• Resumo: “Sei que ainda existe uma chance para um novo recomeço. Porque nosso amor ainda não acabou, Jean. Foi dado apenas um tempo”.
  • Classificação indicativa: MA (18+)
  • Status: Fanfic em andamento. Multi-Capítulos.
  • Tipo: Romance.
  • Base: Filmes. (Porém, eles não serão mutantes.)
  • Sugestões: Nessa Fanfiction usarei frases em diálogos ou descrições. Algumas conhecidas, outras não. Pode ser que seja frase de livros ou autores desconhecidos.

Amor
sem Limites


New York 8:30

Jean: Eu já estou mais do que atrasada... – pegou uma maçã apressada.
Ororo: Jean espera. – alcançou a amiga antes que ela saísse – Não esqueceu do compromisso de hoje não é? Lá no bar do Warren.

   Jean parou e encarou a amiga de longa data.

Jean: Claro que não. Eu vou desde que você não me apresente nenhum amiguinho seu.. Eu tenho namorado Rô.
Ororo: Você tem... um namorado babaca. – a ruiva a olhou com olhos arregalados – Me desculpe, mas é a verdade.
Jean: Eu não vou ficar aqui discutindo com você. – caminhou até a saída – A gente se vê mais tarde no bar. E tranque a porta quando sair.


Warren Bar’s 21:00 

Ororo: Até que enfim! Pensei que nunca mais fosse vir.
Jean: Não seja dramática, Rô. O importante é que estou aqui. – deu uma voltinha.
Ororo: Sim. Agora venha. – segurou Jean pelo braço – Agora venha. Vamos nos juntar aos outros.

   Um pequeno, porém animado grupo de amigos sentados em volta à uma mesa,      comemoravam a despedida de solteiro de Ororo e seu noivo Kurt Wagner.

Anna: Despedida assim não tem graça. Deveriam ter feito separados. Seria uma festança, haha.
Remy: Concordo. Afinal, onde estão as “Bad Girls” pra animar o Remy aqui—digo, a festa. - pigarreou.

   Anna belisca forte a perna de Remy, seu namorado. Jean ri, bebendo um gole de vinho francês.

Warren (Dono do Bar): Se deu mal, amigo. – acompanhou Jean na risada.
Jean: Então também temos direito a Gogo-Boys.
Anna: falou a minha língua amiga! – comemorou.
Remy: Não! Nada de homem pelado por aí. Seria uma lástima.
Anna: Então sem mulher nua, Sr. LeBeau. – lhe deu um selinho, indicando paz.

   Ororo apenas balançou a cabeça e sorriu, dando um selinho em Kurt. Os 6 ali eram amigos desde a faculdade.

Warren: Acho que estamos sobrando aqui Jean... – olhou pro lado onde os dois casais trocando carícias e beijos.
Jean: Tem razão... – bebeu o restante do vinho.

  Warren Wordinthon. Rico, loiro, bonito, gostoso... e apaixonado por Jean Grey desde o primeiro ano da faculdade. Eles até ficaram algumas vezes, mas Jean sempre o viu apenas como amigo, nada mais que isso.

Kurt: E você Jean, porque não trouxe o Duncan?
Jean: Ele ficou resolvendo uns assuntos da empresa.

   Ororo revirou os olhos. Nunca escondera que não suportava Duncan Mathews.

Ororo: Era de se esperar. Sinceramente Jean, não sei como estão juntos há 10 meses...
Jean: Por favor, Ororo. – tentou, mas em vão, pois ela continuou.
Ororo: Desde que vocês começaram a namorar, ele só saiu com a gente uma única vez. Parece que não se importa com você.
Jean: Ele só está ocupado. E sinceramente, ele é meu namorado. Quem tem que reclamar aqui sou eu e não você. – levantou-se – Vou pegar outra bebida.

   O bar não era daqueles enooooooormes e super hiper mega badalados, mas aconchegante o suficiente para se sentir a vontade.

Jean: Uma batida de morango, por favor. – pediu ao bar man.
  
Do outro lado...

Kurt: Hey cara! Não acredito. – ele se levantou e foi cumprimentar um velho amigo de infância  – Como vai cara?
Scott: Quanto tempo, Kurt!

   Eles se abraçam.

