Adequado para o público com 13 anos ou mais, com alguma violência, linguagem grosseira menor, e menores temas adultos sugestivos.
Status: Fic em andamento,
Multi-capítulos
Tipo: Romance, Policial,
Suspense.
Base: X-men animated, Séries
policiais (X-Files, Bones, The Closer)
SINOPSE: Depois do acidente de avião, Scott estava sozinho e sentia o peso de uma deficiência visual adquirida. Sua única companhia era sua psicóloga Moira.
KAIRÓS
- KAIRÓS
(s.m.);em grego antigo: o momento oportuno, perfeito ou crucial. o acerto fugaz
entre tempo e espaço que cria uma atmosfera propícia para ação.-
Orfanato McNeil 09:00 A.M. (1998)
Lincoln – Nebraska
Em uma sala branca com pouca mobília Scott está sentado de olhos
fechados tentando decifra o mundo através da sua audição.
- Ainda com olhos fechados? –
Disse Moira.
- Sim. Não sei quando eles
irão explodir então é melhor que eu não os abra.
- Você precisa perder esse
medo a aprender a conviver com esse dom que lhe foi dado.
- Dom?
- Sim isso é um dom Scott.
Dom dos infernos! Preciso
acordar desse pesadelo. Como está Alex? Onde enterraram meus pais? o que será
que aconteceu? Será que alguém se importa? Tenho uma bazuca atrás de cada olho
e essa mulher quer que eu acredite que é um dom... Por que eu não morri com
meus pais? Seria mais fácil.
Scott perdido em seus pensamentos lembra-se do dia anterior
quando tentou sair para o parque e foi coagido por outros garotos do orfanato.
Os garotos foram muito agressivos com ele a ponto de ele perder
a cabeça.
- De onde você veio aberração?
- Aposto que jogaram você no
lixo porque veio com defeito de fábrica.
- Magricelo desse jeito,
deveria viver com os esquimós no Alaska.
- Não existem esquimós no
Alaska. – Disse Scott.
- Olha só, ele fala!
Os garotos um a um empurram Scott que cai sob a neve.
- Você é um babaca!
- Não sou babaca! – Scott com
raiva começa a ficar com os olhos vermelhos.
- Você é uma aberração! –
Scott explode uma árvore e os garotos saem correndo.
- Da próxima vez será a sua
cabeça!
Com essas lembranças do dia anterior Scott não percebe que Moira
lhe dá um caderno.
- O que é isso?
- Um caderno. É de presente
para você.
- Onde vou estudar?
- brevemente nos preocuparemos
com isso. Por hora Scott, quero que você aceite meu presente.
- Se não vou estudar, por que
o caderno?
- Você não é muito de falar.
Estou há dias tentando fazer você falar mais profundamente comigo e não
consigo. Acho que você escrever um diário lhe fará bem.
- Isso é coisa de mulherzinha.
- Não. Muitos escritores
escrevem diário?
- Eu não leio muito.
- Por que?
- O ultimo livro que eu abri,
estourei-o com os olhos. – ele fala chateado e Moira ri.
- Bem e qual era o livro?
- Harry Potter e a Pedra
Filosofa.
- Gosta de filosofia?
- Não é um livro de filosofia,
ele é de um bruxo.
- Então gosta de bruxaria?
Ficção ou magia?
- Na verdade não sei. Mas a
sinopse dizia que o Harry Potter é um
garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua
vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia
e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus
pais, aprende a jogar quadribol e enfrenta o inimigo.
- Se identificou com ele?
- Não!...
- Não mesmo?
- Em parte,eu era um garoto
comum, igual a ele... e agora sou uma aberração. Acho que o Harry Potter na
verdade é um mutante. Por isso peguei... Nem tive tempo de descobrir.
- As pessoas têm falado muito
desse livro. Mas não o conheço. Por hora posso lhe emprestar um livro que eu
conheci quando tinha sua idade e eu o adoro.
- E vai emprestar para mim?
Não faça isso, vou explodir em 3 segundo.
Ela puxa um livro da bolsa.
- É seu de presente.
- Você sabe
que não posso ler. Mal posso abrir os olhos.
- Isso é
outra coisa que devemos conversar.
- Não
consigo controlar, já disse!
- Abra os
olhos.
- ...
- Não tenha
medo Scott.
