Adequado para o público com 13 anos ou mais, com alguma violência, linguagem grosseira menor, e menores temas adultos sugestivos.
Status: Fic em andamento, Multi-capítulos
Tipo: Romance, Policial, Suspense.
Base: X-men animated, Séries policiais (X-Files, Bones, The Closer)

SINOPSE: Jean Grey é uma pessoa que intimida qualquer um, até mesmo seu pai. Ele sempre achou que a filha era onisciente, mas na verdade ela pouco sabe sobre seu pai. John Grey na verdade tivera muita coisa a falar para a filha antes de morrer, ele adiou tanto que acabou perdendo essa oportunidade. Contudo o sua história é fulcral.



FULCRAL

Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
- Raul Seixas -


Grey’s House – 02:30 P.M. (2008)
Alguns dias antes - NOVA YORK.

- Você achou mesmo que escondendo essa história não iríamos saber? Acha que eu sou estúpido?
- Você não pode me impedir, a decisão é minha!
- Não! Você não vai!
- Filha ouça seu pai. Pense um pouco mais.
- Eu já decidi. As coisas não são como na sua época.
- Passei a vida toda defendendo você para você se entregar de bandeja? – John Grey falou irritado – NÃO E NÃO! EU NÃO PERMITO ISSO.
- EU LUTEI POR ISSO. Me esforcei e não vou desistir.
- Em quanto estiver com Xavier ficarei tranquilo, mas e depois?
- Irei para o FBI. Quero ser Agente.
- Jean mas você acabou de se formar. – Disse Elaine – Vai jogar isso pro ar assim?
- Não mãe. Pretendo ser legista.
- E investigar criminosos federais? NÃO!
- Pai, só porque você desistiu de trabalhar para o governo, não quer dizer eu deva fazer o mesmo.
- Você não faz idéia do que eu fiz para defender essa família.
- Eu sei. Você não queria que eu fosse mutante e achou que fugir para o interior fosse resolver alguma coisa, mas não resolveu.
- Isso não é verdade.
- Você tem medo de mim. Sempre teve!
- Você não sabe de nada.
- Quantas  vezes você pediu a Xavier que me controlasse? Tinha medo que eu manipulasse você.
- Eu fiz isso para o seu bem!
- Meu bem? Demorei anos para entender quem eu realmente era tudo porque você não queria ter uma filha mutante.
- Não seja injusta Jean. Eu seu pai sempre amamos você do jeito que você era.
- Você sempre quis que eu me esforçasse nos estudos para não aparecer trapaça. Me obrigava a não usar a telecinese quando tinha visita em casa. Uma coisa que eu amo e é intrínseco de mim. Era como pedir que eu parasse de andar!
- Para não descobrirem seus dons. Isso foi para te proteger. 
- Eu nunca quis me esconder.
- Mas foi preciso!
- Por que?
- ...
- Você não tem argumentos. Você não é capaz de reconhecer meu esforço. O país todo reconhece, mas você o meu pai não!
- Só queria que você tivesse uma vida normal. Não é por você ser uma mutante.
- Então é por quê?
- Sei que você quer trabalhar com mutantes, montamos um consultório pra você Jean. Você irá fazer um trabalho fantástico com aqueles que precisam de assistência. Você tem  o respeito da comunidade acadêmica.
- Mas esses, não são os meus planos, são os seus! Eu nunca quis ser médica. A única coisa que me interessou foi à área legal e você quer que eu desista? Sinto muito pai, mas não. Só porque você não foi capaz, não quer dizer que eu não seja. Eu quero e vou!
- Jean Grey. Sei de seus dons e capacidades, acredito que você um dia será a maior mente do mundo. Mas está sendo tola. E isso é um erro meu.
- Seu erro por ter me colocado no mundo?
- Não! Por ter mimado tanto você!
- Não sou tola ou mimada.
- É e é sim! Sempre foi mimada por todos nessa casa. Nossas vidas giraram em torno da sua vida desde o atentado em Columbine. Eu e sua mãe quase esquecemos que tínhamos outra filha. Você sempre foi nossa prioridade e você agora age com essa ingratidão. Eu tinha sonhos, sua mãe tinha sonhos, sua irmã tinha sonhos. Mas abrimos mão para ficarmos juntos e seguros. Pois é isso que uma família faz.
- Eu nunca pedi para você abrirem mão disso por mim!
- Não pediu. Mas fizemos por um bem maior.
- Sua insegurança em deixar suas filhas crescerem? Esse é o bem maior? Eu cresci e já posso tomar minhas decisões.
- Minha casa, minhas regras. Se não está satisfeita, melhor esquecer essa família.
- Então eu saio de casa.

