Título: Divisão Criminal Mutante. Capítulo XVII: O Sequestro

Adequado para o público com 13 anos ou mais, com alguma violência, linguagem grosseira menor, e menores temas adultos sugestivos.

Status: Fic em andamento, Multi-capítulos

Tipo: Romance, Policial, Suspense.

Base: X-men animated, Séries policiais (X-Files, Bones, The Closer)

 

O SEQUESTRO

Corsário fala que não quer atritos com Scott e que seu Assunto é com a Dra Grey. Jean Fica surpresa. Scott ameaça Corsário mais uma vez.

- Dra Grey, foi o Stryker quem matou o seu pai. Sei que está tentando provar que não fui eu, és a única que acredita em mim.

- Jean você está tramando com ele para descobrir quem matou o seu pai? - Scott perguntou irritado.

- O que? Não Scott! - Jean fala tão surpresa quanto Scott - Corsário, por que você sempre está por perto quando alguma coisa ruim acontece? Por que você está sempre me perseguindo?

- Dra Grey você é a única que pode me ajudar e não vou abrir mão disso.

- Não vou ajudar você! - Ela disse segura.

- Vai querer ajudar quando descobrir que o Sinistro atacou sua família. Assim como fez com a minha.

- Quem é Sinistro? - Scott perguntou.

- Como assim atacou minha família? Você acabou de falar que foi o Stryker.

- Você é a mutante mais poderosa que já passou pela Terra. Xavier sabe disso. Stryker sabe disso. Seu pai sabia disso e o Sinistro também. Por isso quer você.

- Mas do que você está falando? – Perguntou Jean inquieta.

- Sinistro rapta crianças para fazer experiências com mutantes. Por isso o Summers tá na mira dele há muito tempo. – Respondeu Corsário.

- Você trabalha para esse cara? Por isso sequestrou as crianças no Nebraska?

- Você entende tudo errado Summers. Isso é irritante.

- Chega Corsário. – disse Scott irritado - Você tem o direito de permanecer em silêncio. Tudo o que você disser poderá ser usado contra você em um tribunal!

- Você está me dando voz de prisão? Sinto muito, não vou lhe obedecer. Nem o Xavier me prendeu não é você que vai.

Corsário parecia ciente de que não iria ser preso.

- Ah ele vai sim! – Jean prende Corsário com telecinese – Algeme ele Scott.

Scott tinha satisfação ao ver que finalmente Corsário estava sendo preso. E o melhor de tudo, era qele quem o prendia.

Corsário imobilizado continuava falando:

- São os seus genes Dra Grey. Ele quer os seus genes.

Scott prendia Corsário com algemas quando falou para Jean:

- Jean apaga mente dele.

- Não consigo Scott. Ele tem barreiras mentais mais fortes que as suas.

- Ele acabou de falar que você é a mais forte! APAGA A MENTE DELE AGORA! É UMA ORDEM AGENTE GREY!

- Eu não consigo Scott.

Scott então dá um soco no rosto de Corsário.

- Scott não faça isso. Ele já está imobilizado.

- APAGA A MENTE DELE!

- JÁ DISSE QUE NÃO CONSIGO! – Jean falou irritada.

Corsário continuava a falar:

- Dra Grey ele tem planos para você desde quando você ficou internada no hospital psiquiátrico. Tem seus genes. Mas precisa dos seus óvulos ou de um filho seu.

- MAS QUE MALUQUICE VOCÊ ESTÁ FALANDO? – disse ela confusa e curiosa, porém irritada – CORSÁRIO VOCÊ ESTÁ ABRINDO MÃO DO SEU DIREITO DE FICAR CALADO ENTÃO FALE! PORQUE A BALÍSTICA ENCONTROU SUAS DIGITAIS NA ARMA QUE MATOU O MEU PAI?

- JEAN VOCÊ TINHA ESSA INFORMAÇÃO E NÃO ME CONTOU.

- Nem tudo é sobre você Scott.

- EU SOU SEU SUPERIOR!

- Dra Grey, seu pai e o Worthington II lhe protegeram como puderam. Mas com a morte do camarada Grey e o camarada Worthington deprimido com a situação do filho, sua mãe não será suficiente.

- VOCÊ ME PERSEGUE DESDE QUE EU PISEI NA ACADEMIA XAVIER. FALA DE UMA VEZ CORSÁRIO! O QUE QUER? – Jean estava irada.

- ELA FALOU PARA VOCÊ FALAR! – Scott falava mais uma vez golpeando Corsário. Ele sentia prazer em bater naquele criminoso procurado.

- Eles vão levar seus sobrinhos. A essa hora já levaram.

Um furgão apareceu.

- Scott tem alguém chegando. – disse Jean tensa.

Era um furgão dos Piratas Siderais.

- Dra Grey sou Aliado. Se lembrem disso. Tenham bons sonhos.

Após corsário falar isso Jean e Scott dormiram.

Alguém saiu do furgão. Sonia, uma mutante com poderem de induzir o sono.

- Puxa vocês demoraram. – Disse Corsário.

- Corsário você não se acerta mesmo com o seu filho. Eu disse que isso um dia iria acontecer. Ele agora tá te caçando!

