O FIM,
            Quando é que percebemos  que ele, o fim,  enfim chegou?
            Quem? Pergunto eu, quem seria a pessoa que em níveis sãos de consciência estaria apto a manter algo corrosivo e destrutivo ao seu próprio eu?
            Talvez um tabagista ou alcoólatra ou jogador compulsivo sejam mais fáceis para lermos, afinal, uma vida medíocre ou uma pré-disposição genética expliquem tal vício.
            Contudo, o que explicaria um vício em um determinado comportamento passivo ou agressivo ou até mesmo uma combinação passiva-agressivo para si mesmo ou até mesmo uma pessoa? Quem?
            A pessoa que nega ser o agente agressor?
            Quem?
            A pessoa que nega o fim?
            Quem?
            O indiferente?
            Quem?
            Talvez os agentes não sejam tão diferentes, quanto a gente imagine. Afinal, as feridas emocionais ainda são imensuráveis para a capacidade humana.
            O que nos impede de enxergarmos aquilo que de fato está nos fazendo mal?
            Por que o agente agressor ou auto agressor não simplesmente canaliza suas energias para arrancar o mal pela raiz?
            Ora não seja tão literal ou tente mensurar o imensurável, afinal, nem sempre é fácil admitir que o final da história acabou antes do que você imaginou. Muito menos que você, muitas das vezes é o responsável por isso.
            Ah o fim...
            A vida continua mesmo que você não queira ou não esteja preparado para descobrir que nem sempre o fim é o fim.
            Quer dizer, o fim é sempre o fim mesmo, mas ele é um fim e não o seu fim.
            Quando entenderes que o fim chegou, você recomeçou...
-Rayme- 
Título: Uma palavra e nada a ser dito.
Capítulo I: 1ª Palavra: Sufocar
Classificação indicativa. T (13+)
Adequado para o público com 13 anos ou mais, com alguma violência, linguagem grosseira menor, e menores temas adultos sugestivos.
Status: Fic concluída, Multi-capítulos.
Tipo: Romance, Drama, cotidiano, Violência física e emocional
Base: X-Men animated,X-Men Comics, Séries policiais, Dramas policiais, Cotidiano



Uma palavra e nada a ser dito

1ª Palavra: Sufocar

            Um dia comum em uma vida totalmente estável.  Esse era mais um dia na vida de Jean Grey, que vivia uma inércia infinita.
            Ela havia casado muito jovem.  Acreditava no amor e que este estaria atrelado ao tão sonhado "Felizes para sempre " que tentou ouvi nos contos de fada.
            Pura ilusão...
            Mas, o que seria o amor?
- Chegou cedo. – Ela dizia ao homem que acabava de entrar pela porta.
- Cheguei mais cedo para ver um filminho com você minha Ruiva.
            Ele seguiu em sua direção e logo foi dando-lhe beijos. Beijos esses não correspondidos. Pelo menos não emocionalmente. Eram atos mecânicos. Atos que ela acostumou-se a repetir, repetia pois era muito mais fácil não ter que dar explicações aquilo que ela sentia. Entretanto essa atuação cansava e ela estava exausta.
- Logan pare! Preciso ir ao banheiro.
- Isso é uma indireta?
- Não! Eu só preciso ir ao banheiro! - ela disse saindo e fechando a porta com força.
            Banheiro... O único lugar da casa que ele respeitava a sua individualidade. Era sempre a mesma desculpa para fugir daquele homem.
            Ao olhar-se no espelho, Jean entrou em pânico: 
            -Porque até o cheiro dele me incomoda? Eu tinha que ama-lo! Ele é meu Marido!
            Perdida em pensamentos ela começou chorar e a imagem refletida nada mais era do que uma caricatura da mulher que um dia ela foi...                       
- Argh! Ahhhh!- Ela gritou enquanto puxava os cabelos. 