      Jean sai arruma algumas malas e sai de casa. No quarto John e Elaine conversam.
- Por que falou isso para ela. Ela é nossa filha!
- Achei que ela iria desistir. – Fala ele preocupado.
- Ora John. Desde quando Jean volta atrás da palavra dela? Vocês são iguais. E agora expulsou minha filha de casa.
- Eu não a expulsei.
- Você nem ao menos conversou francamente com ela.
- Ela deveria saber.
- Sempre achou que Jean deveria saber o que você pensava e advinhar o que você queria sempre e sempre. Você sempre achou que Jean nos manipulava, mas o que viu hoje foi à prova de que estava errado. – John está sentado com a palma da mão na testa tentando esquecer o que tinha acontecido – Se ela tivesse entrado alguma vez em sua mente, ela ao menos entenderia sua preocupação.
- Por que fala isso. Sou um pai preocupado, ela deveria saber.
- Sei que é, mas deveria saber que suas preocupações são diferentes dos outros pais. E não me refiro a Jean ser mutante. Me referia a Jean ter um alvo em suas costas desde que voltamos para Nova York.
- Eu sei! EU SEI!
- Então por que não disse a ela?
-...
- Porque não sentou e conversou com a nossa filha? Você tentou nos proteger John e eu te admiro e agradeço por isso, mas Jean precisa saber onde está se metendo. Falar que ela está indo por um caminho perigoso não é o bastante. Ela nem faz ideia do que realmente acontece dentro do governo. Ela irá descobrir da pior maneira se você não conversar com ela.
- Acho que você tem razão.
- Acha?
- Esta bem, você está certa. Irei conversar com ela. Mas antes preciso acionar os Aliados novamente.
      Naquele mesmo dia Jean alugou um apartamento próximo ao centro ao campus. John Grey marcou um café com um amigo. Warren Worthington II.
- Camarada Grey.
- Camarada Worthington.
- Quanto tempo velho amigo. Achei que havia esquecido de nós.
- Não esqueço. Mas confesso que achei que estava no controle. mas minha filha é adolescente.
- Sei o que você quer comigo.
- Por que indicou Jean?
- Você sabe. Mas não sou o único, Xavier a queria lá também.
- Todos querem a minha filha.
- Pelo menos somos os bonzinhos John. Desejo a sua filha o mesmo que desejo ao meu filho. Segurança. – John está um pouco incrédulo mas aliados são aliados – Warren se forma esse semestre. O filho do Xavier também está lá. Acha mesmo que queremos o mal de sua filha.
- O mal não. Mas não quero vela envolvida nessa teia.
- Depois de nós, sobram eles. Aceite John. Pense que Jean está se tornando, hummm. Um fuzileiro da marinha. Que honra ter uma filha assim não?
- Um fuzileiro vai a guerra e nem sempre volta. Obrigada, já sou honrado por ter a filha que eu tenho.
- Filha essa que fez uma escolha. Mas afinal, o que você queria falar?
- Quero que você proteja Jean.
- Ela está com Xavier. Está protegida.
- Não. Estou falando depois do curso. Creio que ela, assim como Xavier não irá se aliar aos Idoalas, mas quero a proteção para minha filha assim como sempre foi.
- Certo John. E tome cuidado com o Clube. Sinistro tem um mutante novo como aliado.
- Nem mesmo Xavier conseguiu servir a duas causas. Entre os familiares dos mutantes e mutantes, ele opta por mutantes. Não sei como consegue passar por tantas coisas e ainda manter sua integridade moral. Clube, aliados e governo.
- Preciso. É uma dádiva que vem junto com a herança da família. Daria tudo para poder largar tudo como você já fez um dia John, mas não posso.
- Largar tudo... Acho que nunca largamos. Apenas parei para respirar.  Acho que vou ter que terminar o que comecei.
- Matar Sinistro?
- E existe outra forma dele não esquartejar minha filha?
