CAPÍTULO 5 – JONALISMO INVESTIGATIVO E CODINOMES

 

Algumas semanas haviam passado desde a chegada de Bobby Drake à mansão. Agora aquele lugar parecia estar vivo.

Papéis espalhados, livros abertos, mapas rabiscados, o caos organizado típico de duas mentes inquietas ocupava a sala de estudos.

Scott Summers estava de pé diante de um grande mapa de New York, marcado com recortes de jornal e anotações. Linhas conectavam eventos, datas, locais. Ao lado, Hank McCoy analisava tudo com interesse genuíno. Até que Scott cruzou os braços.

— Um jornal chamam ele de Vingador Alado e o outro de Anjo Vingador. Salva crianças de incêndios, resgata animais e protege idosos de assaltos. Eu sei, ele é um Mutante.

Hank ergueu uma sobrancelha, ainda olhando o mapa.

— Você fala como se fosse um jornalista investigativo, Scott. - Ele ajustou um dos papéis - E como um bom jornalista investigativo… — fez uma breve pausa — você parece estar certo.

Scott apontou para um ponto específico no mapa.

— Tenho certeza que se o Professor colocar o Cérebro pra rastrear, vamos encontrá-lo aqui perto, em Nova York mesmo.

Hank assentiu.

— Se ele foi capaz de nos encontrar em Illinois e no Nebraska… de certo consegue encontrar outros aqui também.

Scott permaneceu pensativo.

— Mas esse parece ser diferente, Hank.

— Diferente como?

— Ele age como um herói. — Scott virou levemente o rosto. — Ele não está sendo perseguido como a gente... Está mais pra… Homem-Aranha.

Hank soltou um leve som pensativo.

— O Professor já descartou o Aranha como Mutante.

— Sim. Ele não é. Um de nós. — Scott apoiou a mão na mesa. — Mas mesmo assim… ele é perseguido pelos jornais. - Ele olhou novamente para o mapa. — E esse “anjo vingador”… também.

Hank coçou a cabeça.

— Talvez seja uma questão de tempo até a multidão decidir que ele também é uma ameaça.

Scott assentiu.

— Eu sinto isso.

Silêncio.

Então Hank mudou levemente o tom, mais leve:

— Magrão… já reparou que todos eles usam codinomes?

Scott olhou de lado.

— Nunca pensei muito nisso.

— Talvez devêssemos — continuou Hank. — Nome de guerra. Identidade de campo.

- Qual seria o seu?

- Fera! Era assim que me chamavam no futebol. Eu era uma Fera em campo. Disse ele orgulhoso. – E você?

Scott soltou um pequeno suspiro um pouco frustrado.

— Antes de eu vir pra cá… já me chamaram de coisa não muito agradáveis.

Hank inclinou a cabeça.

— Tipo o que?

Scott respondeu seco:

— Rejeitado, fracassado, aberração, cegueta… caolho…

Hank piscou, confuso.

— Caolho? Mas você tem dois olhos.

Scott deu de ombros.

— E existe lógica em gente que só sabe espalhar ódio?

Hank sorriu de leve.

— Definitivamente não. – Hank queria animar seu amigo o fazendo dar novas perspectivas ao seu próprio passado.

— Mas… você já leu sobre o ciclope da mitologia?

Scott revirou levemente os olhos.

— Lá vem você com referências literárias...

Hank se animou, apoiando-se na mesa.

— Escuta isso.

Ele começou, quase como se estivesse explicando uma teoria:

— Os ciclopes míticos viviam entre dois extremos: podiam ser construtores habilidosos, civilizados… ou criaturas caóticas e destrutivas, como Polifemo.

Scott ficou em silêncio, ouvindo.

— Isso tem muito a ver com você.... Você vive exatamente nessa tensão. Controle absoluto… ou destruição total.

Scott não respondeu de imediato.

Hank continuou:

— E tem mais. O seu visor de quartzo rubi… cria a aparência de um único olho vermelho brilhante.

