Descrição: Jean e Scott se conheceram quando jovens ainda, e se apaixonaram. Mas como nem tudo são flores, eles não puderam ficar juntos...Anos depois, uma coisa acontece, e isso faz com que eles se reencontrem. Será uma nova chance para o amor? Tipo: Romance/Drama Classificação Indicativa: K(5+)- Todos os públicos! Base: Livro - O Melhor de Mim (Nicholas Sparks). Pode ser que alguém já tenha lido....Mas fiquem cientes que o final será modificado...Jott né?! :P Sugestão: Nada a declarar! 
 Múltiplos Capítulos (em andamento)

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Música tema: I Did With You (Lady Antebellum)
https://www.youtube.com/watch?v=6kcNbcs-XY







Jean ficou observando a mãe testar as tábuas deterioradas do assoalho da varanda como se temesse que elas fossem ceder sob seus pés. Elayne tornou a hesitar diante da cadeira de balanço, avaliando se haveria realmente necessidade de se sentar. Jean sentiu o cansaço de sempre ao vê-la baixando o corpo com cuidado até a cadeira.

Elayne se ajeitou no assento de modo a tocá-lo o mínimo possível. Uma vez acomodada,virou-se para encarar a filha, aparentemente disposta a esperar que ela falasse primeiro,mas Jean ficou quieta. Sabia que nada do que dissesse poderia tornar aquela conversa mais fácil, de modo que manteve o olhar afastado, observando o sol tremeluzir ao atravessar a copa das árvores. Finalmente, sua mãe girou os olhos.

- Francamente, Jean. Pare de agir como criança. Não sou sua inimiga. Sou sua mãe.

- Eu sei o que a senhora vai dizer - replicou Jean em tom monocórdio.

- Pode até ser,mas, ainda assim, é responsabilidade dos pais alertar os filhos quando eles cometem erros.

- É isso que a senhora acha que está acontecendo? -perguntou Jean com rispidez, estreitando os olhos em direção à mãe.

- O que mais seria? Você é uma mulher casada.

- A senhora acha que não sei disso?

- Certamente não está agindo como se soubesse - disse ela. - Você não é a primeira mulher no mundo a ficar infeliz com o casamento. E nem a primeira a reagir a essa infelicidade. A diferença é que continua a achar que a culpa é de outra pessoa.

- Do que a senhora estáfalando?

As mãos de Jean apertaram com força os braços da cadeira de balanço.

- Você culpa as pessoas, Jean. - falou a mãe, torcendo o nariz. - Culpa a mim, a Logan e, depois de Nate, culpou até Deus. Busca em toda parte a causa dos problemas em sua vida, exceto no espelho. Em vez disso, anda por aí se sentindo uma mártir. "Pobre Jean, lutando contra tudo e contra todos em um mundo tão cruel." A verdade é que o mundo não é fácil para ninguém. Nunca foi e nunca será. Mas, se fosse honesta consigo mesma, você entenderia que também não é completamente inocente nessa história toda.

Jean cerrou os dentes.
- E eu aqui tendo esperanças de que a senhora fosse capaz do mínimo de empatia ecompreensão. Parece que me enganei.

- É isso mesmo que acha? - perguntou Elayne, puxando um fio imaginário da roupa. – Então me diga: o que eu deveria lhe falar? Deveria segurar sua mão e lhe perguntar como está se sentindo? Mentir dizendo que tudo vai ficar bem? Que não haverá consequências, mesmo que consiga manter Scott em segredo? - Ela se deteve. - Sempre existem conseqüências, Jean. Você tem idade mais do que suficiente para saber disso. Preciso mesmo lembra-la?

Jean obrigou-se a manter a voz firme: - A senhora não está me entendendo.

- Quem não está me entendendo é você. Não me conhece tão bem quanto pensa.

- Eu conheço a senhora, mamãe.

- Ah, sim, claro. E eu sou incapaz do mínimo de empatia ou compreensão. – Ela tocou o brinco de diamante em sua orelha. - Sendo assim, deveríamos nos perguntar por que eu acobertei você na noite passada.