- John! Isso é suicídio.
- Sei onde falhei da outra vez então sei o que fazer para matá-lo. Então acabamos com isso. – Ele olha para o amigo e põe a mão em seu ombro – Mas caso de errado, cuide de Jean como se fosse sua filha.
- Eu já faço isso. Jean é como se fosse minha filha. Mas sei que ela não perderá o pai.
- Obrigado amigo. – ele fala aliviado quando lembra - E Strayker? O que fez para ele sumir?
- Eu não fiz nada. Um amigo fez.
- Da nossa turma do Vietnã nós só podemos confiar em nós mesmos. Eu, você e Xavier.
- Os aliados cresceram, sabe disso não?
- Sei, mas confio apenas em você.
- Stryker está preso com os Shi’ar.
- Shi’ar? O grupo terrorista?
- Eles não são terroristas. Bem, não todos. 
- Eles matam não-mutantes civis. Como podem não ser terroristas?
- Como disse, nem todos. Nem todos os mutantes têm a sorte de ter a influência de Xavier. Alguns moram em esgoto.
- Eu sei disso. Mas terroristas são terroristas.
- Já pensou o que leva um terrorista se tornar um terrorista? Psicopatas, sádicos e assassinos estão por todos os lados disfarçados ou não. Cada história uma história. Cada motivo um motivo. Você mesmo seria capaz de matar por um dos seus. Não os julgue como idênticos quando sabemos que todos são diferentes.
- Você é um diplomata nato.
- Tenho que ser.
- Certo, mas depois que o E.T.A*  declarou um cessar-fogo permanente em 2006, você se uniu aos Shi’ar?
*(É a principal organização terrorista do Movimento de Libertação Nacional Basco. Na Espanha e França)
- Os Shi’ar assim como o E.T.A queriam criar um Estado próprio. A Espanha deu autonomia ao E.T.A, não a autonomia que eles queriam de formar um estado próprio, mas a autonomia de respeito a cultura e leis. Os Shi’ar não têm isso aqui em nosso país.
- Um estado mutante?
- O estado de Shi’ar. Um país.
- Um país dentro de um país. DO NOSSO PAÍS! Estão loucos?! Como se isso fosse possível. Veja o que aconteceu com a Irlanda em 72. E eles queriam reunificar a Ilha da Irlanda. A Inglaterra não permitiu e ainda temos o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
- O I.R.A.* assim como os vietnamitas tiveram apoio popular. Até ganharam músicas. Mas em todo caso, depois do cessar-fogo eles também ganharam mais autonomia política. Hoje em dia são um partido.
*( Foi um grupo que pretendia separar a Irlanda do Norte do Reino Unido e reanexar-se à República da Irlanda.)
- Então é isso? Os Shi’ar exigem um país independente para ganhar uma cidade ou um estado? Assim como os Amish?
- Você faz muitas citações.
- ... certo, então seja claro. Por que está se aliando com eles?
- Sou aliado dos Idoalas Belesder do grupo. Você precisa se atualizar.  – Ele faz um sinal com a mão chamando alguém – John, esse é meu amigo Corsair.
- John Grey. Há muito tempo queria lhe conhecer.
- Claro que sim, sou o pai de Jean Grey. – Corsair ri.
- Você e Worthington se sentem melhores que os outros por terem criados filhos poderosos.
- Eu sou poderoso Corsair e você sabe disso. – Disse Worthington – John, Corsair e você parecem do mesmo mal.
- E qual seria?
- Eu também quero matar Sinistro.
- Por qual motivo?
- E precisa de motivos?
- ...
- Essa história de mutante perfeito deveria ter acabado junto com Hitler. Mas Sinistro mantém isso a cada geração de novos mutantes. Estou farto.
- É um bom motivo. – disse John convencido de que seria bom ter Corsair do seu lado.
- Camaradas precisam pensar antes de agir. Sinistro tem contatos no Clube do Inferno que tem reuniões toda a semana.
- Worthington você é sócio de lá. Descubra onde Sinistro tem se escondido. Deixe o resto comigo e Corsair.

