Descrição: Jean e Scott se conheceram quando jovens ainda, e se apaixonaram. Mas como nem tudo são flores , eles não puderam ficar juntos...Anos depois, uma coisa acontece, e isso faz com que eles se reencontrem. Será uma nova chance para o amor?
Tipo: Romance/Drama
Classificação Indicativa: K(5+)- Todos os públicos!
Base : Livro - O Melhor de Mim (Nicholas Sparks). Pode ser que alguém já tenha lido....Mas fiquem cientes que o final será modificado...Jott né?! :P
Sugestão: Nada a declarar!
Múltiplos Capítulos (em andamento)
Capítulo Anterior: http://fanfictionsmafiajottlovers.blogspot.com.br/2017/03/fic-o-melhor-de-mim-capitulo-16.html
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https://www.youtube.com/watch?v=6kcNbcs-XY
Jean
ficou observando a mãe testar as tábuas deterioradas do assoalho da varanda como
se temesse que elas fossem ceder sob seus pés. Elayne tornou a hesitar diante
da cadeira
de balanço, avaliando se haveria realmente necessidade de se sentar. Jean sentiu
o cansaço de sempre ao vê-la baixando o corpo com cuidado até a cadeira.
Elayne
se ajeitou no assento de modo a tocá-lo o mínimo possível. Uma vez
acomodada,virou-se para encarar a filha, aparentemente disposta a esperar que
ela falasse primeiro,mas Jean ficou quieta. Sabia que nada do que dissesse
poderia tornar aquela conversa mais fácil, de modo que manteve o olhar afastado,
observando o sol tremeluzir ao atravessar
a copa das árvores. Finalmente, sua mãe girou os olhos.
-
Francamente, Jean. Pare de agir como criança. Não sou sua inimiga. Sou sua mãe.
- Eu
sei o que a senhora vai dizer - replicou Jean em tom monocórdio.
- Pode
até ser,mas, ainda assim, é responsabilidade dos pais alertar os filhos quando
eles cometem erros.
- É
isso que a senhora acha que está acontecendo? -perguntou Jean com rispidez,
estreitando os olhos em direção à mãe.
- O
que mais seria? Você é uma mulher casada.
- A
senhora acha que não sei disso?
-
Certamente não está agindo como se soubesse - disse ela. - Você não é a
primeira mulher no mundo a ficar infeliz com o casamento. E nem a primeira a
reagir a essa infelicidade. A diferença
é que continua a achar que a culpa é de outra pessoa.
- Do
que a senhora estáfalando?
As
mãos de Jean apertaram com força os braços da cadeira de balanço.
- Você
culpa as pessoas, Jean. - falou a mãe, torcendo o nariz. - Culpa a mim, a Logan
e, depois de Nate, culpou até Deus. Busca em toda parte a causa dos problemas
em sua vida, exceto no espelho. Em vez disso, anda por aí se sentindo uma
mártir. "Pobre Jean, lutando contra tudo e contra todos em um mundo tão
cruel." A verdade é que o mundo não é fácil para ninguém. Nunca foi e nunca
será. Mas, se fosse honesta consigo mesma, você entenderia que
também não é completamente inocente nessa história toda.
Jean
cerrou os dentes.
- E eu
aqui tendo esperanças de que a senhora fosse capaz do mínimo de empatia
ecompreensão. Parece que me enganei.
- É
isso mesmo que acha? - perguntou Elayne, puxando um fio imaginário da roupa. –
Então me diga: o que eu deveria lhe falar? Deveria segurar sua mão e lhe
perguntar como está se sentindo? Mentir dizendo que tudo vai ficar bem? Que não
haverá consequências, mesmo que consiga manter Scott em segredo? - Ela se
deteve. - Sempre existem conseqüências, Jean. Você tem idade mais do que
suficiente para saber disso. Preciso mesmo lembra-la?
Jean
obrigou-se a manter a voz firme: - A senhora não está me entendendo.
- Quem
não está me entendendo é você. Não me conhece tão bem quanto pensa.
-
Eu conheço a senhora, mamãe.
- Ah,
sim, claro. E eu sou incapaz do mínimo de empatia ou compreensão. – Ela tocou o
brinco de diamante em sua orelha. - Sendo assim, deveríamos nos perguntar por
que eu acobertei você na noite passada.