- O quê?

- Quando Logan telefonou. Na primeira vez, fingi que não suspeitava de nada enquanto ele falava sobre alguma coisa envolvendo golfe que ele pretendia fazer no dia seguinte. Então, mais tarde, quando ele tornou a ligar, falei que você já estava dormindo, quando sabia muito bem o que havia tramado. Não tive dúvidas de que você estaria com Scott e, na hora do jantar, tive certeza de que não voltaria mais para casa.

- Como pôde saber disso? - perguntou Jean, tentando mascarar sua surpresa.

- Já percebeu como Oriental é pequena? Não há muitos lugares para se hospedar na cidade. No meu primeiro telefonema, falei com Emma Frost na pousada. Tivemos uma conversa muito agradável, por sinal. Ela me disse que Scott já havia feito o check-out, mas o simples fato de saber que ele estava na cidade bastou para que eu entendesse o que estava acontecendo. Imagino que seja por isso que estou aqui, em vez de esperando por você em casa. Achei que, se pulássemos a parte das mentiras e negações, esta conversa ficaria um pouco mais fácil para você.

Jean se sentiu quase zonza. - Obrigada - balbuciou. - Por não contar a Logan.

- Não cabe a mim contar nada ao seu marido ou falar qualquer coisa que possa complicar ainda mais seu casamento. O que você vai dizer a Logan é problema seu. Até onde sei, não aconteceu absolutamente nada.

Jean engoliu o gosto ruim em sua boca.

- Então por que a senhora está aqui?

Sua mãe suspirou.

- Porque você é minha filha. Pode não querer conversar comigo, mas espero que me ouça.

Jean notou um quê de decepção no tom de voz da mãe.

- Não quero ouvir os detalhes sórdidos sobre o que aconteceu na noite passada – continuou Elayne. - Nem como foi terrível da minha parte não ter aceitado Scott, para começar.Também não pretendo discutir seus problemas com Logan. O que quero fazer é lhe dar um conselho. Como mãe. Afinal, você é minha filha e eu me importo com o seu bem-estar,independentemente do que você pense. A questão é: você está disposta a ouvir?

- Estou - respondeu Jean, a voz quase inaudível. - O que eu devo fazer? 

O rosto da mãe perdeu a fachada de rigidez e sua voz soou surpreendentemente branda.

- É muito simples, na verdade - falou ela. - Não siga meus conselhos.
 
Jean esperou que ela dissesse algo mais, mas a mãe ficou calada, sem acrescentar nada ao comentário.

- Está me dizendo para deixar Logan? - sussurrou ela enfim, sem saber ao certo como interpretar aquilo.

- Não.

- Então eu deveria tentar me acertar com ele?

- Também não disse isso.

- Não entendi.

- Não tente encontrar muito sentido.

Elayne se levantou ajeitando a roupa. Então se encaminhou para os degraus. Jean pestanejou, ainda tentando entender o que estava acontecendo.

- Espere... A senhora já vai? Mas não falou nada.

Ela se virou. - Pelo contrário. Falei tudo o que interessa.

– Não seguir seus conselhos.

- Exatamente - disse a mãe. - Não siga meus conselhos. Ou os de qualquer outra pessoa. Confie em si mesma. Para o bem ou para o mal, na alegria ou na tristeza, a vida é sua. E você sempre foi e sempre será a única a decidir o que fazer com ela. - Colocou o sapato de couro no primeiro degrau, fazendo-o ranger, e seu rosto voltou a se tornar uma máscara. - Enfim, suponho que ainda nos veremos hoje, quando você for buscar suas coisas em casa, não?

- Sim.

- Então vou preparar alguns canapés e umas frutas.

Com isso, voltou a descer os degraus. Quando chegou ao carro, notou Scott parado dentro da oficina e o analisou por alguns instantes antes de lhe dar as costas. Uma vez atrás do volante, deu a partida no motor e então, de repente, não estava mais ali.

