Título: Divisão Criminal Mutante.
Capítulo V: CONTATOS IMEDIATOS

Adequado para o público com 13 anos ou mais, com alguma violência, linguagem grosseira menor, e menores temas adultos sugestivos.
Status: Fic em andamento, Multi-capítulos
Tipo: Romance, Policial, Suspense.
Base: X-men animated, Séries policiais (X-Files, Bones, The Closer)

SINOPSE: Jean Grey foi convidada a ingressar ao Instituto Charles Xavier. Porém ao aceitar esse convite, sua relação com seu pai ficou estremecida. Pois, ele não queria uma filha sendo uma agente do governo, temia por seu bem estar e segurança.  Mesmo assim, ela foi.



Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso. - Charles Chaplin



Instituto Charles Xavier – 06:30 A.M. (2008)
SALEM CENTER - NOVA YORK.

      As aulas do curso só tem início as 07:30, no entanto, esse seria o seu novo lar, ela teria que chegar mais cedo para analisar todos os espaços cautelosamente. A área verde, a pista de corrida, a biblioteca, queria conhecer o espaço onde iria passar boa parte dos seus dias. O lugar que lhe fez brigar com os seus pais.
      Jean estava concentrada observando a arquitetura daquele prédio quando alguém lhe chamou.
- Caloura?
- Em parte. – ela respondeu sem mudar o foco de visão.
- Como assim? – ela olhou para o sujeito vestindo sobretudo.
- Por que me pergunta, se sabes que sou nova por aqui?
- Aquela que tudo sabe, tudo lê. – ele sorri.
- Se leu a notícia nos jornais, sabe que não quero mais nenhuma entrevista.
- Aquela que nem tudo sabe, nem tudo lê... – ele vira os olhos para onde ela estava olhando. – Gosto desse prédio. Me lembra os dias de glória.
-  Quem é você? Um Agente formado? – ela arqueia a sobrancelha.
- Seus dons tem limites, assim como o de todos. Não deixe a soberba dominar você.
- Não sou soberba!
- Humilde você não é. É soberana e sabe disso. Ou ainda não descobriu?
- Cheio de perguntas, mas ainda não respondeu. Quem é você?
- Um amigo.
- E qual o nome do meu amigo?
- Não disse que era seu amigo.
- ... – Ela o encara – então é amigo de quem?
- Quando tiver dificuldades me procure camarada. – Ele se vira e vai saindo.
- Como se nem sei quem você é?
- Você é o meu acesso.- ele volta- E eu sou o seu tira duvidas camarada. – Ele entrega um boton a ela.
- O que é isso? – Ela vira o boton.
- Sua primeira medalha de honra ao mérito.
- Minha primeira? Não é mesmo!
- Soberba... – Ele a critica – Digamos que a primeira por ser quem você realmente é.  
- Você não respondeu nada do que eu perguntei.
- E os seus truques não funcionam comigo. – ele aponta para a testa dela. – Deve ser porque está nervosa. Mas não se preocupe, você está aqui para treinar.
       Ela olha o boton e ele é todo branco com apenas duas letras quase invisíveis aos olhos.
- O que significa IB?
- É o que sou, é o que somos. Quando tiver dificuldades me procure camarada. Preciso que confie em mim, pois, eu confio em você– Ele se vira e vai saindo. – Nos casos impossíveis, pense em mim. E eu virei ao seu encontro.

      Jean observa o homem ir se afastando e depois volta a olhar o boton.

