridículo!”

“Eu sei, mas não podemos julgar.”

“Eu poderia te julgar mais tarde.” Jean desviou seu olhar brevemente para o marido outra vez, sua postura séria não condizia nada com seus pensamentos.

“Ora, Sr. Summers, estarei aguardando ansiosamente. Mas agora, foco!”

“Como desejar, Sr.ª Summers.” E desviou seu foco para a conversa mais uma vez, seus pensamentos sendo desviados para outro tópico às vezes, mas não mais as leggings de Emma Frost.

5. Starbucks. Ele não entende por que as pessoas ficam em longas filas para pagar muito dinheiro por um café horrível, ou porque o menu é em grande parte em italiano, ou porque não há uma palavra especial para as pessoas que trabalham na máquina. Jean sabia como ele se sentia sobre isso, e às vezes ela fazia-o ir com ela porque a fazia rir, quando ele ficava tão frustrado. Ela sempre acabava encomendando um para ele. Uma vez, não há muito tempo, ele estava fora de uma unidade e viu que iam colocar uma nova loja em Westchester. Ele estacionou e entrou, mas ele olhou para o menu e ele não conseguia lembrar o que diabos Jean costumava pedir, então ele voltou para o carro.

“Será que vai demorar muito?” Scott pediu a ruiva ao seu lado, enquanto examinava a fila de pessoas a sua frente. Ele não entendia, o café daqui não era dos melhores, mas ainda sim as pessoas faziam fila por ele. Ele se perguntava o que as deixava assim.

“Estamos na fila a cinco minutos, se acalme.” Jean respondeu, levantando os olhos do menu e olhando para ele rapidamente. “O que vai querer?”

“Nada.” Respondeu, olhando agora para um grupo de amigos que entrava na loja. Jean riu de sua frustação e deixou o menu de lado, agarrando seu braço.

“Nós vamos sair daqui logo.” Riu mais uma vez e beijou sua bochecha.

Eles aguardaram na fila por mais alguns minutos e quando chegou sua vez, Jean fez o seu pedido, ela como sempre, havia encomendado um para ele.

Agora andando pela rua com copos de café idênticos, ele admite que nunca conseguia guardar o nome da bebida, mas não iria admitir que gostava, principalmente quando era ela que o arrastava para lá e pedia para lá. Ele desconfiava que ela secretamente gostava de vê-lo em tal situação, pois ela sempre tinha um sorriso no rosto e apesar de reclamar, ele sempre era sua primeira escolha, quando ela pedia a ele para acompanha-la. Ele percebeu ao longo dos anos, que não havia quase praticamente nada, que ele não faria por ela.

~*~

Scott olhou para a loja de café a sua frente e sem pensar muito, entrou nela e pegou um menu em um dos stands e prontamente se arrependeu.

Ele não conseguia entender os nomes do menu e não conseguia se lembrar de qual delas, Jean costumava pedir para ele. Tentou por mais um minuto, mas então desistiu, devolvendo o menu e deixando a loja.

Voltando para o carro, ele olhou mais uma vez para a loja antes de ir embora. Definitivamente, não era a mesma coisa sem Jean.

Mas ele sabia, que independentemente de onde ela estivesse, ela estaria se divertindo agora de sua reação, como ela sempre costumava fazer.

6. Contrariando a opinião popular, há um monte de coisas que Scott realmente gosta. Por exemplo...

7. Baseball. Quando ele estava crescendo em Omaha, seu pai o levou (e, mais tarde, Alex também) para a World Series Colégio, em todos os verões. Scott sempre quis crescer e jogar para a cidade natal, Creighton Blue Jays, mas Alex acabou por ser o atleta na família. Scott ainda assiste a série a cada ano na ESPN. Ele vai para os jogos dos Yankees ocasionalmente, mas apenas quando eles estão jogando. Ele conhece todo mundo que não é de Nova York e é suposto a odiar o Yankees, então ele mantém a boca fechada sobre o quanto ele ama o Joe Torre quem trouxe a organização. Porque realmente, odiar um time só porque eles fizeram um bom trabalho? Isso é realmente idiota.

“Quem diria que Scott Summers seria um fã de baseball.” Jean zombou dele, ates de sorver mais de sua bebida, o barulho da multidão ensurdecedor ao seu redor.

“Hey, eu gosto de muitas coisas.” Argumentou, mas desistiu, quando viu o brilho em seus olhos e viu que ela estava brincando com ele. “Quando eu era pequeno, meu pai levava eu e Alex para algum dos jogos no verão. Eu queria ter me tornado um jogador.”

“E o que mudou?” Jean pediu.

“Acabou que Alex era melhor nos esportes do que eu, mas não me importei. Desde que eu pudesse assistir aos jogos.” Sorriu e voltou a atenção ao jogo.

