Descrição: Fic baseada no livro de romance Marido por Acaso.
    Classificação Indicativa: K (5+)
    Status: Em Progresso
    Tipo: Família, romance.

    Capítulo Anterior.


      Jean chegou a sua casa, querendo apenas deitar-se e esquecer tudo o que acontecera, em especial o que a fazia lembrar que Scott Summers existia.

      No entanto, não conseguiu ficar só nem por poucos minutos, pois a amiga com quem dividia as despesas estava esparramada sobre o sofá, assistindo a sua ópera favorita, e Kitty, sentada numa cadeira próxima, aguardando, ansiosa, por sua chegada.

      — Espero que não se importe, Jean, mas Ororo disse que você tinha um almoço de negócios e voltaria logo. Por isso então, resolvi esperar. Querida, por favor, não me diga que foi a uma reunião profissional com essa roupa…

      — O que tem de errado o que estou vestindo, Kitty? E tome cuidado com o que vai dizer, porque, na verdade, o traje não é meu, mas de Ororo.

      — Ah, menos mal! Isso explica por que a cor lhe cai tão mal! Não deve usar cinza, sabia? Pode ficar muito bem em Ororo, mas não em você. Seus cabelos são mais claros, acho que bege ou creme ficaria lindo!

      Ororo sorriu, sem desviar os olhos da tela.

      — Não adianta falar, Kitty. Eu disse a Jean a mesma coisa!

      — E essa blusinha de renda, por baixo…

      — É um corpete.

      — Certo, que seja. Seus colegas de almoço devem ter se maravilhado com a visão por baixo da blusa, não é mesmo? Muito chamativo!

      Jean respirou fundo. Scott nem sequer notara o que vestia. De repente, pareceu-lhe que os olhos de Kitty haviam sofrido uma atração irremediável e se voltado para sua mão, onde o anel de brilhante brilhava mais do que nunca.

      — Deus do céu! Que tipo de almoço de negócios foi esse? — Kitty exclamou, sem se conter.

      — Bijuterias? — Jean arriscou. — Vou sair com isto em meu dedo e logo terei vendido dúzias dele. Não acredita em uma só palavra, não é?

      — É lógico que não. Vamos, diga logo: quem é o sujeito?

      — Kitty, vamos fazer um trato: se isso ainda estiver acontecendo daqui a dois ou três dias, eu lhe contarei, está bem? Caso contrário, acredite, não é uma história que gostaria de ouvir. E, além disso, agora não tenho tempo para estar explicando nada, porque tenho de ir para o trabalho.

      — E eu achando que eu tinha problemas com os homens!
      — Kitty não deixou de murmurar.

      Jean gostaria de convidar a colega a trocar de lugar consigo, mas preferiu calar-se. Sentia algo estranho que não conseguia identificar. Não era referente a Scott, nem a Jean. Teria até gostado da velhinha em outras circunstâncias. Também nada tinha a ver com Rachel, a qual, depois da partida do pai, brincara muito com Jean e acabara dormindo em seus braços. Não sabia o que pensar. Na verdade, estava muito confusa.

      Não foi com surpresa que Jean ouviu o que dizia seu supervisor assim que chegou à produção:

      — Há um recado do escritório central para você: o patrão quer vê-la agora mesmo.

      Ela deveria ter imaginado que não conseguiria trabalhar suas oito horas sem que Scott a chamasse. A única dúvida que tinha era quanto ao motivo, dessa vez. Iria avisá-la de seus planos para a sequência da farsa ou acabaria com tudo? Esperava que ele não cancelasse o que combinaram. Precisava demais do dinheiro que iria receber. Na verdade, considerando-se o atraso que já tinha acumulado em seu serviço na fábrica, iria precisar dele ainda mais…

      Voltou à sala de equipamentos para recolocar seus protetores lá, e ouviu:

      — Ei, Grey! — Era o supervisor de novo. — Se decidir continuar trabalhando aqui, é só me avisar, certo?