Instituto Charles Xavier – 09:30 A.M. (2008)

Alguns calouros estão em uma sala descontraídos quando um instrutor abre a porta e da sala. Todos se organizam em seus lugares. O instrutor entra acompanhado da jovem Jean Grey.
- Calouros prestem atenção. Em sua turma haverá uma nova integrante. Senhorita Jean GREY.
       Jean olha todos e percebe que tem poucas mulheres na turma. E mais uma vez ela se senti diferente de todos que a cercam, mas ao menos, essa turma tinha quase a mesma idade que ela. Era um ponto positivo, afinal, ela sempre foi a mais nova de todas as escolas e universidade.
- A Senhorita Grey, diferente de todos vocês, foi admitida Instituto Charles Xavier sem precisar fazer provas. Acredito que tenham visto os noticiários, mas por favor, não fiquem babando nela. – todos riem - Apesar de sua pouca idade, ela já é referência em ciência forense. Recomendo que leiam alguns dos artigos publicados em Collumbia, para o caso que vamos estudar semana que vem. Senhorita Munroe, apresente as outras instalações a recruta.
- Sim senhor.
- A todos os uma boa manhã.
      O instrutor saiu foi se aproximando de Munroe.
- Ororo Munroe. – as duas se cumprimentam – Li seu artigo sobre anatomia mutante. Fascinate! É uma honra termos você em nossa classe.
- O que é isso. Todos somos hábeis e nos destacamos em alguma coisa. – a frase de Ororo inflou seu ego.
      Escorado a porta alguém começa a aplaudir com ironia. 

- Parabéns a nós pois temos uma prodígio na turma. – disse o rapaz - Mas todos estão atrasados para a aula de tiro. Andem logo. 3min – Ele sai e os outros alunos o seguem.
- Quem é ele? – Jean pergunta a Ororo.
- É o Summers. Ele é o braço direito do Xavier.
          No estande de tiro
- Andem fracotes. Mostrem suas habilidades com a arma. – Summers ficava falando e andando por trás dos outros recrutas. Todos iam bem, mas era a primeira vez de Jean atirando. Ela tinha dificuldade em manter o pulso no lugar correto e o tiro acabava indo para cima. Summers ao ver a dificuldade dela pediu a todos que parassem de atirar.
- Eu acho que estamos com um problema aqui. Alguém sabe me dizer qual é o problema? – Todos se olham. e ele anda em direção a um aluno – Não é aqui...- vai até outro aluno – aqui também não...- anda mais um pouco e para ao lado de Grey. – ESTÁ AQUI!
- O que foi? – perguntou ela.
- Ela está me perguntando o que foi.... - ele olha a todos ignorando a presença dela.  – O QUE FOI?!
          Ele mostrou sua arma e ficou olhando nos olhos de Grey.
- Tá vendo isso aqui, usamos para acertar naquele alvo bem ali. – ele apontou. – um alvo fixo, que não reage. E VOCÊ NÃO ATIROU NELE UMA SÓ VEZ!
- é a minha primeira vez. – disse ela em tom forte e com raiva, afinal, ela nunca tinha sido chamada atenção por falhar em alguma aula. – Sei que posso fazer melhor. E vou.
- Ontem, eu li o jornal do campus. “Jean Grey é uma das mais fortes telepáticas do planeta. Muito inteligente e perspicaz ainda muito jovem foi admitida na Universidade de Collumbia com apenas 14 anos, onde cursou Medicina, suas habilidades lhe permitiram ingressar no Instituto Charles Xavier sem precisar de provas. A jovem tem apenas 19 anos.” – ele falava mostrando toda a raiva que os outros recrutas sentiram ao ler que a notícia também.
