Descrição: Dez anos atrás, a boa menina
Jean Grey provou o lado selvagem da vida ao namorar o playboy Scott Summers.
Juntos, geravam química suficiente para incendiar a cidade de Destiny, no
Texas. Mas o selvagem recruta Scott desapareceu após uma noite de intensa
paixão, deixando Jean com mais do que memórias... Agora Scott está de volta à
cidade. E, para sua surpresa, descobriu que Jean ainda o faz pensar em paixão e
beijos ao anoitecer... E descobriu também que uma noite de amor que tivera no
passado com Jean o tornara pai! Como o destemido Scott encararia a mais difícil
missão de sua vida: recuperar sua família?
(Baseada no livro de romance Você
não sabia que...)
Classificação Indicativa: K (5+)
Status: Em
Progresso
Tipo: Família,
romance.
Jean Grey perdeu a fala, incrédula. Observava
o homem que estava alguns passos a sua frente e teve ímpetos de beliscar-se
para se certificar de que não era um sonho ou alucinação.
A sensação era de que, a qualquer momento, o
despertador tocaria, trazendo-a de volta à realidade. Parecia incrível, mas o
rapaz parado diante de seu quiosque de roupas de rodeio era idêntico a Scott
Summers. Mas não podia ser! Scott era o tipo do aproveitador mentiroso que ela
esperava nunca ter de reencontrar.
— Olá.
Além de tudo, estava ouvindo coisas. Apenas
uma palavra e Jean reconheceu aquela voz grave e sensual.
— Scott?
— Sim, Jean.
Era ele. Que Deus a ajudasse! Scott Summers
voltara, e ela nem sequer sabia se o abraçava ou esbofeteava.
Um tremor intenso tomou conta de todo seu
corpo. Seu coração batia tão forte que chegava a doer. E o que era pior: a
palma das mãos estava molhada de suor, o que tornava impossível um cumprimento
amigável.
Scott parara tão próximo que bastaria estender
os dedos para tocá-lo. Ele tinha sido o primeiro homem de sua vida. Aquele
inesquecível para uma mulher. Mas não podia dizer o mesmo dele, já que havia
partido, abandonando-a sem nem ao menos olhar para trás.
Continuava o mesmo irreverente irresistível
que sempre conseguia tirar-lhe o ar. Seus olhos, azuis e profundos como o
oceano, adornados por cílios negros e espessos, observavam-na de cima abaixo.
Os cabelos castanho-escuros continuavam bem cortados à moda militar.
Jean não o via desde que partira de Destiny,
ainda quase um garoto. Já haviam transcorrido dez anos desde então. E agora lá
estava ele, mais forte, encorpado e másculo.
Scott Summers se transformara em um homem.
— Que bom tornar a vê-la. — Ouviu-o dizer,
enquanto ainda o observava.
Como pudera sumir por dez anos e reaparecer
sem nenhum aviso no meio do campeonato de rodeio da Escola Norte do Texas? O
que deveria dizer?
— O gato comeu sua língua, Jean? –
Desconcertada, Jean deu de ombros e ergueu as mãos, num gesto desesperado, e
tudo que pôde articular foi um desajeitado "Uau".
— Já é um começo. - Dizendo isso, Scott a
encarou como se pudesse enxergar sua alma.
Se houvesse alguma justiça no mundo, ele não
descobriria o seu segredo. Não ainda, não agora.
— Como tem passado, Scott?
— Bem, e você?
— Ótima.
Poderia haver algo mais embaraçoso?,
perguntou-se Jean.
— Você parece ter visto um fantasma.
— Talvez porque seja assim que estou me
sentindo. — Esfregou as mãos no jeans e respirou fundo. — Hoje cedo pensei
tê-lo visto. Cheguei a comentar com Anna Marie , mas achei que tinha me
equivocado. Desde então, fiquei com uma estranha impressão de déjà vu.
— Era eu mesmo.
— Sendo assim, por que não veio falar conosco?