      Jean engoliu a resposta malcriada e dirigiu-se ao setor mais elegante da empresa. 

      Na antessala, a secretária de Scott cumprimentou-a, sorridente, e ofereceu-lhe uma caneca de café. Jean agradeceu e entrou no escritório, sem ao menos bater primeiro. Scott parecia absorvido em alguns papéis sobre sua escrivaninha, e isso a fez lembrar-se, de repente, de como seus cabelos eram macios, o que percebera ao tocá-los durante o beijo…Seus dedos apertaram mais a caneca ao recordar.

      — Ah, sinto muito disse ela, irônica. — Acabei me entrosando tão bem em meu papel de garota ignorante que até deixei de bater antes de entrar.

      — Pare com isso. Scott fechou a pasta que examinava e apontou para as duas poltronas adiante. — Não tivemos oportunidade de terminar nossa conversa de hoje.

      — Verdade? Pois achei que já tínhamos dito tudo o que era preciso.

      — Pelo contrário. — Ele estava muito sério. — Nós mal começamos.

      Jean agora era uma pessoa bastante diferente daquela que entrara em seu escritório da última vez, Scott ponderava, conforme a via movimentar-se de lá para cá. Apesar de usar os pesados sapatos de costume, havia uma elegância única na maneira como se movia, ondulando devagar os quadris bem-feitos.E, apesar da calça velha de brim, Jean sentava-se com a fineza de uma mulher que estivesse usando uma saia bem cortada. Mesmo vestindo a camisa surrada de flanela, que cobria o corpete, a pele branca e suave na base do pescoço podia ser vista e, o que era mais inquietante, aquilo que não era mostrado, mas apenas imaginado, parecia ser muito mais convidativo.

      Jean não era como Emma, é claro, e isso deveria tê-lo distraído a princípio. Mas a verdade era que havia bem poucas mulheres tão femininas quanto Emma fora. No entanto, algo o perturbava: teria sido ele próprio quem mudara desde a véspera? Teria olhado para a mesma mulher antes sem conseguir notar o que lhe parecia tão óbvio agora?
      Isso, entretanto, poderia não ser tão importante; o que importava era que estava, de certa forma, ligado a ela. Sentou-se e começou, procurando parecer bastante convincente:

      — Precisamos decidir como vamos seguir a partir daqui, já que você jogou a ideia original pela janela esta manhã, sem ao menos me consultar.

      — Nós vamos continuar? Porque achei que, depois de ter saído de sua mansão, quisesse reconsiderar…

      — Reconsiderei. E cheguei à mesma conclusão de antes: não tenho outra opção a não ser seguir adiante com o que planejei. Mesmo se anunciasse agora mesmo que o noivado estava desfeito, teria minhas mãos amarradas por meses antes de poder pensar em resolver a situação e tentar outra vez.

      — Entendo… Se levasse outra garota para casa na semana que vem, Elaine iria desconfiar…Não havia como disfarçar a vontade que Jean sentia de rir.

      Scott, porém, achava que Jean poderia, pelo menos, tentar levar a sério o que estavam fazendo. Entretanto, ela parecia divertir-se por vê-lo sem saída. Arrependia-se por não ter considerado antes quanto poder estava colocando nas mãos dela.

      — Além disso, enquanto eu não encontrasse outra candidata, minha avó voltaria à carga com suas prováveis noivas. Scott suspirou, percebendo que Jean se divertiria cada vez mais.

      — Será que ela acharia alguma que fosse tola o suficiente para querer você? Jean sorriu e afastou uma mecha de cabelos que lhe escapava por baixo do boné que ainda usava.

      — Obrigado! É muita gentileza sua! Onde está seu anel?

      — Bem, depois da história sobre seu bisavô, não sou tão idiota a ponto de usá-lo no serviço. Além do mais, há regras quanto ao uso de joias na produção.

      — Não o deixou em seu apartamento, não é?

      — E que alternativa tenho? Desde que todos na fábrica o viram, a melhor maneira de afastá-lo da curiosidade geral é mantê-lo longe daqui, não acha?

