Descrição: Dez anos atrás, a boa menina
Jean Grey provou o lado selvagem da vida ao namorar o playboy Scott Summers.
Juntos, geravam química suficiente para incendiar a cidade de Destiny, no
Texas. Mas o selvagem recruta Scott desapareceu após uma noite de intensa
paixão, deixando Jean com mais do que memórias... Agora Scott está de volta à
cidade. E, para sua surpresa, descobriu que Jean ainda o faz pensar em paixão e
beijos ao anoitecer... E descobriu também que uma noite de amor que tivera no
passado com Jean o tornara pai! Como o destemido Scott encararia a mais difícil
missão de sua vida: recuperar sua família?
(Baseada no livro de romance Você
não sabia que...)
Classificação Indicativa: K (5+)
Status: Em
Progresso
Tipo: Família,
romance.
Capítulo Anterior.
Jean esfregou os olhos insones e vermelhos e
olhou para o relógio do computador. Se pudesse congelar sua mente como aquela
tela, teria dormido como um bebê, em vez de passar a noite em claro, pensando
em Scott Summers.
Decidiu focar-se naquela questão técnica
tentando varrer de seus pensamentos o fato de que aquele homem selvagem e
irreverente estava de volta.
"Este controle serve para todos os tipos
de problema", pensou acionando as teclas. Notando que não houve mudança na
tela, meneou a cabeça com impaciência.
— Por que dessa vez tem de ser diferente?
Estou com tanta sorte que até meu computador enguiçou!
Mas seus pensamentos voltavam sem cessar
àquele beijo. Por que Scott fizera aquilo?
De repente, ouviu uma leve batida na porta da
frente e achou que estava imaginando coisas. Era muito cedo para alguém
aparecer em sua casa. Até Rachel, que costumava madrugar, ainda dormia.
Caminhou até lá, erguendo-se na ponta dos pés.
Olhou pelo olho mágico e avistou Scott.
Por instinto, abaixou-se, como se ele pudesse
vê-la, e encostou-se na porta, tentando controlar as batidas descompassadas do
coração.
O que Scott estaria fazendo ali? Por alguns
instantes, ponderou sobre não atendê-lo. Ele não conhecia sua rotina, poderia
pensar que já haviam saído.
"Droga! Meu carro está estacionado aí em
frente!" Mas havia a possibilidade de ainda estarem dormindo. Suspirou.
Covardia não era um de seus defeitos. Mais cedo ou mais tarde, teria de
enfrentar a situação. Não seria melhor fazer isso de uma vez por todas?
Removendo a corrente da fechadura, girou a
maçaneta.
— Bom dia, Scott. — Esboçou um sorriso.
— Jean...
— Você acorda cedo. — Fez um gesto afirmativo.
— Não preciso de muitas horas de sono.
— Gostaria de dizer o mesmo. — Observando-o,
apertou o cinto do roupão, ajustando-o.
Para um homem que dormia pouco, Scott tinha
uma ótima aparência. Seus cabelos bem-aparados não revelavam se tinham sido
penteados ou não. Vestia uma calça jeans desbotada e uma camiseta pólo que lhe ressaltava
os músculos bem torneados dos bíceps e do tórax.
— Como sabia que eu estava acordada?
— Ouvi você abrir as persianas.
Sua audição era privilegiada. Deveria se
lembrar disso.
— O que posso fazer por você?
"Conte a verdade, mulher. Ele tem o direito
de saber", um anjo soprava em seu ouvido direito.
"Scott não leu sua carta porque não
quis", argumentava um diabinho em seu ouvido esquerdo.
"É verdade", decidiu dar razão ao
último. Mas ele estava ali, naquele momento, e tinha o direito de saber.
— Pode me emprestar um pouco de pó de café, Jean?
Seria muito fácil entregar-lhe o que estava
pedindo e deixar que seguisse seu caminho. Mas Jean não podia fazer isso.
— Tenho uma proposta melhor. Não prefere uma
xícara de café quentinho? Não faz nem cinco minutos que fiz um bule.