- O
quê?
-
Quando Logan telefonou. Na primeira vez, fingi que não suspeitava de nada
enquanto ele falava sobre alguma coisa envolvendo golfe que ele pretendia fazer
no dia seguinte. Então, mais tarde, quando ele tornou a ligar, falei que você
já estava
dormindo, quando sabia muito bem o que havia tramado. Não tive dúvidas de que você
estaria com Scott e, na hora do jantar, tive certeza de que não voltaria mais
para casa.
- Como
pôde saber disso? - perguntou Jean, tentando mascarar sua surpresa.
-
Já percebeu como Oriental é pequena? Não há muitos lugares para se hospedar na
cidade. No meu primeiro telefonema, falei com Emma Frost na pousada. Tivemos uma
conversa muito agradável, por sinal. Ela me disse que Scott já havia feito o
check-out, mas o simples fato de saber que ele estava na cidade bastou para que
eu entendesse o que estava acontecendo. Imagino que seja por isso que estou
aqui, em vez de esperando por você em casa. Achei que, se pulássemos a parte das
mentiras e negações, esta conversa ficaria um pouco mais fácil para você.
Jean
se sentiu quase zonza. - Obrigada - balbuciou. - Por não
contar a Logan.
- Não
cabe a mim contar nada ao seu marido ou falar qualquer coisa que possa
complicar ainda mais seu casamento. O que você vai dizer a Logan é problema seu.
Até onde sei, não aconteceu absolutamente nada.
Jean engoliu o gosto ruim em sua boca.
-
Então por que a senhora está aqui?
Sua
mãe suspirou.
-
Porque você é minha filha. Pode não querer conversar comigo, mas espero que me
ouça.
Jean
notou um quê de decepção no tom de voz da mãe.
- Não
quero ouvir os detalhes sórdidos sobre o que aconteceu na noite passada –
continuou Elayne. - Nem como foi terrível da minha parte não ter aceitado Scott,
para começar.Também não pretendo discutir seus problemas com Logan. O que quero
fazer é lhe dar um conselho. Como mãe. Afinal, você é minha filha e eu me
importo com o seu bem-estar,independentemente do que você pense. A questão é:
você está disposta a ouvir?
-
Estou - respondeu Jean, a voz quase inaudível. - O que eu devo fazer?
O
rosto da mãe perdeu a fachada de rigidez e sua voz soou surpreendentemente
branda.
- É
muito simples, na verdade - falou ela. - Não siga meus conselhos.
Jean
esperou que ela dissesse algo mais, mas a mãe ficou calada, sem acrescentar nada
ao comentário.
- Está
me dizendo para deixar Logan? - sussurrou ela enfim, sem saber ao certo como
interpretar aquilo.
- Não.
-
Então eu deveria tentar me acertar com ele?
-
Também não disse isso.
- Não
entendi.
- Não
tente encontrar muito sentido.
Elayne
se levantou ajeitando a roupa. Então se encaminhou para os degraus. Jean pestanejou,
ainda tentando entender o que estava acontecendo.
-
Espere... A senhora já vai? Mas não falou nada.
Ela se
virou. - Pelo contrário. Falei tudo o que interessa.
– Não seguir
seus conselhos.
-
Exatamente - disse a mãe. - Não siga meus conselhos. Ou os de qualquer outra
pessoa. Confie em si mesma. Para o bem ou para o mal, na alegria ou na
tristeza, a vida é sua. E você
sempre foi e sempre será a única a decidir o que fazer com ela. - Colocou o
sapato de couro no primeiro degrau, fazendo-o ranger, e seu rosto voltou a se
tornar uma máscara. - Enfim, suponho que ainda nos veremos hoje, quando você
for buscar suas coisas em casa, não?
- Sim.
-
Então vou preparar alguns canapés e umas frutas.
Com
isso, voltou a descer os degraus. Quando chegou ao carro, notou Scott parado dentro
da oficina e o analisou por alguns instantes antes de lhe dar as costas. Uma
vez atrás do
volante, deu a partida no motor e então, de repente, não estava mais ali.