Na sala Logan parecia não importar-se com os ruídos que ouvira. Afinal tinha ligado à televisão e assistia o pré-jogo.
- Jean! - Ele chamou.
- ... - ao ouvir a voz de seu marido Jean tentou recompor-se.
- Jean! Esquecemos que o pessoal do departamento vem assistir o jogo aqui em casa. Devo comprar algumas coisas ou você já abasteceu?
            Ela abriu a porta apenas para responder sem muito esforço.
- Não esqueci. E já abasteci a geladeira com frios e algumas bebidas. Mas não sei quantas pessoas viriam ao certo, então veja se precisamos de algo. - E rapidamente ela fechou a porta. Precisava ficar só. Ao menos um tempo.
- Vou comprar mais cerveja. Já volto!
            Por mais que a geladeira estivesse abarrotada de bebidas, nunca era suficiente para Logan.
            Jean tomou um banho rápido vestiu-se e arrumou a mesa para receber os amigos do marido. Ao menos teriam pessoas para distraí-la de Logan.
            Tudo nele a deprimia. A barba, que outrora era um charme, agora lhe parecia suja e asquerosa. A pouca vaidade dele sempre a incomodava, o mesmo servia para o charuto. Ser fumante passiva não estava nos planos dela, que sempre teve uma vida atlética e saudável. Era difícil admitir, mas ela queria não ter feito à escolha de ter casado. Eles não combinavam, nem mesmo parecia um casal.
            Uma vez Jean e Logan estavam em uma loja de departamento juntos:
- Odeio essas coisas tecnológicas. - Logan resmungando se afastou indo a outro corredor.
            Jean continuou a olhar o computador quando alguém se aproximou:
- É perfeita! - ela ouviu a voz masculina.
- Também achei. Mas a bateria aguenta apenas 6 horas de uso...
- Não falava da máquina. Falava de você! - foi quando ela viu o homem que estava ao seu lado. 
            Ele era alto, ombros largos, usava óculos escuros e uma jaqueta.  Ele a encarava com um lindo sorriso. O que lhe fez engolir a seco quando o encarou de volta.  Timidamente ela respondeu:
- Não sei o que dizer...
- Não diga nada. Apenas me dê seu telefone. - Ele continua sorrindo. Mas agora se inclinava pegando o celular.
- Sou casada. - ela falou quase sussurrando - Meu marido está aqui!
- Se não estivesse, me daria o número?
-... - ela nada falou, mas arregalou os olhos com  indignação.
- Brincadeira. - Ele sorriu novamente - Cheguei atrasado. Uma mulher como você solteira? Fui mesmo um tolo. - Ela o observou pegando alguns itens da prateleira ao lado e saindo - Homem de sorte seu marido.

-Misericórdia! Um homem desses flertando comigo assim? Devo estar sonhando! – pensou ela. 
Logan aproximou-se e tocou seu ombro esquerdo.
- Hei guria, por que está assustada?
- Não estou assustada! E porque demorou tanto?!
- Não demorei, só fui ver se tinha algo para beber. Acabei encontrando um amigo do trabalho.
- Pareceu uma eternidade.
- Ficou com saudades? - Ele disse irônico enquanto ela revirava os olhos – E ai? Vais ou não levar essa porcaria?
- Não, a bateria não dura muito. Vamos. E não pare pra beber. Não estou com paciência para os seus porres.                       
            Aquela foi a primeira vez que Jean sentiu atração por alguém que não Logan. Aquele desconhecido ficaria em seus sonhos.
            Quando Jean conheceu Logan ele era mais audacioso e aventureiro. Ao menos era isso que aparentava. Aos olhos daquela adolescente ele era tudo que poderia dar liberdade. Liberdade que não tinha em casa. Liberdade que foi oprimida a vida toda. Logan não era do tipo controlador, ele fazia o tipo liberal. Até casar.
            Casamento muda as pessoas. Mudou Logan, que agora era um homem que fazia questão de não fazer questão! Chegar em casa para ele, era sinônimo de acomodar-se da forma mais cômoda possível. Comodismo este que incomodava bastante Jean Grey.
            Casamento muda as pessoas. Mudou Jean, ela que vivia em função do trabalho e do marido, não se contentava mais com aquela rotina. Ela queria aventuras, queria viver sem ter que aturar um marido relapso, que bebia o tempo todo, nem ao menos lhe satisfazia na cama.
            Ah o sexo...
            Era horrível!
            Logan até era um bom amante, mas o cheiro, a boca, o cabelo, aquele jeito instintivo, os pêlos... como poderia ser satisfatório transar com alguém que o toque lhe da asco?!
            Era apenas trocas de fluidos corporais e atos mecânicos para Jean Grey.  E sempre que ela percebia a satisfação de seu marido com aquele ato que para ela era tão desagradável, ela virava-se de lado e chorava em silêncio. As lágrimas escorriam enquanto seu marido sorria. Ela era incapaz de falar que ela não sentia prazer e culpava-se por isso, visto que ele era um homem viajado e experiente, estava tão satisfeito, o problema estava nela provavelmente.    
                   
