• Resumo: “Sei que ainda existe uma chance para um novo recomeço. Porque nosso amor ainda não acabou, Jean. Foi dado apenas um tempo”.
  • Classificação indicativa: M (16+) (Mudei aqui por sim u.u HUEHUE)
  • Status: Fanfic em andamento. Multi-Capítulos.
  • Tipo: Romance.
  • Base: Filmes. (Porém, eles não serão mutantes.)
  • Sugestões: Nessa Fanfiction usarei frases em diálogos ou descrições. Algumas conhecidas, outras não. Pode ser que seja frase de livros ou autores desconhecidos.





"Dr. Summers."

Ela se virou e para sua surpresa, não era imaginação.

Virou-se e um pouco longe, naquele imenso corredor, lá estava ele...
Alto. Cabelo  castanho claro num corte baixo e a barba por fazer que o deixava ainda mais sexy. Usava uma roupa branca e um jaleco que escondia parte de seus músculos. Jean ficou sem reação por um momento. Seria realmente possível? Resolveu tirar suas próprias dúvidas. Caminhou até ele que estava de costas para ela. A ruiva esperou ele passar algumas informações para um estagiário para enfim agir...

Jean: Scott Summers...

Ele virou-se de imediato, encontrando aqueles  olhos que segundos antes, mostravam surpresa.

Jean: Não sabia que era médico.

Só então Scott a analisou.

Scott: Não sabia que era médica. - retrucou com um sorriso.
Jean: Fisioterapeuta pra ser mais exata.
Scott: Muito bem Dra. Jean Grey. Sou neuro-cirurgião. - estendeu uma das mãos. Jean o cumprimentou - Estou em horário de café. Está livre?
Jean: Por uns vinte minutos, Dr. Summers.
Scott: Então por favor, me acompanhe Dra. Grey. - abriu espaço para ela passar ao seu lado e sem hesitar, foi o que Jean fez.



Naquele mesmo dia...
20:30 PM

Anna: Então você está dizendo que o Scott trabalha lá no hospital?
Jean: Dá pra acreditar? - prendeu o cabelo num coque.
Ororo: Isso é muita coincidência. Ou melhor ainda, destino. É, só pode. Com certeza.
Jean: Querem parar com especulações? É apenas uma coincidência. - abocanhou um suculento sushi.
Anna: Ele tá afim de você.
Jean: Não tá não! - disse, mas no fundo queria acreditar realmente que sim.



 2 semanas depois...
Horário de almoço. Praça de Alimentação do  Hospital.

Jean: Me diga. - tomou um gole do suco. Sua barriga já começava a doer de tanto rir - O que mais eu ainda não sei sobre você, Dr. Summers?
Scott: Que eu sou solteiro? - sorriu.

Ah, aquele sorriso galanteador deixava Jean suspirando, mas é claro, ela nunca demonstrava isso. A ruiva sempre tinha a artimanha correta para contornar qualquer situação deixando Scott cada dia mais fascinado.

Jean: Quero saber sobre você, sua vida. Não suas namoradas.
Scott: Namoradas? Acha que sou tão mulherengo assim?
Jean: Você é um homem boa pinta, médico... isso para muitas é um feitiche. A mulherada deve cair matando pra cima de você.

Ele sorriu e abaixou a cabeça levando o garfo até a boca.

Scott: Realmente. Mas ess fase de curtição já passou.
Jean: E o que te fez vir para Nova York?

Scott parou um pouco pra pensar.

Scott: Meu pai era piloto da aeronáutica. Quando fomos passar umas férias no Alaska na casa dos meus avós, o avião caiu antes que chegássemos lá. Meus pais morreram e eu fiquei em coma durante cinco meses.

Jean ficou surpresa e ao mesmo tempo perpléxa.

Jean: Oh, Scott. Eu sinto muito. - ele continuou.
Scott: Meu irmão mais novo, Alex, foi adotado por um casal que o encontrou. Ele era muito novo e estava em choque. Quando eu acordei do coma fui morar com meus avós que achavam que Alex estava morto. Então eu prometi pra mim mesmo que quando estivesse pronto, eu voltaria pra cá.
Jean: E você decidiu ser médico por isso não é? Pra salvar vidas, como se de alguma forma estivesse "homenageando" seus pais.