Deixando
a carta de lado, Scott saiu da oficina e fixou o olhar em Jean. Ela encarava as
árvores, mais composta do que ele esperava, mas isso foi tudo o que conseguiu
interpretar de sua expressão.
Enquanto
ele andava em direção à varanda, ela lhe ofereceu um sorriso fraco antes de afastar
o olhar. O medo se instalou em algum lugar no fundo do estômago de Scott, que se
sentou na cadeira de balanço e se inclinou para a frente, juntando as mãos e
mantendo silêncio.
- Não
vai me perguntar como foi? - perguntou por fim.
-
Imaginei que você me contaria mais cedo ou mais tarde - respondeu ele. - Se
quisesse falar a respeito, quero dizer.
- Sou
tão previsível assim?
- Não.
- Sou,
sim. Minha mãe, por outro lado... - Ela mexeu na orelha, ganhando tempo.- Se um
dia eu lhe disser que entendo minha mãe, me lembre do que aconteceu hoje,
OK?
- Pode
deixar - respondeu ele, assentindo.
Jean
respirou fundo, devagar. Quando enfim falou, sua voz soou estranhamente
distante.
-
Quando a vi subindo até a varanda, tive certeza de que sabia como seria nossa
conversa - falou ela. - Ela exigiria que eu lhe contasse o que estava fazendo e
me diria que erro terrível eu estava cometendo. Em seguida, me daria o sermão de
sempre sobre expectativas e responsabilidades, então eu a cortaria dizendo que
ela não entendia nada a meu
respeito. Eu lhe diria que amei você a vida inteira e que Logan já não me faz
feliz. Que queria ficar com você. –Jean se virou para ele, implorando que Scott
entendesse. - Eu conseguia me ouvir dizendo essas palavras, mas então...
Scott
viu a expressão no rosto dela se fechar. - Minha mãe tem o dom de me fazer
questionar tudo.
- Você
está falando de nós - disse ele, o nó de medo se apertando em seu estômago.
-
Estou falando de mim - prosseguiu ela, a voz um mero sussurro. - Mas, sim,
também estou falando de nós. Porque eu quis dizer tudo isso a ela. Quis dizer
essas coisas mais do que tudo, porque elas são verdade. - Jean balançou a
cabeça como se tentasse se livrar dos resquícios de um sonho. - Mas quando
minha mãe começou a falar minha vida real voltou a toda a velocidade e, de
repente, me ouvi dizendo algo completamente diverso. Foi como se houvesse
dois rádios sintonizados em duas estações diferentes. Eu me ouvi dizendo que não
queria que Logan soubesse de nada disso. E que meus filhos estão me esperando
em casa. E que, por mais que eu dissesse ou tentasse explicar a eles, ainda
haveria algo de egoísta em tudo isso.
Quando
ela se deteve, Scott a observou girar sua aliança, distraída.
- E
quanto a Nathan e Rachel? Os dois são quase adultos, mas será que as coisas
seriam mais fáceis
para eles?
Saber
que abandonei nossa família para poder ficar com você? Como se estivesse
tentando retomar minha juventude? - Sua voz estava angustiada. - Eu amo meus
filhos e partiria meu coração vê-los olhar decepcionados para mim.
- Eles
amam você - falou Scott, engolindo o nó em sua garganta.
- Eu
sei. Mas não quero colocá-los nessa posição - disse ela, cutucando um pedaço de
tinta descascada na cadeira de balanço. - Não quero que me odeiem ou se
decepcionem comigo. E meu marido... - Ela inspirou, trêmula. - Sim, ele tem
problemas. E, sim, eu vivo em conflito com o que sinto por ele, mas Logan não é
um homem ruim e sei que parte de mim sempre se importará com ele. Às vezes acho
que é só por minha causa que ele ainda consegue seguir adiante de alguma forma.
Mas não é o tipo de homem que se recuperaria se eu o deixasse por causa de outra
pessoa. Ele jamais conseguiria se reerguer depois de um golpe desses. Isso
simplesmente... o destruiria. E depois? Ele passaria a beber mais do que já
bebe? Ou entraria em uma depressão profunda da qual não conseguiria sair? Não
sei se posso fazer isso com ele. - Seus ombros se encurvaram. - E, é claro,
ainda tem você.
