Descrição: a Jean morreu e já voltou à vida, mas não conseguiu suportar ver Scott com Emma e resolveu dar um tempo para si, longe de todos, sem divulgar nem mesmo para onde ia!! A fic se passa na mansão mesmo, não em Utopia.
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic.
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance/Drama
Base: Hq's
Então, essa fic é de autoria da nossa Jott Lara Martins, ela anda sumida, não temos mais contato no momento, mas tomei a liberdade de postar essa fic dela, e não mudei nada. Espero que gostem :)
CAPÍTULO
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Capítulo 20 -
Destino: Pacífico
Logo todos saberiam a verdade. A barriga cresceria, aliás, já percebeu uma mudança em seu corpo. Estava feliz? Não sabia. Felicidade e tristeza eram sentimentos que não cabiam naquela situação. Sempre desejou ser mãe, mas não dessa forma: Scott não estava por perto, eles não estavam juntos, o bebê foi concebido num quarto de internação, enfim, estava tudo errado! O caminho a tomar nesse momento estava nublado. Fugir e começar uma nova vida longe de lá? Não, isso seria muito idiota. Contar tudo a Scott? Como ele reagiria? Anunciar a todos a gravidez, no meio da mesa do jantar? Seria bom criar a criança naquele ambiente? O bebê nasceria com o gene mutante? Tantas questões e absolutamente nenhuma resposta.
Logan me telefonou outra vez. Insistiu que eu pegasse o primeiro voo pra Nova Iorque. Semana que vem vence o aluguel desse pequeno bangalô alugado e devo decidir se ficarei mais um mês ou não. Me disse que o advogado de Emma está tentando me contatar, provavelmente alguma questão legal sobre sua morte. Mas eu nunca mais quero ouvir falar de Emma Frost. Está difícil de lidar com isso. Não me esqueço do que ela disse antes de morrer: que éramos iguais. Acho que estava certa, pois, como ela, eu perdi todos os limites entre certo e errado. Por isso, estou aqui. Não sirvo para fazer o bem a mais ninguém.
Jean havia relutado muito,
ao longo do dia, em tomar essa atitude. Mas tudo a sufocava, não podia guardar
para si. Cada vez que colocava as mãos em seu ventre, tinha vontade de chorar.
Na faculdade de Medicina, participou de partos, viu mães felizes carregando
seus bebês, mas jamais imaginou a verdadeira sensação de ser responsável por
gerar uma vida. Queria compartilhar tudo isso com mais alguém. Só conseguiu
pensar em uma pessoa.
Ororo estava no terraço, como de costume, observando as nuvens.
JEAN: - Posso usar aquela conversa que me ofereceu?
Ororo estava no terraço, como de costume, observando as nuvens.
JEAN: - Posso usar aquela conversa que me ofereceu?
ORORO: -
Ah, Jean! Minhas ofertas de amizade não têm prazo de validade, podemos
conversar quando quiser.
JEAN: -
Ótimo. Quero te dar uma notícia e te pedir um conselho.
ORORO: - Está
tudo bem?
JEAN: - Você
vai ter que me dizer.
ORORO: -
Eu?
JEAN: - Não
sei se está tudo bem. Ou se vai ficar.
ORORO: -
Jean, depois de você esconder toda aquela história sobre Emma, fico cada vez
mais preocupada com seus segredos! Me conte logo!
JEAN: -
Você se lembra do dia em que Scott entrou no meu quarto, quando eu estava com
amnésia?
ORORO:
- Sim.
JEAN: - Lembra
que eu te falei que não usamos proteção?
ORORO: -
Oh, não... Não vai me dizer que você...
JEAN: -
Estou grávida.
Ororo também não soube
responde-la. Normalmente, ao ouvir uma notícia dessas, não se sente tristezas:
uma vida chegando é sempre um motivo para alegrias. Mas o contexto geral do
acontecimento não era tão alegre.
ORORO: - Jean...
ORORO: - Jean...
JEAN: -
Estou apavorada!
ORORO: -
Não importa. Meus parabéns! Essa criança será muito feliz! – ela abraçou a
amiga.
JEAN: -
Mas...
ORORO: -
Jean, agora me ouça com atenção, eu sei que se sente sozinha, desamparada e
veio procurar ajuda. Mas a pessoa que vai te ajudar é outra e você sabe bem.
JEAN: -
Não sei se devo contar a ele.
ORORO: - Claro
que deve! Você espera o quê? Deixá-lo seguir nessa jornada de descoberta
interior e quando ele voltar você ter tido um bebê? O que diria a ele? Que o
bebê é de quem? Pois ele ficaria furioso em pensar que escondeu isso.