— Sim, obrigado.
— Entre e siga-me, a cozinha é por aqui.
Jean abriu o armário para pegar as xícaras, e
o movimento fez com que o roupão se erguesse, revelando um pouco mais de suas
coxas.
Ainda de costas para Scott, ocupou-se
colocando o café fumegante nas xícaras, na esperança de, ao finalizar a tarefa,
poder encará-lo sem o rubor que lhe queimava as faces.
— Aqui está, Scott. Quer leite ou açúcar?
— Prefiro puro, obrigado.
— Não há por quê.
Scott observou o ambiente.
— Muito bonita sua casa. E aconchegante.
Jean acompanhou o olhar dele. Os armários em
madeira na parede e o balcão de cerâmica bege compunham uma decoração rústica e
de bom gosto. Ao final da cozinha, perto da sala de estar, havia uma mesa
embutida combinando com o balcão, atrás da qual encontrava-se a persiana, que
cobria a janela que dava para o jardim.
— Gosto dela. E o mais importante é que
consegui tudo sozinha.
Poderia ter soado mais defensiva? Fitou Scott
para saber se ele notara. A expressão com que a fitava era indecifrável. A
única reação emocional que pôde observar desde de que o encontrara fora quando
lhe apresentou sua filha. Quanto a ela, sabia muito bem quais eram suas
emoções.
Percebeu que Scott não se barbeara.
Parecia-lhe tão íntimo estar ali, tomando café com um homem que ainda não tinha
feito a barba... Era como se tivessem...
"Pare com essas bobagens, Jean!"
Tivera alguns namorados, mas estaria mentindo
se dissesse que já vira um rapaz tão sexy em sua cozinha. Na noite anterior, ao
vê-lo no rodeio, tivera a impressão de estar sendo atraída por uma visão. Mas
agora já era dia, o sol nascera e, apesar dos cabelos desgrenhados e da barba
malfeita, Scott Summers continuava sendo o homem mais lindo da face da terra.
E ela era a mulher que tinha um segredo que
também lhe pertencia.
Jean recostou-se no balcão, e Scott permaneceu
em pé, próximo à parede que separava a cozinha da sala de estar.
Abateu-se um silêncio constrangedor sobre
eles. No passado, os silêncios eram preenchidos com beijos úmidos e mãos
insaciáveis. Será que ele se lembrava disso?
Scott a encarou e colocou a ponta dos dedos
nos bolsos do jeans.
— Jean, eu...
— Sim?
— Quero explicar-lhe o que aconteceu.
— O quê?
Quando?
— Dez anos atrás. Porque eu não voltei.
— Não precisa.
— Preciso, sim.
Jean fez um gesto afirmativo, depois tomou um
gole do café.
— Está bem. O que aconteceu?
— Deve recordar a carta que lhe escrevi.
O ar abandonou os seus pulmões no instante em
que ocorreram as palavras exatas: "Siga seu caminho", "Não é
justo com você", "Não posso pedir que me espere".
— Refresque minha memória, Scott.
— Eu tinha certas qualificações e habilidades
que meus superiores reconheceram. Fui recomendado para as Forças Especiais. Uma
missão.
— Que bom para você.
Scott sorvia sua bebida, sem demonstrar
nenhuma reação ao sarcasmo dela.
— Eles selecionavam os candidatos a dedo,
baseados em suas qualificações e na falta de vínculos pessoais.
"Apenas um, para o qual você virou as
costas porque desconhecia, Scott."
— Continue — estimulou-o.
— Encorajavam-nos a cortar qualquer laço
afetivo, devido ao perigo da missão. Não sabíamos se conseguiríamos voltar
vivos.
— Mas você conseguiu.
— Sim. —
Dizendo isso, olhou para sua xícara de café como se fosse a única coisa que
pudesse ver. Os músculos de sua face contraíram-se e, de alguma forma, ela
soube que suas lembranças eram dolorosas.
— Mesmo assim
não me procurou.
Scott a encarou, sombrio.