Scott
pressentiu o que estava por vir.
- Este
fim de semana foi maravilhoso, mas não é a vida real. Foi mais como uma lua de mel
e, depois de um tempo, o entusiasmo vai passar. Podemos tentar nos convencer do contrário,
fazer todas as promessas que quisermos, mas é inevitável. E, depois disso, você
nunca mais vai me olhar da maneira como me olha agora. Eu não serei a mulher
com quem você sonha, ou a garota que amou um dia. E você também vai deixar de
ser meu amor perdido, a única verdade em minha vida. Vai se tornar alguém que
meus filhos odeiam por ter arruinado nossa família, e então me verá como
realmente sou. Em poucos anos, eu serei só uma mulher beirando os 50, com dois
filhos que talvez a odeiem e que possivelmente acabará se odiando por conta
disso. E, no fim das contas, você a odiará também.
- Isso
não é verdade. - A voz de Scott permanecia firme.
Jean
se esforçou ao máximo para ser corajosa. - É, sim - disse ela. - As luas de mel
sempre acabam.
Scott
estendeu a mão, pousando-a em sua coxa.
-
Quando penso em ficarmos juntos, não estou falando em lua de mel. Estou falando
de você e de mim, duas pessoas reais. Quero acordar de manhã com você ao meu
lado, quero chegar
à noite e jantar com você. Quero compartilhar com você cada detalhe bobo do meu
dia e ouvir cada detalhe do seu. Quero rir junto com você e dormir com você em
meus braços.
Porque você não é só alguém que amei no passado. Você era minha melhor amiga, a
melhor parte de quem eu sou, e não consigo me imaginar desistindo disso outra
vez. – Ele hesitou, buscando as palavras certas. - Eu lhe dei o melhor de mim e, depois que você foi embora,
nada jamais voltou a ser o mesmo. As palmas das mãos de Scott estavam úmidas.-
Sei que está com medo - prosseguiu ele. - Eu também estou. Mas se fingirmos que
nada aconteceu,
se deixarmos esta chance passar, não sei se teremos outra. - Ele ergueu a mão, afastando
uma mecha de cabelo dos olhos dela. - Ainda somos jovens. Ainda temos tempo de
consertar isso.
O amor vem em círculos
E o amor precisa ter seu próprio tempo
Se curvando e rompendo, não pegando uma linha reta
Nunca conheci outro amor eterno e verdadeiro
Oh, mas conheci, é, conheci com você
Oh, conheci, é, conheci com você
- Já
não somos tão jovens assim...
-
Somos, sim - insistiu Scott. - Ainda temos o resto da vida pela frente.
- Eu
sei - sussurrou ela. - É por isso que preciso que você faça algo por mim.
-
Qualquer coisa.
Ela apertou
a ponte do nariz, tentando conter as lágrimas.
- Por
favor... não me peça para ir com você, porque, se fizer isso, eu vou. Por
favor, não me peça para contar a Logan a nosso respeito, porque eu também o
farei. Por favor, não me peça
para abandonar minhas responsabilidades ou minha família. - Ela respirou fundo,
sorvendo o ar como se estivesse se afogando. - Eu te amo e, se você também me
ama, não pode
me pedir para fazer essas coisas. Não vou ser capaz de dizer não.
Quando
ela terminou, Scott ficou calado. Embora não quisesse admitir, entendia a verdade
nas palavras dela. Separar sua família mudaria tudo, mudaria a própria Jean e, por
mais que isso o assustasse, lembrou-se da carta de Charles. Talvez ela
precisasse de mais tempo, escrevera ele. Ou talvez tudo tivesse realmente
acabado e Scott devesse seguir
em frente.
Mas
isso não era possível. Ele pensou em todos os anos que passara sonhando em reencontrá-la,
pensou no futuro que talvez nunca tivessem juntos. Não queria lhe dar tempo,
queria que ela o escolhesse ali mesmo, naquele instante. Mas, por outro lado,
sabia que Jean precisava disso, que talvez nunca tivesse precisado tanto de
algo na vida. Ele suspirou, esperando que de alguma forma isso tornasse as
palavras mais fáceis de dizer.