JEAN: -
Talvez ele não volte. Talvez ele tenha se cansado de mim.
ORORO: - Jean,
não diga bobagens, você sabe muito bem que foi você mesma que pediu que ele se
afastasse. Scott nunca te abandonaria numa hora dessas.
JEAN: - Eu
nem sei onde ele está.
ORORO: -
Eu sei.
JEAN: - Sabe?
Como?
ORORO: -
Logan me contou.
JEAN: -
Logan?
ORORO: -
Ele foi atrás de Scott, pedir que ele voltasse à equipe, afinal, ele faz muita
falta no time.
JEAN: -
É...
ORORO: - Não
quer saber onde ele está?
JEAN: - Do
que adiantaria?
ORORO: -
Jean, você não é mais uma adolescente, eu tenho mesmo que te falar o que deve
fazer?
JEAN: -
Não. Acho que não vou fazer nada.
ORORO: -
Scott tem tanto direito de saber sobre essa criança quanto você. Agora, vá
atrás dele e o traga de volta.
JEAN: -
Chego lá e declaro sem mais nem menos: Scott, estou no segundo mês de gravidez,
e você é o pai?
ORORO: - Exatamente. Só não diga isso de imediato
pois ele pode se assustar. Agora, deixa eu te dizer. Scott está na Ilha do
Coco, Jean.
JEAN: - Onde?
ORORO: -
É uma paraíso natural no mar da Costa Rica, pelo que Logan disse. Uma ilha
vulcânica rodeada de belezas.
JEAN: -
Ele deve estar aproveitando então.
ORORO: - Vou
comprar uma passagem pra você, Jean. Afinal, você não deve se preocupar com
esses detalhes.
JEAN: - Não precisa...
ORORO: - Está
decidido. Só espero que não passe mal no barco que vai de Costa Rica à ilha.
JEAN: - Vou
levar alguns remédios.
ORORO: - Leve
alguns biquínis também.
JEAN: - Não
estou indo para uma viagem de férias.
ORORO: -
Mas ir para uma bela ilha e não aproveitar o mar é simplesmente ridículo.
Jean aceitou tudo que
Ororo disse. Estava certa. Scott devia saber a verdade, mesmo que não
estivessem juntos. Em pouco tempo, tinha em mãos uma passagem de avião de Nova
Iorque a San Jose. Sairia no dia seguinte, 9 horas da manhã. Chegaria 5 horas
depois na Costa Rica, sendo meio dia por lá ao contar com o fuso horário.
Depois, encararia uma viagem de barco de 30 horas para a Ilha do Coco.
Provavelmente, alcançaria seu destino lá pelas seis da tarde. Foi arrumar suas
malas enquanto planejava cada passo. Nessa longa viagem, teria tempo de
organizar seus pensamentos e se preparar para a grande revelação.
Cai a noite no meio do oceano Pacífico. O céu está estrelado. Os peixes exóticos daqui devem nadar tranquilos. Só o barulho de mar vela meu solitário sono. Hoje, alguns pesquisadores aportaram e conversamos um pouco. Eram biólogos, geólogos, todos em busca dos segredos dessa ilha. Mas, infelizmente, estar aqui não faz meus problemas desaparecerem. Meus anseios ainda são os mesmos. Não sei se vale a pena seguir nessa aventura. Preciso dormir. O bangalô é pequeno, mas da janela consigo ver o céu. Estou na Zona Equatorial do globo, então, toda noite as constelações de Áries, Câncer, Aquário... Todas elas vêm me brindar. Fico pensando se Jean gostaria desse lugar. Eu a contaria histórias e mostraria cada estrela brilhando, fazendo ligações com a mão, indicando as mais belas constelações, até ela adormecer em meus braços...
Cai a noite no meio do oceano Pacífico. O céu está estrelado. Os peixes exóticos daqui devem nadar tranquilos. Só o barulho de mar vela meu solitário sono. Hoje, alguns pesquisadores aportaram e conversamos um pouco. Eram biólogos, geólogos, todos em busca dos segredos dessa ilha. Mas, infelizmente, estar aqui não faz meus problemas desaparecerem. Meus anseios ainda são os mesmos. Não sei se vale a pena seguir nessa aventura. Preciso dormir. O bangalô é pequeno, mas da janela consigo ver o céu. Estou na Zona Equatorial do globo, então, toda noite as constelações de Áries, Câncer, Aquário... Todas elas vêm me brindar. Fico pensando se Jean gostaria desse lugar. Eu a contaria histórias e mostraria cada estrela brilhando, fazendo ligações com a mão, indicando as mais belas constelações, até ela adormecer em meus braços...

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