Descrição: Jean e Scott se conheceram quando jovens ainda, e se apaixonaram. Mas como nem tudo são flores, eles não puderam ficar juntos...Anos depois, uma coisa acontece, e isso faz com que eles se reencontrem. Será uma nova chance para o amor?Tipo: Romance/Drama Classificação Indicativa: K(5+)- Todos os públicos! Base: Livro - O Melhor de Mim (Nicholas Sparks). Pode ser que alguém já tenha lido....Mas fiquem cientes que o final será modificado...Jott né?! :P Sugestão: Nada a declarar! 
 Múltiplos Capítulos (em andamento)

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Música tema: I Did With You (Lady Antebellum)
https://www.youtube.com/watch?v=6kcNbcs-XY






Jean estava parada ao lado do seu carro, esperando por ele. Correu ao seu encontro. Não sabe quanto tempo aquele abraço possa ter  durado, mas não queria se desgrudar dela, então, se beijaram, como se não existisse mais nada no mundo.

- Me perdoa por ter te deixado. Agora, eu sei mais do que nunca que quero passar o resto da minha vida com você. Eu te amo, e sempre vou te amar.

- Eu te amo, Jean. E sempre vou fazer o possível para que continuemos juntos pra sempre.

Juntos, voltaram a casa de Charles, onde  fizeram amor mais uma vez, como se nada tivesse mais importância...

Ao longo dos anos, apenas continuei acreditando
Precisava ter um plano ou um motivo
Mas o céu estava em silêncio e a vida seguiu em frente
Até que o meu coração soube que o momento se foi


No bar do clube, bem depois do final da partida de golfe, Logan fez sinal pedindo mais uma cerveja, sem perceber o olhar interrogativo que o garçom lançou para seu amigo.
John, que já havia passado para a Diet Coke, simplesmente deu de ombros. Relutante, o garçom colocou outra cerveja na frente de Logan enquanto John se inclinava para a frente, tentando se fazer ouvir em meio ao barulho. Ao longo da última hora, o bar tinha ficado lotado. Na tevê, o jogo estava empatado.

- Não se esqueça de que vou encontrar Kitty para jantar, então não vou poder levá-lo para casa. E você também não está em condições de dirigir.

- É, eu sei.

- Quer que eu chame um táxi?

 - Vamos ver o jogo. Depois a gente decide, OK?

Logan ergueu a garrafa e tomou outro gole, sem desgrudar os olhos vidrados da tela.

Nathan ainda estava dormindo às 17h15, quando seu telefone começou a tocar. Rolando na cama, ele o apanhou, perguntando-se por que o pai estaria ligando. Só que não era o pai.
Era o parceiro de golfe dele, John, pedindo-lhe que fosse buscar Logan no clube, porque ele havia bebido e não tinha condições de dirigir. Sério?, pensou ele. Meu pai? Bebendo?

Por mais que quisesse, Nathan não disse o que pensou. Apenas prometeu que chegaria dali a uns 20 minutos. Saindo da cama, ele vestiu o short e a blusa que tinha usado mais cedo e calçou os chinelos. Pegou as chaves e a carteira na escrivaninha. Então desceu as escadas bocejando, já pensando em telefonar para Anna.

Parado em um sinal vermelho, Nathan olhou para o pai pelo retrovisor. Devia ter enchido mesmo a cara, concluiu. Alguns minutos atrás, ao estacionar no clube, o encontrara recostado em uma das colunas, com o olhar turvo e desfocado e um bafo que poderia acender uma churrasqueira - o que provavelmente explicava por que ele estava calado.

Sem dúvida queria esconder quanto havia bebido. Nathan já estava acostumado àquele tipo de situação. Os problemas do pai o deixavam mais triste do que zangado. Sua mãe, por outro lado, ficaria no estado de sempre: tentando agir com naturalidade enquanto o marido se arrastava pela casa bêbado feito um gambá. Por mais que não valesse a pena se irritar, ele sabia que, por trás daquela fachada, ela estaria fervendo de raiva. A mãe iria se esforçar ao máximo para manter a civilidade no tom de voz, mas, independentemente de onde Logan se sentasse, ela iria para outro cômodo, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo na vida de um casal.