Scott abre os olhos com receio de
machucar Moira. Ele olha suas mãos e vê o livro, O Guia do Mochileiro Das
Galáxias, de Douglas Adams.
- Obrigada
pelos presentes.
- Por quanto
tempo consegue ficar de olhos abertos?
- Não sei.
Às vezes mais tempo, outras menos.
- Com o
tempo seus poderes mutantes irão se estabilizar.
- O que isso
quer dizer?
- Bem, na
verdade não sei muito que esperar da evolução dos seus poderes. Mas espero que
você possa controlá-los. – Enquanto ela fala o garoto fecha os olhos de forma
abrupta. – Você está bem?
- É que essa
energia vem de dentro e não consigo segurar se não fechar os olhos.
- Como você
se sente melhor quando isso acontece.
- Preciso
colar meus olhos de alguma maneira.
- Acho que
não precisa tanto Scott.
- PRECISA
SIM! VOCÊ NÃO ENTENDE!
- Você
entende que eu só quero ajudar você?
- Se quer
mesmo me ajudar, me ajude a ficar com os olhos fechados o tempo todo.
- Então prefere fechar os
olhos para o mundo?
- Acha mesmo que é uma opção?
- ...
- Se fosse para escolher
estaria com o meu irmão!
- ... Ainda estou tentando
fazer com que os pais dele permitam esse contato mas...
- Mas eles tem medo de deixar
o filho deles perto de uma aberração. Eu sei! Sei também quem ao invés de você
me dar um livro e um caderno, seria mais útil você me ensinar braile.
- Então você não enxerga
quando está com os olhos vermelhos?
- Enxergo. Fica tudo vermelho,
mas eu enxergo.
- Então por que o braile?
- Porque eu tenho que aprender
a me virar sem a visão. Prefiro ser um cego que ser mutante.
- Não diga isso Scott.
Scott tira do bolso uma flanela e amarra em sua cabeça cobrindo
os seus olhos.
- Moira, sei que sua intenção
é me ajudar. Mas não sou ingênuo de acreditar que você irá conseguir. Meu pai
sempre disse que eu deveria ser um ser humano adaptável, pois é isso que um bom
soldado faz.
Scott vai em direção a porta.
- Ainda temos 25 minutos de
sessão.
- Guarde-as para quem
realmente precisa de sua ajuda.
- Não vou obrigá-lo a ficar.
Mas acredite quando lhe digo que eu estou procurando ajuda específica para
você. Charles está tentando um modo de controlar o seu poder.
- O seu amigo que me viu no
hospital há meses? Acho que ele está ocupado de mais para fazer uns óculos. Não
ficarei esperando uma ajuda que pode nunca acontecer.
- Scott, querido. Independente
do que aconteça, só quero que confie em mim.
Os meses passam e Scott Não quer mais ficar no orfanato. Aceita
com muita resistência ir à psicoterapia com Moira. Mas normalmente fica calado
a maior parte do tempo. Tentou escrever o que sentia, mas nem sempre conseguia.
No máximo escrevia frases de músicas. A música era a única forma de diversão
para ele. A audição era a sua maior aliada.
Ele gruda as pálpebras com esparadrapos por segurança.
Sua
atual escola era grande e os professores da escola pública mal poderiam notar
sua presença devido à superlotação da sala e por causa do bullying Scott vivia
fugindo da escola. Preferia ficar aos arredores da escola treinando sua audição
e se adaptando ao mundo, ele sabia que não tinha mais ninguém por ele. Ele
sempre estaria só e quanto mais cedo ele aprendesse a viver sem depender de
ninguém, seria melhor. Algumas vezes ia para o Lago Holmes lake, onde podia pescar ou abrir os olhos em baixo d’água ou
em direção ao lago.
Para que serve a escola se
não tem braile? Hum esse para a quadra eu ainda não conhecia. Mas o barulho...
Alguém está chegando perto.
- Hei ceguinho.
- Quem é?
- Eu sou o Tom, esse é Marcus
e o Paulo. – eram garotos do ensino médio.
- Sou o Scott. – ele fica
curioso com, pois, era primeira vez em que garotos vinham falar com ele sem
querer fazer bullying.
- Scott, a gente tem te
observado há uns dias.
- Se vocês são amigos do Joshua
digam a ela que quero o meu casaco.
- Não somos amigos do Joshua.
Mas queremos ser seus.
- Por que?
