Descrição: Na imagem acima
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic. 
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance
Base: X-men Evolution




Jack &Jill’s era um dos restaurantes mais populares na área de Westchester. Oferecia uma ótima comida e atmosfera divertida – as toalhas vermelhas erma quase todas coberto com papel de presente marrom, e um copo com giz de cera ficava em cada mesa, ao lado do sal e da pimenta. Era o tipo de lugar onde os funcionários conheciam os clientes regulares pelo nome, e os estudantes do Instituto Xavier eram clientes regulares.

Oi, gente! Quantos de vocês essa noite?” a recepcionista, uma mulher chamada Gayle, cumprimentou Scott e Jean quando eles entraram.

“Só a gente,” Scott respondeu com um pequeno sorriso e as sobrancelhas de Gayle se arquearam com ar de quem sabia o que estava acontecendo.

“Não me diga que vocês dois estão em um encontro,” ela provocou, observando Jean ficar quase tão vermelha quanto seu cabelo.

“Bom, tudo que posso dizer é que já era hora. Vocês são perfeitos um pro outro. Venham, vou arrumar pra vocês um lugar calmo, longe da loucura.”

Jean e Scott seguiram Gayle à medida que faziam seu caminho pelas mesas até o fundo, as mãos de Scott estavam nas costas de Jean, gentilmente a guiando. Era um gesto que ele havia feito um milhão de vezes antes, mas nessa noite parecia ter um significado diferente.

“Aqui estamos!”Gayle anunciou, colocando os cardápios em cima da mesa. “Pendurem seus casacos e divirtam-se. E, Jean, fique de olho nesse garoto – não o deixe sair da linha”, ela completou com um sorriso para Jean e piscou os olhos na direção de Scott.

Scott ajudou Jean com sua jaqueta e a pendurou no cabideiro ao lado. O esquisito silêncio que havia tomado conta do carro no percurso para o restaurante reapareceu depois que eles fizeram seus pedidos ao garçom. Jean não podia mais aguentar. Ela o olhou do outro lado da mesa, tentando encontrar seus olhos por trás dos óculos.

“Isso é idiota,” ela apontou.

“O quê?”

“Isso. Por que é tão esquisito? Por que parece tão estranho que estejamos saindo juntos? Nós já fizemos isso várias antes quando éramos só nós dois, e nunca foi essa... essa... essa tensão. Está realmente me começando a me incomodar.”

Scott balançou a cabeça. “Você tem razão, nunca foi esquisito assim. É incrível a diferença que uma palavrinha faz. Assim que chamamos de encontro, nos estressamos.”

“Por que você acha que isso acontece? Você acha que isso significa que estamos cometendo um erro – que não deveríamos estar fazendo isso?”

“Não, de jeito nenhum,” ele disse, alcançando as mãos dela do outro lado da mesa. “Eu acho que siginifca que não temos certeza de como fazer isso. Existe um certo código de conduta em encontros, e isso é novo pra gente – nunca tivemos que nos preocupar sobre o que dizer ou como agir perto um do outro. De repente, estamos nos preocupando.”
Jean meneou a cabeça em silêncio, sabendo que Scott estava certo. “Você acha que vai ficar mais fácil?” ela perguntou.

Scott levantou as sobrancelhas animado. “Você já está pedindo por um segundo encontro?”

Jean ficou vermelha outra vez e baixou os olhos, afobada. “Não se continuar com isso,” ela murmurou, inclinando o rosto para lançar a ele um sorriso de deboche.

Scott riu e levou sua outra mão à cabeça, em um cumprimento de escoteiro. “Prometo me comportar,” ele falou, esforçando-se para parecer sério.

“Agora, qual seria a graça nisso?” ela perguntou tímida, ao mesmo tempo que se chocava por ter dito aquelas palavras.

Scott ficou de queixo caído, impressionado e maravilhado que Jean estivesse de fato flertando com ele.

Jean ruborizou pela décima quinta vez no espaço de uma hora, e tirou suas mãos das de Scott. Ela escondeu o rosto com as mãos e resmungou, “Ah meu Deus, eu não acredito que eu disse isso.”

Scott, por sua vez, estava se divertindo completamente e não conseguia tirar o sorriso da rosto.