- Já disse que vou melhorar. – ela disse em tom mais agressivo.
- Então acerte aquele alvo agora! – Ele olhando para ela estica o braço esquerdo em direção ao alvo e em cheio sem olhar. Grey olha para o alvo e volta a olhar para Summers.
- Eu tenho um alvo melhor na minha frente. – ela aponta a arma para ele.
- Bem capaz de você acertar o teto.
          Ela aponta para ele e que a imobiliza torcendo o seu braço.
- Me solte!- ela fica se contorcendo.
- Aqui é o Instituto Charles Xavier.  Não o ensino médio!
- Seu idiota. Me Solte!
- Admita que manipulou para estar aqui e eu lhe solto.
- Eu nunca fiz isso!
          Munroe não agüentando mais ver aquela situação pede a Summers que pare.
- Summers, solte ela agora. Já chega de Trote com a Caloura.
- Está enganada se pensa que isso é trote Munroe.
- Me solte, agora. – ele aperta o braço dela com força.
- Summers, você está passando dos limites. Solte a moça.
- Quer que eu solte a telepata, para ela embaralhar nossas mentes e manipular tudo em seu favor? – todos ficam com pensativos – Ninguém, nem mesmo um mutante, poderia chegar aonde chegou tão facilmente.
- Isso são teorias Summers. Se continuar com essa atitude, serei obrigada a informar seu superior. – Disse Munroe.
          Todos os cadetes ficam olhando a cena imobilizados.
- Não precisa Munroe. Eu levo esse assunto ao meu superior. – Grey não estava mais se debatendo, estava aparentemente concentrada e olhando aos outros da sala – Ou você acha normal o fato de ninguém ter tentado me impedir?
- Oh meu Deus!
- Quando eles acordarem, peça que continuem. – Ele falou e saiu da sala com Jean quase imobilizada.
- Aonde você está me levando?
- Adivinhe.
- Você está me machucando.
- O que você está fazendo aqui? – ele a solta.
- Eu o mesmo que você! – Ele dá um soco na parede. Ela nem se assusta.
- Está chateado com a minha presença aqui? – ela fala levantando a cabeça.
- Vi o que você fez de manhã.
- Está me espionando?
- E eu deveria espionar você? – ele inclina a cabeça - Você não consegue brincar comigo. Seus dons não funcionam comigo.
- Não fiz nada. Tão pouco quero você na minha mente. – ela coloca as mãos na cintura. – Não preciso ser telepata para perceber que a minha presença lhe incomoda. Você, o tão dedicado cadete da aeronáutica. Tirando sua indisciplina em receber ordens, seu currículo é excelente. ‘O braço direito de Xavier’. Quem poderia ofuscar isso? – Ela faz um semblante interrogativo - Arrisco-me a dizer que és de família militar. Aceitei?
- E mais uma vez joguinhos mentais. Típico de pessoas como você.
- Não! Apenas sou boa em ler pessoas. – Ela o olha dos pés a cabeça com ar de superioridade – Sr. Summers, você não é o primeiro, e não será o último a ter esse tipo de comportamento em minha presença. Sei que assusto as pessoas, até mesmo pessoas como você.
- Shi'ar.
- Como assim? - Ela olha sem entender.  
- Summers e Grey, Xavier quer falar com vocês! – Disse um recruta.