Corsário estava com um misto de tristeza por não conseguir se aproximar do filho mas também de orgulho, pois agora Scott era uma agente federal.

- Sonia, por favor, faça-os despertar assim que sair do quarteirão. Os sobrinhos dela estão em perigo.

Após 5 minutos Scott acordou e viu que Jean ainda estava desmaiada. Nenhum sinal de Corsário.

Ele gritou de ódio. Mais uma vez Corsário havia escapado. Scott estava cego de raiva. Ele escapou mesmo depois de ter sido algemado. Mas ele estava com raiva de Jean por ela não ter falado tudo a ele. Ele a acordou. Sem muito afeto. Fala com ela como superior.

- Acorde Agente Grey. Você está bem?

- O que aconteceu?

- Você que é a telepata aqui, não eu.

- Você que me acordou. Cadê o Corsário?

- Pelo visto você tem mais contatos com ele do que eu.

- Não tenho não. Por que está agindo como um idiota?

Ela o encarava com raiva.

- Eu vou para casa. Você vem comigo ou não.

- Eu não entro no carro com você desse jeito.

Jean virou-se pegando o celular para chamar uma condução.

- Para onde você vai agora? Encontrar com ele? – Scott a indagou.

- É com isso que você está preocupado? É sério Scott?

- Eu acabei de descobrir que a minha namorada tem segredos com um terrorista que me persegue desde criança e agora você está me virando as costas.

- Você está visivelmente desequilibrado, nem sei se tem condições de dirigir depois do que passamos. Está agindo como um idiota comigo mesmo depois do Corsário ter falado que a minha família está em risco! EU VOU VER A MINHA FAMÍLIA!

Scott havia ficado cego de raiva que havia esquecido isso. Respirou fundo e agora mais brando disse:

- Eu vou com você.

- Não você não vai!

- Por que não?

- Porque eu não quero! Você não é o único que tem traumas Scott! O mundo não gira ao seu redor.

O carro chegou, Jean entrou no carro e saiu.
Ele observava o carro sair e colocava seus pensamentos em ordem.

 

Aquele desgraçado me fez brigar com a Jean quando ela mais precisa de ajuda. Eu vou matar ele! Mas antes eu preciso saber que é esse Sinistro que quer pegar a Jean. Se o Corsário estiver falando a verdade Jean está em risco esse tempo todo. E só tem uma pessoa que pode me informar sobre isso.

 

Scott foi a casa de uma velha conhecida: Emma Frost.

 

- Olá Scott. O que você queria falar comigo?

- Você é a única pessoa que eu conheço que conhece esse tal de Sinistro. Falou dele uma vez. Me fala dele.

- Faz tempo que não bebemos juntos. Wisk?

- Na CIA vocês bebem em missão?

- No FBI você não bebem?

Emma tentou manipular a mente de Scott para beber com ela. Mas ele estava mais resistente que da última vez.

- Estou dirigindo. Quem sabe um outro momento.

Emma precisava oferecer informações mas nem tanto.

- Sinistro é um engenheiro genético que já fez parte do Clube do Inferno. Ele gosta de mutantes poderosos. É o que sei.

- Por isso ele quer a Jean?

- Se fosse ele apenas... todos querem a Jean. Até você.

- Por que fala isso?

- Summers você não é ingênuo. Porque acha que o seu Papai Xavier a colocou para entrar no FBI sem precisar fazer exames? Você mesmo a escolheu para sua equipe. Ela é a melhor em tudo por conta da mutação dela. Ela é a mutante mais poderosa que já passou pela Terra.

- Ela não parece tão poderosa.

- Ah ela é. Só não é manipuladora. Diferente de mim e do Xavier que brincamos com a sua mente. Mas podemos brinca como antes... – Ela se aproximou e beijou ele.

- Eu passo.

- Você fica mais divertido quando bebe.

- Não estou em clima para isso Emma.

- Mas eu sim. Porque eu sou diferente da ruivinha, eu gosto de manipular a sua mente ao meu prazer.

Scott agora parecia estar enfeitiçado. Eles começaram a se beijar.

- Assim está melhor querido.

Diferente das outras vezes Scott apresentou maior resistência a manipulação de Emma. Então afastou Emma com educação.

- Agradeço sua informação. Boa noite Emma.

- Você não pode me deixar assim Scott.

- Preciso ir.

 

 

Casa dos Greys

 

Jean chegou preocupada. Já sabia o que havia ocorrido. Sarah sua irmã estava em prantos.

- Jean, eles levaram meus filhos. – Sarah chorava desesperada.

- EU vou encontra-los.

Jean decidiu ligar para a única pessoa que ela sabia que iria lhe ajudar: Charles Xavier.

- Charles, nós precisamos conversar.

 

Casa de Xavier

 

- Eu preciso que você seja honesto comigo Charles. A morte do meu pai e o sequestro dos meus sobrinhos estão conectados a minha condição mutante sim ou não?

- Creio que sim minha querida.

- Não me chame de minha querida. Você me manipulou a vida toda. Scott tem razão, você abre a fecha mentes ao seu prazer.

