Descrição: a Jean morreu e já voltou à vida, mas não conseguiu suportar ver Scott com Emma e resolveu dar um tempo para si, longe de todos, sem divulgar nem mesmo para onde ia!! A fic se passa na mansão mesmo, não em Utopia.
Classificação indicativa.: M(16+). Pode vir a mudar no decorrer na fic. 
Multiplos Capítulos (incompleta)
Tipo: Romance/Drama
Base: Hq's
Então, essa fic é de autoria da nossa Jott Lara Martins, ela anda sumida, não temos mais contato no momento, mas tomei a liberdade de postar essa fic dela, e não mudei nada. Espero que gostem :)

CAPÍTULO


Capítulo 21 – Paraíso


Jean passou as 5 horas de voo tranquila. Percebeu rapidamente que estava em um lugar maravilhoso. “Scott escolheu bem o destino para sua busca interior”, pensou consigo mesma. Era um pouco mais de meio dia quando encontrou, no porto, o barco onde deveria seguir a viagem. O sol estava a pino e Jean achou que fosse desmaiar de calor, ainda que usasse uma blusinha azul fresca, shorts jeans e uma delicada rasteirinha nos pés. Observou o responsável pelo barco e seu ajudante arrumarem tudo para a partida. Sairiam em breve.

Além de Jean, um grupo de jovens surfistas iria na viagem. Um deles puxou assunto com ela, interessado na ruiva. Era bem bonito, mas Jean não deu bola. Estava indo encontrar o pai do filho que esperava, a última coisa em que pensou foi em flertar com garotos bronzeados. Gostou mesmo da companhia de um casal de biólogos que rumava à ilha. Carlos e Diana eram dois pesquisadores chilenos, que viajavam pelo mundo. Jean passou horas conversando com eles no barco.

DIANA: - Jean, você deve estar pensando que deve ser uma tortura pra eu trabalhar o tempo todo com meu marido, não é?

JEAN: - Claro que não! Vocês parecem se dar maravilhosamente bem.

DIANA: - Sim. Amamos o que fazemos e amamos um ao outro. Às vezes, nos desentendemos, mas não me imagino ao lado de nenhum outro homem. Não sei se já sentiu isso alguma vez... Mas, acredite, é o que sinto.

JEAN: - Já senti sim.

Jean pensou logo em Scott. Era confortante ver aquele casal tão harmônico e apaixonado, e pensar que ela mesma também teve isso na vida. Os anos ao lado de Scott nos X-men se assemelhavam muito ao que Diana e Carlos viviam. 

DIANA: - E onde está esse homem que amou? Bom, não precisa me responder se não quiser...

JEAN: - Ele está na ilha.

DIANA: - Está indo encontrá-lo?

JEAN: - Sim. 

DIANA: - Saiba, então, que não há local mais perfeito e romântico que lá.

Jean sorriu. Era hora do almoço, eles já aguentavam 24 horas naquele barco. Jean não sofreu tanto com os enjoos como esperava, seus fortes remédios fizeram rápido efeito. Só não estava se alimentando tão bem, com medo de passar mal. Ao pôr-do-sol atingiriam a costa e Jean encontraria Scott, finalmente. Aproveitou para tirar um cochilo.

Acordou com Diana a chamando: estavam na Ilha do Coco. Jean abriu os olhos e já se agarrou a seus pertences, pronta pra desembarcar. Estava em um local mágico, cercado por uma natureza linda e intocada. A ilha era pequena, não seria difícil encontrar Scott. Ao chegarem, o comandante chamou outro homem que aguardava na plataforma. 

COMANDANTE: - Roberto, essa linda moça veio se encontrar com Scott. É uma amiga de trabalho dele, não é?

JEAN: - Sim, isso mesmo.

Jean não estava completamente confortável ao se declarar uma amiga de trabalho, mas o que diria? Que eram marido e mulher separados por uma suposta morte e uma loira plástica? E que estava esperando um filho dele?

ROBERTO: - Ah, ele não me contou que teria visitas.

JEAN: - Você o conhece? Sabe onde ele está?

ROBERTO: - Oh, claro. Scott está alugando um de meus bangalôs, e ele utiliza algumas coisas na minha casa. Afinal, no bangalô não tem energia elétrica...

JEAN: - Entendo... Onde fica isso?

ROBERTO: - Do outro lado da ilha. Te levo lá na minha moto.

JEAN: - Certo. Obrigada.

ROBERTO: - Disse ser uma amiga de trabalho.. Ele não está envolvido em encrencas, está?

JEAN: - Não, de jeito nenhum – ela riu.

ROBERTO: - Fico mais aliviado. Você sabe quanto tempo ficará por aqui?

JEAN: - Não.

ROBERTO: - Então, é melhor arrumarmos um lugar pra você. 

JEAN: - É... Preciso de um lugar para passar a noite.

Jean não fazia ideia de como as coisas aconteceriam, precisava garantir pelo menos um lugar onde pudesse descansar.

ROBERTO: - Tem um bangalô disponível ao lado do de Scott, se não houver problemas. Só é um pouco mais caro, por ser de frente ao mar.

JEAN: - Por mim, tudo bem. 

ROBERTO: - Então, vamos até lá?

JEAN: - Claro. Vamos.