Sala do Superintendente Xavier
10:30 A.M.
          Grey e Summers mal estão se olhando.
- Vocês já podem entrar. – Disse a atendente.
          Eles entram na sala. Scott primeiro, sua respiração está um pouco pesada. Scott entra e fecha a porta. Jean Fica esperando.
- Como ousa Summers?
- Sei bem o que havia falado Superintendente, mas hoje pela manhã quando estava a aguardando a vinda dela, ela estava com um dos Shi'ar.
- Shi’ar? Jean, com um dos Shi’ar? Você deve estar enganado.
- Eu não estou enganado! – ele bate a mão na mesa. – Eu a vi com o Corsair!
- Corsair? Scott acalme-se. -  Xavier junta as mãos e cala-se por um instante.
- Sim. Corsair. Aquele verme conseguiu colocar uma espiã acima de suspeita.
- Scott! Pare com isso. Basta Corsair se aproximar e você simplesmente perde o controle.
-...
- Você pode ter visto Corsair e Grey juntos, mas isso não significa que ela é espiã dele. Jean é uma mutante muito poderosa, talvez ele tenha interesse nela.
- Ele a colocou aqui. Eu sinto isso...
- Não Scott.
- Você se nega a falar quem indicou a Grey.
- Nunca me neguei.
- Você a indicou! Claro que foi você.
- Não fui o único. Mas Grey é uma amiga de muitos anos. Por que a presença dela lhe incomoda?
- Não gosto de telepatas e você sabe disso.
- Sem ressentimentos.
 - Sei que não, você é meu pai. – Xavier sorri – Por que nunca falou dela se é uma amiga tão antiga?
- Jean é a filha mais nova de John Grey. Um amigo da juventude. A família dela preza por excessiva privacidade.
- Mas eu sou seu filho!
- E sei que não se sente tranquilo quando está perto de telepatas.
- Mas poderia ter me contado.
- E lhe deixa inseguro? Veja como você está agora.
- Não estou inseguro.
- Scott, nem todo o telepata querem invadir sua mente.
- E ela, em especial, nem consegue.
- Como sabe disso?
- Porque ela tentou.
- Certo, mas não muda o fato de você levar uma advertência. Agredir uma caloura Scott! – Xavier fica curioso pelo fato de Scott ter bloqueando Jean. Mas não fala sobre o assunto.
- Não a agredi. – Xavier o olha condenando o filho - Eu a imobilizei.
- Não importa. Peça desculpas. Não é por ser meu filho que você não pode ser expulso.
- Por que eu seria expulso?
          Xavier entrega um papel a Summers.
- Porque essa é a sua segunda advertência!
- Não acredito que você me deu isso novamente.
- Quem sabe assim você se comporta. Aqui você não é meu filho, você é apenas mais um recruta.
- Sei muito bem disso. Tão bem, que diferente de sua amiguinha, eu fiz prova para estar aqui.
- Eu sei. E isso muito me orgulha filho, mas não muda o fato de você ir pedir desculpas a ela.
- Certo.
- Peça para ela entrar.
          Scott abre a porta e faz sinal com a cabeça.
- Vamos. Xavier quer vê-la.
- Finalmente. – ela fala revirando os olhos para Scott.
- Por que você está aqui?
- Por que VOCÊ está aqui?
- Vamos entre.
           Jean entra na sala de Xavier.
- Você não é mais a ruivinha que eu costumava visitar. Como você cresceu Jean. – ele sorri - Seja bem vinda ao campus!