A tensão entre eles pareceu desaparecer ao longo do jantar, e quando chegaram no cinema voltaram à fácil familiaridade que era marca de sua amizade. A única diferença óbvia entre aquilo e qualquer outra noite em que eles foram ao cinema juntos era que estavam de mãos dadas, dedos intimamente entrelaçados. 
Scott esperou na fila para comprar o que iriam comer enquanto Jean foi ao banheiro. Quando ela retornava para o salão, parou diante da cena que encontrara. Duncan encurralara Scott, e pela expressão na cara do moreno, Duncan estava dizendo algo extremamente desagradável.

“Estou só te avisando, Summers, você está perdendo seu tempo com ela,” Jean podia ouvir Duncan dizendo enquanto se aproximava deles. “Me levou seis meses pra chegar no meio da terceira base. Eu investi e ela nunca liberou. É provocadora, e não vale a pena de jeito nenhum.” 

Jean estava experimentando tantas emoções, e ela não podia isolar apenas uma – estava constrangida, furiosa, com nojo, chocada... mas todas essas emoções empalideceram pela raiva quente na expressão de Scott. Um músculo se contraiu ao longo de seu maxilar cerrado, e ela podia ver que Scott estava usando cada grama de seu autocontrole para não estripar Duncan.

*Tudo bem, Scott. Apenas ignore,* Jean mandou a Scott telepaticamente à medida que parou atrás de seu ex-namorado.

“Qual o problema, Duncan?” ela perguntou docemente. “Seu ego ainda está doendo por eu ter te chutado?” Duncan a encarou com surpresa, incapaz de formular uma resposta adequada. “Vamos, Scott, vamos pegar nossos lugares,” disse enquanto pegou a mão dele.

Scott estava quieto quando eles entraram na sala e acharam lugares perto do fundo. Jean podia ver que ainda estava nervoso pelo encontro com Duncan, e ela tentou acalmá-lo.
“Scott, não deixe que ele te afete. Duncan é um idiota, e nós dois sabemosdisso,” ela disse, apertando suas mãos para reafirmar. Scott apertou de volta, mas não falou nada. Ela olhou pra cima. “Scott? Você está bem?”

Ele suspirou e balançou a cabeça.

“Tá, sei,” Jean bufou, “Vai, o que está te incomodando?”

Scott não respondeu de imeditato, mas suas bochechas ficaram avermelhadas. Finalmente, ele falou bem baixo, “Eu só fico com nojo de pensar naquele babaca te tocando.”

Jean não estava certa do que dizer. “Scott... não era desse jeito. Eu e ele nós nunca... não nunca fomos tão longe, você sabe – ele te disse,” ela gaguejou, envergonhada.

Eu sei, mas ainda me dá vontade de chutá-lo na cabeça.”

Jean sufucou uma risada e decidiu se voltar pra ele. “Então, e você? Você e Taryn já...?” ela interrompeu, deixando que ele completasse a frase.

Scott a olhou em choque completo. “Quê? Não!”

Jean encolheu os ombos. “Só por curiosidade. Acho que se você sabe sobre meu último namoro, eu deveria saber o mesmo sobre o seu.”

Scott respirou profundamente, expirando devagar. “Não, nem perto, Jean. Não por falta de tentativas da parte dela,” ele continuou com um sorriso bobo. “Taryn era bem... agressiva.”
Scott ouviu Jean resmungar algo que parecia como “vadia”, ele tentou não rir, sem sucesso. Ela olhou pra ele, mas então sorriu quando Scott apertou sua mão outra vez.

“Então, o que quer fazer depois do filme?” ele perguntou enquanto esperavam o filme começar.

“Eu não pensei muito nisso,” Jean admitiu. “Alguma ideia?”

“Eu estava pensando em deixarmos rolar, a menos que você esteja querendo algo específico.” 

“Vamos deixar rolar, então,” ela concordou.

No momento em que o filme terminou, começou a nevar. Scott a levou até o carro e começou a dirigir, ingorando as súplicas de Jean para que ele revelasse para onde estavam indo.

“Você vai ver,” foi tudo que ele disse.

“Ah, Scott, eu adoro esse lugar,” ela sussurrou quando eles finalmente encostaram em um estacionamento vazio.

Eu sei”, ele simplesmente falou, estacionado o carro. Ele havia os levado para o “The Glen”, um popular parque de patinação que ostentava uma pista de gelo que serpenteava por quilômetros entre árvores enfeitadas com luzinhas brancas.
Eu gostaria de ter trazido meus patins,” Jean disse, seguindo o exemplo de Scott e saindo do carro. Ela o seguiu até o porta-malas, que ele abriu para revelar dois pares de patins para gelo.

