Descrição: Na imagem acima
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic. 
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance
Base: X-men Evolution



Capítulo 3


Quando o despertador de Jean tocou na sexta de manhã, ela resmungou e apertou o botão de soneca com sua telecinese.



Ainda bem é sexta-feira, ela pensou enquanto rolava suas costas e se alongava. Arregalou os olhos. Ah, meu Deus, é sexta. Hoje é meu encontro com Scott. Ela esfregou seus olhos fechados, seu estômago se revirou e ela presumiu que só podia ser pelo nervosismo. Como eu vou conseguir encarar a escola hoje? A essa altura, eu não serei capaz de me focar em nada.


À hora que desceu as escadas, o resto dos estudantes já estava na frente da porta.

“Tipo, vamos logo, Jean,” Kitty chamou à medida que Jean passava correndo por ela em direção à cozinha, para pegar café da manhã para levar. “Scott está esperando por nós!”

“Eu estou indo, estou indo,” Jean murmurou. “Vão saindo. Diga a ele que já vou.”

Jean explorou a cozinha em busca de um café rápido, hesitante em pegar o suprimento de açúcar de Kurt.

“Vou pegar Pop Tarts,” ela anunciou a si mesma enquanto se apressava pela mansão, parando somente para vestir sua jaqueta, e correr para a porta da frente.

Scott a observava sair e descer os degraus. Uma de suas sobrancelhas se arqueou em divertimento pelo estado de afobação da garota.

“Eu sei, eu sei, me desculpa,” Jean falou a Scott antes que ele pudesse dizer qualquer coisa. Ele apenas sorriu e balançou sua cabeça ao mesmo tempo em que Jean colocava o cinto do banco do passageiro. 



Ela o lançou um olhar de lado, contente com a resposta dele. “Só cale a boca e dirija.” E ele dirigiu. Mas ainda estava sorrindo.


O dia passou como um borrão. Toda vez que Jean olhava para o relógio, ele a dizia que estava isso mais perto da hora do encontro. Quando deu 3:30, ela já estava nervosa. Mal pode olhar para Scott na volta para o Instituo. Por sorte, Kitty e Kurt mantiveram a conversa rolando.

“Então, Jean. Tipo, algum plano legal pro fim de semana?” Kitty perguntou.

Jean abriu bem os olhos, olhando firmemente pra frente e encolhendo-se um pouco no banco. Ela não tinha ideia de como responder.

É, algum grande encontro ou coisa parecida?” Kurt entrou no papo.

Então Kitty deu risadinhas.

“Você contou pra eles?” Jean virou para Scott com um grito, chocada que ele houvesse compartilhado essa informação da vida pessoal dos dois.

Ele a encarou e levantou os ombros, como se dissesse “E daí?”.

Jean fechou seus olhos e deixou sua cabeça cair para trás no apoio do banco. Ela suspirou, conformada com seu destino. “Certo. Sim, eu e Scott vamos a um encontro essa noite. É isso que queriam que eu dissesse?”

Mais risadinhas do banco de trás.

É, isso é o suficiente.”

“Tipo, não se preocupe. Nós achamos totalmente o máximo que vocês dois estejam saindo.”



Que bom que você aprova,” Jean resmungou. Scott riu. “Sr. Summers, você gostaria de compartilhar com o resto da classe o que está achando tão engraçado?”


“Não, tudo bem. Obrigado, de qualquer maneira,” ele respondeu convencido, um sorriso firmemente posto em sua face.

“Você está muito satisfeito consigo mesmo agora,” Jean falou de forma ácida.

Ele deu um sorriso ainda mais largo.

O que eu vou vestir?” Jean se perguntou em voz alta, encarando seu armário. Quando a roupa perfeita falhou em surgir em sua frente, ela se deixou cair na cama em crise. 

Essa é uma das razões por que eu odeio encontros, disse para si mesma. São muitas coisas estúpidas com que se preocupar.

Ao contrário do que pensavam, tanto no colégio como no Instituto, Jean não tinha muita experiência em namoro. Por algum motivo, as pessoas tinham a impressão de que Jean já havia namorado vários caras, quando na verdade só tinha ido a uma meia dúzia de encontros antes de entrar em uma pseudo-relação com Duncan. Ela achou muito mais fácil ficar com um cara de quem gostava mais ou menos do que ficar com vários como muitas garotas no colégio faziam. Aliás, ela só havia beijado dois garotos, Duncan sendo um deles.

O primeiro foi uma terrível experiência que ela preferia esquecer. Ela estava no 2º ano e fez amizade com um garoto em sua aula de matemática – um lindo calouro chamado Chris. Quando ele a chamou para o baile da escola meses depois que se conheceram, ela disse sim. Era seu primeiro encontro.



A noite não foi tão bem como ela esperava. Ela era inexperiente e tímida, e ele tinha certas expectativas sobre o encontro que nunca passaram pela cabeça de Jean. Os dois ficaram muito pouco tempo no baile – ao invés disso passaram a noite em um quieto parque perto da escola. Por mais fofo e bonito que Chris fosse, ela podia dizer de cara que não havia química entre eles. Mas, por curiosidade, ela deixou o encontro continuar. Quando ele colocou os braços ao redor dela, ela não protestou. Quando ele se inclinou para beijá-la, ela deixou; não foi nada como achou que fosse. Imaginou que talvez ela simplesmente não estivesse fazendo direito, então deixou que ele a beijasse mais, e não melhorou em nada. Ele deu um chupão em seu pescoço e ela achou aquilo muito chato. Quando a língua dele entrou em sua boca, ela achou que fosse engasgar. Ele pegou nos seios dela, e ela mordeu a língua dele – forte. Ele achou que fosse uma forma selvagem de preliminares, e ficou ainda mais excitado. Quando ele alcançou as mãos em baixo da saia dela, ela o chutou na virilha.


Jean largou Chris no parque curvando-se de tanta dor, e culpando a si mesma. Ela andou de volta à escola e ligou para Scott buscá-la. No caminho para casa, ela contou a ele o que acontecera, e começou a chorar – um pouco por vergonha e um pouco pelo choque. Scott encostou o carro e passou quase uma hora a confortando.


Na outra segunda-feira, o colégio inteiro tinha escutado a versão de Chris da história – que ele havia “desvirginado” Jean no parque na noite do baile, e que ela tinha sido tão ruim que ele a dispensou. Scott deu um surra nele e foi suspenso por uma semana.



Foi por essa experiência que Scott se preocupou tanto com Jean saindo com Duncan. Ele estava cuidando dela pois não queria que Jean se machucasse. Então ele fazia caras feias para Duncan e reclamava sobre ele, dizendo a Jean que ela conseguia coisa muito melhor. Ele era superprotetor e autoritário, mas Jean não se importava muito – era o que melhores amigos faziam um pelo outro. Até a confissão do outro dia ela não sabia que era ciúmes. Ela sentiu o mesmo quando Scott começou a sair com Taryn. Na época, Taryn era uma boa amiga de Jean, mas isso não significava que Jean achasse que ela era boa o suficiente para Scott.


Talvez faça sentido que eu Scott acabássemos juntos, Jean pensou. Sempre dizem que as melhores relações nascem de amizades. Deu um suspiro. Ela saberia depois daquela noite.