      Scott ergueu as sobrancelhas. Gostaria de imaginar que todos os seus empregados eram honestos, mas não se podia arriscar.

      — Não precisa se preocupar, Scott. A joia está segura.

      — Posso saber onde?

      A insistência de Scott a irritava. Afinal, mesmo vivendo num lugar muito modesto, sabia como proteger seus pertences, e ele não confiava em seu discernimento.

      — É uma pena eu não ter pensado em penhorá-lo, mas o melhor que consegui fazer foi jogá-lo num pote de iogurte em minha geladeira. — A ironia estava presente, mais uma vez, nas palavras de Jean.

      — Está querendo me dizer que colocou um solitário caríssimo dentro de um pote de iogurte em sua geladeira?

      — De maçã, para ser mais precisa. A moça com quem divido o apartamento detesta esse sabor. Portanto, não há possibilidade de que Ororo o pegue.

      Jean o enfrentava, e parecia sentir um imenso prazer nisso. E não havia nada que Scott pudesse fazer a respeito. Antes de tudo aquilo estar acabado, ele, decerto, a teria estrangulado.
      — E, embora eu ache que é discriminatório de minha parte generalizar — ela prosseguia, sorrindo — duvido que os assaltantes locais comam iogurte. Então…

      — Está certo! Não precisa ir adiante com isso. Confio em você, mas quero que saiba que é responsável por aquele anel.

      — E o que fará se eu o perder? Vai me algemar a uma das máquinas até que eu consiga pagar por ele? Isso vai levar apenas uns vinte anos…

      — Não. Na verdade, esperarei até que receba seu primeiro grande salário como médica e a farei reembolsar-me pelo dano. E, é claro, se não desempenhar sua parte em nosso acordo da maneira como espero que o faça, garantirei que não receba salário algum como médica, pode estar certa disso.

      Jean não pareceu se impressionar. Bocejou, cobrindo os lábios com os dedos, e aguardou pelo que ainda teria de ouvir. Scott resolveu mudar de tática:

      — Diga-me: minha avó levou-a para conhecer a mansão toda depois que saí?

      — Não.Jean parecia desapontada. — Não houve tempo. Eu precisava voltar para trabalhar. Ela consultou o relógio da parede, de propósito.

      — Bem, já que estou aqui, sem desempenhar minhas funções, talvez tivesse podido ficar mais algum tempo lá com ela.

      Ela se levantou e esticou os braços para as chamas da lareira, como se sentisse frio. Deu prosseguimento ao que dizia, sem olhar para Scott:

      — Afinal, que diferença faz se Elaine me acha aceitável ou não porque não sei usar os talheres corretos ou porque não hesito em discutir com ela os trabalhos de Henry Bellows? Henry não era infalível, você sabe. Ou porque posso parecer uma aventureira em busca de dinheiro e ela quer uma madrasta carinhosa para Rachel? O que tem importância de fato é que devo ser inaceitável. E sua avó ficará felicíssima quando você lhe contar que rompeu comigo.

      — Pode ter certeza disso.

      — E tenho. Jean se voltou para vê-lo, tendo notado que sua voz estava por demais fria. — Pelo amor de Deus, Scott, até a enfermeira que cuida de Rachel se deu conta do quanto somos diferentes! Não acha que sua avó também notou?
      Ele não respondeu. Esperou alguns segundos, pesando as possibilidades.

      — Na verdade, vovó me ligou pouco depois que você saiu.

      — E?

      — Quase nunca telefona para cá e, quando o faz, sempre tem algo importante a dizer. Dessa vez ela falou o seguinte: "Não admira que tenha ficado trabalhando até mais tarde nos últimos tempos".

      Jean engasgou, arregalou os olhos e mordeu o lábio.

      — Talvez Elaine tenha sido sarcástica — sugeriu, não muito segura de si.