Em vez de responder,
Scott pegou um dos cartões comerciais sobre a bancada do quiosque e leu:
— This 'N
That. Jean Grey, proprietária?
— É minha loja.
Inaugurei-a no centro de Destiny há cinco anos.
— O que vende lá?
— Artes, antiguidades, objetos raros, souvenirs.
Neste momento, estou encarregada de vender a camiseta oficial do campeonato de
rodeio da Escola Norte do Texas.
Pegou uma peça e desdobrou-a, mostrando o que
vinha escrito na parte de trás. Por que suas mãos tremiam tanto?
— Veja, aqui consta o nome de todas as
crianças que estão participando. Além disso, também bordo e pinto jaquetas e
camisetas. — Apontou para as que estavam dispostas no mostruário.
Ia continuar falando, porém conteve-se,
mordiscando o lábio. Tinha de parar de tagarelar. Não cabia a ela contornar o
embaraço da situação. Scott a abandonara. Portanto, deixaria que falasse.
— Impressionante. — Ele olhava para as peças
penduradas nas paredes de madeira.
— Obrigada. — Encarou-o, determinada a falar
apenas por monossílabos.
— Surpresa em me ver?
Um misto de estado de choque, confusão,
perplexidade e um pouco de desconforto resumia o estado de espírito de Jean.
Surpresa? Tinha a impressão de que Scott havia
perdido a noção do tempo. Dez anos sem nenhum sinal de vida ou notícia era algo
tão simples? Apesar de tudo, não deixaria que Scott percebesse o turbilhão em
que se encontrava sua mente.
Com um gesto casual, recostou-se na bancada a
poucos centímetros de distância dele.
— Por que deveria estar? Você seguiu sua
carreira militar. Trocamos alguma correspondência. E desapareceu sem deixar
vestígios. — Deu de ombros, simulando indiferença, sem saber se o convenceria.
— Isso acontece o tempo todo.
— Não sou muito bom em escrever cartas.
— É mesmo? Na última que me mandou foi bem
incisivo. Descartou-me, e ponto final.
Nunca esquecera os detalhes daquele
rompimento. Rasgara aquele papel em mil pedaços e os lançara no lixo, mas certas frases ficaram para sempre em sua
memória: “Nossa relação esta ficando
muito séria." "Não é justo com você." "É melhor nos
separamos."
Mas Jean não mencionou nenhuma delas.
— Se bem me recordo, você disse que sua vida
era muito instável para manter um relacionamento.
— Sim. — Scott desviou o olhar, fixando-o em
algum ponto acima do ombro direito de Jean. Os músculos faciais contraíram-se,
e seus lábios se estreitaram numa linha fina.
— Enviei-lhe outra mensagem depois dessa, mas
retornou com a frase "devolver ao remetente" com sua caligrafia.
Depois disso, não tive mais notícias suas. Agora, aqui está você.
Jean ficara bastante preocupada, na ocasião.
Aquela correspondência devolvida sem ao menos ter sido aberta causara-lhe um
grande susto, seguido de pânico e uma dor imensa.
Era uma adolescente romântica e assustada, com
um pequeno problema que se tornaria grande em alguns meses. Pensou que nunca
deixaria de amá-lo, mas afinal era apenas uma menina. As circunstâncias
fizeram-na crescer rápido, sufocando seu romantismo com as experiências do
passado.
Jean aprendera que devia deixar de amá-lo.
— Alistei-me para servir num navio, logo após
o acampamento militar.
— Não precisa se desculpar, Scott.
— Só estou explicando.
— Tudo bem. Mas não estou zangada.
— Sério?
Jean sacudiu a cabeça num gesto casual,
fazendo seus cachos vermelhos balançarem.
— Não seja bobo. Devo admitir que fiquei
aborrecida por um tempo, mas depois superei. Tenho uma vida agradável. Afinal,
eu cresci.
— Estou vendo.