- Porque você tem talentos.
- O que querem?
- Por hora, queremos o seu
casaco...
Scott sente-se a vontade com os garotos e passa há ficar mais
tempo com eles.
- Hei você.
- Eu?
- É, você mesmo.
- O que quer seu idiota?
- Joshua certo?
- Imbecil. O que quer?
- A jaqueta do meu amiguinho.
- Mas não vai dar não!
- Se não devolver por bem, vai
devolver por mal!
Os 3 garotos Tom, Marcus e Paulo ameaçam de bater em Joshua.
Scott ouve tudo e é como se ele quase pudesse enxergar. Ele percebe que os
garotos estão se aproximando para bater em Joshua, mas nesse momento Scott ouve
passo como se alguém fosse atacar ele que se abaixa.
- Vem aqui ceguinho!
Joshua estava acompanhado com 2 atletas da escola e a briga
começou ai mesmo no estacionamento. Todos os garotos estavam dando socos e
pontapés uns nos outros. Em um primeiro momento o jovem Summers apenas tenta
não apanhar, no entanto quando ele percebe que consegue se desviar dos garotos
sente-se confiante para bater no próximo que ele encostar.
É como se eu os
enxergasse. De alguma forma sei exatamente onde eles estão. Esse aqui é Tom,
esse é o Joshua...
Scott
acerta um soco bem forte no nariz de Joshua.
- Anda! Me dá minha jaqueta. –
O garoto fala dando alguns chutes na barriga de Joshua.
Todos os garotos param e ficam se olhando. Suspresos.
- O ceguinho bateu no Joshua!
Scott machuca bastante Joshua.
- Eu devolvo.
- Se você chegar perto de mim
ou de um deles. Eu faço isso aqui contigo. – Scott tira as vendas e estoura a
lata de lixo com as suas rajadas óticas.
Joshua devolve a jaqueta e sai correndo com seus amigos.
- Ceguinho, você dominou a
parada toda.
- Não sou ceguinho.
- Beleza, não é ceguinho, mas
é magrelo.
- Verdade ele é Magrão.
Scott não sabia, mas tinha oficialmente entrado para a gangue de
Tom. Os garotos andavam sempre juntos eram o terror do bairro. Os garotos eram
verdadeiros vândalos.
A partir daquele momento Scott passou fazer as mesmas coisas que
eles. Pichar, praticar furtos e depredar patrimônios era o cotidiano dos
quatro.
- Magrão, vem cá.
- O que foi Tom?
- Você que não tem que dar
satisfação pra ninguém, vai guardar isso pra gente.
- Que cheiro é esse?
- É da “Maria Joana”.
- Essa mina fede.
- Quantos anos você tem mesmo?
- Onze.
- Essa aqui é a “Maria Joana”,
“Mary Jane”, “marijuana”, fumo, erva, natural, baseado. – ele entrega o pacote
para Scott- Guarda pra gente.
- Tá louco, tá me dando
maconha? – ele fala relutante – Você tá fumando isso?
- Não. Eu peguei um pouco com
o James pra gente tirar uns trocados. Vai ser tranquilo. Esconde no orfanato e
a gente vai pegando aos poucos. – Scott relutante aceita.
- Tudo bem. Só tenho ido lá
pra dormir mesmo.
- Muito importante. Nunca fume
isso.
- Por que?
- Porque se não você fica de
‘larica’ e onde você mora a comida é controlada.
- O que é ‘larica’?
- Cara eu tenho que te
explicar tudo?
- ...
- Não faz essa cara não. Tu só
é 5 anos mais novo. Eu na tua idade já sabia o que era isso.
- O que é ‘larica’?
- Quem fuma isso fica com
muita, mais muita fome. Você já percebeu como o Marcus fica quando está na casa
dele?
- Ele fica aéreo, relaxado e
tá sempre na cozinha. – Ele fica pensativo – entendi.
- Ainda tem
esperança pra ti Magrão. Isso dá uma liga muito doida pra quem fuma. Não fume!
Se não você não vai querer vender depois.
- Tudo bem.
Mas por que eu não venderia?
- Porque vai
sentir a melhor sensação do mundo.
- Fome é a
melhor sensação do mundo?
- Não cara,
‘cê’ vai ficar ligado e esquecer o mundo. Vai esquecer os seu problemas, vai
esquecer de tudo depois que provar o baseado. Por isso eu dei pra ti guardar. O
Marcus não consegue mais guardar, ele fuma tudo. Agora chega de papo. Guarda
isso e vamos abrir aquele carro.