A coisa ficaria feia naquela noite, mas Nathan deixaria isso nas mãos de Rachel, supondo que ela chegasse antes de seu pai apagar. Quanto a ele, já havia ligado para Anna e os dois iriam nadar na casa de um amigo.

O sinal finalmente ficou verde e Nathan, com a imagem de Anna na cabeça, pisou fundo no acelerador, sem perceber que outro carro ainda atravessava correndo o cruzamento.
O outro veículo se chocou contra o dele com um estrondo ensurdecedor, espalhando cacos de vidro e lascas de metal por toda parte. A armação da porta, destroçada e retorcida, explodiu para dentro em direção ao peito do rapaz no mesmo instante em que o air bag foi acionado. Nathan se debateu contra o cinto de segurança, a cabeça sendo jogada de um lado para o outro à medida que o carro começava a girar pelo cruzamento. Vou morrer, pensou ele, mas não conseguiu reunir fôlego suficiente para produzir qualquer som.

Quando o carro enfim parou, Nathan precisou de um instante para entender que ainda estava respirando.
Tentou se mexer, mas foi invadido por uma dor lancinante no peito. A porta e o volante estavam prendendo seu corpo e ele lutou para se soltar. Contorcendo-se para a direita, Nathan se libertou de repente do peso que o esmagava.

Lá fora, outros veículos paravam no cruzamento. As pessoas estavam saindo de seus carros, algumas já com os celulares em punho, ligando para a emergência. Através do vidro trincado, Nathan percebeu que o capô de seu carro estava erguido como uma pequena tenda.
Ouvia pessoas gritando para que ele não se movesse, mas suas vozes pareciam vir de muito longe. Natha virou a cabeça mesmo assim, pensando de repente no pai, e viu a máscara de sangue que cobria o rosto de Logan. Foi só então que começou a gritar.

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Jean e Scott estavam abraçados, ainda deitados quando o celular de Jean tocou. Estendendo pega-lo, atendendo apenas no terceiro toque.
Enquanto ouvia a voz trêmula de Nathan relatar o ocorrido, ficou paralisada. De um jeito confuso, ele lhe contou sobre a ambulância no local do acidente, sobre todo o sangue que cobria Logan. Tranquilizou-a dizendo estar bem, mas que os paramédicos estavam mandando que entrasse na ambulância com Logan. Os dois seriam levados para o hospital da Universidade Duke.

Jean agarrou firme o telefone. Pela primeira vez desde a doença de Nate, ela sentiu um medo avassalador se apoderar dela. Medo de verdade, do tipo que não deixa espaço para pensar ou sentir mais nada.

- Estou a caminho - disse. - Chegarei o mais rápido possível...

Mas então, por algum motivo, a ligação foi cortada. Ela rediscou o número no mesmo instante, mas ninguém atendeu.

Scott viu o medo nos olhos de Jean. E não sabia como fazer. 

-Preciso chegar ao hospital imediatamente.

-Vou com você. Está muito tensa pra ir dirigindo. Eu te levo

Jean não teve outra saída, a não ser aceitar

Logan e Natha tinham sofrido um acidente.
As palavras se repetiam na cabeça de Jean, deixando-a mais agitada a cada minuto.
Eles tinham sido levados em uma ambulância. Nathan e Logan estavam sendo levados às pressas para o hospital. Seu marido e seu filho...
Ela se lembrou de que a voz de Nathan lhe parecera apenas trêmula, nada mais que isso.
Mas o sangue...

Em tom de pânico, Nathan mencionara que Logan estava coberto de sangue. Jean agarrou o telefone com força e tentou ligar para o filho novamente. Poucos minutos atrás, ele não havia atendido, mas ela tentou acreditar que era por estarem dentro da ambulância ou na emergência do hospital, onde telefones são proibidos. Lembrou a si mesma que havia paramédicos, médicos ou enfermeiras cuidando de Logan e Nathan. Queria se convencer deque, quando o filho finalmente atendesse, ela sem dúvida se arrependeria de seu pânico desnecessário. Mas novamente Nathan não atendeu e Logan também não. Quando ambas as ligações caíram na caixa de mensagens, Jean sentiu o nó em seu estômago se apertar mais do que nunca.