A boca de Scott se curvou num meio sorriso,
tornando as covinhas do rosto duas linhas verticais. O brilho daquelas íris
azuis causou nela um arrepio que percorreu sua espinha, igual àqueles que não
sentia fazia pelo menos uma década.
Cinco minutos ao lado daquele homem bastavam
para torná-la um cachorrinho ansiando pelo afago do dono.
Lutando para manter a compostura, Jean cruzou
os braços, para o caso de sua camiseta branca não esconder o estado em que
ficaram seus mamilos.
— Então, o que tem feito durante todos esses
anos, Scott?
— Uma coisa e outra...
Bem, ele não era o que se poderia chamar de um
poço de informações.
— Quando chegou à cidade?
— Hoje.
— E o que o trouxe de volta?
— Negócios particulares.
— É mesmo?
— E uma história que li no jornal.
Jean não se lembrava de ter tido de arrancar
palavras dele como se fosse um dente com raiz grande. Mesmo porque, quando
passavam algum tempo juntos, conversar não era prioridade para eles.
As recordações afloraram, provocando-lhe ondas
de calor. A pressão de seus braços vigorosos abraçando-a com força. Os beijos
provocantes que faziam-na incendiar de paixão. Era eletrizante, excitante.
Jean empinou o queixo, decidida, para
estudá-lo melhor. Não o conhecia direito na época de sua partida, e, óbvio, não
seria diferente agora. Se fossem necessárias mil questões para chegar aonde
queria, ela as faria, mesmo porque havia mais de mil perguntas sem resposta.
— Que história foi essa, Scott?
— Um artigo num jornal de comércio anunciando
as datas dos campeonatos de rodeio dos colégios, junto com informações sobre o
novo rancho que Anna Marie está inaugurando. Vi também uma foto de Remy LeBeau e
Piotr Rasputin com ele.
— Estou impressionada.
— O quê?
— Você conseguiu formar duas frases compostas.
Scott guardou o cartão dela no bolso da
camisa.
— Treinamento militar.
— Como assim?
— Tira toda a graça da... — Parou, de repente,
como se já tivesse revelado muita coisa. Em seguida, tudo o que disse foi: —
...comunicação.
— Acho que eu não me sairia bem como militar.
— Jean...
A pronúncia de seu nome não era o suficiente
para fazê-la saber se Scott estava pensativo, ansioso ou apenas triste. Seu
olhar era vazio.
O que estaria pensando? Ou sentindo? O Scott
que conhecera seria fácil de decifrar. Uma vez descobrira, atrás de sua fachada
de menino rebelde, o carinhoso e gentil rapaz que adormecia dentro dele.
Demonstrara sem pejo seus sentimentos, até onde um adolescente podia fazê-lo. Jean
fora capaz de compreendê-lo com facilidade. Mas eles não tiveram contato até
duas semanas antes do final do último ano do colégio, depois do qual Scott se
alistara para o serviço militar.
E se Scott não tivesse ingressado nas forças
armadas? Estariam juntos agora? Ou teria alguma oportunista roubado seu
coração?
— Conte-me o que tem feito, Scott.
— Viajado bastante. Nunca permaneço no mesmo
lugar por longos períodos.
— Por quê?
Pela segunda vez, ele ignorou a indagação
direta. Mas dessa vez esboçou seu primeiro sorriso genuíno. Foi o bastante para
encantá-la e fazê-la esquecer de que não respondera ao que lhe perguntara. Que
Deus a ajudasse, Scott Summers tinha o poder de levá-la à loucura.
— O que foi?
— A mesma Jean tagarela... "Engano seu,
querido."
— Então, você não fica muito tempo num lugar.
Por causa do serviço militar?
Scott fez um gesto afirmativo.
— Sente saudade de seu pai?
— Não muito, agora.
O pai de Scott morrera de enfarte cinco anos
atrás. Jean soube que ele voltara à cidade para ajudar a avó com o enterro, mas
naquela época estava na Flórida de férias com seus parentes. Isso a fez se
sentir ao mesmo tempo aliviada e melancólica. Creditara o fato ao destino.