— Sabia que não iria ser apenas uma missão, Jean.
Relacionamentos pessoais eram quase proibidos.
— Entendo.
— Minha carreira decolou.
— Parabéns.
— Descobri algo no qual eu era bom.
— E o que era isso? — Seus lábios se
contraíram.
— Poderia lhe contar, mas depois teria de
matá-la. — Jean sabia que Scott estava brincando, mas nem tanto assim. Em seu
jeito conciso tentava lhe dizer que era o tipo de homem que ia aonde os outros
temiam ir. Mas existia alguém que ele deixara para trás, e tinha o direito de
saber.
Mas como lhe contar? Ele nem tinha revelado
com clareza o que fazia para viver. Scott escondera os detalhes. Seriam tão
perigosos assim?
Scott era o pai de sua filha. E não podia
negar que ainda se sentia atraída por ele. Mas, o que sabia sobre Scott Summers?
Só que não ficaria ali. Talvez nem quisesse saber a verdade.
— Não seria justo fazê-la esperar, Jean.
— Obrigada por tomar a decisão por mim. —
Pretendera que sua frase soasse leve e casual, mas, ao contrário, foi irônica e
um tanto rancorosa. Estava dez anos atrasada para protestar por Scott não ter
entrado em contato. Contudo, as fortes emoções que se agitavam dentro dela
deixavam evidente que aquela situação ainda se encontrava longe de ser
resolvida.
— Quer que eu requente seu café? — Scott
assentiu.
Jean pegou o bule e caminhou em sua direção.
Para pegar sua xícara, teve de tocá-lo, cobrindo a mão dele com a sua. Ao
encontrar seu olhar intenso e obscuro imaginou para que missões tão perigosas Scott
era talhado.
Sua prioridade era proteger Rachel. Antes de
revelar-lhe quem era seu pai, tinha de saber mais sobre ele. Além disso, Scott
estava em Destiny de passagem. Seria certo revelar tudo à menina sabendo que
seu coração se partiria ao ver o pai ir embora? Se havia alguém que entendia
bem esse sentimento era Jean.
Afastou-se devagar até alcançar o outro lado
do cômodo.
— Pode me dizer quais foram as qualificações
que chamaram a atenção de seus oficiais ou terá mesmo de me matar depois?
— Essa informação não é secreta. Acho que
foram basicamente estas: um bom físico...
— O que não me surpreende. Naquela época se
encontrava em ótima forma, devido aos rodeios.
Um sorriso muito sexy curvou os lábios dele.
— ...paciência, boa observação e persistência.
Jean fora o foco de sua persistência no
passado. Scott fora muito sedutor. Por essa razão foi que se sentira aliviada
quando Scott revelou que não ficaria por muito tempo. Não queria essa sua
qualidade pairando sobre ela, ameaçando subjugá-la. No passado, não se saíra
bem com isso.
— Que outra habilidade o destacou?
— Lidava bem com computadores.
— Então sabe lidar bem com essas máquinas
teimosas? Talvez seja o homem de que estou precisando.
Scott ergueu o sobrolho num gesto malicioso.
— Oh!
— Não se empolgue, mocinho. Meu computador é
um mal-humorado, preguiçoso, cabeça-dura e imprestável monte de peças.
— Não me diga que se recusa a funcionar.
— Isso mesmo. Pane total.
— Quer que eu dê uma olhada?
— Mais do que possa imaginar.
Scott caminhou até a mesa e debruçou-se sobre
a máquina, observando a tela. Desligou o aparelho e esperou um pouco para
tornar a ligá-lo.
Antes que Jean pudesse se aproximar para ver o
que estava fazendo, mexeu em algumas teclas, endireitou-se e olhou em sua
direção.
— Acho que funcionará, agora. Se você souber
tratá-lo com jeitinho.
— O que fez? — Em seguida, abanou a mão, com
descaso. — Esqueça. Se me disser, talvez tenha de me matar depois, e não estou
tão interessada assim.
Ele deu uma gargalhada.
— É fácil.
