Descrição: a Jean morreu e já voltou à vida, mas não conseguiu suportar ver Scott com Emma e resolveu dar um tempo para si, longe de todos, sem divulgar nem mesmo para onde ia!! A fic se passa na mansão mesmo, não em Utopia.
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic.
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance/Drama
Base: Hq's
Então, essa fic é de autoria da nossa Jott Lara Martins, ela anda sumida, não temos mais contato no momento, mas tomei a liberdade de postar essa fic dela, e não mudei nada. Espero que gostem :)
CAPÍTULO ANTERIOR: http://fanfictionsmafiajottlovers.blogspot.com.br/2015/06/fic-you-had-me-at-goodbye-capitulo-4.html
Capítulo 5 - Sonhos
em Barcelona, parte I
Jean, Rachel e Daniel reservaram um vôo com horário diferente do de Emma e Scott. Já bastava ter que ir ao mesmo evento que eles. A parte ruim era que a organização tomava conta da hospedagem e ficariam no mesmo hotel. Emma até tentou encontrar outro lugar, mas todos os hotéis 5 estrelas estavam reservados pela semana. E ela não se sujeitaria a ficar em albergues ou qualquer coisa do tipo.
O vôo de New York a Barcelona demorava aproximadamente 8 horas. Emma e Scott foram antes, pra aproveitar um pouco a cidade e Emma estava louca para comprar novas roupas.
No avião, Rachel via um filme, enquanto isso, Daniel relia seus papéis para a palestra.
JEAN: - Você vai se sair ótimo, Dan.
DANIEL: -
Estou nervoso, quero que tudo seja perfeito.
JEAN: -
Vai ser.
A verdade é que Jean não tinha certeza nenhuma de que tudo sairia perfeito. Sentia uma opressão no peito, uma sensação de que algo terrível estava pra acontecer. Não podia dizer isso a Daniel, claro, ele se assustaria. Rachel também. Talvez fosse um medo bobo. A questão é que, mais ou menos no meio da viagem, Jean começou a passar mal.
DANIEL: - Jean, o que houve?
A verdade é que Jean não tinha certeza nenhuma de que tudo sairia perfeito. Sentia uma opressão no peito, uma sensação de que algo terrível estava pra acontecer. Não podia dizer isso a Daniel, claro, ele se assustaria. Rachel também. Talvez fosse um medo bobo. A questão é que, mais ou menos no meio da viagem, Jean começou a passar mal.
DANIEL: - Jean, o que houve?
JEAN: -
Nada, nada. Minha pressão caiu, eu acho.
RACHEL: -
Mãe, você tem certeza disso?
JEAN: - Claro,
filha, confie em mim. Estou bem.
DANIEL: -
Deve ser por causa da altura.
Jean sabia que não tinha
nada a ver com isso. Ela já esteve em alturas muito piores que um simples
avião, porém ficou quieta. Rachel tentou dizer a si mesma que não seria nada
ruim. Logo estariam em Barcelona.
Era verdade. O avião pousou ao nascer do sol e a
cidade ficava incrível no outuno. A temperatura era agradável e a massa de
turistas que vinha ver a cidade no verão tinha diminuído, tornando tudo mais
tranquilo. Chamaram um táxi e foram direto para o hotel - onde, bem na entrada,
acontecia um burburinho de jornalistas. Várias empresas de rádio e televisão
estavam lá na frente, entrevistando os participantes e, bem na hora que os três
chegaram, o grande entrevistado era... Scott. Daniel sugeriu que não falassem
com a imprensa, estavam cansados, precisavam ainda tomar banho, o evento
começaria em duas horas. Assim, Summers não percebeu a entrada deles.
Daniel e Jean dividiriam uma linda suíte, enquanto Rachel ficava em um quarto de solteiro menor.
DANIEL: - Belo quarto, hã? Vamos compensar toda a parte chata do passeio.
Daniel e Jean dividiriam uma linda suíte, enquanto Rachel ficava em um quarto de solteiro menor.
DANIEL: - Belo quarto, hã? Vamos compensar toda a parte chata do passeio.
JEAN: -
Sim...
DANIEL: -
Jean, não quero ser desagradável, mas eu sei por que está estranha.
JEAN: -
Sabe?
DANIEL: -
Você e Scott estão passando por momentos difíceis, compreendo. Compreendo que
ainda não o tenha esquecido.
JEAN: -
Não está zangado?
DANIEL: -
Não, Jean. Acredito que as coisas têm uma razão de acontecer. Estou aqui pra te
ajudar a encontrar seu caminho, de uma vez por todas.
Jean sempre gostou de
Daniel, mas nesse momento ele a conquistou totalmente e ela não soube explicar. "Estou aqui pra te ajudar a encontrar
seu caminho", foram palavras que ficaram em sua cabeça. Ficariam por
muito mais tempo. Foi nesse instante que Jean teve certeza que se entregar a
Daniel era o correto. Uma sensação de paz a tomou, uma alegria repentina, uma
vontade de aproveitar a abençoada vida que ela havia reconquistado. Devia
aproveitar os momentos com esse homem, com sua filha, com seus amigos. Jean
salvou o mundo para que coisas boas acontecessem. Era isso. Ela saiu do quarto
para ver se Rachel estava pronta e esbarrou com Scott.
SCOTT: - Oi, Jean, vocês já chegaram então.
SCOTT: - Oi, Jean, vocês já chegaram então.
JEAN: -
Oi, Scott - ela respondeu com um sorriso.
SCOTT: -
Você parece bem.
JEAN: - Estou
bem.
SCOTT: - E...
então... Sua palestra é logo mais.
JEAN: - Sim.
Sim. Estou um pouco nervosa, mas tudo bem.
SCOTT: -
Vai dar tudo certo.
JEAN: - Eu
sei. A sua também será fantástica.
SCOTT: -
Não tenho tanta certeza.
JEAN: - Me
deseje sorte, Scott.
SCOTT: -
Boa sorte... - ele pensou "boa
sorte, meu amor", e Jean acabou lendo esse pensamento.
JEAN: - O
que disse?
SCOTT: -
Err...
JEAN: - Obrigada,
meu amor.
SCOTT: -
Jean...
JEAN: -
Acho que nunca te agradeci pelo que vivemos juntos. Obrigada. Por todos esses
anos. E por estarmos aqui e agora. Tchau, Scott - ela seguiu em direção ao
quarto de Rachel.
Fui ensinada a ter medo de mim mesma. A reprimir o que eu via de diferente ao olhar no espelho. A me isolar. Ser mutante definia o que eu era. Mas um homem e um lugar que chamei de lar mudaram tudo. O Instituto Xavier mudou minha vida. Descobri a ser apenas uma garota, que viveu muito, aprendeu muito e amou muito. Descobri que era inteligente, descobri ter grandes amigos, descobri um destino que não existiria sem a compreensão. Compreensão, é disso que precisamos todos. Não venho aqui lutar apenas pelos mutantes. Venho lutar pela humanidade: por quem se olha no espelho e se sente infeliz, por quem não se sente amado. Porque nós também amamos. Essa é a lição número um. O amor.
Nesse momento, todos ficaram calados, olhando para a lágrima que caía dos olhos da bela moça. Jean levantou os olhos que se encontraram com o de Scott na platéia. Ele se sentiu, mais uma vez, orgulhoso daquela mulher. De repente, todos batiam palmas. Ela havia conseguido.
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