Foi aí que se lembrou da expressão
"negócios particulares" que ele usara para justificar seu retorno a
Destiny. Durante anos, uma parte dela esperou que Scott voltasse, mas acabou
desistindo. Por isso fora tão chocante reencontrá-lo.
— Lamento por sua avó, Scott. Sentimos sua
falta no funeral. Metade de Destiny estava presente. Foi uma pena você não ter
podido vir. Por que não veio?
— Estava... trabalhando,
— Elaine disse que não tinha notícias suas e
que mensagens pessoais não chegavam a seu conhecimento quando estava envolvido
em um projeto.
— É verdade.
— Mas ela morreu há seis meses. O que o
impediu de vir até agora?
Scott deu de ombros.
— Eu perdi o enterro. Depois disso, não vi
urgência em voltar.
— Elaine costumava afirmar que seu trabalho o
sugava como um buraco negro.
— Vovó era boa com as metáforas.
— E o amava. Sentia-se orgulhosa por você
servir a seu país. Eu tinha grande afeição por ela.
Quando Jean abriu sua loja, resolvera morar
sozinha em um apartamento. Três anos e meio depois, comprou uma casa vizinha à
de Elaine. A amizade entre elas logo se aprofundou. A senhora esforçava-se para
mantê-la sempre informada de que seu neto não estava envolvido em outro
relacionamento. Parecia ter um certo prazer nisso. Jean a adorava, e Rachel
também.
Rachel, sua filha com Scott. Se ele não
tivesse desaparecido daquela forma, teria lhe contado sobre ela. Chegara mesmo
a tentar, mas depois desistira e acabara achando melhor nada revelar.
Embora pudesse contar-lhe agora, isso não era
algo que se despejasse assim, de uma hora para outra. Além disso, Scott na
certa não se estabeleceria em Destiny. Cuidaria do espólio da avó e partiria em
seguida, dessa vez para sempre, visto que não tinha mais família naquele lugar.
Pelo menos uma que conhecesse.
Jean percorreu o olhar pela multidão à procura
dos cachinhos pretos da filha. Vira a menina perto
dali fazia poucos instantes em companhia do xerife Xavier, suas filhas
gêmeas e Ororo Monroe. Porém, agora só
conseguia avistar o xerife.
— Para onde elas foram?
— Quem? — Scott girou nos calcanhares para
olhar naquela direção.
— As três garotinhas que eu estava vigiando.
Andavam entre os quiosques agora mesmo.
— Como são?
— Duas são gêmeas. São filhas do xerife. A
outra está de blusa rosa e jeans.
Scott esquadrinhou toda a área circunvizinha,
muito atento, como um caçador treinado. Havia uma força, vibrante nele da qual Jean
não se lembrava. O que ele teria passado durante os anos em que não se viram?
— Nenhum sinal, Jean.
— Também não as estou vendo. Droga, agora há
pouco um estranho aproximou-se delas...
— Rodeios são assim mesmo, cheios de gente
desconhecida.
— Eu sei. Mas esse homem causou-me má
impressão. Ache graça, se quiser.
Scott meneou a cabeça.
— Aprendi a não subestimar o sexto sentido de
ninguém. Quando Anna Marie passou em seu
quiosque, Jean sentiu um arrepio.
Desde que Remy LeBeau retornara a Destiny, era
como se o passado estivesse rondando a todos. Tivera a sensação de que ele era
um ser de outro planeta. Logo depois, o xerife se aproximou das meninas e o
estranho desapareceu. Agora, com o sumiço das crianças, a impressão ruim voltou
mais intensa.
Naquele momento, Jean avistou a irmã de Anna e
a chamou:
— Ororo!
A garota franzina de olhos verdes sorriu para
ela.
— Olá, Jean. — E aproximou-se. — Você me
parece familiar...
— Sou Scott Summers.
— Ah, eu me lembro! — Ororo lançou um olhar
malicioso para Jean, como se parabenizando-a por seu bom gosto por homens.