- Também estou saudosa Charles. Mas creio que não seja tão bem vinda assim por aqui.
- Summers. – Scott se levanta.
- Senhorita Grey, lhe peço desculpas por meu comportamento. Foi apenas...
- Não precisa desculpar se. Não me senti ofendida.
- Mas eu insisto. Sinceras desculpas. Isso não se repetirá mais. Se tiver algo que possa fazer para minimizar essa situação.
- Claro. Ensine-me a atirar.
- Tudo bem. Farei isso.
- Com licença. – Scott se retira.
- Perdoe meu filho.
- Ele é seu filho? Não lembro de você ter um filho.
- Sim. – ela fica curiosa – Pedi a tutela de Scott quando ele tinha 16 anos. Não é meu filho biológico.
- Tudo bem. Por que ele me trouxe aqui?
- Porque Shi’ar.
- Quem?
- Isso é alguma gíria?
- Não. O que Corsair queria com você?
- Quem queria o que comigo?
- O homem que lhe procurou pela manhã.
- Não sei quem era aquele homem. Mas ele me deu isso. – Ela mostra o boton.
- IB?
- Não faço ideia do que seja Charles. Achei que fosse algum professor da academia ou repórter.
- Acho que é apenas um presente. – Charles fica preocupado mas não demonstra - Ele lhe disse alguma coisa?
- Nada. Ele me fez perguntas e eu as respondi com outras perguntas. Acho que ele é mutante, disse que somos iguais. Disse para procurá-lo quando tiver dificuldades. Falou que precisava confiar nele, pois, confiava em mim. Mas eu nunca o vi na vida.
- Corsair é suspeito de alguns crimes não solucionados. Por isso nunca foi preso. Ele planejou seqüestra Scott no orfanato e esse foi um dos motivos pelo qual eu o adotei.
- Então ele tentou contra a vida do Summers. – Ela fala mais aliviada – Por isso ele agiu dessa forma. Acha que sou aliada do cara que tentou matar seu filho?
- Não. Tão pouco ele queria matar Scott. O que ele queria com Scott nós ainda não sabemos. Mas nesse momento, o que me deixa mais curioso é o fato dele se aproximar de você.
- Acha que ele quer me seqüestrar?
- Não sei. Talvez se aliar.
- Eu jamais faria alianças com um criminoso Charles.
- Eu sei.Por isso peço que volte a sua rotina.  Mouroe lhe aguarda no auditório.
- Obrigada Charles. Pelo convite, por ter me apoiado. Está sendo difícil sem o apoio dos meus pais.
- Imagino Jean. Mas John entenderá com o tempo. É sua vocação. Um pai sempre perdoa um filho.
- Então rasgue a advertência do seu.
- Porque pede isso?
- Quer ver seu filho formado, não quer?
- E disciplinado também.
- Mas ele fez o certo não fez? Se eu fosse aliada de Corsair. – Xavier respira fundo.
- Faço isso por você e não por ele. – Xavier deleta a advertência.
- Faça por ele. Mostre que está o apoiando.
- Volte a sua rotina.
- Tenha um bom dia.
- E Jean, não conte ao Scott sobre a advertência.
Ela Sai da Sala de Xavier
- Corsair, o que você quer me dizer com esse Boton? O que você quer com Jean? – ele fala sozinho. Pega o celular e faz uma ligação.
- Por favor, gostaria de fala com Moira McTaggert.
- Sou eu Charles.
- Precisamos conversar.