Eu fiz Kitty pegá-los no seu quarto essa tarde,” ele admitiu timidamente.

Bem pensado, líder destemido,” ela deu uma risada. Olhou para o céu e sorriu para a neve caindo gentilmente. “Que noite linda. Isso é perfeito, Scott. Obrigada.” 

Ele sorriu pra ela, contente consigo mesmo por conseguir fazê-la tão feliz. 

Vamos, Rainha do Gelo*****,” Scott provocou, levando-a para a pista.

Eles amarraram os patins e se movimentaram com dificuldade, passando um tempo até que se acostumassem com o gelo embaixo de seus pés.
“Como está indo?” Jean perguntou a Scott.

“Ok, eu acho. Tremendo um pouco, mas voltando a me equilibrar.”

“Bom,” ela disse, executando um simples giro para que patinasse no sentido contrário, encarando Scott. “Está pronto para apostar corrida?” ela perguntou.

“A qualquer hora, em qualquer lugar, ruiva,” ele desafiou, sorrindo de volta a ela.

“Está apostado. O primeiro a chegar na próxima curva ganha,” ela disse enquanto virava e saía em disparada, Scott um passo atrás. 

Quando ele estava perto de alcançá-la, ele a puxou pelo casaco, deixando-a para trás e se impulsionando à frente. Jean deu um grito em desânimo, mas se recuperou rápido.

“Você não tem chance,” ele disse patinando bem à frente dela.

“Vai sonhando, Summers” ela respondeu quando sua velocidade aumentou rapidamente a ponto de permitir que ela atingisse a chegada pouco antes de Scott.

“Rá! Você perdeu” Jean comemorou, apontado para ele e rindo. “A vencedora, e ainda campeã, Jean Grey!” ela anunciou fazendo uma dancinha da vitória. Scott observou contente até que ela parasse de dançar. Ele deslizou até ela e pegou sua mão.
“Estou me sentindo bem sortudo para um perdedor,” ele disse com a voz macia. Ela abriu um sorriso para ele e os dois patinaram pela pista, de mãos dadas, a neve caindo ao redor deles.

Deslizaram ao longo do caminho, sem falar nada, apenas aproveitando a companhia um do outro. Depois de um tempo, Scott olhou para seu relógio. “Está ficando tarde. Você quer ir embora?”

Jean sacudiu a cabeça, grandes flocos de neve flutuando em seus cabelos. “Na verdade, não” ela respondeu com um ar sonhador em sua voz.

“Você não quer sentar um pouco?” ela perguntou alguns minutos depois, fazendo um gesto em direção aos bancos que circundavam a pista. Scott não respondeu, mas se dirigiu à borda da pista de gelo, pisando com cuidado no chão coberto de neve. Ele tirou uma de suas luvas do bolso para limpar o banco. 

Scott e Jean se sentaram bem perto, os braços dele firmemente postos em volta dos ombros dela, e cabeça de Jean descansava no peito dele. Flocos de neve caíam lentos sobre os dois, brilhando através das luzes entrelaçadas nas árvores. Jean suspirou contente e se aconchegou mais perto de Scott.

É assim que as coisas estão destinadas a ser, ela percebeu de repente.

“Obrigada,” ela falou baixo.

Pelo quê?”

“Tudo,” ela disse, sabendo que ele entenderia. 
Ela se afastou um pouco dele, e ele a olhava. As borboletas no estômago de Jean começaram a se mexer complexamente, mais intensas que no outro dia. Ela podia sentir seu coração acelerar enquanto levantou a cabeça e a inclinou na direção de Scott, seus olhos entreabertos como seus lábios. Scott também se inclinou, diminuindo a distância entre eles, pausando por um instante antes de finalmente cobrir os lábios dela com os dele.

O beijo foi doce e lento e gentil, um sentindo o outro. Ela se sentiu fraca, ela se sentiu eletrificada. Os lábios dele eram macios e se encaixavam tão perfeitamente com os dela que pensou que fosse um sonho.