Outra coisa que ele não admitiu, foi que ter Jean ao seu lado assistindo ao jogo com ele foi uma das melhores coisas, ele podia jurar que nunca havia se divertindo tanto e quando ela o beijou quando seu time cantou a vitória, ele sabia que tinha feito a decisão certa.

8. U2. Ele tem todos os álbuns que eles gravaram, a maioria deles em vários formatos. Ele é o tipo de fã que vai defender tudo o que a banda já fez, o que significa que ele comprou ingressos para o Pop Mart Tour, embora ele acabou indo com alguns dos alunos porque Jean teve "uma reunião muito importante." Se você perguntar a ele qual pessoa famosa que ele mais gostaria de encontrar, ele vai dizer "o Dalai Lama", mas na verdade é o Bono.

Jean passou os dedos pela coleção de CDs de Scott e acabou por escolher um.

“Você nunca me disse como foi o show.” Ela mostrou a capa do CD, mostrando de qual se referia, antes de abrir o display e colocar o CD.

“Foi legal, mas eu ainda preferia que você tivesse ido comigo.” Disse, quando o som da música começou a preencher o ambiente.

Isto está ficando melhor?
Ou você sente o mesmo?

“Eu te disse, eu tinha uma reunião importante.” Respondeu, quando Scott veio em sua direção e pegou em sua mão e abraçando-a em seguida. Começaram a dançar suavemente enquanto ouviam a música.

Você diz um amor, uma vida
É o que uma pessoa necessita à noite

“E você nunca me disse sobre o que era essa reunião.” Disse, quando Jean o abraçou forte, descansando o queixo em seu ombro forte.

“Assuntos chatos, você não iria gostar.” E ele riu.

Um amor, nós temos que compartilhá-lo
Ele te abandona, querida, se você não cuida dele

Ficaram assim, juntos, não se importando quando o CD havia chegado ao fim. Eles simplesmente não podiam se afastar um do outro, deixaram se levar por seus corpos balançando juntos, por que era tudo o que importava para eles agora.

9. Seu iPod. Hank deu-lhe uma versão de demonstração quando a tecnologia era nova e desde então o configurou para tocar qualquer tipo de arquivo e dar a volta nessas porcarias de antipirataria. Quando Kitty entrou para a equipe, ela pensou que ia ter que mostrar a ele como usar os computadores, mas Scott é realmente muito hábil em encontrar coisas online. Ele também pode dar uma justificativa extensa por que o download de música não é realmente errado. Ele é o único na mansão que se preocupa com tudo, mas Kitty e alguns dos alunos ouvem educadamente. No entanto...

“Scott Summers, líder dos X-Men e um pirata de músicas!” Jean exclamou rindo, enquanto olhava as músicas em seu iPod. “Você definitivamente não comprou essas.”

“Pode zombar o quanto quiser, eu sei que você gostaria de ter um desses.” Sorriu, voltando a olhar para o computador a sua frente, Kitty ao seu lado, lhe mostrando algum site que ele desconhecia.

“Hank devia sentir vergonha por te dar um desses. E você por aceitar.” Respondeu.

“Quer ouvir meu argumento sobre músicas pirateadas?” Scott testou-a.

“Deus, não! Ninguém aguenta mais essa sua palestra.” Disse rindo outra vez.

“Então pare de reclamar.” Disse, quando Kitty voltou a chamar sua atenção.

10. Kitty teve que ensiná-lo sobre o YouTube. Ele sabe como funciona agora, ele só não tem certeza que ele entendeu o ponto principal.

“É fácil, é só digitar que tipo de vídeo quer encontrar, ou uma música,” Sussurrou essa última parte, Jean ainda perto deles. “E você vai encontrar! Mágica.”

“Qualquer tipo?” Perguntou.

“Qualquer tipo.” Kitty respondeu. Scott afirmou, apenas para o momento, mas ele sabia que ainda tinha excitação quanto ao site.

11. Graças à magia da TiVo, nunca mais ele teve que perder um episódio do American Chopper.

Jean cerrou os olhos contra o brilho da TV na sala escura e caminhou perto de Scott, que estava sentado na poltrona, atento ao programa a sua frente.

“Quantos episódios você já assistiu?” Pediu, contento um bocejo.

“Não sei.” Respondeu, olhando brevemente para a esposa ao seu lado e voltando a atenção a TV.

“Deus, Scott, pare de assistir dois homens fabricando motos e venha para a cama.”

“Mas eles vão montar uma das melhores agora!” Exclamou.

“Eu não me importo.” Ela agarrou o controle de sua mão e desligou a TV.