Scott guarda o pacote na mochila e vai em
direção ao carro com os garotos.
- É o
seguinte. Esse carro é caro e tem muita coisa de valor. Paulão, você tenta
abrir e se não conseguir o Magrão explode o vidro porque é blindado. Eu e
Marcus entramos e fazemos a limpa. e vocês, ficam de olho. Qualquer coisa Scott finge que é cedo e fica
gritando por socorro e o Paulo finge que está atacando o ceguinho. Isso já deu
certo outras vezes, então ficamos assim.
Paulo não consegue abrir então Scott explode
o vidro do carro e se afastam. Os
garotos começam o plano quando alguém se aproxima.
- Polícia,
polícia dois pivetes invadindo aquele carro! – uma mulher gritava.
- Magrão
começa o escândalo.
- Socorro,
socorro. Eu sou Cego! – Scott gritava tentando gritar mais alto que a mulher.
Um homem o puxa pela camisa.
- Sei que
você não é cego. Saia daqui agora mesmo! – Disse ele a Scott.
- Eu sou
cego sim! – O homem dá um tapa em Scott. – Idiota. Por que me bateu?
- Ouça
garoto. Sei que você não é cego. É um dos mutante do orfanato. Saia agora,
antes que te matem também.
Scott não conseguia enxergar as feições das
pessoas, apenas sentia a silhuetas delas. Aquela silhueta em especial parecia
familiar. Mas a voz era diferente, o cheiro era diferente.
- E porque
me matariam?
- Você
explodiu o carro de um segurança de milícia. Acha que esses caras tem
escrúpulos? – o homem pegou Scott pela camisa e saiu arrastando ele – Você é um
fedelho comandado por aqueles marginais sem futuro. Vai ficar igual a eles. –
Ele fala tirando Scott de perto daquela cena de horror.
- Me solta
desgraçado. – o garoto se debatia – Eu não devo satisfação a você e nem a
ninguém! Eu não tenho ninguém!
- Olha
garoto, não me agrada nenhum pouco fazer isso. Mas é melhor vir comigo eu vou
te levar...
- Ele vai te
levar pra mim.
- Quem são
vocês? – Scott perguntou.
- Corsair,
muito obrigada por capturar esse o mutante pra mim.
- Sinistro?!
Não era para você estar aqui!
- Não me
interessa, de o garoto agora.
Corsair relutante em fazer o que o Sr.
Sinistro ordenava soltou o garoto.
- Quem são
vocês? – Scott percebe que tem muitas pessoas em volta dele. – O que querem
comigo? – Ele ouve tiros – O que foi isso?
- Seu
amiguinho Tom. Ele não quis cooperar.
- Vocês
mataram o Tom? - Scott quis chorar.
- Acalme-se
meu garoto. – Disse Sinistro. – Não vamos machucá-lo.
- Sr.
Sinistro, só lhe entregarei o garoto quando me pagar o que deve. – Corsair
mantinha contida suas emoções.
Não posso o deixar levar
Scott. Assim como não posso ser alvo do Sinistro. Ele não disse o porquê de
Scott para a experiência. Falou de todos menos de Scott. Preciso tirar Scott
dessa situação, mas como? Preciso que o garoto tome iniciativa de fugir. Se eu
facilitar perco o contato de Sinistro. Mas como?
- É um dos meus melhores
caçadores não lhe darei calote.
- O seguro morreu de velho.
- Alguém de o dinheiro a ele.
– Um dos seguranças de Sinistro joga um pacote com dinheiro para Corsair.
Enquanto contava o dinheiro Corsair virou-se de lado como se
estivesse concentrado contando. Scott que estava no meio do círculo percebeu a
brecha, tirou a flanela que sempre tinha amarrada nos olhos por de baixo do
boné e soltou uma rajada ótica. Fazendo com que todos se afastassem e ele
pudesse correr.
Esse é meu garoto.
- Peguem-no. - Gritou Corsair
acima de suspeita.
Scott abriu completamente os olhos e causou uma verdadeira
destruição no quarteirão.