Pelo caminho, Jean observou vários animais. Sentia-se tranquila ali, com o barulho das árvores, do mar. Os moradores eram extremamente receptivos, o clima, apesar de quente, era gostoso. Estava no paraíso. 

Roberto foi até a plataforma receber alguns visitantes. Parece que, além de Diana e Carlos, que retornaram para suas pesquisas, um grupo de surfistas também vem. Espero que, quando ele voltar, faça um de seus jantares de boas vindas. Hoje é um daqueles dias em que queria ter alguém para conversar. Não que Roberto ou os pesquisadores e surfistas vão entender o que tenho passado. Mas jogar conversa fora, às vezes, é bom. De qualquer forma, vou dar um mergulho, logo o sol vai se por. 

Eram seis e quinze quando Jean e Roberto chegaram próximos do bangalô. Ela desceu devagar da moto e pegou suas malas. Seu coração batia forte e sentia o característico frio na barriga. 

ROBERTO: - Olha, parece que seu amigo foi tomar um banho de mar. Deixe suas malas comigo, vá atrás dele.

Jean olhou para a direção em que Roberto apontou. Era Scott. Estava de costas, usando apenas um calção, com o corpo inteiro molhado. Sim, seu corpo ainda era o mesmo corpo musculoso e definido de sempre, mas sua pele estava mais morena. Jean reconheceu de imediato: ali estava o homem que amava. O momento de descoberta do amor é sempre muito precioso. Não era a primeira vez que via isso em Scott, mas Jean ficou emocionada em saber que podia sentir de novo. Podia sentir isso pra sempre.

Ela foi andando devagar em direção a ele. Cada passo na areia fofa fazia seu coração acelerar. Scott virou-se em direção à Jean: ela ainda estava longe, mas ele conseguiu enxergar os cabelos vermelhos se mexendo com o vento. A princípio, não achou que fosse a ruiva conhecida: havia outras ruivas no mundo. Mas, enquanto ela se aproximava, ele ia identificando cada pedaço: suas pernas, seu jeito delicado de andar e, por fim, seu rosto iluminado. Era Jean. Era ela.

Os dois se encararam por um segundo, quase como se não acreditassem naquele momento surreal. O sol se punha atrás deles, colorindo de laranja seus rostos perplexos.

JEAN: - Oi.

SCOTT: - Oi.

JEAN: - Você está bem?

SCOTT: - Estou. E você?

JEAN: - Estou.

SCOTT: - Suponho que algo tenha acontecido para que viesse me procurar.

JEAN: - Sim.

SCOTT: - Não precisava ter vindo aqui. Roberto me deixa usar o telefone, Logan tem o número.

JEAN: - Eu sei. Mas devemos nos falar pessoalmente.

SCOTT: - Pode me falar.

Jean não queria falar nada, na verdade, queria apenas aproveitar cada segundo do encontro. Ficar olhando para aquele corpo dourado pela eternidade. 

JEAN: - Você aceita dar uma volta comigo pela praia?

SCOTT: - Claro.

Os dois caminharam lado a lado, enquanto o sol era progressivamente substituído pela lua e pelas estrelas. Quando anoiteceu, o clarão do luar tomou conta da praia. Era tão bonito. Andaram por longos minutos, na maior parte do tempo calados.

JEAN: - Sabe, é engraçado... No último ano, temos fugido muito. Eu parti para descobrir minha vida longe de você e agora também fez isso... 

SCOTT: - Será que nos cansaremos de fugir alguma hora?

Jean abaixou a cabeça. 


SCOTT: - A viagem foi muito ruim?

JEAN: - Não. Cansativa foi. Ah, conheci um casal simpático no barco.

SCOTT: - Diana e Carlos. São pesquisadores da ilha, são mesmo muito simpáticos.

JEAN: - Parecem tão felizes.

SCOTT: - São. Estão correndo com a pesquisa, pois planejam ter um filho.

JEAN: - Eu não sabia... Um filho...

SCOTT: - É. 

JEAN: - Você não acha que seria difícil conciliar a vida deles com uma criança?

SCOTT: - Não. Só terão que fazer alguns sacrifícios. Mas, por uma família, vale a pena.

Jean se acalmou ao ouvir que Scott pensava daquela forma. 

SCOTT: - Acho que devemos voltar. Você está com fome? Roberto provavelmente fez o jantar, podemos ir até a casa dele. Vai gostar.

JEAN: - Ainda não... Antes, me deixa te contar o que vim fazer aqui.

Scott estava com medo do que Jean tinha para falar. Em sua cabeça, passavam milhares de hipóteses, como ela estar com outra pessoa e ter seguido em frente. Ou vinha uma chantagem para ele voltar aos X-men.

SCOTT: - Jean, acho que posso te poupar de me dizer coisas inúteis. Se Logan te mandou aqui...

JEAN: - Ele nem sabe onde estou.

SCOTT: - Não?

JEAN: - Não. Tempestade me deu seu paradeiro.

SCOTT: - Não import...

JEAN: - Pare. Me escute. Não é nada relacionado aos X-men. É sobre nós.

SCOTT: - Nós? Jean, você que pediu que fossemos só amigos de equipe.

JEAN: - Eu sei. Mas as coisas mudaram.

SCOTT: - O que mudou?

JEAN: - Scott... Eu... Estou grávida.