“Jean!” Scott pestanejou, mas ela não lhe deu muito espaço para continuar, quando agarrou sua mão e o arrastou de volta para o quarto.

“Lembre-me de cancelar esse canal amanhã.” Resmungou, enquanto caminhava pela sala escura.

12. Ele também nunca perde Car Talk. Se ele tem que estar em uma missão ou algo assim, ele procura pela estação de rádio pública na área, ou então ele vê a partir da Internet. Hank gosta do show também, e eles têm uma competição sobre o Puzzler. Hank é melhor para os jogos de palavras, mas Scott pode fazer o seu próprio, se há um tema automotivo.

Na noite seguinte, Jean desceu as escadas atrás do marido novamente, decidida a manter sua promessa de cancelar o canal, quando ao invés disso, encontro ele e Hank na sala, a TV desligada, mas o rádio em seu lugar e ambos rindo sobre algo que o apresentador falava sobre carros.

“Sério, Hank? Você também?” Perguntou, sua postura não demonstrando muito animo.

Os dois homens olharam em sua direção, sem dizer nada. Jean revirou os olhos e seguiu seu caminho de volta.

“Eu desisto. Não venha reclamar depois que está cansado.” E desapareceu pelas escadas outra vez, deixando os dois na sala rindo com seu programa e se arrependendo mais cedo naquela manhã seguinte.

13. Ele diz que seu filme favorito é "Mr. Smith Goes to Washington". Mas realmente é...

“Por que vamos ver esse filme de novo?” Jean pediu, sentando-se ao seu lado no sofá com uma tigela de pipoca nas mãos.

“Ele é legal.” Scott respondeu simplesmente.

“Tenho a impressão de que este é seu filme favorito.”

“Não.” Respondeu. “Meu filme favorito é Mr. Smith Goes to Washington.”

14. Aquele em que Ethan Hawke encontra a garota francesa no trem e eles conversam a noite toda e fazem amor em um parque em Viena, e prometem ver um ao outro de novo em um ano. Ele sabe que eles fizeram uma continuação, mas ele se recusa a ver, porque ele tem medo de como pode vir a acontecer.

“Você sabe que esse filme tem uma continuação, não sabe?” Jean pediu, desviando seus olhos da TV.

“Sim, eu sei.” Respondeu simplesmente.

“Então por que não vemos a continuação?”

“Por que eu acho a primeira parte melhor.” Scott estava tentando ao máximo não entregar que ele tinha medo de saber o que viria a ocorrer na continuação e que se ele tivesse que dizer isso, ele teria que admitir que aquele sim, era seu filme favorito.

“Como você sabe se você nunca viu?”

“Eu só sei.” E deixou por isso mesmo. Não, ele não iria admitir.

15. O filme que ele realmente viu mais é Os Setes Samurais. Ele afirma que isso é porque é filme favorito de Logan e Logan come como um porco na televisão da sala de estar. Isso realmente não explica ver vinte e sete vezes e conhecer a maioria dos diálogos de cor, mesmo que esteja em uma língua que ele não fala.

Scott por detrás de seus óculos desviou sua tenção do filme e observou Logan do outro lado da sala, o barulho das batatas chips sendo mastigadas e seu colo repleto de farelos. Teve uma breve impressão de que ele fazia isso para irrita-lo, mas ele não tinha certeza.

Aquela era talvez a 27º que eles estavam assistindo aquele filme e apesar de não estar em sua língua, ele conseguia entender o filme, talvez por assistir demais. Mas aquele era o único momento em que ele e Logan conseguiam se entender e concordar em alguma coisa.

Jean observou enquanto ambos assistiam ao filme e sorriu, não se importando de quantas vezes eles vissem o filme, contando que permanecessem assim, em paz. Mas ela sabia que depois de acabar, os dois voltariam a brigar como sempre.

16. Ocasionalmente, ele acha que apesar de todas as pessoas que ele esteve perto e que estiveram perto de ler sua mente, o único que realmente entende ele é Logan. Às vezes, ele pensa que, se todo mundo fosse deixar tudo para os dois, eles fariam o melhor, um trabalho mais eficiente, do que todas as equipes juntas. Esta fase do pensamento passa sempre. Geralmente, muito rapidamente.

Scott observou enquanto Logan se movia com destreza para os alvos emitidos pela Sala de Perigo, abrindo caminho para que os outros pudessem passar. Ele ajudou-o no percurso, enquanto desviava alguns para si mesmo, dando acesso igual a ele.

Trabalharam lado a lado, como se nunca houvesse tido qualquer problema entre os dois, e durante todo o treinamento foi assim, Logan pareceu entender o que Scott estava pensando e juntos conseguiram trabalhar.

Ele pensou que se algum dia eles tivessem que trabalharem sozinhos, eles se dariam bem.