- Foi para o seu bem.

- Meu pai foi assassinado. Warren está em coma e você sequer me fala desse Camarada Aliados.

- Que camaradas Aliados você está falando Jean.

- IB..

- Eu não faço parte deles. Mas conheço alguns. Eu decidi entrar para o governo, já era agente. Agir dentro das leis.

- Como você conheceu o meu pai?

- Seu pai me procurou quando Sinistro tentou sequestrar você pela primeira vez ainda no hospital psiquiátrico.

- Está me dizendo que o Corsário estava certo?

- O Corsário falou com você?

- O que ele quer com o Scott? Porque você adotou o Scott?

- Me afeiçoei a Scott desde que o conheci. Moira queria o adotá-lo. Me chamou para ajudar a protege-lo. Tínhamos planos de formar a nossa família. Adotei o meu filho porque o amo e queria protege-lo.- Ele disse honesto.

Mas Jean não se comoveu.

- Bonita sua história Charles, e acredito nela. Mas isso não responde o que Sinistro quer com Scott. E também comigo. Por que tudo isso?

- Os IB descobriram que os seus nomes, o seu e o de Scott estavam no laboratório do Sr. Sinistro. Provavelmente pegou seus dados mutantes quando vocês passaram parte do tempo internados em hospitais por longos períodos. O seu pai ficou em pânico. Tentou esconder você de tudo e de todos. Sabia que teria um alvo nas costas. Morreu lutando por você. Assim como eu faço com o meu filho. Não sabemos o que de fato ele quer com Scott. Mas ele o persegue. Já você. Eles estuda há anos replicar você.

- Está me dizendo que tem um cientista lunático tentando me clonar e nunca ninguém me avisou?

- Tentamos lhe proteger.

- Proteção com alienação? Por isso Scott é tão paranoico. Ele sempre esteve certo quanto você Charles. Mas diferente de Scott você não é meu pai. Meu pai era Jhon Grey, e faleceu tentando me proteger. E agora os meus sobrinhos sumiram.

- Sinto muito se falhei com você. Foi tentando acertar.

- Não importa agora. A única coisa que me importa nesse momento são os meus sobrinhos.

- Já estamos rastreando eles. Por eles não serem mutantes, estão em outro departamento. O fato de você ter ligação com as crianças... Bem existe uma situação ética. Mas Você vai ser informada em tempo real de toda a missão.

- Também quero proteção policial para a minha mãe, minha irmã e meu cunhado.

- Farei isso Jean.

Já passava das 4h quando Moira ligou para Scott.

- Desculpe não ter atendido antes Moira, eu bebi um pouco mais do que deveria. Aconteceu alguma coisa?

- Venha agora para a casa do seu pai Scott. Precisamos de você aqui.

- Aconteceu alguma coisa com ele?

- Com ele não. Eu acordei com o FBI reunido na porta de casa. Mas não é a Divisão Mutante. Charles acionou todos os departamentos.

- Encontraram o Corsário?

- Não Scott. Sequestraram os sobrinhos da Dra Grey.

- Chego ai em 10 min.

 

Scott estava se sentindo a pior pessoa do mundo. Lembrou do quanto ficou desestabilizado quando viu Corsário. Da discussão que tivera com Jean. De ter ido na casa da Emma ao invés de ter ido atrás de Jean. E o Corsário... O corsário estava certo. A família dela estava em perigo. Os sobrinhos dela haviam sido sequestrados.

- AHHHHHHHH! – gritou tentando extravasar.

Enquanto ele dirigia ele só conseguia pensar o quanto foi idiota com a sua namorada. Jean estava investigando o assassino do pai por conta própria talvez porque precisasse disso para lidar com o luto. Mas ele sequer havia cogitado essa possibilidade pois sempre que encontra Corsário ele perde a cabeça. Ele se lembrou das vezes que ainda na academia descontava suas frustrações e inseguranças nos novos recrutas e inclusive em Jean quando era novata. Ficou irritado consigo mesmo. Ele não sabia o que esperar do comportamento de Jean quando a encontrasse. Sabia que estava errado. Errou em tantos níveis que entendeu porque ela demorou tanto para dar uma chance para o relacionamento deles... Jean sempre parecia ser discreta quando a isso e justo quando ela aceitava se abrir socialmente tudo isso aconteceu. Ele sabia que agora ela tinha motivos para terminar. Mas independente se Jean queria ou não terminar com ele, sabia também que agora ela precisava de um amigo, de apoio. Ela estava vulnerável e ele não iria permitir que ninguém fosse uma ameaça para ela ou para a família dela.

 

Ao chegar na mansão de seu pai, o dia já nascia.

- Pai, onde está a Jean?

- Scott, que bom que chegou. Jean me falou que você encontrou o Corsário. Como você está meu filho?

- Eu quase o prendi. Ele nos apagou e fugiu. Aquele desgraçado. Parecia que estava ameaçando ela. Eu vou mata-lo. Fui atrás desse tal de Sinistro. Só sei que ele faz experiências como mutantes.

