Descrição: A Messias está de volta! Todos estão ansiosos, pois conhecerão mais sobre esse ”Salvador Mutante”.
Mas o que você faria se descobrisse que a pessoa que você pensa que é, na realidade não é exatamente quem você pensava?
Todos querem mostrar como é o mundo aqui, o presente, o que ela não conheceu no futuro...
... Mas será que realmente ela não conheceu tudo isso?
Além disso, Scott Summers, o líder dos X-MEN, tem uma decisão a ser tomada. Algo que poderá mudar sua Vida completamente. Uma difícil escolha? Bom, talvez, mas que uma vez feita, não poderá ser voltada atrás. 
Classificação Indicativa: K (5+)
Status: Múltiplos capítulos
Tipo: Romance.
Base: HQ's
Sugestões: Aqui está a música tema dá fanfic para quem quiser escutar:








• FUTURO 2053 •


"Cuidado!" Gritou, pegando sua arma e disparando.

"Obrigada." Ela agradeceu, tirando uma mecha de cabelo que lhe tapava o olho "Mas eu mesma poderia ter cuidado disso." Sorriu, sabendo que o que havia dito era um blefe. Na verdade, ela precisava realmente dele por perto. 

De repente, uma dor forte na cabeça e imagens que ela preferia não ver, veio à mente. 

"O que houve?" Ele se aproxima preocupado, colocando sua mão direita sobre o ombro dela. 

"Mutantes... mortes e mais mortes..." Seus olhos continuavam fechados. Seu semblante de dor. "Será que isso nunca vai acabar?"

"Nossa hora de voltar já está chegando! Logo isso tudo passa." Declarou ele, mostrando firmeza em suas palavras "E tenho certeza que eles ficarão felizes em te ver." Ela finalmente abriu os olhos e sorriu para ele. Isso, era o que ela mais queria... Voltar para casa. 


~*~


•PRESENTE | Instituto Charles Xavier para Jovens Superdotados•

"Bom dia, querido." Disse a loira, mas ele pareceu não escutar. Ela o chamou mais uma vez, e mais uma, até que...

"Ahn? O que foi?" Scott pareceu acordar de um transe. Emma o observou por alguns segundos.

"Você está bem distante nesses últimos dias."

"Não é nada." Não querendo continuar nesse assunto, ele foi até uma pequena cômoda e pegou uns papéis "Você já pediu para limparem o quarto de hóspedes?" 

"Já mandei sim. Mas não entendo o porque disso agora. Você nem tem certeza se eles realmente irão voltar."

"Eu sei. Mas eu prefiro assim. Quero todo o conforto para a bebê messias." Ele sorriu largo.

Emma não conseguia entender o porque de tanta preocupação com esse bebê! Ela não acreditava que esse bebê seria realmente o salvador dá espécie mutante.

"Agora ela já não deve ser mais um bebê, querido. Deve ser uma mulher."

Scott parou. Realmente não havia pensado nisso. Onde Cable e a bebê estavam, era uma linha temporal completamente diferente do deles.

"Você tem razão."

Emma olhou para ele e sorriu maliciosa, indo em sua direção. 

"Porque não relaxa um pouco, querido?" 

~*~

Durante àquela noite...

Scott está sonhando. Imagens de quando era ainda jovem, com os X-Men originais: Hank, Warren, Bobby, ... Jean ...

Ele sempre sonhava com ela. Quase todas as noites, mas fazia de tudo para que Emma não descobrisse através de sua telepatia. Embora, às vezes, fosse impossível perceber quando ele acordava gritando: "JEAN!". Mas ela nem ligava. Afinal, ela estava com Scott, enquanto Jean, estava à sete palmos abaixo da terra.

"Scott" 
Ela não vai parar. Dia e Noite... 
"Scott"
É ela. Eu sei que é. Eu não consigo me concentrar. Não consigo respirar. 
"Scott... SCOTT" 
Eu posso sentir ela. Às vezes, eu juro que posso vê-la. "Scott??" 
Se algo não...

"SCOTT!!!!" A loira gritou mais alto.

"Oh, Emma. Me desculpe."

"Você está bem?"

"É, eu..." Ele parou, coçando a parte de trás dá cabeça.

"Você estava tendo um daqueles pesadelos de novo, não é?!" Ela olhou séria para ele.

"É. Mas isso não importa!" Se levantou e caminhou até o banheiro. Emma apenas o observava, não queria aprofundar aquele assunto, por mais que sua vontade era de gritar que Jean Grey era uma vaca sagrada "Que horas são?"

"Seis e meia da manhã." Ela, que já havia se vestido, vai até o banheiro "Eu já vou tomar meu café da manhã. Você não vem?"