Ele ficou calado por alguns instantes. Não era muito de demonstrar fraqueza. Jean afagou os cabelos castanhos com os dedos.

Jean: Tenho certeza que de algum modo, eles estão orgulhosos de você.

Scott a encarou e depositou um beijo carinhoso na palma da mão da ruiva.

Scott: Você é incrível.
Jean: Gracias chico! - brincou, tirando um riso bobo dos lábios de Scott.
Scott: Só você pra me fazer sorrir como um idiota. Logo eu, um cara sério e de poucos amigos.
Jean: Me sinto lisonjeada. Eu ainda amoleço esse coração de pedra, Dr. Summers.

A ruiva levantou-se.

Jean: Preciso ir ver meu paciente da B39. - pegou sua bandeija - Até mais.
Scott: Jean! - ela deu um passo para trás e se virou - Vai estar ocupada depois do expediente? Queria te mostrar um lugar.
Jean: Hm... vou consultar minha agenda.. - sorriu de uma forma que só fazia quando estava brincando, e Scott sorriu também. Isso fez ele se lembrar das belas palavras que seu pai lhe dizia: "Se te faz sorrir é porque te faz bem. Se te  faz bem, não deixe escapar".



Quarto B39

Jean: Boa tarde, senhor Charles. - entrou no quarto segurando uma prancheta - Como se sente?
Charles: Bem melhor minha filha. - esboçou um sorriso - Estou começando a achar que Deus mandou um anjo pra cuidar de mim. Estou me sentindo muito melhor.

Ouvindo aquilo de um paciente que há duas semanas atrás não conseguia falar uma palavra sem sentir falta de ar, a deixou muito feliz.

Jean: Isso é ótimo! - sorriu abertamente, tocando no ombro dele - O senhor não tem ideia de como ouvir isso é bom. Fico muito feliz por saber que a fisioterapia está surtindo os efeitos desejados.
Charles: A senhorita está com uma expressão mais feliz sabia? E digo nisso não só por causa da minha boa recuperação.

A ruiva sorriu. Realmente ela estava feliz, muito mais feliz e pra ela, essa tal felicidade não tinha um motivo específico. Ou ela apenas não queria enxergar.



Depois do expediente...

Jean: Tem certeza? Não acha melhor irmos cada um pra sua casa, tomarmos um banho e depois irmos ao seu lugar misterioso?
Scott: Jean, você está linda assim.
Jean: Ainda acho que vão nos confundir com "Pai de Santo" por causa do uniforme branco.

Scott gargalhou e segurou num braço da ruiva, fazendo com que ela o encarasse.

Scott: Se isso acontecer, eu te protejo. Não se preocupe.
Jean: Muito engraçado.
Scott: Espero que não tenha medo de andar de moto - colocou um capacete e entregou o outro a Jean.
Jean: Digamos que esse não é o meu veículo de transporte favorito.
Scott: Então é melhor se agarrar firme em mim. - a olhou, arrancando um sorriso cúmplice dela.
Jean: Gostei da dica.

Summers andava a uma velocidade razoável. Não queria assustar ela. Já Jean, aproveitara a dica e realmente se agarrou a ele. De alguma forma, sentia-se protegida assim.
Depois de alguns minutos, Scott estaciona sua moto em frente a uma praça. Jean desceu e caminhou alguns passou constatando não havia ninguém ali.

Jean: Então esse é o seu plano? - encarou-o - Desviar do lugar que você me falou pra me trazer numa praça escura e deserta? - brincou.

Scott sorriu. Pegou o capacete da mão de Jean e colocando num banco próximo junto com o seu.

Scott: Não era pra você descobrir. Sempre trago mulheres belas nesse lugar. - entrou na brincadeira - É um ninho de amor.
Jean: Cafajeste!!! - soltou uma gargalhada gostosa e contagiosa. Scott contemplava encantado e naquele momento, descobrira que também amava o riso dela.
Jean: Devo considerar FATO eu estar em perigo ou não?

Scott ficou olhando para ela com um sorriso nos lábios.

Scott: Vem comigo. Quero que veja algo.

Pegou na delicada mão da ruiva e entrelaçou com a sua. Jean o acompanhou sem questionar. Era um tanto longe e após uma caminhada um pouco longa, eles chegaram.