            Mas Jean sempre dava um jeito de disfarçar. Fingir orgasmo era com ela. Orgulhava-se disso.  Como poderia sentir prazer de não sentir prazer? 
            Na verdade ela orgulhava-se de mentir bem. Logan não foi o seu primeiro amante, ele certamente foi aquele que acendeu em Jean o desejo por sexo. E anos mais tarde, era aquele lhe transformou em um iceberg.
            Iceberg, uma pedra de gelo que se desprende do continente e segue perdia pelo oceano até derreter por completo depois de corroer por anos. Curioso essa magnífica pedra gelada chamada de iceberg, apenas visualizamos sua beleza da superfície, nem imaginamos o seu gigantesco volume 3 ou 5 vezes maior que está submerso.
            Jean Grey outrora ardente como um vulcão, agora era superficial e tentava mostrar superioridade em tudo que relacionava ao esposo. Logan não a conhecia, a tinha como troféu, orgulhava-se de ter a conquistado e já não mais fazia questão de tentar reconquistá-la por não enxergar tal necessidade.
Era cômodo pra ele. Ela trabalhava em casa em uma plataforma virtual e dando acessória acadêmica. Sempre que ele chegava estava tudo pronto é arrumado, apenas tinha que ir a geladeira e pegar uma cerveja e ela sempre estava disposta a ir para cama, ao menos parecia, mas isso não importava. Ter a esposa em seus braços era suficiente pra ele, ela satisfeita ou não.                        
            Quando Logan voltou para o apartamento do casal, ele estava acompanhado de alguns amigos do trabalho.
- Jean?! - Disse ele abrindo a porta - Encontrei o Picolé e o Elfo na garagem.
- Custa ao menos chamá-los por seus nomes?! - ela reclamou - Sejam bem vindos Kurt e  Bobby.
- Olha Ruiva talvez você se acalme pegando uma cerveja pra gente. – ele abriu o sorriso guardando as chaves.
            Ela revirou os olhos respirou profundamente.
- Não viemos dar trabalho Jean. Eu fico responsável pela cozinha. Tudo que sujar, deixarei limpo antes de sair! - Kurt falou indo em direção a cozinha.
- Anda Picolé, ‘tá’ rolando o pré-jogo vem!                       
            Jean foi para o quarto ver algumas coisas no computador.
            Em frente a TV os dois amigos comentavam sobre o jogo quando Kurt perguntou:
- Ororo interfonou.
- Diga ao porteiro para liberar a entrada. Não apenas ela como de todos que vierem. E o cara da pizza também! Hoje é liberado!
            No quarto Jean ouviu baterem três vezes na porta.
- Entre. - Ela disse virando - Já estou acabando a correção desse artigo...
- Você não para nunca! - Disse Ororo.
- Tenho prazo. Mas já vou acabar.
- Os rapazes estão enlouquecidos com esse jogo no departamento.
- E como andam as coisas lá no Distrito? Muitos bandidos pra prender?
- O de sempre. Bandidos, relatórios, rosquinhas, pizza, café, cerveja...
- Vocês agora bebem também no serviço?
- Bem... Só o Logan.
            Ao ouvir isso Jean revira os olhos.
- O que foi? - Perguntou Ororo - Problemas com Logan?
- Talvez. Nem sei. Mas...
- "Mas..."? Você está com problemas e não quer me contar?
- Você trabalha com ele...
- E sou sua melhor amiga desde o colégio!
- Mas trabalha com ele!
- Já sei que o problema é a bebida dele, e também sei que não é apenas isso. Agora conte!
- Não, melhor não...
- Sou policial. Sabe que posso arrancar qualquer informação de você com tortura. - ela disse irônica.
- Não existe tortura maior que estar casada com... - Ororo arregalou os olhos após ouvir a frase interrompida - Eu falei alto?
- Falou!
- Droga!
- O que está acontecendo Jean?
- Hoje não. Por favor. Olha eu preciso terminar esse artigo e temos visitas.                       
- Está bem! POR HOJE o assunto para. Mas não terminou a conversa entendeu? - Ela concordou com a cabeça. 
- Já, já vou para a sala...
            Ororo voltou para a sala pensativa. Mais algumas pessoas tinham chegado e ela acomodar-se no sofá.
            Algum tempo depois Jean saía do quarto quando ouviu a campainha tocar e abriu a porta. Ao abrir reparou que o jovem rapaz a observou meticulosamente dos pés a cabeça.
- Obrigado Deus por essa visão do paraíso! Ele disse enquanto pegava as pizzas - Quando o porteiro disse que era tudo liberado nesse apartamento não imaginei que teria una deusa de farol aceso assim...                       
            Aquele rapaz era abusado. Um moleque franzino, com espinhas que movia língua entre os lábio de maneira asquerosa tentando seduzir.
            Jean franziu a testa e sua expressão era  de  raiva.
- Acho melhor você sair daqui imediatamente antes que eu dê um tiro em você! - ela disse em tom ameaçador - Vou contar até 3...
            Ela começou a puxar do bolso algum volume. O rapaz ria da situação.
- Está aqui Gostosa, suas pi...
- 1...
- Que isso dona?