Em um repentino flash, pensamentos e emoções começaram a sussurrar em sua mente. Eles vinham tão rápido e eram tão confusos que ela não tinha certeza quais eram dela e quais eram de Scott: Oh meu Deus... Perfeito... Melhor do que eu imaginava... Tão linda… Nunca sonhei… Não acredito… Me completa… Por favor, não pare... Mágico... Nunca pare... Tão doce… Nunca soube… Maravilhoso… Sempre quis isso… Mais…

Scott segurou o maxilar de Jean e tremeu à medida que aprofundava o beijo, colocando sua língua na boca dela. Ela o beijou de volta com entusiasmo, entrelançando seus dedos no cabelo dele e o puxando mais perto. O beijo continuou pelo que pareceu uma eternidade para Jean e, então, ela percebeu que queria que continuasse mesmo pela eternidade. Sentir os braços de Scott em volta dela, a forma como seus corpos estavam pressionados juntos, suas bocas se devorando – tudo foi perfeito, e ela não queria parar nunca. Enfim, eles diminuíram a velocidade e, relutantes, se afastaram, mantendo as testas juntas para preservar o contato.
*Wow* ela mandou pra ele.

Scott sorriu e Jean sentiu aquele sorriso como se fosse um estrondo no peito dele. “É, wow,” ele concordou e inspirou profundamente, segurando a respiração.

“Você também ouviu tudo aquilo?” ela perguntou calmamente.

Scott assentiu com a cabeça, suavemente colocando a ponta de seus dedos na bocheca de Jean. “O que foi aquilo?”

“Nós, nossos pensamentos. Nós devíamos estar projetando, alcançando um ao outro sem perceber. Nos permitiu fazer um elo por um momento.”

“Algo parecido já havia acontecido antes?” 

Ela respondeu com a cabeça negativamente.

“Me desculpe –"

“Não se desculpe,” ela rapidamente assegurou. “Eu gostei.”

Scott sorriu. “Eu também. É errado querer te beijar outra vez?” ele perguntou tímido.

Ela abriu um sorriso que rapidamente se transformou numa risada. “Não mesmo, não é errado,” ela disse, fazendo carinho no rosto dele. Ela roçou seus lábios suavemente nos dele, e ele a perseguiu enquanto Jean se afastava. “Mas acho melhor não – não agora. Pode ser perigoso,” adicionou com um leve riso. 

Scott soltou um longo e melodramático suspiro, o que rendeu outro sorriso da garota em seus braços. “Vamos, Don Juan. Nós podemos esfriar na volta para o carro,” ela disse, saindo do banco e estendendo a mão para ele.
De volta ao Instituto, Scott e Jean decidiram comer um lanche no meio da noite, relutando em terminar o encontro. Jean estava tentando alcançar o interruptor da cozinha quando uma voz murmurou para eles no meio do escuro.

Vocês dois se divertiram?”

Jean soltou um grito de surpresa e deu um encontrão com Scott quando pulou para trás. Ela acendeu a luz encontrando Logan sentado na mesa, fitando-os.

Credo, Logan, você nunca dorme?” Jean reclamou, irritada que ele a tenha assustado tão facilmente.

“Não enquanto todas as crianças estejam em casa e na cama – sozinhas” ele disse, a implicação perfeitamente clara.

“Logan!” Jean exclamou, indignação e constrangimento brigando pelo domínio dos sentimentos dela. Ele ainda teve a decência de olhar arrependido – mais ou menos arrependido.

“Querida, vá lá pra cima para que eu possa ter uma conversa com Scott,” ele disse a ela.

“Você só pode estar brincando! Caso tenha esquecido, Logan, eu fiz 18 anos no meu último aniversário. Isso significa que não preciso mais de babá.” Jean estava parada no meio da cozinha com as mãos no quadril. Ela lançou a Logan um olhar, desafiando-o a contestá-la.

“Olha, Jeannie,” ele começou com o que pretendia ser um tom suave, mas Jean o cortou.

“Não venha com Jeannie! Você está totalmente fora dos limites e sabe bem disso!”

Logan suspirou e passou a mão por seu próprio rosto. “Não vai me ajudar aqui, guri?” Logan perguntou a Scott, que estava encostado na parede atrás de Jean de braços cruzados.
“Claro que não,” Scott disse simplesmente.

Logan grunhiu e voltou seu olhar para Jean. Finalmente sua expressão suavizou e ele levantou as mãos, rendendo-se. “Certo, me desculpe. Está certa, passei dos limites,” ele admitiu, para a surpresa de Scott.

Logan saiu da cozinha, encarando Scott de forma ameaçadora quando passou por ele. A mensagem era alta e clara: “Essa conversa ainda não acabou.”

Ao ficarem sozinhos outra vez, Scott olhou para Jean com um sorriso torno. “Acho que não há dúvidas sobre qual de nós é o favorito de Logan,” ele brincou.