— Para você. Não tenho vergonha de dizer que
sou péssima com a tecnologia. Tenho grande admiração por pessoas que a
entendem.
— Certo. Bem, agradeço pelo café, Jean. — Scott
caminhou até a pia, onde colocou sua xícara. — Não vou mais atrapalhá-la. Você
tem de trabalhar, e Rachel, de ir ao acampamento.
— Como sabe?
— Mencionou isso ontem à noite, quando afirmou
que estava na hora de ir para casa.
"E tem boa memória, além de tudo."
— Ainda posso preparar-lhe um desjejum.
— Mais uma vez, obrigado, mas não. Tenho um
compromisso inadiável.
Dizendo isso, Scott saiu.
— Rachel, é hora de acordar.
Jean colocou o sanduíche que preparara dentro
da lancheira da menina. Quando foi depositar a faca suja de pasta de amendoim
na pia, viu a caneca que fora usada por Scott. Passou o dedo em volta da alça.
Estava fria. Mas sua boca era quente. Lembrou-se da noite anterior. Nunca
esqueceria.
— Rachel Anne, vamos nos atrasar! — O som da
porta a fez virar-se.
— O que fazia lá fora?
— Ororo está ali do lado, conversando com Scott.
A menina vestia short jeans e a blusa
azul-clara tinha manchas de sujeira.
— Como sabe?
— Escutei os dois conversando...
— Andou subindo na árvore e espionando?
— Não precisei fazer isso, eles estavam falando
bem alto. Algo sobre um maldito testamento. O que quer dizer isso?
— Primeiro: essa palavra não é para ser
repetida.
— Testamento?
— Sabe muito bem que não me refiro a essa.
Segundo: Scott se referia ao testamento de sua avó, ou seja, como Elaine
gostaria que as coisas fossem feitas após sua morte.
Os enormes olhos azuis da menina toldaram-se,
do mesmo modo como acontecia com seu pai.
— Tenho saudade dela, mamãe.
— Eu também, princesa.
— Acha que Scott também está triste?
— Pode apostar. Era muito apegado a ela quando
garoto.
— Não entendo por que ele não voltou.
"Porque descobrir algo para o qual era
muito bom foi mais importante do que sua avó. Ou eu."
— Não sei explicar, amorzinho.
— Mamãe, escutei-os falar algo sobre vender a
residência.
— Faz sentido. O trabalho dele é no Exército.
Não tem necessidade de manter essa propriedade.
— Não quero que ele venda.
— Nem para alguém que tenha uma garotinha de
sua idade?
— Já tenho amigas de minha idade. Taryne Kitty
são minhas melhores amigas para sempre.
— Acho pouco provável Scott conservar a casa.
Como você mesma disse, não voltou mais à cidade. Por que não a venderia?
A menina deu de ombros.
— Não sei. Mas espero que-Scott fique morando
aqui, mãe. — Só faltava essa, pensou Jean. Rachel não tinha a menor noção de
sua ligação com o vizinho desconhecido e já se apegava a ele.
Não havia dúvida de que o fato de Scott tê-la
salvado na arena o fez parecer um daqueles heróis das histórias em quadrinhos. Jean
não sabia o que dizer para não ferir os frágeis sentimentos da criança.
— Venha, princesinha. Temos de nos apressar.
Não há tempo para trocar essa roupa que você sujou na árvore. Vou repetir o que
já lhe falei mil vezes: ainda irá se machucar com isso.
— Ah, mãe! Subir em árvores é tão fácil quanto
comer um doce.
— Aqui está sua lancheira. — Antes que Rachel
saísse, Jean segurou-a pelo ombro. — Não quero argumentação. Apenas faça o que
eu digo: nada de subir em árvores.
— Está bem...
Transpuseram apressadas a porta da frente.
Após trancá-la, desceram as escadas em direção ao carro. Ao alcançar o veículo,
Jean avistou Ororo caminhando para seu BMW, parado em frente à casa vizinha.
— Olá, Ororo — chamou-a. — Tudo bem?