- 2 ... - Jean estava com um revólver nas mãos.
            O rapaz deixou as pizzas caírem e saiu correndo. Ela pegou as pizzas e fechou a porta com um sorriso de satisfação  e guardou o revólver no bolso novamente.
- Está aqui as pizzas.
            Ela colocava em cima da mesa de centro algumas das pizzas que chegaram e o restante deixará na cozinha.
- Você pagou?
- Não.
- Tome. E  dê o troco para o rapaz. Merece uma gorjeta.
            Ela pegou o dinheiro das mãos de Logan e soltou um breve sorriso. Saiu do apartamento e ficou ao lado de fora da porta fechada. Um arrependimento tomou conta de seu peito. O entregador, por mais que fosse um idiota, não era o responsável por todo o seu sofrimento.
            Ela pegou a o revólver e posicionou ao lado de sua cabeça de olhos fechados. Ao abrir os olhos e relaxar os braços  ela não teve tempo de desviar-se
                        
            Um homem  a agarrou tirando de sua mão o revólver.
- Seja lá o que está acontecendo isso não é a solução! – Ele falou em tom intenso porém calmo.
- Me solte! - Ela falou tentando inutilmente empurrar o homem de cima.
- Solte essa arma agora! - Ele ordenava.
            Ela soltou. Estava ofegante e afastou-se do homem.
            Os dois mais calmos se olharam assustados ao perceber que já havia  se cruzado antes.
- Você está me seguindo?
- Não! E quem faz as perguntas, sou eu!                       
- Por que você faz as perguntas?
- Porque você ameaçou o entregador e não o pagou. E quando ele me pediu ajuda eu encontrei você tentando tirar a própria vida!
- Não estava tentando me matar!
- E o que você queria tentando atirar na cabeça? EXPANDIR CONHECIMENTO? por favor...
- Me de o revólver...
- Não vou te dar essa arma. Não adianta tentar, sou policial, você não vai conseguir tirá-la de mim.
- É um revólver mas não uma arma. Como policial você deveria saber a diferença...
            Ele observou o revólver e percebeu que o tambor de balas era falso.
- Me dê. Veja isso.
            Ela pegou o revólver e puxou o gatilho. Da ponta do cano saiu uma chama.
- Isso é um isqueiro.  Seu amigo da pizza  mereceu o susto por ter me assediado dentro de minha casa!
- Merecendo ou não, você não o pagou e ele dará queixa...
- Dê a ele isso.                       
            Ela entregou o dinheiro da pizza.
- Você vem comigo!
            Ele exigiu. E negou com a cabeça.
- Ele me constrangeu muito. Não quero vê-lo.
            O homem a olhou e viu o medo e insegurança da moça.
- Eu entrego a ele. Mas vou levar isso aqui!
            Ao encontrar o rapaz assustado na portaria ele acalmou e entregou o pagamento.
- Aquela vadia! Pensei que iria ter calote. 20 pizzas é quase o meu ordenado da semana.
- Está aqui seu dinheiro.  O que você fez?
- Eu não fiz nada! Aquela vadia que é louca! Aparece de blusa fina e não quer que eu olhe pro peitos? Ela é gostosa pra caramba, mas é louca!
            Enquanto o entregador falava o policial foi tirando o revólver do bolso e apontando em seu rosto.

