Descrição: Coletânea de One-Shots de acordo com solicitações e o que vier em minha cabeça e em todos os temas possíveis. :P
Classificação Indicativa: K+ (9+) (Não se aplica aos outros capítulos, podem e irão variar)
Status: Capítulos (One-shots) com histórias aleatórias, sem previsão de término.
Tipo: Família, Romance. (Não se aplica aos outros capítulos, podem e irão variar)
Base: HQ's
Sugestão: One-shot com tema solicitado pela Ká. (Jean e Scott se conhecem. Reação)
Alguma coisa aconteceu, é muito estranho esse sentimento
Noções ingênuas que eram infantis
Tons simples que tentavam esconder isso
Mas quando vem à tona
Todos nos apaixonamos às vezes.
Noções ingênuas que eram infantis
Tons simples que tentavam esconder isso
Mas quando vem à tona
Todos nos apaixonamos às vezes.
(Jeff Buckley - We All Fall in Love Sometimes)
Conforme
o carro ganhava as ruas de Nova York, Massachusetts, os tons de laranja e
amarelo já podiam ser avistados em várias folhas de árvores espalhadas pelo
caminho. O outono estava chegando e muitas flores já não podiam ser mais
vistas.
Apesar
do já presente frio que podia-se ver na forma em que as pessoas estavam
vestidas, dentro do veículo, a temperatura se fazia agradável. Tanto que
chegava a criar uma sensação familiar, aconchegante.
A
garota de cabelos vermelhos, que olhava fixamente para a janela, perdida em
pensamentos, foi tirada de devaneio por uma mão grande que segurou seu braço,
esperando que ela olhasse em sua direção.
Ao
virar seus olhos verdes vivos em direção ao ocupante ao seu lado, ela foi recebida
com um sorriso acolhedor, olhos azuis que lhe transmitiam serenidade e uma
suave voz, mas firme.
“Você
está bem, querida?” O homem ao seu lado lhe perguntou.
Ela
lhe respondeu com um leve aceno de cabeça e ele sorriu novamente.
“Eu
sei que é difícil, essa mudança, mas eu prometo,” ele apertou levemente seu
braço “as coisas confusas daqui” ele apontou para a cabeça com um dedo “ficarão
melhores.”
A
garota deu um pequeno sorriso e voltou a olhar pela janela, e percebeu que já
não podia mais ver os prédios e lojas, apenas árvores ao seu redor.
“Eles
também tem... poderes?” Perguntou em um sussurro, olhando para o banco da
frente que não tinha um ocupante.
“Sim.”
O homem respondeu. “Mas não como os seus, ou os meus.” Completou.
Logo
em seguida o carro parou de se movimentar e o motorista se retirou do carro
para abrir a porta.
“Você
está pronta, Jean?” Ela respirou fundo quando a porta ao seu lado se abriu e o
carro foi inundado por uma brisa suave. Ela então acenou positivamente,
tentando encontrar a tranquilidade que ela parecia ter perdido desde que deixou
sua casa e família para trás. “Então, vamos lá.”
Saindo
do carro, Jean olhou ao seu redor e ficou impressionada. Ela sabia que o
Instituto Xavier era uma escola preparada, mas estava longe do que ela
imaginará. De estrutura ampla e rodeada por árvores com os mesmos tons de
laranja e amarelo e uma demasiada fonte no meio do pátio.
Enquanto
observava a estrutura da mansão, em uma das janelas do lado direito do que
parecia ser o 3.º andar, ela pode ver um jovem rapaz de óculos escuros, que ao
perceber que ela o olhava, desapareceu rapidamente da janela, sendo substituído
pela cortina. Ficou intrigada e queria saber quem poderia ser, imaginando por
que alguém usaria óculos escuros dentro de casa, mas ela foi interrompida pelo
homem que foi o caminho todo sentado ao seu lado, agora em uma cadeira de
rodas, surgir novamente ao seu lado.
“Venha,
vou lhe mostrar o lugar e os outros alunos.”
Ela
então o segui-o para dentro da grande mansão, admirando cada detalhe que ela
possuía. Ele a levou para o que parecia ser a sala de estar, que ostentava um
ar bastante clássico, mas sofisticado. A lareira e o grande número de livros
preenchiam o espaço.
O
lugar que então permanecia calmo, foi preenchido pelo barulho, do que pareciam
ser passos apressados e descuidados, virem da escada.
“Devem
ser os meninos.” Xavier se virou em direção a entrada e Jean o acompanhou.
Quatro
adolescentes entraram rapidamente, batendo uns nos outros.
Um
menino loiro e baixo deu uma cotovelada no loiro e alto ao seu lado.
“Pare
de me empurrar!” Resmungou o menino.
“Você
que não saí da minha frente, seu nanica!” O outro rapaz revidou.
“Ora,
seu...”
“Já
chega meninos.” Os adolescentes ficaram quietos ao som da voz adulta na sala.
“Desculpe,
professor.” O menor respondeu de cabeça baixa.
Quando
o silêncio se instalou, Xavier cruzou as mãos a sua frente e resolveu que era o
momento. Enquanto isso, Jean tentava discretamente ver, quem era o rapaz que
insistia em se esconder atrás dos outros três e que parecia pouco à vontade com
a situação.