Instituto Charles Xavier – 05:17 P.M.

      Durante o dia todo, Grey apenas falou com Mouroe, mas no final do dia resolveu ir falar com Summers.
- Quando vai me ensinar a atirar?
- Nunca! – disse ele dando as costas.
- Está com medo de eu aprender e ficar melhor que você?
- Você se acha muito.
- Não me acho, eu sou! – ele ri.
- Por que não fez as balas acertarem o alvo?
- Por que faria isso?
- Porque vocês sempre fazem o que bem querem.
- Acha que eu manipulo as pessoas? Eu não sou assim!
- Seu histórico me diz o contrário.
- Como assim?
- Você e qualquer telepata agem iguais.
- Até o seu pai?!
- Ele é o primeiro e você sabe bem disso. Ele mexe na sua mente como se fosse uma marionete.
- Como pode falar assim, ele é o seu pai! – ela fala indignada.
- Isso mesmo. Minha relação com ele, não é de interesse seu.
      O rapaz a vira-se e vai em direção ao corredor.
- Volte aqui! Ainda não terminei.
- Mas eu já.
      Jean fecha a porta  e a trava com a telecinésia.
- Disse que ainda não terminei.
- É por isso que eu odeio telepatas!
- Não mesmo, você os odeia por outro motivo. – Ela fala se aproximando dele.
- E qual seria o motivo. – ele falou incrédulo.
- Eu sou tudo que você queria ser e não é!
      O Clima fica tenso. Summers sentia vontade de bater em Grey, mas se conteve.
- Isso não é verdade.
- Vamos, admita... você queria ser telepata. Cá entre nós, você é nível Beta. Não consegue nada sem seus óculos. A sua kriptonita é o quartzo de rubi.
 - ...
- Se esforça tanto para obter um reconhecimento, mas sua natureza grotesca lhe impede, porque você é inseguro de mais. – Summer engole saliva revirando os olhos tentando segurar sua ira. – Isso é muito comum em quem é abandonado.
- Se você fosse um homem, eu te daria um soco agora, nesse instante.
- Ainda não terminei.
- Cale-se. Você não sabe nada sobre mim.
- E nem você sobre mim. E isso não lhe impediu de agir feito um idiota mais cedo. Como eu ia dizendo...
- Se você continuar falando...
- E vou continuar.
- JÁ DISSE PARA PARAR!
- Não leve para o lado pessoal Summers. Ainda preciso das minhas aulas extras de tiro.
- Mais cedo você disse que não se sentiu ofendida. O que quer?
- Já disse. Aulas de tiro.
- Por que comigo?
- Você me repreendeu. E sei que é franco-atirador. – Ela destrava a porta e vai em direção ao corredor – Gosto de aprender com os melhores. – ela olha para ele por cima do ombro – É isso que me torna soberana.
       Aquele olhar fascinou Scott. Talvez ele não odiasse os telepatas, pelo menos não todos. Ele sorri ao vê-la saindo da sala  e fica pensando em tudo o que ela disse. Absurdamente ela tinha razão, mas ele nunca iria admitir.
      Muita coisa aconteceu em tão pouco tempo. A moça tão elogiada por seu pai, apresentou algum tipo de vínculo com o homem que tanto lhe deu dor de cabeça. Rever Corsair pela manhã, mesmo que a distância, estragou o seu dia. Mas nada comparado a ser ofuscado por uma adolescente.
 “Ela só tem 19 anos e é médica, telepata, telecinética, queridinha do Xavier. Ela chama atenção de Corsair, mas é fiel ao Charles... Soube me analisar mesmo eu usando o escudo mental... Nossa! Como ela é linda!”     
      Ele suspirou tentando se acalmar depois desse turbilhão de pensamentos. Ele vai até o corredor acelerando o passo até chegar em Jean.
- Grey.
- Pois não?!
- Temos um encontro. – ela olha para ele enquanto aperta o botão do elevador - Esteja amanhã no estande de tiro uma hora antes de começar a aula.
- Estarei lá.
- Ótimo! Então temos um encontro.
- Não. Não temos um encontro, temos um treinamento.
- Certo, desculpe. – ele fica sem graça.
      O elevador abre e tem uma pessoa conhecida de Jean.
- Duncan? O que está fazendo aqui?
- Você estava demorando. Perguntei se poderia vir buscá-la aqui e me deixaram. – Ele faz carinhos em sua mão e pega sua pasta.
      Scott fica sem saber o que fazer quando percebe que o rapaz pode ser mais do que um amigo para Grey.
- Não precisava Duncan. – Jean age como se Scott não estivesse lá. De alguma forma ela se sentia poderosa o ignorando.
      Todos entram no elevador. Scott fica calado como se realmente não estivesse lá.
- Falei com sua irmã. Ela me contou da briga com seus pais.
- Não é o momento Duncan.
- Eu sei Jean. Mas queria que soubesse que eu estou ao seu lado. – Ele segura a mão da moça. – Sei que você não vai falar nada, mas...
- Obrigada.
- ... quando quiser falar, estarei aqui para ouvir.
      Duncan e Jean saem do elevador e Scott fica pensando em tudo que ouviu e em tudo que disse a Jean. Ela parecia estar passando por uma situação difícil e ele se comportou como um verdadeiro idiota. 
      Ele foi andando de vagar, pois não queria que pensassem que ele estava seguindo alguém, mas não parava de observar Jean Grey saindo acompanhada. Ele parou em frente ao prédio e ficou olhando o casal entrar no carro. Seus pensamentos foram interrompidos quando:
- Quero falar com o seu pai.
- Senhorita Frost. Já está com saudades?
- Não seja idiota. Quero falar com o seu pai!
- Ele não está aqui. Acho que foi visitar Moira.
- Não! Preciso falar com ele! É Muito importante.
- Soube que não conseguiu entrar.
- Mas uma telepata entrou sem fazer prova. Por que ele me recusou?
- Apesar de ser péssima em combate, ela é telecinética e aparentemente um gênio.   A aprovação dela foi unânime.
- Jean Grey. A odeio apenas por sua existência.
- Bem vinda ao clube.
- Inimigo do meu inimigo é meu amigo. – ela sorri com o canto da boca.
      Scott não odiava Jean. Mas agradando Emma, talvez tivesse uma massagem com final feliz naquela noite.
- Por que a odeia?
- É uma longa história.
- Me conte no carro. – Eles andam em direção ao carro de Scott.
     