- Sim, ele faz. Infelizmente é só isso que sabemos a respeito. Ele se esconde muito bem. Mas pelo que sabemos ele é quem sequestrou as crianças.

Scott parou um pouco e fechou o punho e disse:

- Por que você acha que o Corsário iria avisar a Jean se ele não estivesse envolvido? Não faz sentido.

- Filho eu me pergunto a mesma coisa. Quando o corsário tentou sequestrar você eu não deixei. Nós lutamos enquanto você estava desacordado. Mas ele insistia que você estava em perigo por conta do Sinistro.

- Então minha cabeça está a prêmio para esses dois: Sinistro e Corsário. Bom saber.

- Talvez sim Scott. Mas você sempre esteve seguro comigo. Temo pelos sobrinhos de Jean pois eles estão em outro departamento que não o nosso. Só podemos confiar em nós mesmos.

- Eu vou destruir esses dois. Ninguém vai ameaçar a família dela e sair impune. Ninguém! E isso serve para o Stryker.

- Scott, uma coisa de cada vez. Vá falar com Jean. Ela está precisando de você. Ela está no conversando com Miora.

- Que bom que temos uma psicóloga experiente em casa.

 

Quarto de Moira

 

- A minha cabeça está para explodir. Eu ainda nem dei conta de investigar o caso do meu pai ainda. Agora isso... Eu me sinto tão culpada. Parece que a minha existência é toda errada. Coloco todos em risco só de estar por perto.

- A culpa não é sua Jean.

- Na escola, eu vivi todo aquele massacre. Me incentivaram praticar algum hobbies. Fiz ballet, fui a melhor bailarina que pude para agradar o meu pai. Fazia todas as aulas e me formei em tempo recorde. Mas não era o que eu queria. Eu queria... Sempre fui fascinada medicina legal. Desvendar as coisas e sou muito boa nisso.

- Sim você é!

- Eu acreditei que iria ajudar as pessoas. Mas o que fiz, só deixou minha família vulnerável. Todo mundo quer ser Jean Grey, ou pensam que é fácil estar no meu lugar. As pessoas não tem noção do que é estar no meu lugar. Eu só quero encontrar os meus sobrinhos...

- Estamos trabalhando incansavelmente para isso Jean.

- Eu sei. Mas ainda me sinto culpada.

Alguém bateu na porta. Moira reconheceu pelas batidas.

- É o Scott. Você quer falar com ele?

-...

- Posso pedir para ele sair se preferir.

- Tudo bem. Ele também não está bem. Talvez ele precise falar com você.

- Você sabe que ele quer falar com você.

Jean pensou um pouco. Estava chateada com Scott. Mas ao mesmo tempo queria ele por perto. Ela sabia o quanto a presença de Corsário o desestabilizava. Ela queria compreensão, mas também era compreensiva.

- Ele pode entrar.

- Pode entrar Scott – Disse Moira.

Scott olhou para Moira e para Jean que estava visivelmente cansada.

- Como vocês estão?

- Tentando lidar com essa situação delicada. Respondeu Moira.

Scott se aproximava de Jean com calma tentando perceber o comportamento dela. Estendeu a mão para ela e segurou com carinho e disse:

- Já colocamos sua família sobre proteção policial. Você quer ficar aqui ou ficar com a sua mãe? O que você preferir. Eu faço.

- Eu quero ficar com a minha mãe. – Jean olhou para Scott pela primeira vez e ele a abraçou querendo lhe proteger. Ela retribuiu o abraço.

- Jean você precisa descansar. Durma ao menos duas horas e depois volte para a casa de sua mãe. Eles vão precisar de vocês lá. Mas você precisa ficar inteira antes. – Disse Moira.

- Não sei se consigo dormir Moira.

- Ao menos tente Jean.

- Vem, você dorme no meu quarto. Ao menos um pouco. Depois levo você na sua mãe. – disse Scott.

 

Quarto de Scott

 

Scott estava abraçando Jean com medo de solta-la e de alguma forma perde-la.

- Me perdoe, eu fui um idiota. Não há justificativa.

- ... – Jean nada falava apenas encostava o rosto contra o peito de Scott.

- Mas eu estou aqui querendo te ajudar. – Ele beijava a cabeça dela.

- Estou perdida. Não sei o que fazer...

- Vem... Deita aqui. Dorme um pouco. Eu vou ficar com você. Temos agentes de todos os departamentos. Vamos encontra-los eu prometo. Mas você precisa dormir. Ouviu a Moira, ao amenos umas horas. Você precisa descansar.

- Não sei se consigo. – Ela disse segurando o choro.

- Consegue.

Eles se deitaram juntos. Scott fazia carinho nos cabelos de Jean. Até sentir que ela se aninhou e dormiu.

 

Dorme meu amor. Eu vou te proteger. E vou prender todos eles. E acabar com todos que ousarem tramar contra você. Ou eu não me chamo Scott Summers.

 

Algumas horas se passaram e Jean estava agitada. Scott percebeu. Ela despertou assustada.

- Eles estão no porto. Posso sentir. Estão em um navio com a bandeira da Noruega.

- Tem certeza?

- Sim.