      Scott a encarou, aborrecido:

      — E, se não bastasse, vovó me pediu para convidá-la para passar conosco o feriado prolongado de Ação de Graças. Portanto, vamos definir muito bem as coisas: o que dizia mesmo sobre ela vir a odiá-la?

      Jean encarou-o por alguns segundos, procurando evitar a gargalhada que insistia, teimosa, em escapar-lhe. No entanto, isso foi impossível, e teve de entregar-se a ela até que suas costelas doessem.

      — Espero que essa sua histeria não se torne um hábito. Scott disse, frio.

      Jean tornou a sentar-se, secando as lágrimas que o riso intenso provocara.

      — Não é histeria, Scott. É divertimento. Quem poderia imaginar uma coisa dessas?!

      — Bem, fico feliz que tenha achado o convite de minha avó tão agradável, mas…
      — Aposto que Elaine estava tentando parecer bastante sincera, não?

      — De fato. Por quê? Duvida disso?

      — Ora, pelo amor de Deus, Scott! Será que não sabe nada sobre as mulheres? Por quanto tempo esteve casado?

      — Pouco menos de um ano.

      Jean voltou a ficar séria de repente. A pergunta fora sem maiores intenções, mas a resposta causara-lhe uma estranha tristeza. Scott estava ainda em lua-de-mel quando perdera sua esposa. Não era de admirar que ainda não se visse preparado para substituí-la por outra companheira.

      — E isso nada tem a ver com o que estamos conversando agora — ele acrescentou, ainda mais soturno.

      — Talvez tenha, sim Jean insistiu, mas em imensa suavidade. — Imaginei que tivesse sido por pouco tempo, ou então saberia como nós, seres do sexo feminino, pensamos e agimos. Não percebe o que Elaine está fazendo? Sua avó acabou de me propor um desafio!

      Scott fitou-a, parecendo não compreender.

      — Convidá-la para passar o fim de semana conosco é um desafio? Não vejo como.

      — Pois saiba que Elaine acabou de mostrar que terei de conquistar meu lugar na família, se quiser mesmo fazer parte dela. E, além disso, não terei nenhum tipo de ajuda de sua avó. No entanto, ela não vai querer fazer o papel de vilã nessa história. Não pretende deixar claro para você que sua escolha foi péssima, porque isso apenas o incitaria a prosseguir com o noivado. Então, vai facilitar o caminho para mim.

      — Mas você mesma disse que vovó não vai ajudá-la…

      — Digamos que fará parecer a você que está tornando tudo tranquilo para mim para que, quando eu fizer as coisas de maneira errada, não seja acusada de ter sido má ou intolerante. Verá por si mesmo o quanto sou inadequada para ser sua companheira. O que Elaine fará, de fato, Scott, será me sabotar da melhor forma possível.

      Scott ergueu as sobrancelhas, admirado e surpreso com tudo aquilo.

      — E conseguiu compreender toda essa situação apenas com o convite que vovó fez para este fim de semana?

      — Isso e o fato de tê-lo usado como mensageiro. Elaine poderia ter me ligado, mas, com sua atitude, fará parecer a você que é muito generosa convidando uma estranha para o aconchego de seu lar. E eu já devia esperar por isso, visto que sua avó começou a campanha esta tarde.

      — Como assim? Vovó me pareceu muitíssimo amável com você.

      — Scott, não prestou atenção ao tom de voz dela? E, se está julgando o comportamento de Elaine por aquela cena de chamá-lo de volta para que me desse um beijo de despedida… bem, se acreditou que aquilo foi uma demonstração de aprovação, é porque não viu o jeito malicioso, cheio de triunfo, que surgiu no rosto dela. Mas fomos descuidados, tenho de reconhecer. Devíamos ter esperado por isso. Sua avó é uma senhora muito cheia de estilo, Scott. E não perde um só lance do jogo…

      — Seja como for, a situação ainda não me parece tão engraçada quanto para você.