Scott: É aqui...



Jean: Oh meu Deus! Esse lugar é lindo. - disse encantada sem ao menos piscar.
Scott: Imaginei que fosse gostar. - sorriu satisfeito

Jean pareceu finalmente piscar, então o encarou com um sorriso debochado no canto dos lábios.

Jean: Já trouxe quantas mulheres pra cá?
Scott: Na verdade... você é a primeira. - encarou-a igualmente. O momento um tanto constrangedor quando ambos os olhos não conseguiam desviar-se um do outro, foi interrompido por um "UAL" de Jean.
Scott: A verdade é que todas as vezes que vim pra cá foi sozinho. Eu gosto de ficar aqui e pensar na vida.
Jean: É um bom lugar pra ficar olhando as estrelas. - sorriu enquanto admirava a imensidão azul. Naquele lugar em questão, a visão da cidade era fascinante e encantadora.

Nada ali parecia real para Scott. Era difícil para ele acreditar que um dia fosse possível... Jean era fantástica... nunca uma mulher abalou tanto as suas estruturas. Há tempos sentia vontade de correr o mundo, fazer qualquer coisa "irresponsável", mas sempre era limitado por seus afazeres. E ela... ela tirava isso dele, dava a possibilidade e a oportunidade de fazê-lo. Ela o fazia sentir-se tão invencível.
A cidade estava belíssima naquela noite. Parecia uma dama vestida para uma ocasião especial. Infinitas luzes enfeitavam sua silhueta. Dava a impressão de um pequeno Universo  repleto de vaga-lumes.
Scott se aproximou mais. Seguia com os olhos a direção que Jean olhava. Inúmeras estrelas. O céu estava particularmente bonito, talvez um presente para ela, ou até mesmo ela o tornava assim: Belo.
Ele solta um leve suspiro de satisfação.

Scott: Fica complicado competir com isso pela sua atenção. - falava em tom animado, olhando agora para as estrelas, erguia uma mão indicando disputa.

A voz de desperta a sua atenção. Jean ri do comentário.
Jean: É, você tem razão Scott. Entre você e estrelas, eu escolheria elas. - disse descontraída, apontando para o céu. Ela respira profundamente até continuar.

Jean: Quando eu era criança, sofri muito com a morte de uma amiga. - sua voz transbordava tristeza, mas ela não tirava os olhos do céu. Ela observava uma estrela em particular brilhar como se fosse uma pedra preciosa que acabara de ser lapidada.
Jean: Desde então, minha mãe dizia que quando as pessoas morrem, elas se transformam em estrelas. Claro que nunca levei isso à sério.

O vento ali era forte, bagunçava ambos os cabelos. Scott reparou no jeito dela  em contraste com a cena e se perdeu em ideias. Ouviu as palavras dela, criando em sua mente a situação. Pensou em algo que pudesse melhorar o clima. Pensava em dizer algo, mas nada vinha-lhe à mente. Talvez viesse muitas coisas mas nada propício. Então preferiu ficar em silêncio e atreveu-se a abraçá-la de lado. Jean encostou sua cabeça no ombro másculo.

Scott: O que importa é o que sentimos, como sentimos e isso... é indescritível, impossível de ser definido. Mesmo partindo, eles se mantém no lado de dentro, na memória e nunca nos deixam por completo.

Ele falava palavras em tom sereno e calmo. Jean levantou a cabeça. Os olhos dele se cruzaram com as orbs verdes. Ele sorriu ao ver a expressão da ruiva. Seu rosto ia  encontro ao dela. Não via porque manter distância.
Jean sentia-se tão segura e completa ao lado dele que era praticamente impossível parar o que estava por vir. Os lábios se aproximaram cada vez mais até se tocarem em um selinho demorado. Distanciaram os rostos em alguns centímetros.
A ruiva o encarou nos olhos, depois desviou sua atenção para a boca dele. E de repente o beijo. Inesperado e ao mesmo temo esperado. Doce e ao mesmo tempo de tirar o fôlego. Nasce uma paixão. Um mergulho na alma. Um momento inesquecível. A descoberta de um sentimento recíproco: O AMOR. Simples em sua grandiosidade, inocente e ardente.