 

Brooklyn Cruise Terminal

Nova York 10:00 AM

 

O Agente Summers acompanhava a divisão de sequestro junto com a Agente Munroe.

- Nossa fonte confirmou que eles estão nessa embarcação. – Ele disse para a equipe.

- Não há sinais de tripulação. Aparentemente abandonaram antes de chegarmos.

- Então sabiam que viríamos. Mesmo assim vamos entrar.

O grupo entrou na embarcação e Scott arrebentava todas as portas com suas rajadas óticas.

- Agente Summers, temos sinais de térmicos em movimento na parte inferior da embarcação.

- Quantos são Munroe?

- Aproximadamente 4 pessoas.

- Vamos.

Ao chegar na parte inferior da embarcação Scott encontrou quatro crianças. Entre eles Joey e Gailyn Grey.

- Encontramos. - Scott sorriu satisfeito.

- Quem são as outras crianças?

- Vamos levar todos para o departamento de proteção à criança e adolescente.

- Certo agente Summers.

Scott viu no olhar das crianças assustadas o olhar perdido que ele já tivera um dia. Se aproximou dos sobrinhos de Jean e disse:

- A tia de vocês é minha amiga e pediu para eu vir busca-los. Querem ir comigo?

As crianças assustadas apenas confirmaram com a cabeça.

As outras duas crianças era maiores e uma delas falou para a Agente Munroe.

- Eles nos levou para aquela sala ali para tirar nosso sangue.

- Eles fizeram alguma coisa com vocês além disso? – Perguntou Ororo Munroe.

- Não. Ele tirou nosso sangue e depois disse que não servíamos.

Na sala em questão era um mini laboratório com algumas amostras de sangue. Quase todos com indicações para descartes.

 

Divisão Criminal Mutante 01:00 PM

 

- Como eles estão Jean?

- Mais calmos. Sondei a mente deles mas e eles não viram muita coisa. Só lembram que foram vendados, trancados naquela sala e alguém tirou amostras de sangue. Sem sinais de violência. Eles só tem 4 e 5 anos... Mesmo assim eu e Sarah decidimos que era melhor deletar essa experiência da mente deles. Evitar traumas.

- Você tá fazendo igual ele. – ele disse pensativo.

- Scott não começa! – Ela disse cerrando os lábios irritada.

- Não estou criticando. Só constatando. Já julguei o meu pai por isso, mas ele estava certo. Você está certa. Me expressei mal.

Ela respirou mais calma e continuou.

- Já encontraram os pais das outras crianças. Nenhum mutante. Então deixa de serem do nosso departamento.

- Vem cá. – Ele estendeu a mão para ela querendo abraça-la.

- Estamos no trabalho.

Mesmo assim ele insistiu, se aproximou e abraçou ela.

- É questão de tempo todos perceberem que estamos juntos. E você passou por muita coisa nas ultimas 24h. Precisa de um abraço. Do meu abraço.

Jean apenas aceitou o abraço e ficou mais tranquila. Mas isso não demorou tempo.

- Agente Summers, agente Grey. Vocês precisam ver isso...

- Certo Munroe.

Ela entregou alguns documentos a eles.

- Não eram as crianças o foco, mas sim a Agente Grey!

Jean ficou em silêncio. E Ororo continuou:

- Esse tal de Sinistro deve ter saído rápido da embarcação, mas deixou esses documentos. Todos falam da crianção do mutante perfeito a partir do DNA de Jean Grey. Xavier estava certo.

- Xavier e Corsário falaram a mesma coisa. É isso que eles querem comigo? Então querem me replicar.

- Jean você falou que o seu pai tentava te esconder a todo custo mas quando você foi admitida na Academia Xavier o seu pai brigou com você porque você estava cercada de jornalista.

- Onde quer chegar Ororo?

- Quem ganharia com o seu paradeiro sendo revelado?

- Sinistro... – Jean falou baixo – E o primeiro jornalista que chegou era amigo do Shaw.

- Como você sabe que ele era amigo do Shaw? – Perguntou Scott.

- Porque o Warren me falou quando chegamos no Clube do Inferno no dia do acidente do que deixou o Warren em coma. – Ela respondeu com frieza.

- Pessoal, lembram quem nos vídeos do acidente do Warren tinham uma pessoa que aparentemente estava dando ordens para a Emma e para o Shaw? Sempre fiquei intrigado com aquela cara.

- O que quer dizer agente Drake? – Perguntou Scott.

- Eu posso estar muito louco. Mas e se aquele cara for esse tal de Sr Sinistro?

Todos olhavam para Bobby como se ele tivesse matado a charada.

- A Emma disse que ele já tinha feito parte do Clube do Inferno... O pai da Jean é assassinado depois do paradeiro dela ser revelado... Isso tá começando a fazer sentido. – Scott falou.

Jean nada falou apenas ouviu aquelas teorias sobre ela e sua família. Era um caso que a divisão criminal deveria investigar.

 

Apartamento de Jean Grey

 

Meses se passaram. As coisas pareciam estar se acalmando.

Jean estava em casa quando sentiu a presença de Scott parado do outro lado da porta. Eles já estavam praticamente morando juntos. Ele estava ali há algum tempo, imóvel, como se hesitasse em entrar.