“Como
lhes foi informado antes, está é Jean Grey. Nossa mais nova aluna, aqui no
Instituto. E espero que vocês sejam nada menos do que cavalheiros com ela.” Ele
afirmou com seriedade.
O
rapaz alto de cabelos louros rapidamente se aproximou e pegou sua mão,
depositando um beijo.
“É
um prazer em conhece-la, Jean. Eu sou Warren Worthington III, mas fique à
vontade para me chamar de Anjo.” O rapaz deu uma piscadela.
Jean
achando que aquilo era algum tipo de piada, sorriu e tentou livrar sua mão da
de Warren sem ser rude. O menor, que antes estava brigando com Warren, se
aproximou.
“Pare
de babar em cima dela.” Ele lançou um olhar de nojo para Warren e se virou com
um sorriso amarelo para Jean. “Prazer, eu sou Robert Drake, mas todo mundo me
chama de Bobby.”
“É
um prazer, Bobby.” Jean sorriu para ele.
“Babaca.”
Warren sussurrou de cara feira e quando parecia que Bobby iria revidar o
xingamento, o terceiro rapaz se aproximou, usando grandes óculos de armação e
ostentando uma grande estatura.
“Olá!
Eu sou Henry McCoy, ou Hank.” O rapaz deu de ombros. “Seja bem-vinda ao
Instituto, é um prazer tê-la conosco.”
“Obrigada,
Hank!” Ela sorriu e sentiu simpatia imediata pelo rapaz.
“Se
importa se eu perguntar qual o seu poder?” Hank a olhou com olhos curiosos por
detrás dos óculos.
Jean
automaticamente virou-se para Xavier, que estava logo atrás e ele lhe respondeu
com um sorriso.
“Mostre
a eles.”
Jean
olhou ao redor da sala a procura de algo que poderia lhe ajudar e rapidamente
avistou um livro de estrutura fina, colocado em cima de uma poltrona.
Todos
na sala olharam atentamente para onde a jovem olhava e em alguns segundos, eles
puderam ver o livro levitar e alguns segundos depois voltar ao seu lugar.
“Telecinésia,
fantástico!” Hank exclamou ainda olhando para o livro.
Jean
sorriu e pela primeira vez não se sentiu estranha com isso. Ela então pode
ouvir um baixinho “Ual” vindo de algum lugar da sala. Ela então olhou para o
rapaz que até então, havia ficado em silêncio sem se mexer. Tinha certeza de
que era o mesmo que virá pela janela.
Novamente
intrigada pelo rapaz, ela ignorou os outros três, passando por eles e se
aproximando mais. Ele era... diferente. Alto, mas não tão magro, ele possuía
cabelos castanhos e usava um par de óculos escuros que cobriam seu rosto
bonito, que dependendo da direção da luz, as lentes emitiam um brilho vermelho,
o que era totalmente diferente do que já havia visto e que mantinha uma posição
defensiva.
“E
você, quem é?”
O
rapaz torceu as mãos nervosamente ao lado do corpo. Ele não sabia dizer o
porquê, mas a presença dela lhe dava uma sensação estranha, uma sensação que
ele se lembrava de sentir antes do trágico acidente de avião com sua família.
“Uhm,
é Scott... Quer dizer, eu sou o Scott... Scott Summers.” Mudou o peso de um pé
para o outro, tentando achar uma posição confortável.
“Olá
Scott.” Ela lhe ofereceu um sorriso, que o aqueceu por dentro e o fez jurar que
estava corando. Além do sorriso, eram seus cabelos, longos e vermelhos que o
estavam hipnotizando... Fato seja dito, ele já estava acostumado em ver as
coisas na sua maioria, em tons avermelhados. Às vezes sentia falta de poder ver
as coisas em suas cores vivas, mas seus cabelos não deram mais espaço para
esses pensamentos.
“Oi.”
Scott respondeu.
Jean
ainda estava na dúvida do por que dos óculos escuros, mas sabia que
eventualmente ela iria descobrir. Algo nele a fazia querer ir a fundo nesse
mistério e pela primeira vez que chegou aqui, ela finalmente sentiu algo. Não
sabia exatamente o que, mas como disse, ela iria descobrir. No momento, parecia
que ela havia reencontrado a tranquilidade nele.
Se
olharam para o que pareceram horas, absortos ao que acontecia ao seu redor, até
ouvirem a voz de Xavier.
“Ok,
meninos parem de brigar.” Ele falava com Warren e Bobby que insistiam em
brigar. “Por que não levamos Jean até a cozinha, enquanto preparamos o almoço?”
Sugeriu.
“Eu
vou preparar meu famoso molho e ela vai adorar.” Warren saiu em disparada na
frente.
“Aquela
coisa horrorosa que você chama de molho?” Bobby correu logo atrás, enquanto
Hank os seguia calmamente acompanhado do Professor.
Jean
começou a seguir os outros, quando percebeu que Scott permanecia parado no
lugar.
“Você
não vem?” Ela virou em sua direção e lhe perguntou sorrindo.
“Claro!”
Ele a acompanhou e lado a lado seguiram em direção a cozinha em um silêncio
confortável, como se tivessem feito isso a vida toda.
Gostaria de ver Jean & Scott em uma situação especifica? Comente me dizendo qual e talvez eu possa atende-la.
Até a próxima ;)

1 Comentários
Esses dois <3 :*
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