Apartamento de Scott Summers
11:30 P.M.

Scott levanta da cama e vai ao banheiro tomar um banho.
- Querido não vou com você por que já estou atrasada.
- Tudo bem Emma. Feche a porta quando sair.
       Ela entra no banheiro e ele está no Box ligando o chuveiro.
- Como é que é? Não vai me pedir pra ficar como das outras vezes?!
- Emma, eu já entendi que o nosso lance, é só um lance. – ele começa a se molhar no chuveiro.
- Mas isso nunca o impediu de implorar por mim. Ela cruza os braços.
- Você só me procura quando quer alguma coisa.
- Não é verdade Scott. Às vezes estou apenas entediada. – Ela ri. Ele ri. – Sabe por que não fui aceita?
- Acredito que foram suas médias em cálculo. Mas se quer entrar na academia. Dormir comigo não vai adiantar muito. O Xavier não facilitou nem pra mim. Quase reprovei nas provas teóricas. Tenta dormir com ele, quem sabe entra sem fazer prova.
- Então é isso? Ela tem um caso com o seu pai!
- Não que eu saiba. Mas quem sabe você consegue dessa forma. – ele pega a toalha. – ele dá um selinho em Emma – Achei que estivesse de saída.
- Posso ficar se quiser.
- Mas não quero. Tenho que acordar cedo amanhã.
- Você está agindo feito um idiota. Mas acho que prefiro você assim. – Ela passa a mão em seu peito – Você fica mais interessante. Menos tolo.
- Já disse Emma. É só um lance. – Ele vai em direção a sala e abre a porta. – Eu estou com sono e você já pode ir.
      Emma se irrita. Termina de se vestir e vai e saindo.
- Você é um idiota Summers. Nunca vou esquecer isso. E espero que não esqueça que o mundo, dá voltas. Sebastian nunca faria isso comigo.
- O mundo dá voltas... Certo, agora de uma volta pelo corredor.
- Você me paga Summers. Você me paga!
      Emma sai completamente indignada. Scott fecha a porta e deita no sofá. Um pensamento lhe vem à cabeça.  “ Eu sou tudo que você queria ser e não é!”. Como uma frase poderia ter mexido tanto com ele.
      “Tão linda e tão cruel. Mas eu também não fui amistoso, fui quase um troglodita. Acho que ela tem problemas em casa... É amiga de Xavier, esnobou o clube da Emma e conhece Corsair. Quem é ela verdadeiramente? Porque não paro de pensar nela? Será que ela está me manipulando agora? Porque eu fiz aquilo? Ela é diferente de qualquer uma.”


Som de Nobody's Perfect, de Jessie J.


Se você olhar de perto o olho pode dizer mais
Do que você pensa um simples borrão
Pode se tornar algo uma luz
Virar uma sombra
O mundo fica colorido"

"Olhe nos meus olhos"

Quando estou nervoso
Eu tenho essa coisa, sim, eu falo demais
Às vezes eu simplesmente não consigo calar a boca
É como se eu precisasse contar para alguém
Qualquer um que vá escutar
E é aí que eu pareço ferrar com tudo

Sim, eu esqueço as consequências
Por um minuto que eu perco meus sentidos
E no calor do momento
Minha boca se abre
E as palavras começam a fluir

Mas eu nunca quis te machucar
Eu sei que com o tempo vou aprender a
Tratar as pessoas que amo
Como eu quero ser amado
Isso é algo que tenho que aprender

E eu odeio ter te decepcionado
E me sinto tão mal com isso
Eu acho que o carma vai voltar
Porque agora eu sou a único que está sofrendo, é
E eu odeio ter feito você pensar
Que a confiança que tivemos foi quebrada
Então não me diga que você não pode me perdoar
Porque ninguém é perfeito
Não, não, não, não, não, não, não, ninguém é perfeito, não!