Nas mãos, segurava um envelope com a inscrição: “É do seu pai. Filho. Somos aliados, não inimigos. IB.”

Scott sabia que aquela assinatura não era de Xavier mas também não sabia exatamente o que aquilo significava.

Ao perceber que ele não entrava, Jean abriu a porta.

— Por que você está parado aí? Está bem?

— Não sei… — ele respondeu, entregando o envelope. — Achei isso na porta.

Jean analisou rapidamente.

— Não é a letra do meu pai. - Scott franziu o cenho.

— IB… de novo essa porcaria. – Ela disse irritada.

— Por que você nunca me conta o que realmente sabe sobre esses “aliados”? — ele rebateu, firme. — Sua família está envolvida até o pescoço, e você não me fala nada.

— O seu pai também estava — ela retrucou. — E eu não fico te pressionando com isso.

— Seja sincera comigo, por favor.

Ela suspirou, controlando o tom.

— Dá pra você entrar? Não vou discutir isso no corredor.

— Tá bem.

Jean foi até o quarto.

— Vou pegar uma coisa pra você ver.

Scott se sentou no sofá, ainda segurando o envelope. Não o abriu. Quando Jean voltou, trazia uma caixa.

— Minha mãe me deu isso no dia da minha formatura.

A tampa tinha as mesmas letras: IB.

Idoalas Belesder — explicou. — Um anagrama para “Aliados Rebeldes”. Um grupo de familiares de mutantes que existe há décadas. Eles prometem proteger uns aos outros… ou aos filhos.

Haviam algumas fotos de alguns IB e uma carta do pai de Jean falando o quanto tinha orgulho dela por ela ser forte e faria de tudo para proteger a filha. Ela respirou fundo antes de continuar. 

— Meu pai e o pai do Worthington faziam parte desse grupo. Minha mãe não tinha envolvimento direto. Mas o meu pai… ele se envolveu mais do que devia pelo que eu entendi. E morreu por causa disso.

Scott permaneceu em silêncio.

— O seu pai sabia — ela acrescentou. — Mas preferiu agir dentro do governo, embora mantivesse contato com alguns “Aliados”.

Jean cruzou os braços.

— O que eu sei é que civis  sem preparo estão morrendo tentando proteger seus filhos. E falhando. Porque são civis. — Ela o encarou. — Eu sou mais útil dentro de um laboratório forense. Não por ser mutante, mas por ser agente federal. Eu trabalho dentro da lei.

Scott finalmente falou:

— Então era isso que você estava me escondendo?

Jean riu, sem humor.

— Escondendo? Scott, essa caixa fica na gaveta do meu quarto. Você dorme lá. Como exatamente eu esconderia isso de você?

A voz dela endureceu.

— Eu só não quero tocar nesse assunto. É sobre a morte do meu pai. Ele foi assassinado porque queriam chegar até mim. E morreu sem falar comigo.

Ela deu um passo à frente.

— O que mais me irrita em você é essa paranoia de que tudo gira em torno de você. Como se eu estivesse conspirando contra você.

Scott não respondeu.

— Se você realmente acreditasse nisso — ela continuou —, por que me deixou entrar na sua mente e me mostrou os seus traumas? Por que me chamou para a sua equipe? Eu tive propostas no país inteiro... Eu fiquei porque você queria que eu ficasse!

A voz dela mudou, ficou mais intensa.

— E, principalmente… se você acha que eu sou capaz de te trair… por que ainda estamos juntos?

As palavras atingiram Scott em cheio.

— Porque… — ele hesitou — eu já tive pessoas que fizeram isso comigo a vida toda…

— Seu pai? Sua ex? — Jean cortou, fria. — Sinceramente, Scott, isso não é mais problema meu. Eu já terminei relacionamentos por bem menos.

— Eu não quero terminar com você.

— E você acha que eu vou ser seu saco de pancadas emocional pra sempre? Você faz isso desde o dia em que me conheceu.

Ela o encarou, agora com curiosidade genuína:

— Então por que você ainda está comigo Scott?

Scott pareceu surpreso com a própria resposta:

— Porque eu gosto de você.

Jean ficou em silêncio por um instante.

— Eu gosto de você, Scott — disse, mais calma. — Mas gosto mais de mim. E hoje… não sei se quero continuar essa conversa.

Ele se aproximou.

— Jean…

— Eu conheço suas fragilidades. Seus traumas. Mas você não é o único aqui que carrega dor. Toda vez que você se apoia em mim desse jeito… você esquece que eu também tenho feridas.

O silêncio pesou entre os dois.

Scott então a abraçou, com cuidado — não para se defender, mas para reparar.

— Me desculpa — disse baixo. — Eu confio em você. Mas fui condicionado a desconfiar de tudo. O problema sou eu, não você.

— Não faz assim — ela respondeu, ainda tensa. — Sua insegurança me machuca.

— Me perdoa.

Ele não disse mais nada. Apenas a manteve perto até sentir o corpo dela relaxar.

Quando se afastaram, ele a olhou nos olhos.