“Olhe por onde anda, Magrão.” Logan disse, ao passar por ele. E como sempre, o pensamento durou apenas alguns instantes.

17. Ele tem uma voz realmente excelente, e realmente era um menino do coro quando jovem. Voltando um dia, se você desse algumas cervejas para ele, ele tinha cantado todos os versos de "American Pie". Uma vez que eles eram adultos, principalmente Scott, ele parou de beber na frente das pessoas, e então ele praticamente parou de cantar também. Se alguém lhe perguntasse sobre "American Pie", ele negaria que ele nunca soube a letra. Só que às vezes, ele cantava para Jean quando ela tinha dificuldade em adormecer.

Scott acariciou os cabelos ruivos da esposa, que estava deitada ao seu lado, sua respiração voltando ao normal, se recuperando de mais um pesadelo.

“Volte a dormir.” Disse-lhe quando ela ficou mais calma.

“Não consigo.” Ela respondeu em um fio de voz, Scott podia ver que seus olhos estavam pesados com o sono, mas ela não conseguia fecha-los e dormir.

“Venha aqui.” Ele fez com que ela deitasse a cabeça em seu peito e continuou a acariciar seus cabelos.

“Um por um os nós que atamos serão desfeitos, como abrir fechaduras, vamos semear nossas sementes sob o sol.” Ele cantou baixinho para ela, enquanto sua outra mão esfregou as costas dela. “Nossa cúmplice é a chuva, com paciência, como de santos.”

Ele sentiu seus ombros começarem a relaxar e continuou.

“Certo como chuva, suave como neve. Ele cresce e cresce e cresce, nosso lar doce lar.” Conforme continuava, ele sentiu sua respiração se tornar ritmada e em pouco tempo, Jean estava dormindo de novo.

18. Após o acidente de avião com seus pais, ele tem o hábito, de todas as noites quando ia para a cama, de listar as piores coisas que poderia acontecer no dia seguinte. Ele nunca tinha imaginado a possibilidade de suas mortes, e assim ele se convenceu de que se poderia pensar em algum desastre, ele estaria a salvo dele. Ele fez isso todas as noites, durante anos, mas então houve Jean, e ele nunca conseguia imaginar acontecer nada de ruim para ela. Parte dele ainda se pergunta, se ele tivesse sido capaz de acompanhar o plano, se tudo teria sido diferente.

Com Jean dormindo novamente em seu peito, Scott pensou em todas aquelas noites desde o acidente de seus pais, em que passava a noite em claro a pensar em todos os desastres que poderiam ocorrer e o que ele poderia fazer a respeito.

Mas com Jean agora em seus braços, ele não pensava mais nisso. A única coisa que conseguia pensar era em estar lá, para ela, quando ela precisasse. Não conseguia se imaginar sem ela e em qualquer coisa que pudesse ocorrer com ela. Pois ela o tinha salvado destes demônios internos, ele só queria poder ajuda-la com os dela.

19. Quando ele acorda de manhã, há sempre um instante em que ele fica surpreso por Jean não estar lá.

Abrindo os olhos devagar, Scott permitiu-se um minuto para limpar sua mente da nevou no sono e dos sonhos que ainda pairavam em sua cabeça. Virando-se, ele observou a cama vazia ao seu lado e por um instante, ele ficou surpreso por estar sozinho, sua mente ainda não totalmente acorda.

Pois há alguns instantes, ela estava lá, bem ao seu lado, dormindo pacificamente e o calor de seu corpo irradiando no seu, e a sensação de vazio lhe deu saudade. Deu rosto, seu perfume, seu cabelo, seus olhos, tudo.

Por que durante a noite, ele parecia ter tudo o que queria bem ao seu lado, mas agora, havia apenas o frio e o vazio e o desejo de que a noite chegasse outra vez, para poder retornar ao lado de quem pertencia.

20. Todas as manhãs em que ele acordou com Jean, surpreendeu-lhe que ela estava lá.

A luz se infiltrou por entre as cortinas, iluminado aos poucos o quarto escuro. Rolando de lado, Scott aproximou-se mais da fonte de calor que irradiava perto de seu corpo e o segurou firme, como uma tabua de salvação.

A sensação da pele macia contra a sua e o perfume de seus cabelos invadindo suas narinas, foram o suficiente para desperte-lo no momento, para mostrar que sim, aquilo era real, eles reais. Mas com essas sensações, ele voltou a sentir-se sonolento e permitiu-se desfrutar do momento antes que tivessem que se levantar para a correria do dia. Sabendo que quando ele abrisse os olhos, ela ainda estaria lá.

~*~

Repostagem de uma oneshot, com cenas acrescentadas para cada curiosidade!
Espero que gostem! ;)