Deixando a carta de lado, Scott saiu da oficina e fixou o olhar em Jean. Ela encarava as árvores, mais composta do que ele esperava, mas isso foi tudo o que conseguiu interpretar de sua expressão.

Enquanto ele andava em direção à varanda, ela lhe ofereceu um sorriso fraco antes de afastar o olhar. O medo se instalou em algum lugar no fundo do estômago de Scott, que se sentou na cadeira de balanço e se inclinou para a frente, juntando as mãos e mantendo silêncio.

- Não vai me perguntar como foi? - perguntou por fim.

- Imaginei que você me contaria mais cedo ou mais tarde - respondeu ele. - Se quisesse falar a respeito, quero dizer.

- Sou tão previsível assim?

- Não.

- Sou, sim. Minha mãe, por outro lado... - Ela mexeu na orelha, ganhando tempo.- Se um dia eu lhe disser que entendo minha mãe, me lembre do que aconteceu hoje, OK?

- Pode deixar - respondeu ele, assentindo.
Jean respirou fundo, devagar. Quando enfim falou, sua voz soou estranhamente distante.

- Quando a vi subindo até a varanda, tive certeza de que sabia como seria nossa conversa - falou ela. - Ela exigiria que eu lhe contasse o que estava fazendo e me diria que erro terrível eu estava cometendo. Em seguida, me daria o sermão de sempre sobre expectativas e responsabilidades, então eu a cortaria dizendo que ela não entendia nada a meu respeito. Eu lhe diria que amei você a vida inteira e que Logan já não me faz feliz. Que queria ficar com você. –Jean se virou para ele, implorando que Scott entendesse. - Eu conseguia me ouvir dizendo essas palavras, mas então...

Scott viu a expressão no rosto dela se fechar. - Minha mãe tem o dom de me fazer questionar tudo.

- Você está falando de nós - disse ele, o nó de medo se apertando em seu estômago.

- Estou falando de mim - prosseguiu ela, a voz um mero sussurro. - Mas, sim, também estou falando de nós. Porque eu quis dizer tudo isso a ela. Quis dizer essas coisas mais do que tudo, porque elas são verdade. - Jean balançou a cabeça como se tentasse se livrar dos resquícios de um sonho. - Mas quando minha mãe começou a falar minha vida real voltou a toda a velocidade e, de repente, me ouvi dizendo algo completamente diverso. Foi como se houvesse dois rádios sintonizados em duas estações diferentes. Eu me ouvi dizendo que não queria que Logan soubesse de nada disso. E que meus filhos estão me esperando em casa. E que, por mais que eu dissesse ou tentasse explicar a eles, ainda haveria algo de egoísta em tudo isso.

Quando ela se deteve, Scott a observou girar sua aliança, distraída.
- E quanto a Nathan e Rachel? Os dois são quase adultos, mas será que as coisas seriam mais fáceis 
para eles?

Saber que abandonei nossa família para poder ficar com você? Como se estivesse tentando retomar minha juventude? - Sua voz estava angustiada. - Eu amo meus filhos e partiria meu coração vê-los olhar decepcionados para mim.

- Eles amam você - falou Scott, engolindo o nó em sua garganta.

- Eu sei. Mas não quero colocá-los nessa posição - disse ela, cutucando um pedaço de tinta descascada na cadeira de balanço. - Não quero que me odeiem ou se decepcionem comigo. E meu marido... - Ela inspirou, trêmula. - Sim, ele tem problemas. E, sim, eu vivo em conflito com o que sinto por ele, mas Logan não é um homem ruim e sei que parte de mim sempre se importará com ele. Às vezes acho que é só por minha causa que ele ainda consegue seguir adiante de alguma forma. Mas não é o tipo de homem que se recuperaria se eu o deixasse por causa de outra pessoa. Ele jamais conseguiria se reerguer depois de um golpe desses. Isso simplesmente... o destruiria. E depois? Ele passaria a beber mais do que já bebe? Ou entraria em uma depressão profunda da qual não conseguiria sair? Não sei se posso fazer isso com ele. - Seus ombros se encurvaram. - E, é claro, ainda tem você.