Kurt: É o tempo passou voando. Parece que foi ontem que te vi pela última vez. magricelo como uma vassoura. Não é à toa que te chamavam de magrão e agora, olha só?! Está forte como um touro.
Scott: Não precisa me lembrar desse apelido carinhoso. – riu – E a vida?
Kurt: Vou me casar daqui um  mês, acredita?
Scott: E quem é a mulher que conseguiu enlaçar você?
Kurt: Vem, vou te apresentar à minha futura esposa.

   Jean estava se costas conversando com os outros quando Kurt apareceu.
   Quando seus olhares se cruzaram, foi uma das raras ocasiões em sua vida em que ficou totalmente sem saber o que falar. Kurt teve que “ajudar” Scott  acordar do pequeno transe apresentando o pessoal. Summers cumprimentou-os um por um ate chegar à vez de Jean. O primeiro contato foi pelo aperto de mãos. Uma conexão, um elo muito forte dava-se início naquele dia.
   Seria um tanto complicado explicar aquele momento. Jean nunca o tinha visto na vida, mas de alguma forma sentia-se confortável ao lado dele.
   Passaram um bom tempo conversando, bebendo, dançando. Summers olhou o relógio e constatou que já era hora de ir.

Scott: Sinto muito Jean. Queria poder ficar mais um pouco, mas amanhã logo cedo o trabalho me espera.
Jean: É uma pena Scott. Amanhã é minha folga, então estou tranquila nesse ponto. Mas foi um prazer. – esticou a mão para se despedir.
Scott: O prazer foi todo meu, Srtª Grey. – beijou-a na costa da mão.

Scott não poderia prever se a veria novamente, não sabia nada sobre ela. No fim das contas, talvez os dois não fossem nada compatíveis um com o outro. Mesmo assim, sentiu-se atraído por ela.



Alguns dias depois...

   Duncan e Jean almoçaram juntos. Não conversaram sobre nada em especial. Ele ficaria com a noite livre e propôs para Jean que fizessem um programa diferente. A ruiva pouco entusiasmada deu uma desculpa qualquer. Ela não queria acreditar, mas de alguma forma estava começando a entender. Ororo tinha razão, ela e Duncan não combinam.



Naquela mesma noite...

Ororo: Atrasada como sempre. – brincou.
Jean: Saí tarde do hospital. E você sabe que meus pacientes são a minha prioridade.

   Ororo sorriu, seguido por Anna. Quase todos os dias depois do  expediente, elas se encontravam no bar pra conversar e colocar as fofocas em dia.

Anna: Achei que fosse passar a noite com o Duncan. Hoje não é a folga dele?
Jean: É, mas eu dei uma desculpa. Fiquei pensando no meu relacionamento com ele durante a manhã. E Ororo, você tem razão... Acho que não dá mais.
Ororo: Oh meu Deus!! Até que enfim você acordou pra realidade amiga. Isso merece um brinde. – chamou o garçom e pediu um champagne.
Jean: Eu não sinto mais amor por ele. A verdade é que nem sei se algum dia eu senti.
Anna: Vocês dois são diferentes em muitos aspectos. Na verdade em todos.
Ororo: Quando vai terminar com ele?
Jean: Eu ainda não sei—
Anna: --Espere! Aquele não é o Scott? Amigo do Kurt?

   Jean olhou. Era mesmo ele, e estava acompanhado de uma morena. Scott até tentou ir cumprimentá-las, mas a morena o agarrou de uma forma que não o soltava mais.

   Kurt e Remy chegaram e se juntaram as meninas. Warren foi até o DJ e pediu pra que o mesmo trocasse a música. Um Ritmo se iniciou e ninguém que estava dançando a música anterior, sabia dançar essa. Logo Warren foi até Jean e a chamou pra que o acompanhasse na dança. Jean hesitou em primeiro momento, mas depois foi incentivada pelas amigas
.
Anna: Vai Jean! Aposto que está doida pra matar a vontade de dançar no ritmo kizomba.
Jean: Ok! Eu vou porque realmente estou. – sorriu, aceitando o convite do loiro.

   Scott se livrou da morena e se juntou com os demais ali.

(Imaginem Jean e Warren dançando assim.)

Ororo: Warren e Jean formavam uma dupla e dançavam em campeonatos na época da faculdade. – comentou com Scott que não tirava os olhos da ruiva.

   Ele estava hipnotizado. Não só pela forma como ela dançava, é claro. Jean tinha um corpo esbelto, cheio de curvas e a forma como ela dançava a deixava ainda mais sexy. Mas, além disso, o sorriso da bela ruiva era o que chamava mais a sua atenção.
   Ao final da dança, todos que estavam ali aplaudiram o casal de dançarinos. Eles agradeceram e foram até a mesa.