— Eu te amo.

Era a primeira vez que dizia aquilo em voz alta.

— Eu só… não sei demonstrar. Nem sei se mereço você. Nem entendo por que você gosta de mim… eu mesmo não sei gostar de mim.

Jean sustentou o olhar.

— Então para de achar que eu estou conspirando contra você, seu idiota.

Scott soltou um leve sorriso, ainda inseguro.

— Me perdoe...

— Nunca mais fale comigo daquele jeito. Nunca mais.

— Você tem a minha palavra.

Ele a beijou, suave.

Jean respirou fundo, tentando se recompor.

— O que tem nesse envelope?

— Ainda não abri.

Scott o abriu com cuidado. Dentro, havia um pendrive.

Jean franziu a testa.

— O Bobby sempre diz pra não conectar esse tipo de coisa em computador pessoal. Pode ter vírus.

Scott assentiu.

— Você está certa. Vou chamar ele. Ele vai saber o que fazer.

Jean caminhava de um lado para o outro, tentando conter a tensão.

— Bobby disse que chega em uns quarenta minutos. — informou, sem olhar diretamente para Scott.

Ele ainda segurava o envelope vazio.

— Quem você acha que mandou isso, Jean?

Ela suspirou, cansada.

— Não faço ideia. Mas, até agora, as únicas pessoas que já apareceram pra mim como “aliadas” foram: meu pai — que está morto —, o Sr. Worthington… que estava comigo semana passada no hospital, quando fui ver o Warren. E, sinceramente, ele está destruído demais pra conspirar qualquer coisa. Está tentando tratamento com células-tronco pra tirar o Warren do coma.

Scott franziu o cenho.

— Você acha que isso pode funcionar?

— Talvez. Warren é mutante… e está há quase três anos em coma sem perda muscular.

— Moira disse que, quando eu estive em coma acordei com 2 anos e 2 meses e também não tive perda muscular.

— Sim — Jean assentiu. — A gente se baseou na sua recuperação. No seu caso foi traumatismo craniano. Mas o Warren teve amputação das asas… e isso envolve diretamente a medula. Complica muito mais.

Scott passou a mão pelo rosto.

— O Anjo já devia ter acordado…

Jean hesitou por um segundo antes de continuar:

— E, por fim… temos o Corsário.

Só o nome foi suficiente para tirar Scott do eixo. Ele socou o sofá com força. Jean o encarou, séria.

— É por isso que eu evito falar dele na sua frente.

— O que vocês escondem de mim?

Ela fechou os olhos por um instante, irritada.

— Vai começar de novo? — cruzou os braços. — É melhor você se controlar, Scott.

— Ou o quê? Vai manipular minha cabeça?

Jean deu um passo à frente, a voz baixa e cortante:

— Se eu quisesse te manipular, você nem perceberia. E, se eu realmente fizesse isso, não acha que a gente teria bem menos conflitos como esse agora?

O olhar dela endureceu.

— Para de agir como um idiota.

— Então por que você não faz como os outros telepatas?

— Porque você é meu namorado, não meu fantoche! — ela explodiu. — Se conviver com telepatas te irrita tanto, por que você ainda está comigo? Eu não preciso manipular ninguém pra estar onde estou.

Scott tentou intervir:

— Jean…

— O quê? Vai pedir desculpa de novo? — ela o interrompeu. — Você está assim por causa do Corsário? Ele te dá gatilho?

A voz dela começou a falhar.

— Você nunca… nunca se preocupou de verdade com como eu me senti depois que meu pai foi assassinado. Eu sou agente federal, Scott… e não pude fazer nada!

As lágrimas vieram.

— Você quer vingança contra o Corsário? Ótimo. Vai atrás. Mas não me coloca no meio disso. Eu ainda estou tentando lidar com o fato de que a única pessoa que realmente lutou por mim… não está mais aqui.

Scott tentou se aproximar. Jean se afastou imediatamente.

— Você está certa — ele disse, a voz quebrando. — Eu não sei me controlar quando o assunto é aquele desgraçado. Mas não posso descontar em você.

— Eu não vou te abraçar — ela respondeu, enxugando o rosto. — Você estava falando comigo como meu superior. Então aja como tal, agente Summers. Se recomponha.

— Você é minha namorada… não estou aqui como seu chefe.

— Não parece. — Ela o encarou. — Por quanto tempo você acha que eu aguento isso? Eu não sou o Charles.

Scott abaixou a cabeça. O peso daquilo era inegável.

— Jean, eu…

— Acho melhor a gente dar um tempo.

— Não… — ele disse, desesperado. — Não fala assim. Eu amo você.

Ela o encarou, exausta.

— Você sabe mesmo o que amar significa?

Scott demorou a responder.

— Talvez… não. Talvez eu não saiba demonstrar.

— Você já disse isso hoje.

— Eu preciso de você, Jean. Não me abandone. - ele parou por um instante e falou com a voz baixa - Não podemos terminar assim...

Ela respirou fundo, retomando o controle.

— Vamos continuar na mesma equipe. Vamos aprender a lidar com isso como antes quando você me odiava e ainda assim trabalhávamos juntos.