Instituto de Artes de Minneapolis – 08:30 P.M. (2008)
Alguns dias depois
Minneapolis – MINNESOTA

- Se explodirmos vai acionar o alarme? – perguntou Corsair.
- Tenho tudo no controle. – Responde John Grey.
      Os dois estão tentando abrir a ultima porta secreta do Instituto de Artes de Minneapolis.
- Pronto. Pode acionar o explosivo.
- Abriu!
- Onde ele está? Não estou vendo. – John corre pela sala a procura de alguém.
- Não está por aqui.
- Como não está aqui?
- Acho que alguém chegou antes de nós.
- QUE DROGA!
- Vamos homem. Os guardas logo irão acordar. – Corsair fala saindo da sala.
- Quem poderia chegar antes? – Eles correm pelo corredor.
- Não faço idéia. Mas boa coisa não é.
      Enquanto eles correm alguém está mirando em Corsair nas costas.
- Corsair! Tem um laser em suas costas. Abaixe! – Corsair se abaixa e o tiro pena na parede.
- Foi uma armação!
- Rápido, por aqui! – Eles entram em uma porta e pegam o corredor principal.
- O corredor principal? Sério?
- Se nos matarem aqui tem câmeras.
- Que ideia estúpida.
      John faz questão de passar em frente a todas as câmeras de segurança.
- Feliz?
- Agora vamos sair pelo portão principal.
- John! Abaixe! - John cai com um tiro no ombro.
- Merda!
- Eu to bem, vamos!
      Corsair vai andando de lado procurando algum alvo e John andando com dificuldades até chegarem à frente do prédio. Quando alguém está em frente ao prédio esperando eles.
- Você?
- Como conseguiu fugir dos shi’ar?
- Acho mesmo que os Shiar teriam força para combater o exercito dos EUA? – Disse Stryker.
- O que quer com o Sinistro? Achei que fosse contra os mutantes.
- Sinistro pode me dar o que quero tipo a sua filha. Ou o filho do Xavier.
       Corsair tenta atirar em Stryker mas um dos deus homens o imobilizam.
- John Grey se aliando com os Shi’ar. Ninguém acreditaria.
- O que quer Stryker?
      Stryker pega a arma de Corsair com uma luva.
- O que eu quero? O que eu quero? – Ele atira na testa de John – Matar você!
      Stryker entrega a arma novamente a Corsair.
- Pode me matar se quiser...
      Corsair pega a arma e atira em Stryker a queima roupa.
- Opa. Esqueci de dizer. – ele aponta para o peito – colete a prova de balas.
      Stryker pega a arma do crime e deixa próximo a uma árvore. Seus homens levam Corsair para um carro preto.
- Prometo que será tratado com toda a cortesia que os Shi’ar me trataram.
      Corsair está sendo colocado no porta-malas do carro quando um jovem aparece batendo em todos e consegue salva-lo.
- Por que demorou tanto Raza Longknife?
- Não reclame. Rápido, tem um helicóptero nos esperando Edifício Qwest.
      Eles sobem em uma moto e vão em direção ao Edifício Qwest e entram no helicóptero dos Piratas Siderais.
“Será que Stryker me reconheceu? Depois de tantos anos, por que essa fixação em Scott? Alex no Hawaii foi à melhor solução, mas Xavier teve que adotar Scott... Foi um erro não ter insistido no seqüestro dele, agora ele poderia estar comigo. Mas ele não entenderia. Independente de qualquer coisa, preciso me aproximar de Scott. Preciso ter acesso ao meu filho. Mas como? Moira foi psicóloga dele por muitos anos, Xavier não permitiria. Talvez a filha do John seja o meu único acesso. Afinal eles são os alvos de Stryker e Sinistro.”
      Raza Longknife interrompe os pensamentos de Corsair.
- Corsair, o bando do Stryker depois que saiu da prisão dos Shi’ar mataram essas pessoas. – Ele entrega um envelope com manchetes de algumas pessoas mortas – Não sei quais os reais motivos das mortes, mas eles querem fazer parecer que os mandantes são Shi’ar. Mas nenhuma ordem do tipo foi dada a nós.
- Não a nós Raza. Isso não significa que os Shi’ar não estejam envolvidos. Os Piratas Siderais são Aliados dentro dos Shiar. Só podemos confiar em nós mesmos agora.
- Talvez seja o momento de sairmos de lá. A saída de Stryker da prisão me sugere que eles estão juntos.

- Você está certo. Acho que é a hora de nos emanciparmos dos Shi’ar de uma só vez.  Temos quantos PIRATAS?
- Eu, Você, Binária, Chod, Hepzibah, Korvus, Polaris, Sikorsky Vulcano e Waldo.
- E Lilandra?
- Difícil ela vir conosco.
- Mas sei que ela não é contrária. E meu filho Gabriel? Como está?
- Na Dakota do Norte com Polaris, lá é mais tranquilo.

- Ótimo. Então vamos, diga ao piloto para irmos à Nova York. Preciso conhecer alguém. 

Som de The Ghost Of You, My Chemical Romance.