Scott tocou levemente os óculos, quase por reflexo.

— Como o olho central do Ciclope.

— Exato.

Hank agora estava totalmente envolvido.

— E, assim como os ciclopes forjavam armas para os deuses… você usa sua “visão”, não só literal, mas estratégica, pra moldar o campo de batalha.

Ele apontou para o mapa.

— Você constrói a estratégia.

Scott absorveu tudo por alguns segundos. Então:

— …é uma boa comparação.

Hank sorriu, satisfeito.

— Eu sabia.

Nesse momento, a porta se abriu, Bobby Drake entrou, olhando ao redor com curiosidade.

— O que é tudo isso?

Hank respondeu imediatamente, apontando para Scott:

— Obra do Ciclope. Nosso jornalista investigativo.

Bobby piscou.

— Ciclope? Por quê? Você fez isso com um olho só?

Scott soltou um suspiro cansado.

— O Hank está tentando criar codinomes.

— Nome de guerra — corrigiu Hank.

Bobby abriu um sorriso.

— Ah, isso é legal.

Ele deu de ombros.

— Então eu sou o Homem de Gelo. Por motivos óbvios.

Scott olhou para ele e depois para Hank. Um leve sorriso apareceu. A mansão já não parecia vazia e nem silenciosa. Agora… parecia o começo de uma equipe.

O escritório estava silencioso, iluminado apenas pela luz suave que entrava pelas janelas altas. Scott Summers bateu levemente na porta.

— Entre — disse Charles Xavier.

Scott entrou com um dos recortes de jornal em mãos.

— Professor… precisamos falar sobre o “vingador alado”.

Xavier ergueu levemente o olhar, curioso.

— Imagino que tenha novidades.

Scott se aproximou, colocando o recorte sobre a mesa.

— Eu e Hank cruzamos dados. Aparições, padrões, locais… - apontou para algumas marcações — ele está operando em New York.

— E eu tenho certeza que ele é um mutante.

Xavier observou o mapa por alguns segundos… e então sorriu.

— Estou orgulhoso, Scott.

O jovem piscou, surpreso.

— Orgulhoso?

— Sua iniciativa. Sua análise. — Xavier assentiu. — Você está começando a pensar como um líder.

Scott ficou em silêncio por um instante.

— Então… o senhor também acha que ele é mutante?

— Não apenas acho — respondeu Xavier. — Eu já o rastreei com o Cérebro.

Scott imediatamente se inclinou levemente para frente.

— E?

— Ele não é um desconhecido... Já o conheço.

Scott franziu a testa.

— Espera… o senhor já estava dando aulas particulares pra ele também?

Xavier soltou uma leve risada.

— Não, Scott.

— Então tem outros alunos?

— Apenas um — corrigiu Xavier. — Ou melhor… uma aluna.

Scott cruzou os braços.

— Uma pergunta, o Instituto Xavier é uma escola só para rapazes?

— De forma alguma — respondeu Xavier com calma. — No caso dela… sua mãe não permite que ela venha morar aqui. Cautela de mãe. Como vivem próximos, eu a visito algumas vezes por mês.

Scott assentiu devagar, processando.

— Entendi…

Mas logo voltou ao ponto inicial:

— E o Anjo vingador?

Xavier entrelaçou os dedos.

— O Cérebro me permitiu identificar sua identidade secreta.

Scott arregalou levemente os olhos.

— Sério?

— Sim.

— E… quem é?

Xavier manteve o silêncio por um segundo.

— Ele é filho de um velho amigo meu.

Scott abriu a boca para insistir… Mas parou. Algo mudou na expressão dele. Ele recuou um pouco.

— Espera…

Xavier observou, atento.

— Eu e Hank… a gente estava falando sobre isso.

— Sobre o quê?

— Codinomes. Identidade em campo. — Scott cruzou os braços.  Proteção.

— Se alguém não quer ser identificado… talvez a gente não devesse invadir isso. O Cérebro é… meio indiscreto.