"Pode ir. Eu vou depois. Vou tomar um banho primeiro."

"Como quiser, querido." Se inclinou para frente e lhe deu um beijo

Scott tirou a roupa e ligou o chuveiro. A água percorrendo seu corpo, como se estivesse o purificando. Era tão bom tomar uma ducha! Ele não conseguia entenderporque e Emma não gostava de tomar banho de chuveiro, já que ela só tomava banho na banheira.

"Jean não ligava pra essas coisas!" Pensou ele. 

Ele desliga o chuveiro. E enquanto se secava, escutou uma voz. A voz de Emma falando com alguém.

"É claro que pode! ..... Sim ..... Como quiser ..... Até mais!" Desligou o celular.

"Ainda aqui, Emma?" Scott apareceu, assustando-a.

"Querido! Você me assustou!"

"Com quem estava falando?" Não era um interrogatório, apenas curiosidade.

"Estava conversando com uma amiga dá época da faculdade." 

"Amiga? Emma nunca me contou nada sobre ter amigas." Pensou ele "Bem, eu confio nela."

"Bom, você poderia ficar com os meus alunos um pouco? Preciso fazer uma coisa."

"Claro!" Concordou ela, se nem sequer perguntar por qual motivo. Ele gostava disso em Emma, isso transmitia confiança. Pensou em Jean mais uma vez, pois a ruiva não ficaria somente no 'Claro!'. Emma andou até ele e entrelaçou os braços em volta de seu pescoço "Mas não se atrase demais!"

"Sabia que entenderia!" Nesse momento, ele não pode deixar de pensar em Jean novamente, pois a ruiva não ficaria somente no "Claro!". Sem perceber, ele sorri.

"Está sorrindo por qual motivo?" Emma pede.

Era em momentos como esse, que Scott agradecia por Jean ter lhe ensinado à bloquear seus pensamentos.

"Por nada, Emma." Ele se solta dos braços de emma e vai até o guarda roupa "Você  sabe se hoje é o dia em que Rachel dá aula para os alunos novos?"

"Não, é só na terça. Agora já vou indo." Jogou um beijinho no ar para ele, e saiu.

~*~

•Alguns metros dali•
7:00am.

"Rachel?" Kitty Pryde disse, quando viu sua amiga no chão. 

Rachel Grey agradeceu a amiga com um sorriso e se levantou. Ela enxugou as lágrimas do rosto antes de cair em sua cama.

"Eu sinto muito. Eu preciso me recompor." Disse ela.

"Rach, se há alguém aqui que você não tem que ser forte na frente, esse alguém sou eu."

"Eu sei. Eu só tive os mesmos pesadelos de antes. Você provavelmente se lembra de alguns deles."

Pensamentos de Kitty correu. A verdade é que Rachel snha com os pais assassinados, de ser a única sobrevivente X-Men. Se agarrando ao cadáver de Charles Xavier na caça aos mutantes. Os mutantes que Rachel amava, simplesmente mortos. 
Kitty voltou seus pensamentos para o presente, aflita que Rachel possa saber o que ela estava pensando. Ela queria ajudar a amiga, e não mais seus problemas.

"Você quer falar sobre isso?" 

Depois de um momento, Rachel falou.

"É Jean, Kitty. É a minha mãe."

"É ela?" Kitty perguntou, levantando-se antes de se juntar à Rachel em sua cama.

"Esses sonhos ... é ... eu estou morrendo com ela. Eu posso sentir isso. Surge uma energia, rasgando meu corpo ... literalmente acabando comigo. Eu posso sentir o meu último suspiro ... eu posso sentir tudo isso."


•Nos corredores•

Scott andava pelo corredor quando uma porta conhecida lhe chamou a atenção.