Se eu pudesse voltar no tempo
Eu juro, eu nunca teria cruzado aquela linha
Eu deveria ter mantido isso entre nós
Mas, não, eu fui e contei
Ao mundo todo como eu estava me sentindo e, oh

Então eu sento e percebo
Com essas lágrimas caindo dos meus olhos
Eu preciso mudar se eu quiser
Manter você pra sempre
Eu prometo que vou tentar

 (refrão)

Eu não sou uma santa, não, não mesmo
Mas o que eu fiz não foi legal
Mas eu juro que nunca mais vou fazer isso com você
Eu não sou uma santa, não, não mesmo
Mas o que eu fiz não foi legal
Mas eu juro que nunca mais vou fazer isso com você

(refrão)

Não me diga
Não diga
Não me diga que você não pode me perdoar, oh
Não, não
Não

Porque ninguém é perfeito, não



Apartamento de Jean Grey
05:30 A.M.
      Jean está se arrumando para sair. Precisava chegar cedo ao Instituto. Enquanto penteava os cabelo, olhou a janela e percebeu que alguém estava observando seu apartamento. Ela ficou olhando pelo vidro e a pessoa fez um sinal apontando para o seu carro.
      “Quem será? acho que está deixando alguma coisa no vidro do carro. Vou lá”
      Ela desce rápido as escadas e vai em direção ao carro.
- Ei você. – Ela chama a pessoa. Que sai correndo.- Pare! Volte aqui.
      Ainda está escuro e Jean não foi atrás. Se aproximou do carro e pegou um envelope deixado no vidro do carro.



“Camarada, estão tentando lhe matar. Não acredite em tudo que falarem de mim. Toda a história tem dois lados. Corsair IB ”
      Jean abre o envelope e têm um papel com alguns nomes em uma lista de pessoas influentes, políticos e até empresários. Existem também algumas reportagens de jornal com algumas mortes aparentemente sem quaisquer ligações. Um dos jornais datava aquele dia e na capa a manchete da morte do seu pai.
- Mas o que é isso?  Não! Não! PAAAAAAAAAAAAIIII!
      As luzes das postes explodem e todos os alarmes dos carros são acionados. Essa é a primeira vez, depois de muitos anos, que Jean Grey chora.

Som de Big Girls Cry, de Sia.


Garota durona Vivendo no risco
Sem tempo para amar Sem tempo para odiar
Sem drama Sem tempo para jogos
Garota durona Cuja alma dói

(Refrão)
Estou em casa Sozinha
Confiro meu telefone
Nada, embora Ajo ocupada
Ordem em Pago a TV
É uma verdadeira agonia

Eu posso chorar estragando minha maquiagem
Lavar todas as coisas que você tomou
Não ligo se não pareço bonita
Garotas crescidas choram quando seus corações quebram(3x)

Garota durona Estou com dor
É solitário no topo Blackouts e aviões
Eu ainda não te servi uma taça de champagne
Garota durona Cuja alma dói

(Refrão)

Eu posso chorar estragando minha maquiagem
Lavar todas as coisas que você tomou
Não ligo se não pareço bonita
Garotas crescidas choram quando seus corações quebram 

Eu acordo, eu acordo, eu acordo, eu acordo 
Eu acordo, eu acordo sozinha

Eu posso chorar estragando minha maquiagem
Lavar todas as coisas que você tomou
Não ligo se não pareço bonita

Garotas crescidas choram quando seus corações quebram 



-------------------------------------------------------------
CAPÍTULO ANTERIOR: IV COLUMBINE'S FLOWERS E FEAR
PRÓXIMO CAPÍTULO: VI FULCRAL

-------------------------------------------------------------