Scott pressentiu o que estava por vir.

- Este fim de semana foi maravilhoso, mas não é a vida real. Foi mais como uma lua de mel e, depois de um tempo, o entusiasmo vai passar. Podemos tentar nos convencer do contrário, fazer todas as promessas que quisermos, mas é inevitável. E, depois disso, você nunca mais vai me olhar da maneira como me olha agora. Eu não serei a mulher com quem você sonha, ou a garota que amou um dia. E você também vai deixar de ser meu amor perdido, a única verdade em minha vida. Vai se tornar alguém que meus filhos odeiam por ter arruinado nossa família, e então me verá como realmente sou. Em poucos anos, eu serei só uma mulher beirando os 50, com dois filhos que talvez a odeiem e que possivelmente acabará se odiando por conta disso. E, no fim das contas, você a odiará também. 

- Isso não é verdade. - A voz de Scott permanecia firme.

Jean se esforçou ao máximo para ser corajosa. - É, sim - disse ela. - As luas de mel sempre acabam.

Scott estendeu a mão, pousando-a em sua coxa.

- Quando penso em ficarmos juntos, não estou falando em lua de mel. Estou falando de você e de mim, duas pessoas reais. Quero acordar de manhã com você ao meu lado, quero chegar à noite e jantar com você. Quero compartilhar com você cada detalhe bobo do meu dia e ouvir cada detalhe do seu. Quero rir junto com você e dormir com você em meus braços. Porque você não é só alguém que amei no passado. Você era minha melhor amiga, a melhor parte de quem eu sou, e não consigo me imaginar desistindo disso outra vez. – Ele hesitou, buscando as palavras certas. - Eu lhe dei o melhor de mim e, depois que você foi embora, nada jamais voltou a ser o mesmo. As palmas das mãos de Scott estavam úmidas.- Sei que está com medo - prosseguiu ele. - Eu também estou. Mas se fingirmos que nada aconteceu, se deixarmos esta chance passar, não sei se teremos outra. - Ele ergueu a mão, afastando uma mecha de cabelo dos olhos dela. - Ainda somos jovens. Ainda temos tempo de consertar isso. 

O amor vem em círculos
E o amor precisa ter seu próprio tempo
Se curvando e rompendo, não pegando uma linha reta
Nunca conheci outro amor eterno e verdadeiro
Oh, mas conheci, é, conheci com você
Oh, conheci, é, conheci com você

- Já não somos tão jovens assim...

- Somos, sim - insistiu Scott. - Ainda temos o resto da vida pela frente.

- Eu sei - sussurrou ela. - É por isso que preciso que você faça algo por mim.

- Qualquer coisa.

Ela apertou a ponte do nariz, tentando conter as lágrimas.
- Por favor... não me peça para ir com você, porque, se fizer isso, eu vou. Por favor, não me peça para contar a Logan a nosso respeito, porque eu também o farei. Por favor, não me peça para abandonar minhas responsabilidades ou minha família. - Ela respirou fundo, sorvendo o ar como se estivesse se afogando. - Eu te amo e, se você também me ama, não pode me pedir para fazer essas coisas. Não vou ser capaz de dizer não.

Quando ela terminou, Scott ficou calado. Embora não quisesse admitir, entendia a verdade nas palavras dela. Separar sua família mudaria tudo, mudaria a própria Jean e, por mais que isso o assustasse, lembrou-se da carta de Charles. Talvez ela precisasse de mais tempo, escrevera ele. Ou talvez tudo tivesse realmente acabado e Scott devesse seguir em frente.

Mas isso não era possível. Ele pensou em todos os anos que passara sonhando em reencontrá-la, pensou no futuro que talvez nunca tivessem juntos. Não queria lhe dar tempo, queria que ela o escolhesse ali mesmo, naquele instante. Mas, por outro lado, sabia que Jean precisava disso, que talvez nunca tivesse precisado tanto de algo na vida. Ele suspirou, esperando que de alguma forma isso tornasse as palavras mais fáceis de dizer.