Completou Scott. Xavier o encarou… e assentiu.

— Você está absolutamente correto.

Scott relaxou levemente.

— Então…?

— Então, para preservar a identidade desse jovem… — disse Xavier — eu irei sozinho. Sem expô-lo desnecessariamente.

Scott assentiu. Mas antes que pudesse sair...

— Scott.

Ele virou.

— Você fez um excelente trabalho.

Um pequeno aceno.

— Obrigado, professor.

E saiu.

 

Horas depois…

 

Centerport, Nova York

 

Uma mansão completamente diferente surgia diante de Charles Xavier. Luxuosa. Imponente. Cercada por jardins perfeitamente alinhados. Ele foi recebido sem cerimônia.

— Charles! — disse o homem com entusiasmo ao entrar na sala. — Faz tempo.

Xavier sorriu.

— De fato.

— Sente-se, vou pegar um uísque — disse o homem, já se afastando.

A familiaridade era evidente. Amizade antiga. Tinha respeito e confiança. Mas também… segredos.

Aquele era Warren Worthington Jr. Ele é um empresário bilionário que esperava que seu filho continuasse o legado familiar da Worthington Industries. Ele sabia que Xavier estava lá não por conta dele, mas sim, pelo incidente envolvendo o seu filho, Warren Worthington III.



Warren Worthington III frequenta a Academia Phillips Exeter, um dia asas emplumadas começam a crescer em suas omoplatas. Inicialmente, Warren se sente um esquisito e uma aberração, mas logo descobre que pode usar suas asas para voar e ajudar as pessoas. Quando ocorre um incêndio em seu dormitório, ele pega emprestado alguns adereços do departamento de teatro da escola, se veste de anjo celestial e resgata seus amigos. Ele logo descobre que, na verdade, é um mutante . Ele veste uma máscara e um traje, se autodenomina o Anjo Vingador e se torna um aventureiro solo.

Quando seu pai descobriu, começaram os embates. Warren Jr não queria que seu filho fosse mutante e até chegou a propor que seu filho fizesse cirurgia para remover suas Asas. O clima entre pai e filho estava ficando muito desgastante de tensões.

Então ele aceitou receber seu velho amigo Charles Xavier para conversar com seu filho.

A porta se abriu novamente. Um jovem entrou. Warren Worthington III.

— Pai, você queria falar comigo?

A voz veio de outro cômodo:

— Já vou! — respondeu o homem.

Warren caminhou mais alguns passos… até perceber. Seu pai estava paralisado com um copo nas mãos. Imóvel.

Warren franziu a testa.

— Pai?

A voz veio, calma e controlada.

— Warren. Lembra-se de mim?

O jovem se virou e Xavier estava ali observando-o.

— Lembro você é o Professor Charles Xavier, meu pai estudou com você. Disse que viria. O que… — Warren deu um passo para trás — o que você fez com ele?

— Nada permanente — respondeu Xavier. — Apenas garanti que possamos conversar sem interrupções.

Warren ficou tenso.

— O que é você?

Xavier avançou levemente.

— Alguém igual a você.

O silêncio dominou o ambiente. Warren estava desconfiado e queria manter descrição. Suas assas seguiam rigorosamente presas a um colete planejado para contê-las dentro da roupa.

— Eu não sei do que você está falando. – o rapaz se gui se fazendo de desentendido.

Xavier manteve o olhar firme.

— As asas, Warren.

O mundo pareceu parar por um segundo.

— Eu não vou deixar o seu pai arrancá-las — continuou Xavier — a menos que você queira.

Warren ficou imóvel.

— Como você…?

— Eu sei quem você é.

— Sei o que aconteceu no dormitório. O incêndio. O medo. As falhas de segurança. Suas aventuras como Anjo Vingador. A exposição.

Warren desviou o olhar.

— Você veio me chantagear?

- Não! Eu vim lhe oferecer ajuda com o seu pai. Ele ainda tem muitos preconceitos contra os mutantes.

- Eu não pedi por isso.