- Está
bem - sussurrou ele enfim.
Então Jean
começou a chorar. Lutando contra as emoções que se debatiam dentro dele, Scott
se levantou. Jean fez o mesmo e ele a puxou para perto, sentindo-a desmoronar
contra seu corpo. Enquanto o cheiro dela invadia suas narinas, um turbilhão de imagens
começou a passar por sua cabeça: o sol contra os cabelos de Jean quando ela saiu
da oficina no dia em que ele chegou à casa de Charles; a graciosidade com que
ela caminhou entre as flores silvestres em Vandemere; o instante voraz,
congelado no tempo, em que seus lábios se tocaram pela primeira vez no calor de
uma cabana que ele nem mesmo sabia existir. Agora aquilo tudo estava acabando e
era como se ele observasse o último cintilar de uma luz na escuridão de um
túnel sem fim.
Eles
passaram muito tempo abraçados na varanda. Jean escutando o coração de Scott,
segura de que nada jamais pareceria tão perfeito em sua vida. Desejando inutilmente
poder começar tudo de novo. Faria a coisa certa desta vez, ficaria com ele e jamais
o abandonaria. Eles eram feitos um para o outro. Ainda havia tempo para eles dois.
Quando
sentiu as mãos de Scott em seus cabelos, quase disse essas palavras. Mas não conseguiu.
Em vez disso, tudo o que pôde fazer foi murmurar:
- Foi
muito bom ter reencontrado você, Scott Summers.
Scott
sentia a sedosidade quase extravagante dos cabelos de Jean.
- Quem
sabe não nos vemos outra vez?
-
Talvez - disse ela, limpando uma lágrima do rosto. - Quem sabe? Posso mudar de
idéia e simplesmente aparecer na Louisiana um dia. Eu e meus filhos, quero
dizer.
Ele
forçou um sorriso, uma esperança aflita e vã saltando em seu peito. - Eu farei
o jantar -falou ele. - Para todos.
Mas
estava na hora de ela ir embora. Enquanto saíam da varanda, Scott estendeu a
mão e ela a segurou, apertando-a quase até doer. Tiraram as coisas dela do
Stingray antes de se encaminharem lentamente para o carro de Jean. Os sentidos
de Scott pareciam aguçados - o sol da manhã ardia em sua nuca, a brisa parecia
leve como uma pluma e as folhas
das árvores farfalhavam, mas era como se nada fosse real. Tudo o que ele sabia
era que aquilo era o fim. Jean agarrava sua mão. Quando chegaram ao carro, Scott
abriu a
porta e se virou para ela. Beijou-a com carinho antes de correr os lábios pela
sua face, seguindo o caminho de suas lágrimas. Traçou o contorno da sua
mandíbula, pensando nas palavras que Charles havia escrito. Então compreendeu,
com repentina clareza, que nunca conseguiria seguir em frente,
independentemente do que Charles lhe pedira. Ela era a única mulher que ele
amaria na vida, a única que quisera amar.
Pouco
depois, Jean se obrigou a recuar um passo. Então, deslizando para trás do volante,
deu partida no motor e fechou a porta, baixando a janela em seguida. Os olhos
de Scott
brilhavam, cheios de lágrimas, assim como os dela. Relutante, ela engatou a ré.
Ele se
afastou sem dizer nada, a dor que sentia gravada em sua expressão de angústia.
Ela
manobrou o carro, apontando-o na direção da estrada. Seu mundo estava borrado
pelas lágrimas. Quando começou a dobrar a curva, olhou pelo retrovisor e
conteve um soluço à medida
que a imagem de Scott ficava cada vez menor. Ele não tinha se movido nem um centímetro.
Quanto
mais o carro ganhava velocidade, mais ela chorava. As árvores se fechavam ao
seu redor. Ela quis fazer o retorno e voltar para Scott, dizer-lhe que tinha
coragem de ser a pessoa que queria ser. Sussurrou seu nome e, embora Scott não
pudesse de forma alguma ouvi-la, ele ergueu o braço, dando-lhe um último adeus.

1 Comentários
Olha, eu espero que seja um final diferente do livro porque eu fiquei devastada com o final do livro... Ain #LagrimaQueEscorre
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