- Está bem - sussurrou ele enfim.

Então Jean começou a chorar. Lutando contra as emoções que se debatiam dentro dele, Scott se levantou. Jean fez o mesmo e ele a puxou para perto, sentindo-a desmoronar contra seu corpo. Enquanto o cheiro dela invadia suas narinas, um turbilhão de imagens começou a passar por sua cabeça: o sol contra os cabelos de Jean quando ela saiu da oficina no dia em que ele chegou à casa de Charles; a graciosidade com que ela caminhou entre as flores silvestres em Vandemere; o instante voraz, congelado no tempo, em que seus lábios se tocaram pela primeira vez no calor de uma cabana que ele nem mesmo sabia existir. Agora aquilo tudo estava acabando e era como se ele observasse o último cintilar de uma luz na escuridão de um túnel sem fim.

Eles passaram muito tempo abraçados na varanda. Jean escutando o coração de Scott, segura de que nada jamais pareceria tão perfeito em sua vida. Desejando inutilmente poder começar tudo de novo. Faria a coisa certa desta vez, ficaria com ele e jamais o abandonaria. Eles eram feitos um para o outro. Ainda havia tempo para eles dois.

Quando sentiu as mãos de Scott em seus cabelos, quase disse essas palavras. Mas não conseguiu. Em vez disso, tudo o que pôde fazer foi murmurar: 

- Foi muito bom ter reencontrado você, Scott Summers.

Scott sentia a sedosidade quase extravagante dos cabelos de Jean. 

- Quem sabe não nos vemos outra vez?

- Talvez - disse ela, limpando uma lágrima do rosto. - Quem sabe? Posso mudar de idéia e simplesmente aparecer na Louisiana um dia. Eu e meus filhos, quero dizer.

Ele forçou um sorriso, uma esperança aflita e vã saltando em seu peito. - Eu farei o jantar -falou ele. - Para todos.

Mas estava na hora de ela ir embora. Enquanto saíam da varanda, Scott estendeu a mão e ela a segurou, apertando-a quase até doer. Tiraram as coisas dela do Stingray antes de se encaminharem lentamente para o carro de Jean. Os sentidos de Scott pareciam aguçados - o sol da manhã ardia em sua nuca, a brisa parecia leve como uma pluma e as folhas das árvores farfalhavam, mas era como se nada fosse real. Tudo o que ele sabia era que aquilo era o fim. Jean agarrava sua mão. Quando chegaram ao carro, Scott abriu a porta e se virou para ela. Beijou-a com carinho antes de correr os lábios pela sua face, seguindo o caminho de suas lágrimas. Traçou o contorno da sua mandíbula, pensando nas palavras que Charles havia escrito. Então compreendeu, com repentina clareza, que nunca conseguiria seguir em frente, independentemente do que Charles lhe pedira. Ela era a única mulher que ele amaria na vida, a única que quisera amar.

Pouco depois, Jean se obrigou a recuar um passo. Então, deslizando para trás do volante, deu partida no motor e fechou a porta, baixando a janela em seguida. Os olhos de Scott brilhavam, cheios de lágrimas, assim como os dela. Relutante, ela engatou a ré.

Ele se afastou sem dizer nada, a dor que sentia gravada em sua expressão de angústia.
Ela manobrou o carro, apontando-o na direção da estrada. Seu mundo estava borrado pelas lágrimas. Quando começou a dobrar a curva, olhou pelo retrovisor e conteve um soluço à medida que a imagem de Scott ficava cada vez menor. Ele não tinha se movido nem um centímetro.

Quanto mais o carro ganhava velocidade, mais ela chorava. As árvores se fechavam ao seu redor. Ela quis fazer o retorno e voltar para Scott, dizer-lhe que tinha coragem de ser a pessoa que queria ser. Sussurrou seu nome e, embora Scott não pudesse de forma alguma ouvi-la, ele ergueu o braço, dando-lhe um último adeus.