Há semanas ele não abria completamente os olhos. Nem mesmo
quando foi ao Lago Holmes lake para
pescar. Depois que ele abria completamente
seus olhos, era como se o seu poder descarregasse, e como ele nunca tinha
ficado tanto tempo de olhos abertos ele ficou livre. Nesse momento, ele podia
ver com clareza. Ele roubou uma bicicleta para chegar mais rápido no orfanato.
- Onde está Moira? – Dizia ele
ofegante?
- Ela só trabalha aqui de dia.
– disse outro garoto.
- Se alguém me procurar diga
que não vim pra cá. Diga que não me viu – ele chorava – Eu só estou pra Moira!
- O que aconteceu Scott?
- Melhor você não saber ou vão
querer te matar também.
- Deus do céu. Já disse pra
não andar com o Tom. – Scott subia as escadas. Para se esconder no quarto.
- Eu vou Ligar pra Moira.
Dessa vez o Scott passou dos limites! O
garoto ligava para Moira.
- Alô. Por favor a Drª Moira
está?
- Sou eu.
- Aqui é o Jack do orfanato
McNeil. A senhora está muito longe daqui?
- Oi querido, por que está me
ligando? Aconteceu alguma coisa?
- Sim. Com o Scott Summers.
Disse que só queria falar com você.
Scott se escondeu no sótão onde tinha apenas uma lamparina acesa.
Aqui eles não vão me
encontrar. Estou no sexto andar. Se eles me acharem eu me jogo pela janela e
morro logo. Eles mataram o Tom! Mataram o Tom! Vão me matar também! O que foi
que eu fiz para merecer essa sorte? Por que comigo? Eu queria esquecer tudo e
voltar para o Alaska. Meus pais morreram, meu irmão não pode me ver e agora
mataram meus amigos. EU só queria poder esquecer de toda essas desgraça da
minha vida.
“Não cara, ‘cê’ vai ficar ligado e esquecer
o mundo. Vai esquecer os seu problemas, vai esquecer de tudo depois que provar
o baseado.”
Tom disse que isso relaxa e faz esquecer.
Scott abre a mochila e abre o pacote da erva. Ele abre e vê a
seda de enrolar e a erva propriamente dita.
Não deve ser difícil.
Basta eu colocar isso nisso e enrolar. Vou ascender na lamparina.
Scott estava tão nervoso que não se deu conta de que ainda
estava de olhos abertos. Quando começou a fumar tossia bastante. Ele não estava
acostumado com a fumaça. Sua mão tremia, mas depois de um tempo a sensação era
relaxante e ele começou a ter alucinações. Ele tentava cantar a música que
vinha de sua cabeça.
- Tupac! Tupac! Ele sempre
soube a verdade. – Dizia ele. Tupac Shakur sempre foi um de seus cantores
favoritos.
- First ship 'em dope and let 'em deal the brothers Give 'em guns, step
back, and watch 'em kill each other "It's time to fight back", that's
what Huey Said 2 shots in the dark now Huey's dead – Ele cantava Huey da
música bem poderia ser seu amigo Tom. Mas Scott não chorava, pois estava
começando a ficar entorpecido.
Som de Changes, Tupac Shakur.
Vamos lá, vamos lá
Eu não vejo mudanças
Acordo de manhã e eu me pergunto
"A vida vale a pena viver? Devo explodir
a mim mesmo?"
Eu estou cansado de ser pobre e até pior eu
sou preto
Meu estômago dói, então eu estou procurando
uma bolsa para roubar
Policiais dão a mínima para um negro?
Puxa o gatilho, mata um negro, ele é um herói
Dar crack para as crianças quem se importa?
Uma boca faminta a menos no bem-estar
Primeiro os envia drogas e os deixa tratar os
irmãos
Os dão armas, um passo para trás, e os vê
matar uns aos outros
"É hora de lutar", é o que Huey
disse
2 tiros no escuro agora Huey está morto
Eu tenho amor pelo meu irmão, mas nós nunca
podemos ir a lugar nenhum
A não ser que nós compartilhamos com os outros
Temos que começar a fazer mudanças
Aprenda a ver-me como um irmão em vez de 2
estranhos distantes
E é assim que deveria ser
Como pode o diabo levar um irmão se ele está
perto de mim?
Eu adoraria voltar ao tempo em que éramos
crianças
Mas as coisas mudam, e é assim que é
(Venha, venha)
Essa é apenas a maneira que é
As coisas nunca mais serão as mesmas
Essa é apenas a maneira que é
Oh sim
A confusão mental começou
com disritmia e ansiedade. Ele não tinha mais noção do que estava acontecendo.