Nunca disse que deitaria e esperaria para sempre
Se eu morresse ficaríamos juntos agora
Eu não posso simplesmente esquecê-la
Mas ela poderia tentar

No fim do mundo ou na última coisa que vejo
Você nunca está voltando para casa
Nunca está voltando para casa
Eu poderia? Eu deveria?
E todas as coisas que você nunca me disse
E todos os sorrisos que sempre sempre sempre

Tenho a sensação que você nunca está
Completamente sozinho e eu me lembro agora
Em plenos pulmões nos meus braços
Ela morre
Ela morre

No fim do mundo ou na última coisa que vejo
Você nunca está voltando para casa
Nunca está voltando para casa
Eu poderia? Eu deveria?
E todas as coisas que você nunca me disse
E todos os sorrisos que vão sempre me assombrar
Nunca voltando para casa
Nunca voltando para casa
Eu poderia? Eu deveria?
E todas as feridas que sempre me deixarão cicatrizes
Por todos os fantasmas que nunca vão me pegar

Se eu cair
Se eu cair

No fim do mundo ou na última coisa que vejo
Você nunca está voltando para casa
Nunca está voltando para casa
Nunca está voltando para casa
Nunca está voltando para casa

E todas as coisas que você nunca me disse
E todos os sorrisos que vão sempre me assombrar
Nunca está voltando para casa
Nunca está voltando para casa
Eu poderia? Eu deveria?
E todas as feridas que me deixarão cicatrizes
Por todos os fantasmas que nunca vão...

Apartamento de Jean Grey
05:30 A.M.
      Jean está se arrumando para sair. Precisava chegar cedo ao Instituto. Enquanto penteava os cabelo, olhou a janela e percebeu que alguém estava observando seu apartamento. Ela ficou olhando pelo vidro e a pessoa fez um sinal apontando para o seu carro.
      “Quem será? acho que está deixando alguma coisa no vidro do carro. Vou lá”
      Ela desce rápido as escadas e vai em direção ao carro.
- Ei você. – Ela chama a pessoa. Que sai correndo.- Pare! Volte aqui.
      Ainda está escuro e Jean não foi atrás. Se aproximou do carro e pegou um envelope deixado no vidro do carro.
“Camarada, estão tentando lhe matar. Não acredite em tudo que falarem de mim. Toda a história tem dois lados. Corsair IB ”
      Jean abre o envelope e têm um papel com alguns nomes em uma lista de pessoas influentes, políticos e até empresários. Existem também algumas reportagens de jornal com algumas mortes aparentemente sem quaisquer ligações. Um dos jornais datava aquele dia e na capa a manchete da morte do seu pai.
- Mas o que é isso?  Não! Não! PAAAAAAAAAAAAIIII!
      As luzes das postes explodem e todos os alarmes dos carros são acionados. Essa é a primeira vez, depois de muitos anos, que Jean Grey chora.
      Corsair está com Raza em um carro.
- Não entendo, por que entregou a ela?
- Por que ela poderá resolver o caso enquanto nos estruturamos com unidade independente.
- Ela ainda começou hoje, ainda não é agente.
- Mas até se tornar uma, será um das nossas e estaremos mais fortes.
- Quero acreditar que isso não tenha nada haver com o seu outro filho.
- Não tinha. Entretanto, as coisas mudaram de rumo.
- Quer se aproximar dele novamente?
- ...
- Sei que quer isso Corsair. Não precisa assustá-lo ou sequestrá-lo. Se quiser falar com seu filho, chegue com ele e converse. Ele não é mais criança.
- Não é tão simples.
- É sim! Você tem 3 filhos. Apenas Gabriel está com você depois que sua mulher morreu. Se comporta como se Alex e Scott não estivesse envolvidos nessa cama-de-gato. Mas você sabe que todos estão envolvidos. O que você está esperando para se aproximar de Alex e Scott? Quer que Stryker pegue os dois para depois você salva-los com fez quando Scott estava no orfanato? Stryker mudou o jogo assim como fez hoje. Você sempre vai sair como o vilão da história Corsair. Que saber o que eu realmente penso?
- Você já não está falando?
- Acho que você não aceita o fato de não ser mais o Major Summers. Mas idai? Você é Corsair agora.  Deveria ir atrás dos seus filhos e coloca-los ao seu lado. Se não, daqui a uns anos, isso poderá virar mais uma vez contra você. Já imaginou Scott sendo agente federal e caçando você?
- Jean Grey não vai permitir isso. Ela sabe a verdade.
- É o que você deduz. Você nem ao menos conhece essa garota.
- Confio nela.
- Você só pode confiar em nós.
- Ela é uma de nós.
- Ela não é.
- Ainda não, mas será. Mas, você está certo Raza. Eu devo chegar em meus filhos antes de Stryker. Meu histórico com Scott é mais complicado. No entanto, Alex acha que sou um piloto que faz algumas escalas em Honolulu. O que não deixa de ser verdade.
- Então vai falar com Alex?
- Vou.
- E o Scott?
- ...
- Não vai falar com Scott?
- Ainda não é o momento.  


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