      — E não seria, mesmo, caso o que houvesse entre nós fosse real. Haveria de ser, até, desagradável, com Elaine criando situações para que eu me fizesse passar por tola. E enquanto estivesse perdendo tempo tentando consertar alguma bobagem que tivesse feito, para não desagradar você, ela já estaria passos à frente, preparando outra situação constrangedora.

      — Então, considerando-se que queremos, de fato, que você pareça inconveniente…

      — Exato! É claro que ela não sabe disso, e é aí que vejo o humor da situação. Vou me divertir muito agindo como bem entender, e sua avó ficará arrepiada de horror ao ver o papel que estou fazendo, e contará os minutos para se ver livre de mim. 

      Era óbvio que, após a separação, Elaine recomeçaria com sua interminável lista de pretendentes para Scott, antes que imaginasse que ele poderia vir a se interessar por outra garota inferior a seu nível, mas Jean sabia que aquele não era um problema seu. Ele que remediasse a situação, então.

      — Que tipo de situações acha que vovó será capaz de armar contra você? Scott quis saber.

      — Acho que vai mandar servir alguns pratos exóticos, esperando que eu não saiba como comê-los, o que, é provável, não saberei, mesmo. Jamais me vi diante de uma alcachofra, e espero jamais ter de comer uma. E, além disso, há o óbvio: Elaine vai me apresentar a uma de suas antigas namoradas, apenas para ilustrar o contraste que existe entre mim e elas. Depois, irá se desculpar comigo, perto de você, por ter sido rude ao falar sobre pessoas e lugares que jamais conheci. Assim, nós dois poderemos estar cientes do quanto eu não pertenço ao mundo em que vocês vivem.

      — Acha mesmo que vovó seria capaz de agir de maneira tão dissimulada?

      — Scott, você parece um garotinho de seis anos de idade que acabou de descobrir que Papai Noel não existe. Lembra-se de que estamos falando da mesma mulher que vem passando uma lista de candidatas a futura sra. Scott Summers diante de seus olhos, arranjando aqueles jantares íntimos que você tanto detesta por não permitirem que fique por mais tempo com sua filha?

      — Mas arranjar situações que possam deixá-la embaraçada…

      — Imagine! Elaine tem muita classe, e não fará nada abertamente. Poderia me liquidar como a um inseto, mas não quer isso, pode estar certo. Seria óbvio demais. Sua avó pretende que seu neto querido perceba a verdade e que parta dele a decisão de me mandar embora de sua vida para sempre. Talvez até faça parecer que sou apenas uma caçadora de fortunas.

      — O que, de certa forma, você é.

      As palavras dele doeram, mas Jean achou melhor passar por cima delas.

      — Não posso negar. O preço da faculdade é bastante alto. Não que eu esteja me colocando na defensiva quanto à parte que me toca no trato, mas ainda sou uma excelente opção para você. Vai sair muito mais barato, mesmo com o dinheiro que pedi, do que manter uma esposa. 

      Jean se levantou mais uma vez.

      — E, por falar nisso, preciso e gosto demais de dinheiro. Portanto, é melhor que eu volte ao trabalho bem depressa, antes que o supervisor acabe me substituindo. Então? Quando nosso fim de semana começará?

      — Não acha que poderia arranjar uma desculpa para não ir?

      — Elaine conseguiria algo ainda pior, creia-me.

      — É. Talvez tenha razão. O almoço vai ser à uma hora, para que os empregados possam tirar a tarde de folga. Apanharei você ao meio-dia.

      — Ótimo. Leve sua avó até minha casa para bebermos alguma coisa antes de irmos para a mansão. Eu e Ororo não temos xerez, mas minha amiga sempre mantém um bom estoque de latas de cerveja na geladeira. Tenho certeza de que Elaine iria adorar.
      — Quero apenas fazer com que vovó me deixe viver em paz, Jean, não que tenha um ataque.

      — Nesse caso, seria melhor deixar este meu convite para o grand finale. E, Scott, não se preocupe com os detalhes. Confie em mim.Tudo o que tem a fazer é parecer surpreso de vez em quando. Ela sorriu. — Do jeito que está agora, por exemplo.