De repente, teve certeza de que o acidente de carro tinha sido sério, muito pior do que o filho tinha deixado transparecer. Não sabia de onde vinha essa certeza, mas não conseguia afastar esse pensamento.

Ao chegarem ao hospital, Jean correu imediatamente até a recepção,  querendo saber notícias sobre o filho e o marido.
Sua vida acabara de desabar. O médico pediu que ficasse calma, enquanto ele lhe descrevia que o marido havia sofrido um traumatismo craniano em decorrência da forte batida na cabeça, e que infelizmente, as chances de sobreviver não eram nada boas. E quanto a Nathan, seu coração iria precisar de um transplante, já que recebera uma pancada muito forte.

Tudo parecia desmoronar. Sua felicidade durara pouco. Não desejava que isso tivesse acontecido.
Scott estava o tempo todo ao seu lado, sua mãe foi imediatamente pra o hospital.
Scott decidiu que teria que sair, enquanto sua mãe estava lá. Jean compreendeu, pois ela precisava da família.
Ele sabia que de alguma forma, a vida ia dar uma daquelas voltas.

O amor vem em círculos
E o amor precisa ter seu próprio tempo
Se curvando e rompendo, não pegando uma linha reta
Nunca conheci outro amor eterno e verdadeiro
Oh, mas conheci, é, conheci com você



EPÍLOGO

10 anos depois...

Jean guardou duas travessas de lasanha na geladeira e foi conferir o bolo no forno. Ela passara a considerar o dia 23 de junho uma espécie de segundo aniversário de Nathan. Nessa mesma data, dez anos atrás, seu filho havia recebido um coração novo, outra chance de viver. Se isso não fosse motivo para comemoração, ela não sabia o que mais poderia ser. Logan não sobreviveu ao traumatismo, seu coração foi doado a Nathan, uma fatalidade e uma alegria.

Ela estava sozinha em casa. Rachel ainda não havia voltado da loja onde conseguira um emprego temporário. Enquanto isso, antes que seu estágio em uma firma de gestão de capitais começasse, Nathan planejava aproveitar um de seus últimos dias livres jogando bola com um grupo de amigos.
Scott estava para chegar.

O amor é o motivo pelo qual
Os milagres nunca morrem
Eles continuam vivendo
Como uma canção, como uma canção
Nos corações daqueles que você deixou pra trás
Oh, sim

Ao longo dos últimos anos sua vida deu uma reviravolta.
Depois do acidente, Scott sabia que ela precisava de um tempo pra colocar os pensamentos em ordem. Sabia que ela precisava de um tempo
Ele voltou a trabalhar na plataforma de petróleo, enquanto Jean ainda estava de luto.
Jean precisou de um tempo para pôr ordem na sua vida. Depois de se recuperar, e sempre estar ao lado dos filhos.

Passado algum tempo, ela e Scott, se encontravam na casa de Charles, pois os dois não sabiam qual seria a reação dos filhos.
Sua mãe começou a aceitar Scott, depois de muita resistência, pois ela sabia que ele dava o melhor dele para Jean.
Depois de algum tempo, finalmente Jean revelou aos filhos sobre Scott. Com o passar do tempo, eles aceitaram.
Embora Scott nunca fosse preencher o vazio que o pai deixara, mas Jean sabia que ele poderia ajudar.

Com o passar dos anos, eles se tornaram amigos.
Scott deixou de trabalhar na plataforma, e voltou a trabalhar na oficina que antes era de Charles, que um dia fora seu refúgio.
Jean e Scott se casaram apenas no civil, e prefiram não fazer comemoração... Depois do casamento, voltaram a Valdemere, a casa de Charles e Moira, onde ali passaram a sua lua de mel, aninhados.
Cada ano que se passava, eles continuavam mais apaixonados. E nunca cansara de repetir o quanto o amava.
E ele sempre lhe dera ‘’o melhor de mim’’

O amor vem em círculos
E o amor precisa ter seu próprio tempo
Se curvando e rompendo, não pegando uma linha reta
Nunca conheci outro amor eterno e verdadeiro
Oh, mas conheci, é, conheci com você
Oh, conheci, é, conheci com você





FIM