— Eu nunca te odiei! — ele rebateu. — Eu sempre fui louco por você.

Jean ergueu uma sobrancelha.

— Foi por isso que tentou me diminuir quando eu era recruta?

— Não! Eu achava que você era agente do Corsário. — Ele passou a mão no rosto, nervoso. — Mas eu me apaixonei por você no momento em que ti vi pela primeira vez. Eu nem sabia como administrar todo esse sentimento... Eu surtei quando descobri que você tinha namorado… e quando ficou com o Logan… Realmente eu não sei demonstrar meus sentimentos.

Respirou fundo, tremendo.

— Eu odeio tanto o Corsário que tenho crises de ansiedade. Passo mal. E você… você é a única pessoa que consegue me parar. Porque eu só me sinto seguro com você.

A voz dele baixou.

— Se isso expõe minha vulnerabilidade… é pra você que eu mostro. Porque eu confio em você. Porque eu te amo. Eu sou um idiota… eu só consigo chorar na sua frente. Me sinto uma criança assustada… e você parece tão segura, tão superior caramba você é a Doutora Jean Grey!... e eu… eu ainda sou só alguém que nunca se sentiu digno de ser amado. Ainda mais por você.

Jean não se comoveu.

— Quer que eu sinta pena de você? Acredita que isso te da liberdade de descontar suas frustrações em mim? — disse, fria. — Você é meu superior Agente Summers. Se comporte como tal.

— Jean…

— Não quero mais conversar. Vou ficar no meu quarto. Você fica na sala. Quando o Bobby chegar, verificamos esse pendrive… e você vai embora.

Scott apenas assentiu.

Ela entrou no quarto e fechou a porta.

Scott permaneceu na sala, imóvel. Não havia ninguém para culpar além de si mesmo.

 

Algum tempo depois, Bobby chegou com um computador portátil.

 

— Que clima horrível é esse? — perguntou, olhando entre os dois.

— Cala a boca, Bobby — Jean respondeu, seca. — Scott, dá o pendrive pra ele. Quero acabar logo com isso.

Scott não discutiu. Apenas entregou.

Bobby conectou o dispositivo.

— Criptografia simples… já resolvo.

Minutos depois, os arquivos apareceram na tela.

— Vídeos de segurança — murmurou.

Scott se inclinou.

— Que lugar é esse?

— Não sei — disse Jean.

— Nem eu — completou Bobby.

As imagens mostravam um galpão vazio.

— Vou avançar — disse Bobby.

O vídeo correu até que duas figuras surgiram, correndo.

— Para! — Scott apontou. — Quem é esse?

Jean ficou rígida.

— É o meu pai.

Scott estreitou os olhos.

— Ele está olhando pra todas as câmeras… como se quisesse ser visto. Mas o outro cara… está evitando aparecer. Quem é?

Jean respondeu sem hesitar:

— O Corsário... E cala a boca, Scott.

— Eu não disse nada…

— Mas ia dizer.

Bobby levantou as mãos.

— Ok… claramente eu estou no meio de uma briga de casal.

— Só continua o vídeo — Jean pediu, tensa.

As imagens mostravam John Grey e Corsário fugindo desesperadamente… até que um grupo armado surgiu. O vídeo cortou.

— Aquele guiando o grupo é o Stryker — disse Scott, em voz baixa. Ele sabia o que iria acontecer apartir dali...

Jean lembrou das palavras de Corsário que afirmavam que o Stryker havia matado o pai dela. Ela já sabia o que viria a seguir...

- Próximo vídeo. – Ela disse sem piscar.

- Meu amor você não precisa assistir isso. – Scott disse com cautela tentando a proteger.

— Próximo vídeo, Bobby. – Jean ordenou.

Bobby hesitou.

— Jean… você tem certeza?

Ela quase sussurrou:

— Eu preciso ver...

Scott tentou intervir mais uma vez:

— Você não precisa fazer isso agora Jean…

— Eu quero ver quem matou o meu pai.

A voz dela falhou. Scott deu sinal para Bobby que enfim deu play.

A câmera externa do galpão mostrava tudo com clareza cruel.

John Grey e Corsário estavam imobilizados.

John discutia com Stryker. Um disparo seco direto na cabeça. O corpo de John caiu, Corsário gritou, fora de si.

Stryker limpou a arma… e a entregou a ele. Corsário atirou.

O colete absorveu o impacto. Armadilha. Corsário imobilizado. Minutos depois, Corsário foi resgatado pelos Piratas Siderais. John Grey permaneceu no chão imóvel.

Jean não reagiu de imediato, ficou parada.

— Jean… — Scott se aproximou com cuidado. — Eu sinto muito...

Então aconteceu...

Os olhos dela mudaram de cor um brilho impossível, um grito rasgou o ar. A explosão veio em seguida era a energia psíquica que varreu o apartamento, atravessando paredes, alcançando quarteirões inteiros. Scott e Bobby foram arremessados ao chão. Alarmes de carros dispararam em sequência e vidros vibraram. O ar pareceu colapsar.

Jean Grey… finalmente explodia. Não era só dor.

Era tudo.

 

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