Percebendo a expressão preocupada em seu semblante, quis saber: — O que há?
— Eu a vi com as meninas agora há pouco, Ororo.
Sabe que direção elas tomaram?
— Sim. Creio que Kitty e Tarynforam para a
barraca de refrigerantes. Rachel estava indo em direção da arena.
— Oh, meu Deus! Aquela menina está sempre
aprontando alguma travessura!
Ao notar a intensidade do olhar de Scott, Jean
tentou se acalmar. A última coisa que queria era vê-lo procurando saber aquilo
que não devia, pelo menos por enquanto.
— Tenho certeza de que Rachel está bem, Jean.
— Faça-me um favor, Ororo. Tome conta do
quiosque, enquanto verifico o que está acontecendo. — Abriu a porta de madeira.
— Tudo bem. - Ororo trocou de lugar com ela. —
Farei o possível para manter as vendas.
— Não se preocupe. De manhã isto aqui esteve
uma loucura, mas agora está calmo. Voltarei em alguns instantes. Obrigada, Ororo.
Até logo, Scott. — E se foi, apressada, em direção à arena.
— Irei com você. — Scott a alcançou
— Não é necessário. — Jean apressou o passo.
Pensou até em sair correndo, mas logo desistiu da idéia tola.
Afinal, como competir com aquelas pernas
longas e musculosas? Não tinha a menor chance de vencê-lo. Além disso, Scott
poderia estranhar sua atitude e começar a questioná-la.
Quando alcançaram a arena, o cheiro de feno e
lama se acentuou. Porém, Jean não teve dificuldade em avistar sua filha,
perigosamente debruçada sobre a cerca, observando a movimentação.
Rachel olhava para a frente e seus pés quase
tocavam uma tábua solta da baia onde se encontravam os animais. O mau
pressentimento de Jean cresceu.
— Rachel! Desça já daí.
A garotinha a viu e deu um impulso, para
acenar em sua direção.
— Olá!
— Oh, meu Deus! - O coração de Jean quase
saltou pela boca com a cena que se seguiu.
Rachel perdeu o equilíbrio e tombou para o
interior da baia. A atenção do todos se mantinha voltada para Remy Rafferty,
que falava ao microfone. Ninguém próximo à criança notara sua queda.
Scott não hesitou. Sem emitir um som, avançou
e pulou para dentro da baia. Bateu com violência na traseira dos bezerros
agitados, para afastá-los, e, no momento seguinte, segurou Rachel nos braços,
virando-se de costas para colocar seu corpo entre ela e os animais que
ameaçavam atacá-los. Pulou a cerca de volta em questão de segundos, agarrado à
criança.
Enlaçando-lhe o pescoço largo, Rachel sorria.
— Obrigada, senhor.
— Você está bem?
— Sim. — Olhou em direção à mãe. — Talvez
não... Mas pode me colocar no chão assim mesmo. Agora terei de arcar com as
terríveis conseqüências.
— Você se machucou? — Jean examinou seus
braços e apalpou o rosto apenas sujo, à procura de cortes e arranhões. Por
sorte, não encontrou nenhum.
— Ela está bem. Foi só o susto. — Scott
esquadrinhou a multidão. — Mas temo que não será fácil achar seus pais.
Os olhos azuis que Rachel herdara do pai
encararam-no, surpresos. Aproximando-se dele, disse:
— Não é necessário procurar meus pais.
— Como assim? — perguntou, confuso.
— Só tenho mãe, e está bem aqui.
Jean prendeu a respiração, depois encarou-o. O
rosto de Scott não revelava suas emoções, mas parecia um pouco tenso, como se
cada célula estivesse atenta. Experimentou uma leve satisfação por, enfim,
perceber alguma reação nele. Todavia, a esperança de que não perguntasse nada
esvaiu-se de imediato.
— Mãe? — Scott arqueou as sobrancelhas.

1 Comentários
Imagino que vá ficar fulo da cara quando descobrir que Rachel é filha dele. 😂
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