Chegou a pensar que ele tinha acordado de um sonho.
Seus sentidos foram aguçados. Ele via tudo com clareza e ouvia simplesmente
tudo com os mais ricos detalhes. Ele pode ficar observando um objeto por vários
minutos, e ter a impressão de que passaram poucos segundos. Observava uma placa
luminosa pela janela a quarteirões de
distancia e tinha a impressão de que está muito próximo, inclusive percebendo
detalhes muito pequenos.
- Não sabia que tinha essa
placa que brilha aqui perto.
Tudo parecia mais lento naquele momento. Até Moira entrar no
sótão acender a luz e se deparar com rindo como um tolo na beija da janela.
- Scott Summers! O que pensa
que está fazendo? Está tentando se matar?
Naquele instante os olhos de Scott estavam tão vermelhos que brilhava
semelhante a alguma coisa nuclear.
- Moira. Eu quero Pizza!
- Tudo bem Scott, mas sai da
janela e feche os olhos.
- Não, estou vendo tudo. Até o
Sinistro na entrada do orfanato.
- Sinistro na entrada do
orfanato?
- Sim. Seu amigo careca também
está lá.
- Xavier? – Scott, você fumou
maconha?
- Sim!
- Tá tendo alucinações.
- Não to não.
Xavier estava em frente ao orfanato com nove viaturas da policia
federal. Moira não sabia nem o que pensar. Ela abraçou Scott e fechou os olhos
dele com a mão.
- Querido, o que foi que
aconteceu?
- Tom me deu a maconha do
James pra vender. Pediu pra eu não fumar, mas eu fumei... é legal...
- Continue.
- ...
- Scott, continue!
- Quero comer. Tem alguma
coisa de comer?
Que ótimo, ele está de
‘larica’. O que esse menino fez?
Ela
abriu a bolsa e pegou uma barrinha de cereal.
- Tome aqui, continue! O tom
lhe deu o pacote e...
- Ah... pois é. Arrombei um
carro com uns garotos... um cara... o Corsair me bateu e me deu pro Sinistro.
- Corsair e Sinistro? Como os
conheceu? Eles são perigosos ouviu! Eles fizeram alguma coisa com você?
- Comigo não, mas mataram o
Tom.
- Mataram...
Scott afasta-se e vira o rosto para o outro lado e explode a
janela. Rapidamente o garoto põe as duas
mãos sobre os olhos. Moira ainda em
choque começou a chorar abraçando Scott que estava visivelmente entorpecido e
perdido.
Sinistro é um cientista que faz experiências com mutantes. Tem
quase 600 anos. Uma de duas experiências o tornou quase imortal. Até hoje as
autoridades não sabem como deter Sinistro. Charles Xavier estava à procura de
Sinistro desde o acidente com a família dos Summers. Xavier não descobriu muito
sobre o envolvimento de Sinistro no acidente. Mas sabia de uma coisa, queria Scott
para alguma experiência.
Em frente ao orfanato Xavier tentava prender o Sr. Sinistro em
flagrante.
- Parado Nathaniel Essex, FBI!
O Senhor está preso.
- Obrigada por me recepcionar Xavier!
- Você tem o direito de
permanecer em silêncio; tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra
você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante
qualquer interrogatório. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe
será indicado. Você entende os seus direitos?
- Não, poderia repeti-los, por
favor?
- ...
- É que você fica tão bem falando
desse jeito que fiquei hipnotizado com a sua careca.
- Homens, prendam-no! AGORA!
- Charles eu observo você
desde sua infância. Sei que não é burro para achar que seus homens podem me
deter. Não quero nada de mais, só me de o garoto e eu vou embora.
- Por que quer o garoto?
- Porque quero! Ele precisa de
mim e eu preciso dele. Ele é velho de mais para encontrar um lar e é mutante.
Vamos Charles, me deixe adotar um garoto que ninguém mais quer.
- Você é procurado há quase
200 anos em mais de 30 países!
- A sociedade tem memória
fraca, achei que depois de 10 anos já tivesse esquecido. Quanto tempo demora em
uma Prescrição Criminal? Posso voltar daqui há uns anos.
- Não me obrigue a entrar em
sua mente.