— Ei, Jean! — cumprimentou, colocando seus
óculos de sol. — Estou bem. Sabe da novidade? Anna e Remy ficaram noivos ontem
à noite.
— Dê meus parabéns a eles.
— Darei. Mas neste momento Scott está
precisando de uma palavra amiga.
— O que há de errado?
Ororo colocou uma mecha de cabelos para trás
da orelha.
— Não posso revelar. Terá de perguntar a ele.
Segredo entre advogada e cliente. — Deu de ombros. — Está indo trabalhar?
— Sim. E você?
— Vou a Destiny pesquisar algumas possíveis
locações para abrigar uma filial de minha firma.
— Sério? Não sabia que estavam expandindo.
— Esta área está apresentando um rápido
desenvolvimento, e meus sócios acharam que tem grande potencial.
— Você trabalhará nesse novo escritório?
— Ainda não sei. Estamos só na fase de
planejamento. — O tom contido de sua amiga dava-lhe a impressão de que o
assunto era reservado.
Seria uma surpresa se Ororo decidisse ficar na
cidade e trabalhar na nova filial. Ela costumava associar Destiny a algumas
lembranças desagradáveis. O marido, que morrera dois anos após seu casamento,
também era cidadão local. Pelo menos ela tinha sido feliz durante um ano ao
lado do amor de sua vida, pensava Jean. Era mais do que ela tivera com Scott.
Não que ele fosse o amor de sua vida...
— Não quero atrasá-las. Rachel, como vai?
A menina respondeu e abriu um largo sorriso.
Observaram Ororo entrar no automóvel e partir.
— Mãe, lá está Scott.
Jean virou-se e avistou-o na varanda.
Pareceu-lhe... zangado? Aborrecido? Triste? Como um vulcão prestes a explodir?
Ela e Rachel demoraram para se acostumar com a
realidade do falecimento de Elaine. Jean suspeitava de que Scott só agora
estava se dando conta do fato. Precisaria de alguém para conversar?
A menina contornou o carro e correu em direção
às escadas próximas à entrada.
— Olá, Scott.
— Rachel! Não tem de ir para o acampamento?
— Sim. Queria saber se você está triste por
causa de Elaine? — a menina perguntou.
— Já a chamou assim antes. Por quê? — Jean
pousou a mão sobre o ombro da filha.
— Sua avó não gostava de ser chamada de Elaine
ou sra. Summers. E muito menos de madame. Dizia que tinha idade suficiente para
ser a tataravó de Rachel e pediu que abreviássemos isso para Elaine. — Rezou
para que seu tom tivesse soado o mais casual possível. O que dissera era
verdade. Só não contara tudo. — Você está bem? Rachel disse-me que escutou
vozes alteradas em sua casa.
— Isso mesmo — acrescentou a criança. — Ouvi
dizer algo coisa sobre um maldito testamento...
— Chega! Lembra-se do que lhe falei sobre esse
termo?
— Sim, mamãe. — Rachel baixou a cabeça.
— Vá se sentar no carro e esperar por mim.
— Está certo. — Começou a descer as escadas. —
Até logo, Scott.
— Até. — Virou-se para Jean. — Ela escutou
minha conversa?
— Desculpe. Rachel gosta de subir na árvore
que separa nossas casas. Vivo dizendo que não faça isso. Fico preocupada que
ela um dia se machuque. Mas...
— ...é teimosa como a mãe.
Jean olhou em direção à filha, que já se
encontrava sentada no carro.
— Quem sai aos seus não degenera. Mas seja
franco, Scott, você está bem?
— Não. Acabei de descobrir algo que me
aborreceu. — Jean prendeu a respiração. Ele saberia sobre Rachel?
Teria Elaine colocado algo sobre isso em seu
testamento? Sua pulsação acelerou.
— Gostaria de falar a respeito?
— Pode apostar que sim! — respondeu, furioso.

1 Comentários
Xiiiii, lá vem bomba, mas acho q n é dessa vez que ele vai saber sobre Rachel
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