- Acho melhor você sair daqui... - o entregador automaticamente molhou as calças - Sai daqui! AGORA!
            Correndo e muito assustado ele saiu jurando nunca mais voltar aquele prédio. O policial respirou fundo tentou acalmar-se. 
- Tinha que acontecer isso justo com ela? Há anos não gosto de ninguém e agora encontro uma mulher linda e casada. Pelo visto e louca também... Só quero ver o jogo e beber um pouco. - ele refletia. 
            Alguns minutos depois alguém apertou a campainha.
            Todos estavam na sala em volta da TV. Jean levantou do sofá para atender a porta, Mas Logan a puxou para sentar em seu colo quando percebeu que Kurt estava mais próximo a porta.
- Vem cá e me da um beijo                       
- Pare Logan! - ela se negava a beijar - Temos visitas!
            Ela permaneceu em seu colo, todavia não o beijou. Ele a beijou no ombro.
Jean tentou algumas vezes sair do colo de Logan mas ele a apertava pela cintura. Como um animal que demarca território. Ele simplesmente oprimia a personalidade  da esposa a exibindo o tempo todo.
            Ororo observou toda a cena e encarou Jean. Jean torcia a boca como se estivesse mordendo a bochecha esquerda por dentro, fazia isso toda vez que estava desconfortável. Elas precisavam conversar.
            Ororo sabia que aquela relação não era mais saudável.
- Nosso último convidado chegou. - Anunciou Kurt.
- CAOLHO! - falou Logan - Finalmente em minha casa. Eu custo a acreditar que esse dia aconteceu...
            Jean estava sentada no colo do marido quando observando o homem entrar.

- Eu também custei a acreditar que... que isso tudo... bem.. isso iria acontecer algum dia. - O homem encarava Logan e Jean. - Alguém pode me servir alguma bebida? - Ele disse tentando disfarçar.
- Já chegou no clima?! - Logan esticou a mão para cumprimentar o amigo. - Jean esse é o Summers...
            Após retribuir o aperto de mão em Logan ele se apresentou.
- Summers, Scott Summers.
- Jean Grey. - ela falou enquanto o encarava e pegava em sua mão.
- Howlett.  Jean Grey Howlett.  - completou Logan.
            Jean e Scott se encaravam de forma agressiva e nada amistosa.


- Aperto de mão forte você tem para uma mulher. Aprendeu com o Logan?
- Não. Já nasci forte. - Ela levantou-se. - Cerveja?
- Uma por favor. - ele disse  sentando em uma das cadeiras.
- Duas. - Disse Logan.
- Três.  - retrucou Bobby.
- Eu ajudou você.  - Disse Kurt.                       
            Estava tudo errado. Como poderia aquele homem que tanto instigou Jean ser um amigo de seu Marido?! Que situação...
            Ela abriu a geladeira de pegou um suco de laranja e bebeu direto da jarra. Bebeu a metade do suco limpou a boca e adicionou vodka. Precisamente uma garrafa de vodka. Quando ouviu Kurt:
-Você está  bem?
- Estou ótima! - e voltou a beber , mas agora em uma taça - É que  gosto de Hi-fi *(drink feito do  suco de laranja e vodka) forte, bem forte.

- Percebi.  Bom eu vou levar as bebidas para a sala.
- E eu vou correr.
- Correr? Agora? No meio do Jogo?
- Sim. Estou treinando para a maratona.
- Tem que treinar justo hoje ?
- Kurt por que está fazendo tantas perguntas? - Disse ela enquanto colocava hi-fi dentro de uma squeeze de 900ml.
- Parece que você não está bem. Só por isso. Somos amigos Jean. Não quero que nossa presença seja um tormento e...
- Kurt não são vocês. Para com isso. Eu só estou indo treinar para a minha maratona. Correr diminui a minha ansiedade.
- Já procurou um psicólogo?

- Prefiro produzir endorfina! - enquanto amarrava os cabelos e fechava o agasalho de correr ela sorriu e despediu-se do amigo - Bom jogo pra vocês. E assim ela saiu pela porta da cozinha.

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Próximo  2ª Palavra: Correr 
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