- Uma batalha psíquica como
você vai demorar muito. Ande me entregue o garoto!
- Se der mais um passo eu te
bloqueio!
- Vôlei psíquico. Faz anos que
não jogo esse jogo.
- Você é um verdadeiro palhaço
de freak show Sinistro.
Xavier bloqueia a mente de todos os seus aliados e das pessoas
que estão dentro do orfanato. Pois dessa maneira Sinistro teria que ir para um
combate corporal.
- Minha telepatia é muito mais
poderosa que a sua. Sabe disso.
- Xavier, Xavier... Tudo bem.
Eu aguardo mais um pouco. Eu tenho todo o tempo do mundo. Você não!
- Sinistro pare agora! Você
está preso!
- Vai fazer o que?
- Atirem nele!
A tropa começa a atirar em Sinistro e nada o faz parar. O Sr.
Sinistro da as costas para tudo e todos e vai se afastando. Um carro tenta
atropelá-lo em vão. A frente do carro fica destruída.
O que ele quer com esse
garoto? Ele nem é tão poderoso. Ainda está se desenvolvendo de fato. Mas o que
ele tem de especial? Preciso descobrir o que ele tem de tão especial. Pelo
menos descobri o quartzo de rubi.
Independente do que seja o garoto corre
perigo. E só ao meu lado ele estará protegido.
Naquela mesma noite Charles
decidiu conversar com Moira.
- Moira, eu acho que devo
ficar mais próximo do garoto. Ainda não sei o que Sinistro quer com ele, mas
sei que ele só estará seguro perto de você.
- Scott não consegue confiar
em ninguém. Ainda reluta comigo depois de quase dois anos.
- Comigo é diferente.
- Vai entrar e bagunçar ainda
mais a cabeça dele Charles? Não faça isso. Por favor.
- Depois de tantos anos você
ainda tem medo de mim Moira...
- Charles você quer descobrir
coisas através de Scott. Isso não é bom!
- Temos Sinistro atrás dele.
Tem outra sugestão?
- Não sei, mas você poderia
conversar com ele ao menos.
- Chame ele.
- Ele está dormindo, teve um
dia cheio.
- Ótimo. Assim entro na mente
dele e vai achar que é um sonho.
- Por que está me contando se
sabe que não concordo com isso?
- Por que...
- Vai apagar d aminha mente
também?
- ...
- Charles! Por isso não
consigo confiar em você!
- Não entro em sua mente há
anos. – Ele pega em sua mão e dá um beijo – Nunca faria isso novamente sem o
seu consentimento a não ser que fosse pára salvar sua vida.
- Pelo menos está sendo
sincero.
- Mas quanto o garoto...
Preciso entrar em sua mente e descobrir tudo que se passa.
- Tudo bem Charles. Ele está
na cama.
Xavier entra no quarto e aproxima-se da cama onde Scott está
deitado. Ele filtrar todos os pensamentos do garoto. Seus medos, sonhos,
lembranças, aventuras, desejos, segredos. Ele simplesmente passa a sentir tudo
o que Scott sente.
Ele nunca tinha ido tão
fundo na mente de alguém. Era como se tivesse vivido tudo com Scott. Mas nada
do que viu e sentiu ligada Scott ao Sr. Sinistro.
Charles também tinha sido observado durante anos por Sinistro.
Desde a infância, mas Charles era um mutante psíquico, o que lhe tornava
valioso. Mas Scott? Por quê? Existiam outros Mutantes, mas Sinistro queria
aquele garoto que estava se tornando um marginal.
De uma coisa ele agora tinha certeza, Scott precisava de alguém
para lhe nortear. O garoto estava muito perdido.
Quando saiu da mente de Scott, Charles olhou para Moira.
- O que você viu?
- Nada. Mas irei descobrir.
Vou passar a vir mais aqui no Nebraska.
- Por quê?
- Pra te ver. – Moira fica
enrubescida.
- Charles, já conversamos
sobre isso.
- Eu sei, mas me afeiçoei ao
garoto.
Depois de algumas horas Scott acorda e fica com as mãos sobre os
olhos.
- Quem está ai?
Moira dormia em uma cadeira e Charles estava na janela.
- Olá Scott. Lembra-se de mim?
- ... Onde está Moira?
- Dormindo. Passamos a noite
toda aqui com você.
- Pra que?