"Deslizo meus dedos sobre a porta. Eu realmente não quero entrar lá, mas uma parte de mim me leva a fazê-lo. Abro a porta devagar. E eu posso ouvir as dobradiças velhas se rangerem, como naqueles filmes de terror antigo. Ligo a luz. Tudo o que nós deixamos no quarto. O professor não queria mudar nem tirar nada daqui e eu entendo. Isto é como um pequeno santuário. A penteadeira ainda está lá com todas as coisas como Jean os deixou, sua escova, a maquiagem e uma foto de nós dois juntos. Deus! Como eu sinto sua falta. Eu toco o seu rosto na foto e não posso deixar de me perguntar onde você estará agora, Jean. E embora você saiba que eu nunca fui muito religioso, tento pensar se existe realmente um céu, para que eu possa ter a certeza que você vai estar lá. O tempo passou. Estou feliz com Emma. Mas este fato não significa que eu me esqueci de você nem sequer por um momento. Você sempre foi a melhor coisa na minha vida. Só quando eu vi seu rosto, eu comecei a pensar que a vida não foi tão ruim. Só quando eu escutei sua risada, que eu sorri. Só quando eu olhei em seus olhos, todo meu sofrimento desapareceu. Eu pensei que ouvir a sua respiração me fazia viver, e se isso era verdade, porque não estou com você agora?
Eu sinto sua falta. Tantas coisas e lugares que eu gostaria de ter mostrado à você, mas sempre pensei que não haveria tempo suficiente para isso. É como se nós  pensássemos que viveríamos para sempre. Mas nada é tão longo. Houve uma época em que eu acreditava que sim. Eu acreditava que você e eu estaríamos juntos para 
toda a eternidade ... mas você não está aqui comigo. 
Eu tirei sua foto do quadro e segurei apertado. Não é o mesmo que segurar você, mas é a única coisa que tenho de você. 
Por que não eu poderia salvá-la, Jean? 
Eu vago pelos corredores da mansão, até que entro em uma das salas de aula. Eu coloco o seu retrato sobre a mesa e me sento como eu fazia quando era um dos
alunos. Rumo aos 15 anos desde a última vez que estive aqui. Eu quase tenho a esperança de ver você aparecer correndo pela porta e pedir desculpas ao Professor por 
chegar atrasada. Mas eu sei que não é possível. 
Ainda me lembro do som da sua voz chamando meu nome, seu sorriso precioso, seus maravilhosos olhos verdes, longos cabelos vermelhos voando pelo ar com seu perfume doce. Sabe de uma coisa, Jean? 
Eu nunca vou parar de te amar!"

Scott sai da sala.

"Parece que ela ainda está lá no quarto." Scott Summers disse a si mesmo quando se aproximou da porta do quarto de Rachel.

Lá dentro...

"E ela diz: “Scott ... meu melhor amigo. Tudo o que eu já fiz foi morrer por você." E então ela pisca, e eu estou em outro lugar ... e eu sorrio, Kitty. Eu sorrio e digo: “Scott ... " Rachel parou ao som de uma batida. 

"Rachel? Rachel, é Ciclope ... posso entrar?"

Kitty olhou para a porta, perplexa, depois olhou de volta para Rachel. 
A porta se abriu após a confirmação de Grey, revelando o homem que as duas tinham acabado de falar. 

"Eu estava passando e pensei em parar para deixar um bom dia." Disse ele, um pouco desconcertado.

"O que você precisa?" Rachel pediu claramente. Ela não podia ignorá-lo quando ele estava no seu quarto. Ela estava grata por ele não estar lá com outra pessoa, principalmente com Emma "Kitty, você pode...?"

Kitty olhou para Rachel, e na sequência de um aceno com a cabeça, levantou-se.

"Claro." - Kitty desapareceu através da parede atrás dela.

"Rachel, eu sei ... as coisas estão difíceis." Scott começou.

"As coisas foram difíceis, há alguns anos atrás." Disse Rachel, sem emoção "Agora as coisas estão assim ... complicadas." Grey ficou em pé, caminhando para o homem que ela há anos atrás, tinha como pai "Eu não espero que você viva a sua vida ao meu redor. Eu não sou mesmo a sua filha de verdade. Estes são os problemas que tive de lidar há um tempo atrás ... e ainda tenho. Eu não sou desse cronograma, Ciclope! Tanto minha mãe quanto meu pai, morreram há muito tempo, e em outro lugar."

Rachel mordeu o lábio. Ela estava falando a verdade, não havia dúvida sobre isso. Ela era de uma realidade alternativa ... e o homem à sua frente não era o pai dela, não mais do que Jean Grey era realmente sua mãe. 

Mas Jean tinha aceitado ela. A amava. Ela não tinha certeza de que Scott não a tinha aceito ... mas ela sempre foi capaz de se agarrar ao fato de que algum dia, existiu um Scott Summers e uma Jean Grey na Terra ... e que eles eram muito apaixonados. 

Agora? 

Agora ela tinha Scott Summers e Emma Frost, dançando sobre o túmulo de Jean Grey. A mãe que já tinha perdido várias vezes. 

Ciclope estremeceu debaixo da viseira, colocando a mão em cima de sua cabeça. 

"Isso não é verdade, Rachel. Eu vou cuidar de você, assim como Jean fez."

Rachel não percebeu quando enviou para ele uma imagem de Emma e Scott no túmulo de Jean.

"É tarde demais." Disse Rachel, num sussurro.

"Eu..." Hesitou "Você está certa. Eu só queria que você soubesse que é bom ter você aqui, de volta com os X-Men. É onde você pertence."

"Obrigada."

Ciclope fechou a porta atrás de si, encostando nela com um suspiro.