Jean: Olá, Scott. – sorriu simpática e o cumprimentou com um beijo no rosto.
Scott: Olá, Jean. – retribuiu – Parabéns, você dança muito bem.
Jean: Obrigada.

   Momentos depois, a pessoa menos esperada apareceu: Duncan.

Duncan: Jean, ainda bem que te encontrei aqui. Estava com saudades – ele, que parecia não ter presenciado a dança, aproximou-se da ruiva sem dar tempo para ela responder, a beijou.
Remy: Uoool! – surpreso – É a primeira vez que vejo eles assim em público.

   Jean o olhou surpresa e um pouco espantada.

Jean: Duncan! O que faz aqui? – perguntou um pouco confusa.
Duncan: Eu já disse, estava com saudades. Passei no seu apartamento e como não a encontrei por lá, imaginei que estivesse aqui com seus amigos.
Jean: Ah, claro. – tentou mostrar um sorriso de empolgação – Que bom que está aqui. Vamos sentar com os outros.

   Conversaram e beberam alguns drinks por mais uma hora. Scott estava se sentindo desconfortável ali no meio de casais. Mas a verdade é que ele não estava gostando de ver Duncan perto de Jean, com a mão no ombro dela, acariciando seu rosto, agarrando sua cintura... Afinal, o que estava acontecendo com ele?
   No entanto, não precisou ir embora, já que Jean e seu namorado fizeram isso primeiro.
   Duncan parou o carro na frente do apartamento de Jean. Inclinou-se para tocar seus lábios nos dela, mas a ruiva esquivou-se.

Duncan: O que foi Jean? Fiz alguma coisa errada?
Jean: Acho que nós dois estamos fazendo alguma coisa errada.

   O loiro não entendeu, mas tentou se explicar.

Duncan: Eu sei que estou muito ocupado nos últimos meses.
Jean: Não é esse o problema.
Duncan: Então eu peço que tenha paciência. Nós estamos chegando quase lá.
Jean: Pois é exatamente aí que mora o problema, Duncan. – o encarou – O “quase” é uma coisa que machuca muito. Um quase amor, uma quase amizade, um quase sorriso, uma quase história. Uma série de coisas que “quase” deram certo, mas que somente deixaram uma lembrança fragmentada na memória.

   Duncan a olhou com olhos assustados.

Duncan: O que esta querendo dizer com isso?
Jean: É melhor eu entrar. – saiu do carro. Ouviu Duncan a chamar, mas entrou no prédio sem olhar para trás.



Alguns dias depois...
Hospital Lensheer Xavier 16:00

“Você o quê Jean?” – gritou no outro lado da linha.
Jean: Ororo, será que dá pra se acalmar?

   Equilibrava o celular na orelha com o ombro enquanto lia um prontuário onde constavam informações de um homem, 60 anos de idade, sem informações sobre filhos ou estado civil, diagnosticado com uma patologia degenerativa. Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Analisando as demais páginas, Jean pôde perceber a diferença de tonalidade das primeiras 30 páginas, foi onde encontrou a informação que lhe chamou a atenção: “Dois anos internado em um leito de hospital.”

“Jean? Jean, você ainda tá aí? – perguntava Ororo preocupada.
Jean: Rô, eu te ligo mais tarde. – desligou sem esperar por uma resposta.

   A ruiva teve de buscar na memória em poucos minutos as melhores estratégias para atendê-lo.

Jean: Olá, Sr. Charles. Sou a Drª Grey e a partir de hoje sua nova fisioterapeuta. – sorriu.
Charles (Paciente): Que bom. Agora terei uma fisioterapeuta belíssima ao menos. – mostrou um sorriso amarelo e brincalhão, no entanto, era nítida a dificuldade que apresentava para falar naquele momento.

   Conversaram por alguns poucos minutos e o olhar de Jean buscava identificar suas principais limitações, insistia em olhar a doença e não o homem.
   Depois de um tempo, deixou o paciente na companhia da enfermeira e saiu pelos corredores segurando uma pasta e pensando nos possíveis procedimentos corretos ao seu mais novo paciente. Foi aí que em meio a esses pensamentos, imaginou ter escutado um sobrenome conhecido...

“Dr. Summers.”

   Ela se virou e para sua surpresa, não era imaginação.