- Porque eu lhe devia um
presente. –
Ele entrega ao jovem uns óculos feitos de quartzo de rubi. O
menino os coloca e enfim pode ficar de olhos abertos.
- Você conseguiu!
- Cumpri o que prometi.
Eles ficam um tempo conversando e Charles convida Scott a ir com
ele para Nova York realizar alguns exames.
Os exames só confirmam que Scott nunca conseguirá controlar
sozinho seu poder devido a uma lesão cerebral ocasionada durante o acidente de
avião. Scott volta ao Nebraska bastante frustrado. Mas agora ele dedica-se as
praticas desportivas para canalizar suas frustrações.
O jovem Scott já tem 15 anos e já consegue uma socialização
estável na escola. Mas não consegue falar de seus sentimentos para Moira, que
ainda é sua psicóloga. Mas passou a escrever em seu caderno com maior
frequência.
Charles Xavier continua fazendo visitar ao jovem, que fica em
constante proteção. Mas isso não impede que Corsair se aproxime.
- Hei cara.
- Oi. Posso ajudar? – Disse
Scott ao homem que acabara de falar.
- Guarde esse livro e entre na
vam.
- Por que eu faria isso? –
Scott tenta reconhecer a voz.
- Por que eu estou mandando.
- Você é um dos caras que
matou o TOM.
- Não! Mas entre no carro
antes que aqueles policiais nos vejam.
Scott se levanta e tenta fugir.
- Você não vai querer fugir de
mim. Entre logo! Os homens de Stryker vem para essa cidade.
- Você matou o Tom. Sai
daqui!- ele ameaça tirar os óculos.
- Ok. Não tem como argumentar.
– Corsair pega uma arma de choque e atira em Scott para imobilizá-lo.
- Socorro!
- SOLTE-O AGORA CORSAIR! –
Disse Xavier.
- Você não entende... ele tem
que vir comigo! – Scott desmaia.
- Você está agredindo ele!
- Isso não é letal. Nunca
machucaria.
- Não é o que parece.
- Xavier tem gente querendo
matar ele.
- ...
- Você não consegue entrar em
minha mente, pois tenho escudos. Mas confie em mim.
- Você não vai levá-lo.
- Vou sim! – Corsair arrasta
Scott para uma vam – Eu sei o que é melhor para ele.
- Vai entregá-lo para
Sinistro? isso não é o melhor para ele.
- Não farei isso!
- Você é um Shi’ar. Seu
terrorista caçador de recompensas.
- Escuta aqui careca! Stryker
matou a minha mulher e não deixarei fazer isso com ele também.
- Stryker? William Styker?
- Sim!
- O que ele quer com Scott?
- O “Seu
terrorista caçador de recompensas” não sou eu.
Alguns homens se aproximaram e Corsair começou a atirar neles e
matou alguns.
- Eu vou levá-lo.
- Não! Não vai! – Charles começa
a lutar com Corsair.
- Você não se importa com ele
como eu me importo!
- Me importo o suficiente para
não deixar você capturá-lo.
- Se importasse de verdade-
não o deixaria ele nesse orfanato!
- EU ME IMPORTO COM ELE!
Muitas viaturas chegam no local.
- Xavier sei que você tem
lutado pelas causas mutantes há anos. E o admiro por isso. Mas se não me deixar
levá-lo, ele corre perigo de morrer.
- Por que se importa tanto com
ele?
- Fui um grande amigo da mãe
dele. – Corsair entrega um boton com as siglas IB.
- Idoalas...
- Belesder.
- Ainda não posso confiar em
você.
- Então tire o garoto daqui
desse orfanato e me deixe ir.
- Farei
isso.
- Cuide
dele. Pela mãe dele! – Corsair olha mais uma vez para Scott e que está caído próximo
a vam e sai - Até breve Xavier.
- Até breve
Corsair!
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5 Comentários
"É que você fica tão bem falando desse jeito que fiquei hipnotizado com a sua careca." Kkkkkk esse sinistro... Essa fic ta show! :)
ResponderExcluirAdoro o sinistro.
ExcluirOMG...Ta divina Myme *palmas*
ResponderExcluirTo amandoo <3
Caraca! Adorei esse capítulo, realmente a fic ta MARA myme *-*
ResponderExcluirScott passou por tanta coisa, tadinho. Até maconha ele fumou pra tentar esquecer as desgraça s da vida :/
Que bom que estão gostando.
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