— Nenhum de nós pediu. Existe um lugar onde você pode entender isso. Onde pode aprender a usar seus dons sem medo.

Warren levantou o olhar lentamente.

— Dons…

— Você não é o único, Warren. Há outros como você. Meus alunos.

O jovem hesitou. Entre medo… e esperança.

— E você pode me ensinar?

Xavier sorriu levemente.

— Sim.

 

Salem Center, Condado de Westchester, Nova York

 

O som do carro parando diante da Mansão X quebrou a rotina da tarde.

Dentro da sala de estudos, Hank McCoy levantou o olhar do livro. Bobby Drake estava jogado em uma cadeira, equilibrando um lápis no dedo. E Scott Summers… já estava de pé.

— Ele chegou — disse Scott, direto.

Hank fechou o livro.

— “Ele”?

Scott apenas lançou um olhar significativo. A porta se abriu. Charles Xavier entrou primeiro. Logo atrás dele: Warren Worthington III.

Postura ereta, roupas impecáveis e de grifes exclusivas. Mas o olhar… atento. Avaliando tudo.

— Senhores — começou Xavier — acredito que seja o momento de formalizar nossa equipe.

— Este é Warren Worthington III.

Hank imediatamente arregalou os olhos.

— Worthington… *Worthington*?

Warren ergueu uma sobrancelha, levemente surpreso.

— Imagino que o sobrenome não passe despercebido.

Hank se levantou rapidamente, ajustando a postura.

— Você é herdeiro da Worthington Industries? A empresa que atua em aviação, tecnologia, pesquisa experimental?

— Você conhece a nossa empresa. Ela está sempre em expansão. — respondeu Warren, com naturalidade.

Hank soltou um pequeno riso incrédulo.

— Fascinante.

Bobby inclinou a cabeça, analisando Warren de cima a baixo.

— Então deixa eu ver se entendi… - Ele se levantou, cruzando os braços. — Você podia estar em… sei lá… uma festa em Ibiza oou Saint-Tropez, num iate, rodeado de gente rica e…  Prefere sair por aí sendo um “anjo vingador” mascarado?

Scott soltou um leve suspiro pois queria ser acolhedor com o novo aluno e achou a atitude de Bobby invasiva.

Hank tentou conter um sorriso.

Warren, por outro lado, não se ofendeu.

— Eu prefiro pensar que tento ser um privilegiado consciente.

Em um tom era calmo e seguro.

— Minha família sempre esteve envolvida com filantropia — continuou ele. — Ajudar não é exatamente algo novo pra mim.

- Eu sou Scott Summers – Ele estendeu a mão e foi correspondido – Então você é o Anjo Vingador. Seja bem-vindo. Eu e Hank estávamos acompanhando suas ações pelos jornais.

- Estavam? E o que acharam.

- Você é corajoso. Precisamos de coragem para os treinos na sala de perigo.

No lado oposto da sala o Professor Xavier observava seu sonho ganhando vida, seu alunos tomando iniciativa e interagindo. Era, de fato, o início dos X-Men.

A sala de Perigo onde eles treinam finalmente estava em uso.

 




Luzes acesas. Sistemas ativos. O espaço amplo antes vazia agora tinha propósito. A simulação mais realista que a mente de Xavier poderia criar estava em uso.

No centro, Charles Xavier observava seus quatro alunos.

— Hoje começamos algo diferente — disse ele. — Treinamento em equipe.

A simulação começava. Uma cidade surgia prédios altos. Ruas estreitas. Sirenes ao fundo. Pessoas correndo — projeções, mas realistas o suficiente para gerar pressão.

A simulação não esperou. Começou em movimento.

— Dispersão inicial — ordenou Scott Summers, já analisando rotas. — Warren, visão aérea. Agora.

Warren Worthington III não hesitou. Um impulso e suas asas se abriram com força controlada. Em segundos, ele já estava acima dos prédios projetados.

