Descrição: a Jean morreu e já voltou à vida, mas não conseguiu suportar ver Scott com Emma e resolveu dar um tempo para si, longe de todos, sem divulgar nem mesmo para onde ia!! A fic se passa na mansão mesmo, não em Utopia.
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic. 
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance/Drama
Base: Hq's
Então, essa fic é de autoria da nossa Jott Lara Martins, ela anda sumida, não temos mais contato no momento, mas tomei a liberdade de postar essa fic dela, e não mudei nada. Espero que gostem :)


Capítulo 5 - Sonhos em Barcelona, parte I


Jean, Rachel e Daniel reservaram um vôo com horário diferente do de Emma e Scott. Já bastava ter que ir ao mesmo evento que eles. A parte ruim era que a organização tomava conta da hospedagem e ficariam no mesmo hotel. Emma até tentou encontrar outro lugar, mas todos os hotéis 5 estrelas estavam reservados pela semana. E ela não se sujeitaria a ficar em albergues ou qualquer coisa do tipo. 

O vôo de New York a Barcelona demorava aproximadamente 8 horas. Emma e Scott foram antes, pra aproveitar um pouco a cidade e Emma estava louca para comprar novas roupas. 

No avião, Rachel via um filme, enquanto isso, Daniel relia seus papéis para a palestra.

JEAN: - Você vai se sair ótimo, Dan.

DANIEL: - Estou nervoso, quero que tudo seja perfeito.

JEAN: - Vai ser.

A verdade é que Jean não tinha certeza nenhuma de que tudo sairia perfeito. Sentia uma opressão no peito, uma sensação de que algo terrível estava pra acontecer. Não podia dizer isso a Daniel, claro, ele se assustaria. Rachel também. Talvez fosse um medo bobo. A questão é que, mais ou menos no meio da viagem, Jean começou a passar mal.

DANIEL: - Jean, o que houve?

JEAN: - Nada, nada. Minha pressão caiu, eu acho.

RACHEL: - Mãe, você tem certeza disso?

JEAN: - Claro, filha, confie em mim. Estou bem.

DANIEL: - Deve ser por causa da altura.

Jean sabia que não tinha nada a ver com isso. Ela já esteve em alturas muito piores que um simples avião, porém ficou quieta. Rachel tentou dizer a si mesma que não seria nada ruim. Logo estariam em Barcelona.

Era verdade. O avião pousou ao nascer do sol e a cidade ficava incrível no outuno. A temperatura era agradável e a massa de turistas que vinha ver a cidade no verão tinha diminuído, tornando tudo mais tranquilo. Chamaram um táxi e foram direto para o hotel - onde, bem na entrada, acontecia um burburinho de jornalistas. Várias empresas de rádio e televisão estavam lá na frente, entrevistando os participantes e, bem na hora que os três chegaram, o grande entrevistado era... Scott. Daniel sugeriu que não falassem com a imprensa, estavam cansados, precisavam ainda tomar banho, o evento começaria em duas horas. Assim, Summers não percebeu a entrada deles. 

Daniel e Jean dividiriam uma linda suíte, enquanto Rachel ficava em um quarto de solteiro menor. 

DANIEL: - Belo quarto, hã? Vamos compensar toda a parte chata do passeio.

JEAN: - Sim...

DANIEL: - Jean, não quero ser desagradável, mas eu sei por que está estranha.

JEAN: - Sabe?

DANIEL: - Você e Scott estão passando por momentos difíceis, compreendo. Compreendo que ainda não o tenha esquecido. 

JEAN: - Não está zangado?

DANIEL: - Não, Jean. Acredito que as coisas têm uma razão de acontecer. Estou aqui pra te ajudar a encontrar seu caminho, de uma vez por todas.

Jean sempre gostou de Daniel, mas nesse momento ele a conquistou totalmente e ela não soube explicar. "Estou aqui pra te ajudar a encontrar seu caminho", foram palavras que ficaram em sua cabeça. Ficariam por muito mais tempo. Foi nesse instante que Jean teve certeza que se entregar a Daniel era o correto. Uma sensação de paz a tomou, uma alegria repentina, uma vontade de aproveitar a abençoada vida que ela havia reconquistado. Devia aproveitar os momentos com esse homem, com sua filha, com seus amigos. Jean salvou o mundo para que coisas boas acontecessem. Era isso. Ela saiu do quarto para ver se Rachel estava pronta e esbarrou com Scott.

SCOTT: - Oi, Jean, vocês já chegaram então.

JEAN: - Oi, Scott - ela respondeu com um sorriso.

SCOTT: - Você parece bem.

JEAN: - Estou bem.

SCOTT: - E... então... Sua palestra é logo mais.

JEAN: - Sim. Sim. Estou um pouco nervosa, mas tudo bem.

SCOTT: - Vai dar tudo certo.

JEAN: - Eu sei. A sua também será fantástica.

SCOTT: - Não tenho tanta certeza.

JEAN: - Me deseje sorte, Scott.

SCOTT: - Boa sorte... - ele pensou "boa sorte, meu amor", e Jean acabou lendo esse pensamento.

JEAN: - O que disse?

SCOTT: - Err...

JEAN: - Obrigada, meu amor.

SCOTT: - Jean...

JEAN: - Acho que nunca te agradeci pelo que vivemos juntos. Obrigada. Por todos esses anos. E por estarmos aqui e agora. Tchau, Scott - ela seguiu em direção ao quarto de Rachel. 

A tarde chegou e, com ela, a hora da palestra de Jean - a primeira de um representante dos mutantes. Rachel e Daniel sentaram na primeira fila, felizes e animados. Emma e Scott ficaram no fundo, um pouco escondidos. Jean começou sua apresentação com pesquisas específicas sobre mutações no DNA e evolução, respondendo a algumas perguntas, a maioria preconceituosa e impertinente. Passada essa fase, ela resolveu finalizar com o discurso improvisado.


Fui ensinada a ter medo de mim mesma. A reprimir o que eu via de diferente ao olhar no espelho. A me isolar. Ser mutante definia o que eu era. Mas um homem e um lugar que chamei de lar mudaram tudo. O Instituto Xavier mudou minha vida. Descobri a ser apenas uma garota, que viveu muito, aprendeu muito e amou muito. Descobri que era inteligente, descobri ter grandes amigos, descobri um destino que não existiria sem a compreensão. Compreensão, é disso que precisamos todos. Não venho aqui lutar apenas pelos mutantes. Venho lutar pela humanidade: por quem se olha no espelho e se sente infeliz, por quem não se sente amado. Porque nós também amamos. Essa é a lição número um. O amor.

Nesse momento, todos ficaram calados, olhando para a lágrima que caía dos olhos da bela moça. Jean levantou os olhos que se encontraram com o de Scott na platéia. Ele se sentiu, mais uma vez, orgulhoso daquela mulher. De repente, todos batiam palmas. Ela havia conseguido.

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