— Campo visual amplo — disse, a voz firme. — Multidão ao norte… e movimento incomum no cruzamento leste. Algo… deslocando rápido demais.

— Marca posição — respondeu Scott. — Hank?

Hank McCoy já estava agachado, analisando o chão, os padrões, o fluxo.

— As rotas de fuga estão inconsistentes — disse. — As projeções estão reagindo a algo central… não aleatório.

Ele levantou o olhar.

— Existe um ponto de origem.

— Coordenadas? — perguntou Scott.

— Cruzamento leste. Warren está certo.

— Bobby — Scott virou o rosto — contenção lateral. Não deixa isso se espalhar.

Bobby Drake abriu um sorriso nervoso.

— Finalmente minha hora de brilhar.

Ele avançou.

O chão congelando sob seus pés, criando trilhas sólidas. Mas dessa vez… Controlado e direcionado.

— Fechando perímetro — disse Bobby. — E… ei, isso é até divertido.

— Foco — respondeu Scott, seco.

— Tá, tá.

Algo surgiu no cruzamento era uma forma instável. Energia pulsante. Mudando de posição em alta velocidade.

— Contato visual — disse Warren, do alto. — Não é humano.

— Padrão? — perguntou Scott.

— Errático.

Hank se aproximou lateralmente.

— Não é aleatório — corrigiu. — É reativo.

Scott estreitou o olhar.

— Então ele responde à gente.

— Exatamente.

— Ótimo… então vamos dar algo pra ele responder.

Scott avançou em posição firme.

— Bobby, reduz temperatura no setor três. Força ele a desacelerar.

— Já foi.

O ar caiu de temperatura. O movimento da entidade… diminuiu.

— Funcionou! — disse Bobby.

— Warren, conduz ele pra baixo — continuou Scott.

Warren mergulhou. Movimentos rápidos, precisos, guiando a entidade com pressão aérea.

— Ele está reagindo — disse. — Descendo.

— Hank, padrão de contenção.

Hank já estava se movendo.

— Ele responde a estímulos físicos e ambientais… então precisamos limitar opções. Ele olhou para Scott.

— Triangulação.

Scott assentiu.

— Executa.

Os três começaram a se alinhar com movimento coordenado. Sem treino prévio, mas funcionando. Bobby fechando espaço com gelo. Warren pressionando por cima. Hank guiando lateralmente. Scott observando tudo e calculando esperando o momento.A entidade tentou escapar. Foi rápida e desordenada.

— Agora — disse Scott.

Ele avançou com os Óculos alinhados.

— Saí da frente.

Os outros se moveram sem hesitar, com confiança com posição limpa. Scott disparou um feixe óptico preciso e controlado. Foi impacto direto. E a  entidade colapsou.

 

Dissipando a simulação.

 

A cidade desapareceu. A sala voltou ao inicio. Respiração pesada e ofegante de todos e os olhares cruzados.

Bobby quebrou o silêncio:

— Ok… isso foi MUITO melhor do que eu esperava.

Hank ajustou os óculos, satisfeito.

— Coordenação espontânea. Impressionante.

Warren pousou suavemente.

— Funcionou.

Todos olharam para Scott. Ele não sorriu costumava ser o mais sério entre os quatro rapazes. Mas assentiu.

— Funcionou.

No centro da sala, Charles Xavier observava.

— Primeira simulação — disse ele. — E já demonstraram algo essencial. Confiança.

Ele olhou diretamente para Scott.

— E liderança.

Depois, para os outros.

— E o mais importante… - Silêncio breve. - Vocês ouviram uns aos outros.

Bobby cruzou os braços, sorrindo.

— Até quando ele manda.

Scott ignorou.

Hank comentou:

— A dinâmica é promissora.

Warren completou:

— Mas ainda pode melhorar.  Porque isso foi apenas o começo. Cilope, Fera, Homem de Gelo e Anjo, vocês são os meus X-Men!

Capítulo 4 - ZERO KELVIN E O CÉREBRO

Capítulo - 6 - NEM SEMPRE SE GANHA